quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Retrospectiva 2016 - Os Melhores Atores


Continuando com a retrospectiva 2016, escrevo agora sobre as atuações masculinas mais marcantes do ano. Como toda lista, alguns nomes ficaram de fora, mas deixem nos comentários aqueles que sentirem mais falta. Este ano que passou tivemos vários atores que se destacaram, então conseguir fechar o TOP 15 não foi uma tarefa fácil. Tivemos algumas revelações, atores jovens que surgiram e veteranos que provaram, mais uma vez, seus talentos. Espero que gostem dos selecionados!

por Fernando Labanca



15. Will Smith 
(Um Homem Entre Gigantes)

Sony Pictures
Não é sempre que Will Smith acerta, mas quando ele acerta, merece atenção. Mais do que simplesmente mudar seu sotaque - o que já é muita coisa, claro - o ator consegue construir um personagem fascinante, digno de nossa admiração. Seu modo de falar, seus discursos e seu jeito amigável e ainda assim, bastante seguro de si, tornam sua presença marcante. Sem dúvidas, um dos melhores momentos de sua carreira.




14. Paul Dano 
(The Beach Boys: Uma História de Sucesso)

Sony Pictures
Na pele de Brian Wilson, criador e compositor da banda The Beach Boys, Paul Dano traz mais uma atuação irreparável em sua admirável carreira. Um ator jovem e incrivelmente versátil, que tem o dom de se encaixar em diversos gêneros e personagens e aqui ele continua surpreendendo. O roteiro consegue criar um ser complexo, cheio de nuances e Paul consegue entregar verdade em todas elas. Além de ser comovente toda sua relação com as canções, instrumentos e sons, é doloroso e perturbador todo este embate do personagem consigo mesmo.




13. Michael Caine 
(A Juventude)

Fênix Filmes
O diretor italiano Paolo Sorrentino parece ter dado "A Juventude" de presente à Michael Caine, em respeito a sua carreira. Parece uma homenagem, uma bela homenagem. É uma realidade triste, mas infelizmente a idade chega no cinema e grandes atores nem sempre tem a chances de conquistar grandes papéis. Que bom que este filme existiu e que bom que existem atores como Caine para protagonizá-los. Sua performance é brilhante, admirável e apesar de dar vida a um personagem descrente e um tanto quanto ranzinza, é bom demais vê-lo em cena, sendo o puta ator que é.




12. Michael B. Jordan 
(Creed: Nascido Para Lutar)

Warner Bros.
Que responsa a de Michael B. Jordan receber o legado de Sylvester Stallone em uma das sagas de maior sucesso na história do cinema. O filme termina e não nos resta dúvidas de que escolheram o cara certo. Um jovem ator promissor, que tem muito o que provar, mas que aceita o desafio e entrega o seu melhor. É comovente o que ele faz em cena, sua garra, sua força, não somente nos ringues, mas principalmente fora deles, quando defende com alma seu grande personagem.




11. Andrew Garfield 
(99 Casas)


Andrew Garfield é outro ator jovem que parece ter uma bela carreira a sua frente. Fiquei receoso com sua pausa após o fracasso como Homem-Aranha e torci para que ele recuperasse o estava por vir. "99 Casas" pareceu o primeiro passo de seu retorno que em breve aparecerá no elogiado filme de Mel Gibson. Aqui ele surpreende na pele de um pai solteiro que perde sua casa e precisa recuperar sua dignidade. Sua jornada é árdua, dolorosa e o ator se entrega de forma convincente a cada transformação que enfrenta. Suas primeiras sequências, quando precisa enfrentar o tribunal e quando ele enfim perde seu lar são catárticas e ele destrói com sua interpretação. Seu desespero diante de tudo aquilo é extremamente comovente, já provando nos primeiros minutos sua grandeza como ator.




10. Tom Hanks 
(Sully: O Herói do Rio Hudson)

Warner Bros.
Digamos que é meio difícil não gostar do Tom Hanks e por isso vê-lo em "Sully" bate um certo orgulho. Orgulho de olhar para trás e ver a carreira brilhante que conseguiu construir e ainda assim, em pleno 2016, ele ainda tem a chance de participar de projetos como este. São raros os atores que conseguem isso. E na pele do piloto que salvou vidas diante de um acidente aéreo, Hanks sai de sua zona de conforto, constrói um personagem diferente de tudo o que já fez, mais sério, mais introvertido. O resultado é fantástico e sem grandes esforços entra para a lista das melhores atuações masculinas do ano.





09. Jake Gyllenhaal 
(Animais Noturnos)

Universal Pictures
Jake Gyllenhaal tem acertado tanto em seus últimos filmes que ás vezes acabamos esquecendo do quão bom ele é. Como se já estivéssemos esperando uma boa atuação que nem reparamos direito. Sua presença em "Animais Noturnos" é marcante, ainda mais quando precisa interpretar dois papéis extremamente diferentes na tela. Do mocinho com baixa auto estima, ao homem sem dignidade que procura com toda a garra sua vingança. Ainda que exista uma relação entre os dois indivíduos, o ator conseguiu construir duas pontas completamente opostas. Sua performance na "trama fictícia" é brilhante. Seus olhares, suas expressões, seu descontrole diante de um destino injusto. O ator está incrível.




08. Ben Foster
(O Programa)
Califórnia Filmes
Um dos atores mais subestimados do cinema atual, Ben Foster já provou seu talento em diversos papéis e em "O Programa", quando interpreta o ciclista Lance Armstrong, ele nos deixa boquiabertos por sua entrega e a intensidade com que mergulha no personagem. Parece aquele tipo de profissional que esquece tudo de si e renasce em outra pele. Existem cenas sublimes em que seus discursos arrepiam de tão reais e tão assustadores. É uma pena que mais uma vez ele não teve o reconhecimento que merecia, mas aqui no blog faço questão de lembrar deste grande momento em sua carreira.




07. Viggo Mortensen 
(Capitão Fantástico)

Universal Pictures
Outro talento bastante subestimado da lista. Parece que Viggo Mortensen nunca faz o bastante ou o suficiente para ser finalmente visto como merece...como um dos grandes atores do cinema. Espero que "Capitão Fantástico" venha para quebrar esta sina e ele possa ser encarado com seriedade. Seu personagem é muito querido e ele faz de um jeito muito único, cheio de bondade, compaixão e uma boa dose de excentricidade. É lindo a forma como o ator entendeu seu papel e a forma como fez cada cena. O momento em que ele retorna em seu trailer sem os filhos me encheu de muita dor, aquela intensidade existente em seu olhar foi comovente demais de assistir.





06. Nate Parker 
(O Nascimento de Uma Nação)

Fox Film
É sempre difícil separar arte da vida real e independente do que seja Nate Parker em sua vida e o que ele tenha feito - se é que fez! - em seu passado, não é possível não citá-lo entre as atuações mais marcantes do ano. Curioso o fato dele ter escrito e dirigido o próprio filme e ainda ter tido a coragem de ser o protagonista. E me surpreende ver que foi uma entrega total. Da primeira a última cena, não há sequer um instante em que ele não seja no mínimo formidável. Surpreende, também, o fato dele não ter um histórico tão grande e este ser apenas seu primeiro grande papel no cinema. Foi emocionante tudo o que ele fez, da forma como fez. Seus discursos cheios de pavor, ódio e esperança enchiam a tela com uma força esmagadora.




05. Jacob Tremblay 
(O Quarto de Jack)
Universal Pictures
Um dos presentes mais adoráveis do cinema ano passado foi a revelação de Jacob Tremblay. Aos 9 anos de idade, o pequeno ator chamou a atenção ao protagonizar o intenso drama "O Quarto de Jack" ao lado de Brie Larson. A relação entre os dois atores em cena é de um realismo chocante e comove pela sensibilidade e entrega de ambos. Tremblay, diferente de muitos atores crianças, não se esforça para parecer um adulto, encanta por sua ingenuidade e seu modo de agir e de se expressar. Sua presença na obra é, sem dúvidas, um dos momentos mais memoráveis de 2016.




04. Eddie Redmayne 
(A Garota Dinamarquesa)

Universal Pictures
Pelo segundo ano consecutivo, Eddie Redmayne nos entrega uma das performances mais incríveis do ano e também uma das transformações mais chocantes. Na pele de Lili Elbe, a primeiro pessoa a enfrentar a cirurgia de mudança de sexo, o ator se reinventa mais uma vez. Renasce na tela. Sua delicadeza como homem e seus instantes de descoberta e depois vivendo como mulher são momentos belos de acompanhar e sua atuação deixa tudo ainda mais convincente. Foi corajoso ao se entregar desta forma a personagem, a se libertar de tantas coisas e se permitir tamanha transformação.




03. Michael Fassbender 
(Steve Jobs)
Universal Pictures
Achei de extrema coragem um filme sobre Steve Jobs escolher alguém que nada parece o Steve Jobs. A opção por Michael Fassbender parece uma atitude impensável, até o instante em que o vemos em cena. Ele é tão incrível e tão bom ator que milagrosamente começamos a enxergar o criador da Apple diante de nossos olhos. E não por fazer algo caricato ou tentar simular seus trejeitos, mas por transmitir tanta verdade em seus poderosos diálogos que deixamos de ver o ator e passamos a ver aquele que representa. O texto é brilhante e verborrágico e Fassbender o devora, conseguindo dominar longas sequências quase que sem pausa. Um trabalho de mestre.




02. Colin Farrell 
(O Lagosta)


O momento mais impressionante na carreira de Colin Farrell, que entende a bizarrice deste universo proposto em "O Lagosta" e entrega o seu melhor. Se trata de um papel difícil, que não se tem muitas referências a se buscar e não há muitas formas para defini-lo. Em um mundo onde os seres são completamente apáticos, o ator se mostra dono de um talento imensurável quando diante de tantas limitações, conseguiu mostrar sua força, sua habilidade em se transformar. Provar de vez que dentro do cinema atual é um dos profissionais mais versáteis. Existe tristeza mas também existe uma excêntrica comicidade em sua composição e ele domina cada uma dessas estranhas nunces.




01. Leonardo DiCaprio 
(O Regresso)

Fox Film
Em 2016 tivemos atuações masculinas extremamente marcantes e confesso que foi difícil definir a ordem (portanto, não levem muito a sério a sequência da lista!). Porém, para dar enfim um início ao texto, não pude não começar com Leonardo DiCaprio. Acredito que ele tenha sido tão bom quanto os outros, mas 2016 foi seu momento, seu grande momento. Vencer finalmente o Oscar foi uma conquista e tanto para uma carreira repleta de acertos. Na pele de Hugh Glass no épico "O Regresso", DiCaprio se entregou de uma forma insana. Sentimos seu sofrimento e é nítido na tela que viver o personagem não foi uma tarefa fácil. Viver naquelas condições durante as gravações e ainda assim atuar como atuou, fazer o que fez, com toda a garra e seriedade possível. Foi forte, marcante, emocionante. Foi, sem dúvidas, memorável.


quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Retrospectiva 2016: As Melhores Atrizes


Começo aqui os posts especiais com as melhores atuações do ano passado. Sempre gostei de fazer retrospectivas aqui no blog, que vejo como forma de relembrar e também homenagear tudo o que teve de bom (e que algumas vezes até esquecemos). No campo das interpretações femininas, acabei me surpreendendo, logo que muitas performances elogiadíssimas e até premiadas não me tocaram, enquanto que acabei admirando o trabalho de outras atrizes menos prestigiadas neste ano. Foram vários papéis marcantes e histórias de mulheres que valeram a pena serem contadas. Logo que como toda lista, muitos nomes excelentes ficaram de fora e nos comentários fiquem livres para relembrá-los. Lembrando que citei apenas aquelas que apareceram em filmes lançados no Brasil em 2016, independente do lançamento no país de origem.

Com vocês...as melhores atrizes do ano.


terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Retrospectiva 2016: Os Melhores Pôsteres


Dando a largada aqui no blog com os posts especiais com a retrospectiva de 2016, começo falando sobre os melhores cartazes de filmes que tivemos neste ano que passou. Fiz uma seleção contando apenas com os títulos lançados nos últimos doze meses aqui no Brasil. Entre cores, tipografia, ilustrações e elementos gráficos, o importante é a forma como a imagem dialoga com o conteúdo da obra, sem deixar, claro, de ser visualmente belo. Faço, então, um TOP 30 com os melhores, onde a ordem não é tão significativa assim...espero que gostem!



quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Filmes vistos em dezembro


Estou eu aqui, mais uma vez, para fazer um texto breve sobre os filmes que consegui ver no mês de dezembro. Assim como no cinema ou na Netflix, tive boas surpresas, mas também encontrei algumas obras que queria desver. Porém, tudo vale como dica para aqueles que não sabem muito bem o que assistir. Espero que gostem da seleção. 

por Fernando Labanca

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Crítica: Capitão Fantástico (Captain Fantastic, 2016)

O que você (realmente) precisa pra sobreviver no mundo?

por Fernando Labanca

"Capitão Fantástico" é, dentre tantas qualidades que não cabem em uma crítica, um filme mágico. É coração puro, cheio de alma. Dirigido pelo ator Matt Ross, o longa narra a história de uma família que vive na floresta. Com treinamento rígido para sobreviver, os filhos encontram no corajoso pai, Ben (Viggo Mortensen) uma espécie de mentor, aquele que os ensina tudo o que precisam e tudo o que é necessário para continuar vivendo naquele ambiente. Entre manusear ferramentas, caçar animais selvagens e plantar seus próprios alimentos, Ben vê no legado de Noam Chomsky a sabedoria que não encontrou em nenhum Deus. A jornada dos personagens se inicia quando recebem a notícia de que a mãe, que por um longo tempo se manteve afastada e em tratamento devido sua bipolaridade, se suicidou. Todos embarcam para a cidade, afim de impedir que ela seja enterrada e seja cremada, assim como escreveu em seus últimos pedidos. No entanto, no mundo afora, as leis de sobrevivência são outras e o pai terá que enfrentar o julgamento de todos aqueles que são contra seus excêntricos métodos de ensino.


terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Crítica: Sing Street - Música e Sonho (Sing Street, 2015)

Para o último post do ano resolvi escrever sobre uma das obras mais incríveis que vi em 2016!

Recentemente indicado ao Globo de Ouro como Melhor Filme de comédia, "Sing Street" marca o retorno de John Carney (Mesmo Se Nada Der Certo) na direção de mais uma obra adorável, que ao trazer toda a beleza dos anos 80, constrói um produto nostálgico, encantador e definitivamente, imperdível.

por Fernando Labanca

Bastante elogiado pelos Festivais que passou, "Sing Street" ficou por muito tempo com um destino incerto aqui no Brasil. Eis que foi salvo pela Netflix e finalmente poderá ser apreciado por aqui. Se trata do mais novo trabalho do diretor John Carney, que conta, mais uma vez, uma história envolvendo músicas...sem necessariamente ser um musical. É um gênero que ele, como músico, tem dominado como ninguém. Assim como suas deliciosas obras anteriores, "Sing Street" tem potencial para listar entre os favoritos de muita gente, isso porque existe algo de muito mágico no cinema de Carney, quase que inexplicável. É fácil de gostar, de se envolver. É fácil se apaixonar pelo o que ele nos apresenta. Tudo parece estar em seu devido lugar e ainda assim sempre nos surpreende positivamente, sempre nos oferece mais uma razão para amar aquilo que ele cria. Sim, você vai querer viver neste filme!


quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Crítica: Demolição (Demolition, 2015)

Novo longa-metragem do já renomado diretor Jean-Marc Vallée (Clube de Compras Dallas), "Demolição" traz autenticidade a um tema batido e constrói, ao seu decorrer, um produto marcante, original e de extrema sensibilidade.

por Fernando Labanca

Ainda não consigo entender como uma das maiores pérolas de 2016 não chegará aos cinemas. Vejo "Demolição" como o melhor filme em território norte americano do canadense Jean-Marc Vallée, o mais completo e o que mais alcança a genialidade e brilhantismo de sua obra-prima, "CRAZY - Loucos de Amor" (2005). É admirável toda a trajetória do cineasta e fico feliz que ele tenha chegado até aqui, entregando um produto tão incrível e, ao mesmo tempo, tão diferente do que ele já fez. Há muito de Jason Reitman aqui também, que ao assinar a produção do longa, recupera em toda sua construção, a espontaneidade e doçura do cinema independente. E assim como em "Livre", o último trabalho do diretor, temos aqui um protagonista que precisa lidar com o luto e parte em uma jornada de autodescobertas, de aceitação de seu novo mundo. Ainda é um relato delicado, muito longe da obviedade, oferecendo um roteiro difícil, que jamais encontra soluções e palavras fáceis.


segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Crítica: Before We Go (2014)

Sobre se jogar e abraçar o inesperado.

por Fernando Labanca

Chris Evans, mais conhecido do grande público por interpretar o herói da Marvel, Capitão América, nunca escondeu sua afeição à comédia romântica. Mocinho de algumas produções açucaradas, o ator se aventurou a dirigir um filme, surpreendendo por sua escolha em comandar um romance maduro e realista e surpreendendo por alcançar um resultado tão positivo. "Before We Go", de certa forma, vai contra a tudo o que esperávamos dele. Rosto de um cinema mais comercial, Evans constrói um produto refinado, de bom gosto e ainda que seja completamente simples na ideia e no formato, realiza um trabalho notável, sutil, bastante delicado e romântico.

O longa acompanha algumas horas na vida de Nick (Evans) e Brooke (Alice Eve), dois estranhos que se conhecem na noite de Nova York. Em uma estação de trem, ele se encontra perdido em si mesmo, indeciso sobre o que fazer com sua vida, é então que se esbarra com Brooke, que acaba de perder o último trem e sente frustrada pelas consequências que isso trará no seu casamento. Nick decide ajudá-la, principalmente quando descobre que ela perdeu sua bolsa com todos os seus pertences. Juntos, eles caminham para encontrar soluções e no meio disso, trocam experiências de vida, contam histórias do passado e tudo o que os levaram até ali e sobre os planos futuros e o que esperam após aquela noite.



quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Crítica: A Chegada (Arrival, 2016)

O cultuado diretor Denis Villeneuve (O Homem Duplicado, Sicário) cumpre o que prometia e entrega uma ficção científica que renega qualquer fórmula, inteligente e na altura dos grandes clássicos do gênero. Desde já, um dos melhores filmes do ano.

por Fernando Labanca

Baseado no conto "A História de Sua Vida" de Ted Chiang, conhecido como o novo Philip K.Dick na literatura, "A Chegada" inova ao trilhar por caminhos não tão óbvios da ficção científica e fascina pela maneira única com que trabalha seus elementos, desde a jornada de sua protagonista à invasão alienígena. E nada depende de respostas fáceis. A trama pode soar simples, no entanto, está nos pequenos detalhes sua grande genialidade. Acompanhamos Louise Banks (Amy Adams), tradutora e linguista que é procurada pelo exército norte-americano para se comunicar com alienígenas, assim que doze objetos não identificados são estacionados em doze países diferentes, nitidamente, desejando algo da Terra. Entretanto, para que exista algum tipo de comunicação entre a outra raça, ela desenvolve táticas para decifrar aquela desconhecida linguagem.