quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Crítica: Entre Irmãs (2017)

Cinema com cara de novela. Com muito orgulho.

por Fernando Labanca

O diretor Breno Silveira sempre foi conhecedor de seu público e sempre fez suas obras muito consciente sobre quem as destina. Filmes como "2 Filhos de Francisco" (2005) e até mesmo "Gonzaga: De Pai pra Filho" (2012), que inclusive ganhou uma versão na TV, tem traços de novela, com histórias de superação e momentos feitos para emocionar. Essa característica, muitas vezes, é vista como algo negativo, pejorativo, no entanto, Silveira faz isso com tanta propriedade que nos convence de suas intenções. Seu produto funciona na televisão sim e nem por isso é ruim, de qualidade menor. Bem pelo contrário.

Baseado no livro "O Cangaceiro e a Costureira", o filme nos mostra Pernambuco na década de 30 e como o tempo separou duas irmãs. Vivendo uma vida simples naquele local, Emília (Marjorie Estiano) é do tipo que sonha alto, sempre se vendo longe dali, encontrando o príncipe encantado e indo morar na cidade grande. Bem diferente de Luzia (Nanda Costa), que por ter um braço atrofiado, sempre se viu por baixo, digna daquela vida sem perspectiva. Tudo muda quando a cidade é invadida pelo cangaceiro Carcará (Julio Machado) e seu bando, que obriga Luzia a fugir com eles. Estranhamente ela não hesita e percebe que aquela é sua chance de fazer algo de sua vida, abandonando sua irmã e seguindo outro rumo. O filme, então, acompanha a jornada das duas a partir deste ponto e em como uma não foi capaz de esquecer a outra, mesmo com a distância e a dúvida do destino que cada uma teve.


segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Crítica: Como Nossos Pais (2017)

"Como Nossos Pais" traz um discurso necessário aos novos tempos e marca, de vez, Laís Bodanzky como uma das maiores cineastas do cinema brasileiro.

por Fernando Labanca

O filme é um dos mais relevantes do cinema nacional deste ano. "Como Nossos Pais" faz uma crítica ao sistema patriarcal que ainda rege nossa sociedade, colocando uma protagonista disposta a enfrentar isso, nos fazendo, desta forma, refletir sobre este peso existente em ser mulher no mundo de hoje. Em ser a mãe, a esposa e a profissional perfeita. Nesta luta diária de se provar e procurar um espaço em um mundo que finge que te aceita, mas não está pronto para lhe abrir todas as portas. É um discurso feminista que merece ser ouvido. Que precisa ser ouvido. Se trata de um roteiro consciente de seus atos, objetivo e muito bem pontuado. É, também, leve e gostoso de ver, que nos inspira, nos dá o impulso para vermos nossa sociedade com outros olhos.


quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Crítica: A Guerra dos Sexos (Battle of The Sexes, 2017)

Depois do sucesso indie "Pequena Miss Sunshine" (2006), os diretores Jonathan Dayton e Valerie Faris retornam em mais um filme agradável, que além de trazer excelentes atuações de Emma Stone e Steve Carell, debate na tela um assunto de extrema relevância: a igualdade entre os sexos.

por Fernando Labanca

Acho sempre curioso quando o cinema aborda essas histórias que aconteceram no passado, mas que estão diretamente ligadas aos tempos de hoje. Apesar de acontecer na década de 70, "A Guerra dos Sexos" fala muito sobre os dias atuais e sobre um tema que ainda muito se discute, trazendo uma verdade que às vezes muitos preferem ignorar, a discrepância existente na remuneração entre homens e mulheres no ambiente de trabalho, quando realizam exatamente a mesma função. É triste pensar que esta é uma batalha ainda não ganha, no entanto, o longa traz este viés inspirador e esperançoso. Nos faz acreditar que estamos no caminho, que existem pessoas lutando por isso e é incrível ver a jornada real da tenista Billie Jean King e como, em um ato de extrema coragem, desafiou a história e deu um passo a frente nesta luta por direitos iguais.


segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Crítica: O Estado das Coisas (Brad's Status, 2017)

Problema de gente grande.

por Fernando Labanca

Brad (Ben Stiller) é um homem bem casado, classe média alta e com uma vida profissional lucrativa. Isso, para muitos, poderia ser uma grande conquista, mas para ele isso não é suficiente. Esta crise de inferioridade cresce ainda mais quando é obrigado a assistir o sucesso de seus amigos da época de faculdade, que são matérias de revistas e televisão e possuem uma vida mais perfeita que filtro de instagram. Enquanto vive este momento de muitas reflexões, Brad se lança a uma jornada ao lado de seu único filho (Austin Abrams), para que ele decida qual faculdade ingressar no futuro, dando, enfim, seu primeiro passo de sucesso.

"O Estado das Coisas" possui um texto fascinante e funciona quase como um diário do protagonista. E durante seus minutos, acompanhamos um relato bastante íntimo sobre tudo o que lhe passa a mente, dos pensamentos mais vergonhosos aos mais absurdos, mais corrosivos. É o status atual de Brad - assim como anuncia seu título original -, mas poderia ser o meu, poderia ser o de qualquer um. Por mais cruel que seja este estado em que ele se encontra, o roteiro, escrito pelo comediante Mike White, fala mais sobre nós do que gostaríamos de aceitar e justamente por isso, é estranhamente doloroso, desconfortável. Comparar nossa vida com a dos outros é um exercício natural, inútil, mas que fazemos com uma certa frequência. O único resultado disso é uma sensação de fracasso, de que a grama do vizinho é mais verde, de que a felicidade e o sucesso alheio são sempre mais altos que o nosso. De longe, parece uma crise existencial tola, mas ela existe, faz parte de nós. Faz parte, ainda, principalmente, desta geração que assistiu a evolução da tecnologia, que hoje vê seus melhores amigos esbaldando uma vida que nunca teremos, onde cada pequeno pedaço de sucesso é postado, vendido, compartilhado. Uma ideia falsa, claro. Mas uma ideia que nos afeta.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

15 Atores para se prestar mais atenção


Com 2017 se aproximando do fim, já é possível perceber alguns nomes iniciantes em Hollywood que se destacaram no ano e que, olhando para seus próximos projetos, terão tudo para se destacar ainda mais. Pensando nisso, fiz esta lista com essas novas caras do cinema, que tem tudo para se manterem e construírem uma carreira interessante. Torcemos por isso!

Nada mais é do que uma aposta minha, de acreditar que esses novos atores e atrizes poderão conquistar grande sucesso. Uns mais conhecidos que outros, penso que todos são dignos de notoriedade e caso você não os conheça...digo que são nomes que você deve prestar mais atenção daqui em diante. 

por Fernando Labanca


15. Bill Skarsgård


Bill é um ator sueco, irmão do também ator Alexander Skarsgård. Conhecido do público por protagonizar a série original da Netflix "Hemlock Grove", o ator chamou de vez a atenção quando aceitou o desafio de interpretar o palhaço Pennywise no remake "It: A Coisa", lançado este ano. Bill fez parte do elenco da "Série Divergente: Convergente" e também estará no próximo capítulo que será lançado na TV. Além de fazer parte da série, que chegará no Hulu ano que vem, "Castle Rock", baseado na obra de Stephen King e produzido por J.J.Abrams, o ator já está confirmado na continuação de "It" que chegará em 2019.




14. Sofia Boutella


Sofia veio da Argélia e tem conquistado Hollywood aos poucos. Tem uma carreira curiosa, onde seu talento como bailarina a fez participar de clipes musicais de artistas como Madonna e Michael Jackson, além de fazer parte de algumas campanhas publicitárias. No cinema, começou muda na pele de Gazelle em "Kingsman - Serviço Secreto" (2014), no entanto, foi em sua aparição em "Star Trek: Sem Fronteiras" (2016) que a atriz ganhou mais destaque e surpreendeu com sua personagem extremamente cativante. Esse ano, Sofia contracenou com Charlize Theron em "Atômica" e com Tom Cruise no remake que ninguém pediu de "A Múmia". Para o futuro, ela estará no elenco do thriller "Hotel Artemis", que também conta com atores como Jodie Foster, Zachary Quinto, Jenny Slate e Dave Bautista, e na ficção científica "Fahrenheit 451", onde contracenará com Michael Shannon e Michael B.Jordan.




13. Haley Lu Richardson


Haley é outra atriz que começou tímida, onde ninguém apostava muita coisa. Tudo mudou com sua indicação ao Gotham Awards de Melhor Atriz ao protagonizar o elogiado "Columbus", ainda sem data de estreia no Brasil. Esta indicação, com certeza, levará sua carreira para outro rumo. Por enquanto, seu papel mais revelante para o futuro será no drama de Chris Weitz "Operation Finale", que também conta com atores como Oscar Isaac e Mélanie Laurent. Lembrando que este ano ela já apareceu em duas obras bem interessantes, na comédia "Quase 18" e no thriller de M.Night Shyamalan, "Fragmentado".




12. Kiersey Clemons


Kiersey é aquela atriz que você provavelmente já viu mas nunca soube o nome. Isso pode mudar daqui um tempo, logo que ela não para desde que começou e aos poucos tem participado de filmes de grande sucesso. Começou fazendo participações em séries como "CSI", "New Girl" e na belíssima "Transparent", na qual conseguiu um papel de maior destaque. No cinema, chamou a atenção quando protagonizou o longa independente "Dope" em 2015 e não muito tempo depois apareceu, ao lado de Chloe Grace Moretz, na comédia "Vizinhos 2". Kiersey está, atualmente, em cartaz no thriller "Além da Morte" e em breve chegará na nova dramédia de Marc Webb, "The Only Living Boy in New York", e no blockbuster "Liga da Justiça" como Iris West, papel que voltará no filme solo de "Flash", com previsão de estreia para 2020. Além de ingressar no universo da DC, nos próximos anos, a atriz estará  envolvida em vários outros projetos como o drama musical "Hearts Beat Loud", no qual contracenará com Nick Offerman e Toni Collette.




11. Riz Ahmed


Grande revelação de 2014 quando se destacou como coadjuvante no longa "O Abutre", Riz Ahmed não parou de atuar desde então. Conseguiu papéis de destaque em obras de bastante sucesso como "Jason Bourne" e "Rogue One - Uma História Star Wars" em 2016, além de participar das séries "The Night Off" da HBO, onde conquistou alguns prêmios por sua atuação e "The OA" da Netflix. Lembrando, também, que este ano fez uma participação interessante na temporada final de "Girls". Para o futuro, Riz estará no elenco de "Venom" ao lado de Tom Hardy e Michelle Williams e, contracenando com ninguém menos que Jake Gyllenhall e Joaquin Phoenix, estará em "The Sisters Brothers". 




10. Ana de Armas


Confesso que há alguns anos atrás não apostava minhas fichas em Ana de Armas, atriz cubana que aos poucos tem conseguidos papéis de destaque em Hollywood. É linda, sem dúvidas, mas sempre faltava algo. Claro que o grande problema foi em sua estreia no longa de Eli Roth, "Bata Antes de Entrar", no qual contracenava com um pouco inspirado Keanu Reeves. O filme é um desastre e não imaginei que ela fosse retornar. E que bom que ela retornou. Em seus trabalhos seguintes, a atriz conseguiu mostrar mais seu potencial. Voltou a contracenar com Reeves no thriller "Filha de Deus" (2016) e ao lado de Edgar Ramirez e Robert De Niro estrelou "Punhos de Aço" (2016). Ano passado apareceu na comédia "Cães de Guerra", no entanto, foi em 2017 que Ana se tornou, de vez, uma revelação, uma atriz a se prestar atenção. "Blade Runner 2049" pode ser um divisor de águas em sua carreira. Com papel de destaque na obra de Denis Villeneuve, ela surpreende. Em breve, a atriz estará no filme de ação "No Limite" e "Three Seconds", onde contracenará com Rosamund Pike e Joel Kinnaman.




09. Timothee Chalamet


O jovem ator tem virado notícia nos últimos meses com a chegada do novo longa de Luca Guadagnino, "Call Me By Your Name", nos principais festivais de cinema. O filme tem sido aclamado pela crítica e já é aposta certa para o Oscar 2018. O que ninguém sabe, porém, é que a carreira de Timothee começou muito antes. Além de já ter participado de séries de TV como "Law e Order", "Royal Pains" e "Homeland", ele já havia feito filmes como "Homens, Mulheres e Filhos" (2014) de Jason Reitman e "Interestelar" (2014), no qual interpretou o filho de Matthew McConaughey em sua primeira fase. Ele também está no elenco do filme dirigido pela atriz Greta Gerwig, "Lady Bird", que estreia no Brasil ano que vem. No futuro, ele aparecerá nos dramas "Hostiles", contracenando com Christian Bale e em "Beautiful Boy" com Steve Carell. Timothee também estará no próximo trabalho de Woody Allen, "A Rainy Day in New York".




08. Gal Gadot


Talvez há alguns anos atrás ninguém apostaria muito em Gal Gadot, quando fazia ponta na saga "Velozes e Furiosos". Tudo mudou quando, finalmente, Mulher-Maravilha ganhou vida nos cinemas e Gadot provou ter sido a escolha perfeita para interpretar a personagem. Adentrou ao universo da DC, atuando em "Batman Vs Superman: A Origem da Justiça" (2016), "Mulher-Maravilha" (2017) e em breve no esperado "Liga da Justiça", e já está confirmada nas próximas sequências e em "Flashpoint", filme solo do Flash. Além disso, contracenará com Bradley Cooper no drama "Deeper" e estará em "Ruin", novo filme dirigido por Justin Kurzel. 




07. Claire Foy


A TV tem crescido muito nos últimos anos e muitos veteranos do cinema estão migrando para lá. O que é ótimo! Por outro lado, as séries ainda continuam por revelar alguns novos talentos, que aos poucos, também vão migrando para a tela grande. Claire Foy, estrela de "The Crown", premiada obra da Netflix, tem tudo para ser um nome a se destacar nos próximos meses (ou anos). Ainda em 2017, ela chegará com o drama e oscar bait "Uma Razão Para Viver" ao lado de Andrew Garfield. Claire também estará na cinebiografia de Antonio Vivaldi, ao lado de Aldred Molina e no próximo trabalho do cineasta Steven Soderbergh chamado de "Unsane". Lembrando que ela foi confirmada como a nova Lisbeth Salander - substituindo Rooney Mara - em "A Garota na Teia de Aranha", dirigido por Fede Alvarez e no próximo filme do queridinho de Hollywood, Damien Chazelle (La La Land), "First Man", contracenando com Ryan Gosling e John Bernthal.




06. Zoey Deutch


Como muitos atores iniciantes teve participações em séries como "NCIS" e "Criminal Minds". Esteve em alguns episódios da série "Zack e Cody" da Disney. Apesar de ter fracassado nos cinemas, Zoey conseguiu protagonizar o longa teen "Academia de Vampiros" e foi quando começou a dar seus primeiros passos em Hollywood. Tudo mudou quando entrou para o elenco de "Jovens, Loucos e Mais Rebeldes" do aclamado Richard Linklater e desde então, não parou mais. Participou das comédias "Tirando o Atraso" com Zac Efron e "Tinha Que Ser Ele?", lançado este ano, no qual fez par romântico com James Franco. A parceria com Franco, por sua vez, deu certo e ela estará em seu novo filme, o já elogiado "Artista do Desastre". Em 2017, Zoey surpreendeu ao protagonizar o drama "Antes Que Eu Vá" e mostrou um potencial dramático que ainda não havia provado. A lista de seus próximos projetos é grande e tem tudo para ser um nome a ser lembrado. Estará no filme "Rebel in the Rye" com Nicholas Hoult, Sarah Paulson e Kevin Spacey e protagonizará a dramédia independente "Flower" ao lado de Kathyn Hahn e Adam Scott. Para 2018, a atriz dividirá a cena com Johnny Depp em "Richard Says Goodbye".




05. Tessa Thompson


Com a estréia de "Thor: Ragnarok", onde interpreta a personagem Valkyrie, Tessa Thompson está sendo, finalmente, reconhecida. Sua carreira é extensa, onde começou fazendo algumas participações em séries de TV como "Grey's Anatomy", "Arquivo Morto", "Veronica Mars" e "Heroes". Já no cinema, seu primeiro grande filme foi "Selma" (2014) e não muito tempo depois conseguiu um bom papel em "Creed" (2015), contracenando com Michael B.Jordan. Retornou a TV na série de grande sucesso da HBO, "Westworld", final do ano passado. Além de já estar confirmada em "Vingadores: Guerra Infinita", reprisando seu papel de "Thor", Tessa já tem inúmeros projetos pela frente na qual terá personagens de destaque, como na comédia "Sorry to Bother You", onde dividirá a cena com Armie Hammer, Patton Oswalt e Terry Crews. Também estará na próxima e já aguardada ficção científica de Alex Garland, "Annihilation", ao lado de Natalie Portman.




04. Lucas Hedges


Lucas foi uma das grandes revelações do cinema ano passado, quando recebeu diversos elogios por sua atuação em "Manchester à Beira-Mar". Antes de receber tamanho destaque, o ator atuava desde muito criança, fazendo participações em filmes como "Refém da Paixão" e "O Teorema Zero" de 2013, além de fazer parte do elenco dos dois últimos projetos do aclamado Wes Anderson, "Moonrise Kingdom" (2012) e "O Grande Hotel Budapeste" (2014). Tudo indica que Lucas Hedges terá uma carreira brilhante a sua frente, isso porque ele está envolvido em trabalhos bem interessantes que chegarão nos próximos anos, como "Lady Bird", dirigido por Greta Gerwig e o já elogiadíssimo "Três Anúncios Para um Crime". Ele ainda fará parte do elenco do filme dirigido pelo ator Jonah Hill intitulado "Mid '90s" e "Boy Erased", dirigido pelo ator Joel Edgerton, no qual contracenará com Nicole Kidman. Ao lado de Julia Roberts, protagonizará "Ben is Back", que chegará ano que vem nos cinemas. 




03. Tom Holland


Desde muito criança, Tom Holland era digno de ser notado. Com uma atuação forte, já chamou a atenção em filmes como "O Impossível" (2012) e "Minha Nova Vida" (2013). Em 2015 fez bonito em "No Coração do Mar", ao lado de Chris Hemsworth, assim como este ano se destacando como coadjuvante no longa "Z: A Cidade Perdida". Claro que o grande divisor em sua carreira foi ter encarado o desafio de ser o terceiro Homem-Aranha na tela grande, conquistando a empatia do público em "Capitão América: Guerra Civil" e "Homem-Aranha: De Volta ao Lar". Além de estar no aguardado "Guerra Infinita", continuação de Vingadores, também fará parte do elenco de "Current War", dividindo a cena com grandes nomes do cinema como Michael Shannon e Benedict Cumberbatch. Também estará na nova aventura de Shawn Levy, "Uncharted" e na nova ficção científica de Doug Liman, "Chaos Walking", com Daisy Ridley e Madd Mikkelsen. 




02. Riley Keough


Riley já é vista em Hollywood como um dos nomes mais fortes do cinema atual. Isso aconteceu porque notaram o quão surpreendente é sua atuação, que apesar de jovem, parece se transformar de um filme para o outro - detalhe que me impediu de percebê-la em tantas obras que havia visto -. Estreou em "The Runaways: Garotas do Rock" em 2010 e logo fez participações em "Magic Mike" (2012) e "Mad Max: Estrada da Fúria" (2015). Além de chamar a atenção no longa brutal de George Miller, a atriz conquistou a crítica no independente "Docinho da América" (2016). Este ano esteve no elenco da ficção científica "A Descoberta", no terror e bastante elogiado "Ao Cair da Noite" e novo filme de Steven Soderbergh, "Logan Lucky". Sua filmografia não para de crescer e Riley tem tudo para conquistar um grande sucesso. Entre seus projetos futuros, o thriller "Welcome the Stranger", "Under The Silver Lake", onde contracenará com Andrew Garfield e "Hold the Dark", ao lado de Alexander Skarsgård. A atriz também estará no novo trabalho de Lars Von Trier, "The House That Jack Built". 




01. Anya Taylor-Joy


O filme "A Bruxa", lançado no Brasil ano passado, pode ter dividido o público, no entanto, não só parece ter criado um novo subgênero do terror como fez um bem enorme à carreira de sua protagonista, Anya Taylor-Joy. Começou atuando em "Academia de Vampiros: O Beijo das Sombras" e logo depois já se destacou como a bruxa Thomasin. Na ficção científica "Morgan" deu vida à personagem-título e conseguiu papel de destaque em "Barry", filme da Netflix sobre a vida de Barack Obama. Este ano, a atriz também se destacou em "Fragmentado", de M.Night Shyamalan. Entre seus próximos projetos, o elogiado thriller "Thoroughbreds", onde contracena com Anton Yelchin e "Marrowbone". Anya protagonizará o drama "The Sea Change", dirigido pela atriz Kristin Scott Thomas e em breve chegará, também como protagonista, em "Novos Mutantes". Vale lembrar que a atriz está confirmada na continuação de "Fragmentado", obra que Shyamalan denominou de "Glass" e unirá com seus personagens de "Corpo Fechado". 




quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Crítica: O Círculo (The Circle, 2017)

Baseado no livro de Dave Eggers, um dos autores mais consagrados da atualidade, "O Círculo" tem ideias brilhantes mas sua mal execução o tornam em um produto extremamente descartável, insosso e um tanto quanto irresponsável. 

por Fernando Labanca

É espantoso saber que o próprio Eggers assinou o roteiro. É, também, difícil de entender que se trate de um filme de James Ponsoldt (O Maravilhoso Agora). O diretor provou ao longo de sua curta carreira ser um profissional talentoso, no entanto, não há como defender este seu último trabalho. O que vemos na tela é uma sucessão de equívocos, que parece afundar a carreira de todos os envolvidos. É uma pena quando isso acontece. Quando uma premissa tão interessante e de certa forma, tão relevante no mundo atual, é destruída por um filme preguiçoso, que não se esforça em nenhum instante em construir algo a altura de sua ideia, que por sua vez, é brilhante e (tenta) trazer discussões necessárias.


segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Crítica: O Castelo de Vidro (The Glass Castle, 2017)

Brie Larson tenta seguir sua carreira após vencer um Oscar. É um peso enorme que se carrega, ainda mais sendo uma atriz tão jovem. "O Castelo de Vidro" é seu retorno ao drama e, ainda que encante com sua belíssima trama, marca um momento menor e não tão significativo em sua carreira.

por Fernando Labanca

Não cheguei a ler o livro que o filme se inspirou mas é provável que eles tenham romantizado grande parte dos eventos em prol de ser uma obra mais aceitável, mais digestível, como já cheguei a ler em alguns comentários. De fato, deixa a sensação de que muitos momentos são distorcidos para que alcance uma vibe "Capitão Fantástico", o deixando mais belo do que deveria ser, logo que são relatos pesados vindos de uma biografia. São instantes bonitos de se ver, mas perde o brilho quando sua fonte de inspiração é ainda tão recente. A trama gira em torno de uma jornalista, Jeanette Walls (Larson) que alcançou o prestígio em sua carreira e vive uma vida boa em Nova York, ao lado de seu noivo (Max Greenfield). No entanto, quando encontra seu pai, Rex (Woody Harrelson), que há anos não via, largado sujo nas ruas, uma série de eventos retornam a sua mente, revivendo sua complicada infância ao lado de seus irmãos e ao lado dele, que tinha problemas com bebidas e uma visão excêntrica sobre a vida.


quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Crítica: O Filme da Minha Vida (2017)

Nem toda estética é funcional.

por Fernando Labanca

Baseado no livro "Um Pai de Cinema" de Antonio Skármeta, "O Filme da Minha Vida" traz o ator Selton Mello de volta a direção. É uma empreitada que tem dado bem certo, precisamos ressaltar. "Feliz Natal" (2008) conquistou a crítica em seu ano de lançamento e "O Palhaço" (2011) chamou a atenção por sua belíssima produção. Aqui, ele retorna com um cinema ainda mais refinado, de bom gosto, belo em muitos sentidos. Cada frame capturado por sua câmera pode ser emoldurado e admirado facilmente. A direção de fotografia de Walter Carvalho se faz presente em cada sequência e é um trabalho notável do veterano. A iluminação, as cores e seus enquadramentos são um espetáculo visual e enchem nossos olhos. É tudo muito sensível também, feito com esmero e uma delicadeza visível em todos os instantes. Porém, apesar de tamanha qualidade estética, o filme da minha vida não pode ser feito apenas de beleza, é preciso conteúdo e isso, infelizmente, falta e muito aqui.


segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Crítica: Corpo Elétrico (2017)

Premiado filme nacional e estreia do diretor Marcelo Caetano, "Corpo Elétrico" segue com uma trama despretensiosa, no entanto, se torna um filme obrigatório ao trazer uma visão inovadora sobre sexualidade, identidade e relacionamentos.

por Fernando Labanca

"Corpo Elétrico" parece não ter um roteiro definido. É feito de intenções, de encontros, de rotina. Um recorte de uma vida como qualquer uma, como a nossa, como a de um amigo querido. Apesar de focar na trajetória de Elias (Kelner Macêdo), um jovem paraibano de vinte e três anos que trabalha em uma loja de confecção de roupas em São Paulo, não podemos afirmar ser um estudo de personagem. O belo texto não está interessado em aprofundá-lo, mas sim em nos mostrar seu contato com outros indivíduos, pessoas que esbarram em seu dia-a-dia. É sobre um personagem encontrando outros personagens. É sobre este adorável ser vivendo na grande cidade, perdido a tantas opções, preso na rotina do trabalho, constantemente aberto a novas relações, aberto a ouvir o que os outros tem a lhe dizer, sempre assistindo de perto a evolução de cada um, mesmo que ele continue sem grandes planos, apenas aceitando como tudo segue.