
Visto por muitos como o azarado do Oscar deste ano, "Brooklyn" surpreende ao ser um dos filmes mais completos da lista e um dos mais adoráveis também. Baseado no livro de Colm Tóibín, somos presentados com uma obra singela, simples, mas incrivelmente apaixonante, além de revelar, mais uma vez, uma brilhante atuação de Saoirse Ronan.
por Fernando Labanca
Apesar de já ter tido muitos de seus livros adaptados na tela grande, o escritor inglês Nick Hornby (Alta Fidelidade, Um Grande Garoto) tem se dedicado, nos últimos anos, aos roteiros para o cinema e tem se saído bem nesta linguagem. Após escrever filmes como "Educação" (2009) e "Livre" (2014), Hornby retorna agora com mais uma adaptação, e sem dúvidas, o grande trunfo de "Brooklyn" é seu roteiro. Na tela, acompanhamos a belíssima jornada de Eiles Lacey (Ronan), uma jovem irlandesa que sem perspectiva de vida em seu país, aceita a ajuda de um padre (Jim Broadbent), que lhe cede um passaporte e um trabalho nos Estados Unidos, a terra das oportunidades. Tímida e muito apegada a sua família, Eiles abandona tudo e parte sem saber o que lhe espera, encontra moradia em uma pensão, passa a trabalhar como atendente e a se dedicar aos estudos, mas apenas quando conhece o carismático Tony (Emory Cohen) é que compreende que aquele pode ser seu novo lar.