quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

13 Ótimos filmes dirigidos por mulheres em 2018


O cinema ainda é uma arte dominada por homens. Nomes consagrados, premiados e admirados...sempre são os homens que nos vem à mente. No entanto, há muitas mulheres por trás das câmeras, aliás, muitas delas nem fazemos ideia. Pensando nisso, faço esta lista para nos lembrar que existem mulheres talentosas realizando obras incríveis e que precisamos celebrar a existência delas!

por Fernando Labanca

Cito obras lançadas em 2018 aqui no Brasil - logo que foi o ano em que pude assisti-las - não necessariamente o ano de lançamento em seus respectivos países de origem.



13. Mary Shelley 
dirigido por Haifaa al-Mansour
Netflix
Lançado pela Netflix aqui no Brasil, o filme acompanha o relacionamento entre a escritora Mary Shelley (Elle Fanning) e o poeta Percy Bysshe e como essa relação a inspirou na criação de sua obra mais relevante: Frankenstein.



12. Você Nunca Esteve Realmente Aqui 
dirigido por Lynne Ramsay
Supo Mungam Films
Lynne é uma das diretoras mais renomadas do cinema atual e é muito bom ver um nome feminino ganhando tamanha importância. Este é seu retorno após o marco que foi "Precisamos Falar Sobre o Kevin" e que ganhou destaque no Festival de Cannes de 2017, onde saiu com o prêmio de Melhor Roteiro e Melhor Ator para Joaquin Phoenix. O longa foca na vida noturna de um matador de aluguel que precisa salvar uma jovem garota vitima de pedofilia e que está presa em um cativeiro. É um trabalho forte, com edição soberba e uma violência gráfica difícil de digerir. 



11. Paraíso Perdido
dirigido por Monique Gardenberg
Vitrine Filmes
Filme nacional que narra diversas histórias que ocorrem em um clube noturno, mesclando o drama de seus personagens com apresentações musicais. Com participações de cantores como Jaloo e Erasmo Carlos, a obra é uma celebração ao brega e está disponível na Netflix. 



10. Minha Filha
dirigido por Laura Bispuri
Imovision
Drama italiano sobre uma garota que fica dividida entre a mãe que a criou e sua mãe biológica, que almeja tê-la de volta. O filme é claramente dirigido por uma mulher que expõe na tela situações e dilemas que só quem é mulher pode compreender. A direção é ótima, assim como a marcante fotografia que enquadra com beleza cada nova sequência. 



09. Mudbound - Lágrimas Sobre o Mississipi
dirigido por Dee Rees
Diamond Films
Produção original da Netflix (porém lançado apenas no cinema aqui no Brasil), além de ser escrito e dirigido por uma mulher negra - e isso é um passo extremamente importante e relevante para a sétima arte - o filme traz um registro histórico ao conquistar a primeira indicação de uma mulher como diretora de fotografia no Oscar, para Rachel Morrison. O filme narra a vida de dois homens que tentam se adaptar a vida após a Segunda Guerra Mundial e além disso precisam lidar com a segregação racial existente nos Estados Unidos na época. Um filme emocionante e incrivelmente bem realizado. 



08. As Boas Maneiras
dirigido por Juliana Rojas 
(em parceria com Marco Dutra)
Imovision
Nos últimos anos, o cinema nacional tem se arriscado pelo terror e "As Boas Maneiras" dá um passo significativo do gênero aqui no Brasil. A dupla de diretores Juliana Rojas e Marco Dutra sempre foram muito ousados e só por isso a obra já merece nosso respeito. Repleto de referências, o filme fala sobre uma mulher que dá a luz a um lobisomem e o resultado disso é surpreendente, abusando nos bons efeitos especiais e um visual trash como quase nunca se viu no nosso cinema. 



07. O Plano Imperfeito
dirigido por Claire Scanlon
Netflix
A comédia romântica é um gênero que tem morrido ano após ano, mas felizmente em 2018 ganhamos uma representante de peso: O Plano Imperfeito. Uma delícia de filme lançado pela Netflix e protagonizado pelos carismáticos Zoey Deutch e Glen Powell, que fizeram um dos casais mais amáveis deste ano. Claire tem uma carreira longa na TV, onde já dirigiu episódios de séries consagradas como The Office, The Good Place e Modern Family. 



06. Praça Paris
dirigido por Lúcia Murat
Imovision
Thriller nacional cheio de camadas e interessantes reflexões. Acompanhamos o embate entre uma terapeuta portuguesa, que trabalha em uma universidade no Rio de Janeiro, com uma de suas pacientes, uma mulher negra, pobre e que vive uma realidade completamente diferente da sua. O talento de Lúcia como diretora é bastante notável, principalmente por essa atmosfera densa que consegue criar em seu filme, nos fazendo temer os passos que suas protagonistas darão. 



05. O Banquete
dirigido por Daniela Thomas
Imovision
Existem muitas polêmicas envolvendo o filme, além da carreira da diretora Daniela Thomas, no entanto, é inegável seu talento por trás das câmeras, conseguindo extrair de seu elenco atuações extraordinárias além de manter a atenção do público mesmo quando sua trama acontece em um único cenário: uma sala de jantar. É um filme de atores, feito por eles e para eles e, justamente por isso, a entrega de todos é o que há de melhor aqui. Drica Moraes, Caco Ciocler, Mariana Lima entre outras interpretações dignas de prêmios. 



04. Deixe a Luz do Sol Entrar
dirigido por Claire Denis
Imovision
Protagonizado por Juliette Binoche, o longa revela alguns dias na vida de uma mulher solitária em Paris, a cidade do amor, se perdendo constantemente em relações que nunca a preenchem. O texto é sensível e acredito que diz muito sobre os relacionamentos atuais. Binoche é sempre fantástica e a diretora Claire Denis, premiada em Cannes, encontra o tom certo para o filme, que flui bem durante seus belos minutos. 



03. Feliz Como Lázaro
dirigido por Alice Rohrwacher
Netflix
Vencedor do prêmio de Melhor Roteiro, também escrito por Alice, no último Festival de Cannes, além de ter sido indicado na categoria de Melhor Filme Estrangeiro no Independent Spirit Award e ser um dos possíveis a listar na mesma categoria no próximo Oscar. É uma obra bastante original que mistura realidade e fantasia para narrar a extraordinária jornada de Lazzaro, um rapaz humilde e dono de uma bondade não digna deste mundo. Leve, sensível e que te deixará inspirado ao seu fim. 



02. Sem Rastros
dirigido por Debra Granik

Retorno da diretora que já havia surpreendido com "Inverno da Alma", lançado em 2010. Com atuações poderosas de Ben Foster e da revelação Thomasin McKenzie, o filme mostra um pai que para proteger sua filha da sociedade, a coloca para viver ao seu lado em uma reserva florestal. A jornada dos dois começa quando essa vida ilegal é descoberta. É um filme sutilmente comovente e a direção de Debra já é uma das mais elogiadas deste ano.  


01. Lady Bird
dirigido por Greta Gerwig
Universal Pictures
Indicado ao Oscar de Melhor Filme este ano, temos aqui uma obra deliciosa de assistir. Protagonizada por uma Saoirse Ronan inspiradíssima, acompanhamos esta fase de amadurecimento de uma jovem, que além dos dilemas da adolescência precisa lidar com o complicado relacionamento com sua mãe. Greta faz um cinema primoroso e surpreende por este ser seu primeiro longa-metragem. É lindo, espontâneo e genuíno.


terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Crítica: Em Chamas

Sobre mulheres e celeiros.

por Fernando Labanca

Representante da Coréia do Sul no Oscar 2019 e vencedor do prêmio FIPRESCI no Festival de Cannes, "Em Chamas" entrega uma experiência cinematográfica rara, que deixará marcas em você um bom tempo depois de acabar. Confesso que por várias vezes me via perdido, sem entender a intenção da obra e isso acontece porque o roteiro segue uma linha de raciocínio distante do convencional. São pontas abertas e diálogos soltos que impregnam em nossa mente e nos deixam ali, extasiados por cada instante e curiosos sobre o sentido de tudo aquilo. Esse mistério que o envolve é o que o torna tão fascinante, porque não é óbvio e porque nos leva para lugares que nunca visitamos antes.

O filme reserva um longo tempo apenas para conhecermos seus personagens e o cenário em que vivem. Temos como protagonista Lee Jong-soo (Ah-In Yoo), um garoto introspectivo que, certo dia, enquanto caminhava na rua, reencontra Shin Haemi (Jong-seo Jeon), uma antiga amiga que morava na mesma região e que não evita em demonstrar interesse nele. Após um rápido envolvimento, ela viaja para África, o deixando solitário à espera de seu retorno. No entanto, quando Haemi volta, trás ao seu lado um novo amigo: Ben (Steven Yeun), um jovem misterioso que conheceu fora do país. A partir deste momento, os três se tornam inseparáveis, mesmo que Lee duvide do caráter do estranho novo amigo, ainda mais quando ele revela um hobby bem peculiar e cruel.


quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Globo de Ouro 2019: Surpresas, expectativas e esnobados


Nesta quinta-feira (06/12) foram divulgados os indicados ao Globo de Ouro 2019. A premiação, que acontecerá dia 6 de janeiro, terá uma dupla de apresentadores bem improvável mas que me agrada bastante: Andy Samberg e Sandra Oh. 

Considerado como a grande largada nas premiações de cinema, temos aqui uma lista não muito empolgante, talvez uma das mais fracas dos últimos anos. O filme mais indicado - 6 ao todo - é "Vice", protagonizado por Christian Bale e que marca o retorno de Adam McKay (A Grande Aposta) na direção. Sucessos de bilheteria como "Bohemian Rhapsody", "Pantera Negra" e "Nasce Uma Estrela" também foram lembrados nas principais categorias. "Infiltrado na Klan", que é uma ótima produção, foi categorizado como drama e isso deve enfraquecer suas chances (logo que é uma comédia).

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Crítica: Infiltrado na Klan

Retorno do renomado diretor Spike Lee, que levou o Grande Prêmio do Júri no último Festival de Cannes, "Infiltrado na Klan" vem disfarçado de comédia de época para denunciar as atrocidades de nosso presente. O filme é, curiosamente, baseado em fatos reais e brinca com a caricatura para deixar evidente o quão absurda a realidade é. Usando do humor a seu favor, temos aqui um relato atual, impactante e necessário.

por Fernando Labanca

Acompanhamos a jornada de Ron Stallworth (John David Washington), o primeiro homem negro a integrar a policia de Colorado Springs. A procura de uma missão mais relevante ali dentro, decide entrar em contato com a Ku Klux Klan, usando da sua boa lábia para se infiltrar na poderosa organização. No entanto, para isso ser realmente possível, ele conta com a ajuda de seu parceiro de trabalho, Flip Zimmerman (Adam Driver), para assumir sua identidade nas reuniões presenciais.


quarta-feira, 21 de novembro de 2018

17 atores para se prestar mais atenção



A cada ano novos astros surgem na tela, seja no cinema ou na televisão. Por isso, sempre gosto de fazer essa lista para destacar nomes que estão surgindo em Hollywood e que prometem muito sucesso. São as estrelas em ascensão e que devemos prestar mais atenção. 


17. Alex Lawther

Apesar da pouca idade, Alex traz uma atuação bastante marcante nos projetos em que se envolve. Começou sua carreira já chamando a atenção como o jovem Alan Turing no drama "O Jogo da Imitação" em 2014. Voltou a se destacar em 2016 quando protagonizou o impactante episódio "Shut Up and Dance" da terceira temporada de Black Mirror. Recentemente, também na Netflix, foi protagonista da série "The End of the F***ing World", que em breve terá sua segunda temporada. Esteve no drama "Adeus Christopher Robin" e no controverso "Ghost Stories", além de fazer parte do elenco da elogiada mini-série "Howards End". Para o futuro, estrelará a comédia "Old Boys" e o próximo filme do diretor francês Régis Roinsard, "Les Traducteurs".



16. Lititia Wright

Lititia tem uma postura inconfundível e dificilmente não chama a atenção quando entra em cena e só por isso a vejo como promissora. Foi destaque na quarta temporada de "Black Mirror" e logo foi escalada para o elogiado filme da Marvel, "Pantera Negra", onde deu vida a personagem Shuri. Reprisando seu papel, esteve em "Vingadores: Guerra Infinita" e em breve retornará para a segunda parte desse final. É um dos rostos que aparecem no clipe "Nice For What" de Drake, onde foram convidadas mulheres de destaque como Rashida Jones, Zoe Saldana, Issa Rae e Olivia Wilde. Atualmente está filmando um filme intitulado "Guava Island", ao lado de Rihanna e Donald Glover. 



15. Naomi Scott


A carreira da atriz britânica é curta e por isso não é muito conhecida, mas isso tem tudo para mudar nos próximos anos por estar envolvida em dois projetos grandes: Naomi será a princesa Jasmine no live action de "Aladdin" e no remake de "As Panteras" ao lado de Kristen Stewart. Para quem não se recorda da atriz, esteve no elenco da série "Terra Nova" e foi a Ranger Pink em "Power Rangers" em 2017.



14. Laia Costa

Laia é uma atriz espanhola e chamou atenção por protagonizar "Victoria", filmado totalmente em plano sequência. Logo esteve no suspense "Neve Negra" ao lado de Ricardo Darín em 2017. Este ano apareceu no filme original da Netflix, "Newness", ao lado de Nicholas Hoult. Aos poucos, Laia está conquistando Hollywood e mesmo participando de vários projetos independentes como o thriller "Piercing" e na comédia "Duck Butter", seu talento está sendo reconhecido. Este ano será vista nos cinemas no drama "A Vida por Si", que conta com nomes fortes em seu elenco como Oscar Isaac, Olivia Wilde e Antonio Banderas. Também será protagonista da série "Devils" com Patrick Dempsey.



13. Lucy Boynton

Com uma voz doce e incomparável, Lucy tem sido notada e deve ser um nome mais conhecido nos próximos anos. Coadjuvante do terror "A Enviada do Mal", também estrelado pelas jovens Emma Roberts e Kiernan Shipka, logo foi destaque em 2017 no delicioso musical de John Carney, "Sing Street". Fez parte do elenco da série "Gypsy" da Netflix e teve uma pequena participação no filme "Assassinato no Expresso do Oriente". Esse ano foi destaque no terror "Apóstolo", novamente na Netflix e em "Bohemian Rhapsody" como a esposa de Freddie Mercury. Para o futuro, Lucy protagonizará a nova série de Ryan Murphy, "The Politician", que conta com Jessica Lange, Gwyneth Paltrow e Zoey Deutch. Na frente desse elenco todo não tem como não ser sucesso. 



12. Carmen Ejogo

Carmen é britânica e começou sua carreira logo na infância, quando apresentava um programa de TV da Disney. Já tem uma longa história no cinema, mas somente nos últimos anos tem conseguido, de fato, um destaque. Nos anos 2000 fazia pequenas participações em filmes pequenos e em séries como "Law and Order", eis que as coisas começaram a seguir um novo rumo quando, em 2014, estrelou o drama "Selma: Uma Luta Pela Igualdade" e o suspense "Uma Noite de Crime: Anarquia". Devido sua boa performance, logo conseguiu estrelar o blockbuster "Animais Fantásticos e Onde Habitam" como Seraphina Picquery, que retorna agora em sua sequência. Também esteve no elenco de "Alien: Covenant" e no elogiado terror "Ao Cair da Noite". Chamou a atenção como coadjuvante em "Roman J.Israel" e futuramente será vista, ao lado de Mahershala Ali, como uma das protagonistas da terceira temporada de "True Detective".



11. Elizabeth Debicki

Atriz australiana que tem, aos poucos, conquistado Hollywood. Diria que Debicki começou sua jornada no cinema muito bem quando brilhou, ao lado de um grandioso elenco, em "O Grande Gatsby" de 2013. Venceu e foi indicada a importantes prêmios por sua atuação e logo apareceram outras boas oportunidades. Em 2015, esteve irreconhecível nos drama "Macbeth", "Everest" e na super produção de Guy Ricthie, "O Agente da U.N.C.L.E.". Ao lado de Hugh Laurie e Tom Hiddleston, estrelou a série "Night Manager" em 2016 e no mesmo ano conseguiu o papel da vilã Ayesha na sequência de "Guardiões da Galáxia". Esse ano foi destaque no filme da HBO, "The Tale" e em "O Paradoxo Cloverfield" da Netflix. Em breve será vista nos cinemas no novo filme de Steve McQueen, "As Viúvas", ao lado de Viola Davis e no drama "Vita and Virginia", onde interpretará Virginia Woolf.



10. Michiel Huisman

Michiel é um ator holandês e tem uma filmografia longa, no entanto, só conseguiu, enfim, ser reconhecido, ao integrar o elenco da série "Game of Thrones" como Daario Naharis. Antes, ele já havia feito participações em filmes como "Guerra Mundial Z", "A Jovem Rainha Vitória", "Livre" e na elogiada série "Treme". Na Netflix, podemos encontrar algumas obras do ator como o interessante thriller "O Convite" e o belíssimo "A Incrível História de Adeline", onde fez par romântico com Blake Lively. Por falar em Netflix, fez dois filmes originais por lá este ano: "A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata" e "Perfeita Para Você", além de ser um dos protagonistas da elogiada nova série "A Maldição da Residência Hill". Em breve poderá ser visto no drama "The Red Sea Diving Resort" com Chris Evans e Haley Bennett.



09. Christopher Abbott


Talvez muitos o conheçam por fazer parte da série "Girls" da HBO, porém Christopher tem crescido em Hollywood e tem participado de projetos cada vez mais interessantes. Ele é aquele ator que faz "pontas", no entanto, nos próximos anos isso irá mudar. Depois da série, Christopher conseguiu papel de destaque no elogiado terror "Ao Cair da Noite" e na antologia da Netflix "The Sinner". Recentemente foi visto em um papel menor no filme de Damien Chazelle, "O Primeiro Homem" e em breve, será protagonista do thriller "Piercing" ao lado de Mia Wasikowska e Laia Costa. Estará a frente da mini-série "Catch-22", que tem nomes de peso no elenco como Kyle Chandler e George Clooney e dividirá a cena com Andrea Riseborough no novo filme de Brandon Cronenberg, "Professor". Ao lado de Natalie Portman e Jude Law, o ator ainda poderá ser visto no aguardado "Vox Lux".



08. Tiffany Haddish

A aclamação da comediante é recente e tudo porque roubou a cena na comédia "Viagem das Garotas", lançada ano passado. Antes, já havia feito inúmeras participações em filmes e séries como "As Visões da Raven", "Meu Nome é Earl", "New Girl" e no elenco regular da comédia "The Carmichael Show". Hoje é figura querida em Hollywood e provavelmente será vista em muitos lugares, como quando foi convidada, este ano, para estar no palco do Oscar. Está no elenco das comédias "Tio Drew", "The Oath" e "Operação Supletivo: Agora Vai!" com Kevin Hart. Dará voz para as animações "Pets: A Vida Secreta dos Bichos 2" e "Uma Aventura LEGO 2". No entanto, seu retorno mais aguardado é na adaptação de "The Kitchen", ao lado de Melissa McCarthy e Elizabeth Moss e na comédia "The Limited Partners", que conta ainda com atuações de Rose Byrne e Selma Hayek.



07. Kathryn Newton


A bela atriz tem crescido rápido em Hollywood e pelos bons projetos que tem se envolvido seu futuro parece promissor. Começou na comédia "Professora Sem Classe" de 2011 e já no ano seguinte foi escalada como protagonista do terror "Atividade Paranormal 4". Retornou mais forte em 2017 quando fez participações em "Lady Bird" e "Três Anúncios para um Crime", ambos indicados ao Oscar de Melhor Filme esse ano. Fez bonito na televisão também ao integrar o elenco de séries consagradas como "Halt and Catch Fire" e como filha de Reese Witherspoon na série "Big Little Lies" da HBO, na qual retornará para uma segunda temporada. Este ano, foi vista na comédia "Não Vai Dar" e em breve estará nos cinemas em "O Retorno de Ben", com Julia Roberts e Lucas Hedges e no blockbuster "Pokémon Detective Pikachu". 



06. Joe Alwyn


Conhecido no mundo das celebridades por ser o "namorado da Taylor Swift". Mas ele é mais do que isso e tem tudo para ser reconhecido por seu talento. Sua carreira é curta, porém significativa. Começou logo de cara sendo protagonista de um filme de ninguém menos que Ang Lee, no flope "A Longa Caminhada de Billy Lynn". Apesar do fracasso, nada impediu ele de crescer e logo esteve no elenco do drama "O Sentido do Fim" e no novo longa de Chris Weitz, "Operação Final", com Oscar Isaac e Mélanie Laurent. O que o faz ser merecedor de estar nessa lista é por seus novos projetos que incluem obras fortes que provavelmente estarão nas próximas premiações como "Boy Erased: Uma Verdade Anulada" de Joel Edgerton, "A Favorita" de Yorgos Lanthimos e "Duas Rainhas", drama de época com Saoirse Ronan e Margot Robbie.



05. Caleb Landry Jones


A ator tem um jeitão excêntrico, inconfundível e não é surpresa vê-lo crescendo cada vez mais. No começo de sua carreira fez participação em séries como "Breaking Bad" e "Friday Night Lights" e em filmes como "Onde os Fracos Não Tem Vez" e "A Rede Social". Se tornou um pouco conhecido por dar vida ao personagem Banshee em "X-Men: Primeira Classe", no entanto, só chamou a atenção da crítica ao protagonizar o terror de baixo-orçamento "Antiviral". Depois disso sua carreira alavancou e só em 2017 ele fez parte do elenco de obras como "Corra", "Feito na América", "Projeto Flórida" e "Três Anúncios Para um Crime". Seu sucesso é certo e em breve poderá ser visto em "Friday's Child", drama com Tye Sheridan e Imogen Poots, no thriller "Welcome The Stranger" e no romance "To The Night". Estará no musical "Viena and the Fantomes", com Dakota Fanning, Evan Rachel Wood e Zoe Kravitz, no novo filme de Lone Scherfig, "The Kindness of Strangers", e será parte do ilustroso elenco de "The Dead Don't Die", novo filme de Jim Jarmusch, com Tilda Swinton, Adam Driver, Selena Gomez, Bill Murray e Choë Savigny.



04. Dan Stevens


Dan é um ator que tem sido cada vez mais requisitado em Hollywood e ter feito a Fera na super produção da Disney, "A Bela e a Fera", sem sombra de dúvidas, deu uma nova guinada em sua carreira. Desde 2004 ele faz participações em séries, mas somente em 2010 ganhou notoriedade ao entrar para o elenco de "Downton Abbey". Depois disso, continuou com papéis em filmes menores como o cult instantâneo "O Hospéde" de Adam Wingard e "Colossal", comédia que dividiu a cena com Anne Hathaway. Eis que em 2017 conseguiu o papel da Fera e, como consequência, mais destaque no cinema. Foi visto, recentemente, no terror original da Netflix "Apóstolo" e em breve estará, ao lado de Elizabeth Moss, no novo projeto de Alex Ross Perry, "Her Smell", e dará voz na animação "Call of the Wild" de Chris Sanders. No entanto, seu papel mais aguardado é como protagonista de "Pale Blue Dot", onde contracenará com ninguém menos que Natalie Portman.



03. Billy Magnussen

Billy parecia ser só mais uma galã na tela grande e confesso que, no começo, achei que ele logo sumiria, no entanto, aqui estamos e ele tem se firmado como um dos nomes mais fortes dessa nova geração de atores. Durante sua carreira, ele fez participações em séries como "Law and Order", "NCIS" "CSI" e mais recente em "The Good Wife", "American Crime Story", "The Leftovers", "Umbreakable Kimmy Schmidt" e em "USS Callister", episódio indicado ao Emmy de "Black Mirror". Fez o príncipe no musical "Caminhos da Floresta" e esteve no elenco de produções elogiadas como "Ponte dos Espiões" de Steven Spielberg e "A Grande Aposta", ambos indicados ao Oscar de Melhor Filme em 2016. Em 2017 esteve na comédia dark "Ingrid Vai Para o Oeste" e este ano esteve brilhante na comédia "A Noite do Jogo", ao lado de Jason Bateman e Rachel McAdams e na mini-série da Netflix, "Maniac". Para o futuro, Billy ainda será visto como Príncipe Anders no live-action de "Aladdin" e será protagonista do novo filme de Dan Gilroy ,"Velvet Buzzsaw", ao lado de Jack Gyllenhaal e Toni Collette.



02. Zazie Beetz


Zazie é uma jovem talentosa que tem conquistado espaço na TV e no cinema. Foi destaque no elenco diverso da série "Easy" da Netflix e uma das coadjuvantes da elogiada "Atlanta", na qual conquistou uma indicação ao Emmy. Não demorou até que Hollywood percebesse seu talento e logo esteve no blockbuster "Deadpool 2" como Domino, papel que reprisará em "X-Force", dirigido por Drew Goddard. O futuro da atriz é bastante promissor, logo que ela está envolvida em vários projetos interessantes como na comédia trash "Slice", no thriller "Against All Enemies", onde contracenará com Kristen Stewart, Jack O'Conell e Vince Vaughn. Também será protagonista do próximo filme de Steven Soderbergh, "High Flying Birds", estará no elenco de "Pale Blue Dot", que conta ainda com Natalie Portman, John Hamm e Dan Stevens, além de ser destaque em "Joker", aguardada adaptação com Joaquin Phoenix e Robert DeNiro.



01. Florence Pugh

Atriz britância que chamou atenção da crítica ao protagonizar o thriller de época "Lady Macbeth", sendo lembrada como uma das atuações femininas mais fortes do ano passado. Ao lado de Liam Neeson também esteve em "O Passageiro" e recentemente foi vista no épico "Legítimo Rei", como esposa de Chris Pine. Seu talento é indiscutível e por isso projetos interessantes estão surgindo como a mini-série "The Little Drummer Girl", contracenando com Michael Shannon e Alexander Skarsgard. Logo poderemos vê-la na comédia baseada em fatos reais "Fighting with My Family" e como protagonista do novo terror dirigido por Ari Aster (Hereditário) intitulado "Midsommar". No entanto, seu filme mais aguardado é "Little Women", remake que maracará o retorno de Greta Gerwig na direção e onde dividirá a cena com nomes de peso como Saoirse Ronan e Laura Dern. 


E para você, qual ator tem mais chances de brilhar?

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Crítica: Bohemian Rhapsody

A ascensão de um ícone (e nenhuma verdade por trás disso)

por Fernando Labanca

"Bohemian Rhapsody" é, sem surpresa alguma, um dos lançamentos mais aguardados desse ano. Um filme sobre Freddie Mercury e o sucesso do Queen é um evento que, de fato, precisávamos. O longa se assume como essa carta de amor ao fãs e principalmente a este mito que, com seu jeito irreverente, entrou para a história da música. É emocionante estar na sala de cinema e ouvir, por um som potente, os refrões de tantos clássicos como We Will Rock You, Love of My Life, Radio Ga Ga, entre tantos sucessos da banda. Para os admiradores do Queen, a obra é um presente dos mais agradáveis, no entanto, para aqueles que esperam encontrar a história por trás dos ícones, a decepção pode ser grande. 

O filme narra a rápida ascensão do Queen e como os integrantes tiveram que lidar com os excessos do vocalista. Se trata de um recorte bem tradicional, que jamais foge dos clichês que o cinema definiu quando fala de astros da música. A busca por sucesso, as divergências com produtores e a arrogância que leva ao isolamento. O roteiro, assinado por Anthony McCarten, que já foi responsável por outras biografias como "A Teoria de Tudo" e "O Destino de Uma Nação", segue passo a passo a cartilha hollywoodiana e jamais entrega a história que o Queen, definitivamente, merecia. É apressado quando não deveria e tão didático quanto uma pesquisa no Google. São informações que já sabíamos pinceladas por um texto preguiçoso, que aborda a homossexualidade, a AIDS e a "vida tumultuada" da banda de forma superficial. É difícil adentrar na jornada dos músicos justamente porque nada transmite verdade.


quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Crítica: O Primeiro Homem

A versão intimista de Damien Chazelle sobre um momento histórico. 

por Fernando Labanca

Neil Armstrong foi o primeiro homem a pisar na lua e é este o evento que o cineasta Damien Chazelle (Whiplash, La La Land) resgata para contar em sua nova obra. Vemos o homem por trás de um dos capítulos mais importantes da humanidade, a relação que possui com sua família e as perdas que precisou enfrentar até colocar seu nome na história. Passou a ser visto como herói norte-americano, mas ele mesmo nunca se viu assim. O filme propõe, então, sua visão sobre os fatos de forma singela e bem realista, sem a necessidade de romantizar o ato, mas sem menosprezar seus esforços. 

Pela primeira vez distante do tema musical, Damien entrega seu produto menos explosivo e também, o seu menos pessoal. Ainda que seja incrivelmente bem executado, falta a emoção que existia em seus trabalhos anteriores. Se trata de um filme apático, que nos coloca para dentro da cena, mas é quase impossível se ver envolvido com os dramas que relata. É cru, seco e por isso é difícil se importar até mesmo quando seus personagens morrem. O filme não procura emoções baratas e nem uma comoção gratuita, o que é bom porque foge a todos instantes de possíveis clichês do gênero, no entanto, essa falta de empatia causada por essa sua frieza nos distancia da obra, nos torna meros expectadores. A presença de Ryan Gosling não ajuda. Sempre fazendo o tipo introspectivo, o ator some juntamente com suas expressões. Dessa forma, é sua parceira quem realmente brilha. Claire Foy, que chamou a atenção na série "The Crown", explora o pouco tempo que tem e entrega uma atuação potente. Ela devora o texto e se torna a única coisa com vida dentro do filme. 


quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Crítica: Nasce Uma Estrela

Grande demais para o pouco que tem. 

por Fernando Labanca

Este é o terceiro remake de "Nasce Uma Estrela". A história da moça simples que cantava em um bar e acaba conhecendo o sucesso volta aos cinemas agora com Lady Gaga na pele da protagonista. Apesar da trama simples, os norte-americanos parecem ter um certo fascínio por ela. Digamos, porém, que não estamos falando de uma adaptação qualquer. Se trata de uma produção grande, bem realizada e que surpreende por ser apenas o primeiro trabalho de Bradley Cooper como diretor, que aqui também atua. Ainda que as canções apresentadas tenham força, é um musical de atuações, que aposta seu sucesso na presença de Cooper e Gaga. De fato, é um espetáculo que precisa ser visto na tela grande e apesar de ser um evento não tão digno de sua espera, encanta como um bom entretenimento que é. 

Lady Gaga é Ally, uma garçonete que conseguiu espaço para cantar as noites em um bar. Sua voz potente acaba chamando atenção do cantor Jackson Maine (Bradley Cooper), um astro do rock. Os dois se apaixonam e enquanto a relação entre eles vai crescendo, o sucesso dos dois acaba indo em direções opostas. Ele passa a ser uma espécie de mentor dela que logo encontra os holofotes e a fama repentina. Por outro lado, os problemas de Jackson com bebidas o faz perder cada vez mais o controle de sua carreira, que já não consegue mais seguir os mesmos passos daquela que tanto ama. 


quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Crítica: Você Nunca Esteve Realmente Aqui

O irretocável e vazio cinema de Lynne Ramsay.

Havia uma grande expectativa quanto a este novo filme de Lynne Ramsay, que não lançava nada desde o extraordinário "Precisamos Falar Sobre o Kevin", de 2011. Exibido na mostra de competição no Festival de Cannes em 2017, onde saiu vencedor dos prêmios de Melhor Roteiro e Melhor Ator, a obra é baseada no livro de Jonathan Ames e narra a história de Joe (Joaquin Phoenix), veterano de guerra, que vive sua vida resgatando garotas que são presas e trabalham como escravas sexuais em bordéis. A tensão aumenta quando uma de suas missões falha e ele passa a ser alvo de uma brutal conspiração. 

Existe aqui um cinema de extrema qualidade. Ramsay constrói, cena por cena, instantes de puro sadismo. Seu produto é pesado, violento, mas seguimos contemplando cada recurso que se utiliza. Sua arte é milimetricamente calculada e dessa forma, entrega um filme rigorosamente bem realizado. A montagem se destaca, assim como a potente trilha sonora composta por Jonny Greenwood. Existe uma violência gráfica aqui e a diretora expõe sem muita censura. É interessante essa atmosfera que ela consegue criar, logo nos remetendo ao classico Táxi Driver e essa solidão do homem que dirige pelas ruas violentas da cidade. Joaquin Phoenix parece um monstro em cena, atordoado pelo passado que não temos acesso e rumo um caminho que não vê sentido, mas segue como única solução. É uma atuação mais contida, sem muito o que explorar.

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