terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Oscar 2016 - As Apostas


Dia 14 de janeiro do próximo ano será, finalmente, anunciado os indicados ao Oscar 2016. Algumas listas dos "melhores do ano" já começaram a rodar entre os críticos norte-americanos e isso sempre acaba destacando alguns títulos. Dentre as premiações, o Independent Spirit Awards deu a largada, recentemente, e já deu para ter uma noção sobre quais os filmes tem mais chances, pelo menos, de aparecerem entre os indicados. E essa semana, com os indicados ao Globo de Ouro, teremos um termômetro ainda mais confiável.

Algumas premiações já aconteceram, neste final de ano, como o National Board of Review e as consagradas premiações dos críticos de Nova York, Los Angeles e Boston. E analisando todos eles, temos dois favoritos, que provavelmente serão os mais fortes no próximo Oscar: "Carol", de Todd Haynes e "Spotlight - Segredos Revelados", de Tom McCarthy.

Bom, pensando nisso, resolvi fazer uma lista, destacando, não só os principais, mas todos que acredito que terão alguma chance de estarem na lista. Alguns já foram lançados, aqui no Brasil, outros chegarão em breve e é sempre bom preparar as agendas e ficar de olho para realizarmos a clássica "maratona dos filmes do Oscar", ficarmos mais pobres e conseguirmos participar das apostas e bolões da vida.

E você? Já tem algum favorito?





Carol (Carol)

Mares Filmes
Lançamento: 14 de janeiro de 2016

Sinopse: A jovem Therese Belivet (Rooney Mara) tem um emprego entediante na seção de brinquedos de uma loja de departamentos. Um dia, ela conhece a elegante Carol Aird (Cate Blanchett), uma cliente que busca um presente de Natal para a sua filha. Carol, que está se divorciando de Harge (Kyle Chandler), também não está contente com a sua vida. As duas se aproximam cada vez mais e, quando Harge a impede de passar o Natal com a filha, Carol convida Therese a fazer uma viagem pelos Estados Unidos.

Possíveis indicações: Melhor Filme, Diretor (Todd Haynes), Atriz (Cate Blanchett), Atriz Coadjuvante (Rooney Mara), Roteiro Adaptado, Figurino, Fotografia, Direção de Arte.





Spotlight - Segredos Revelados (Spotlight)

Sony Pictures
Lançamento: 7 de janeiro de 2016

Sinopse: Baseado em uma história real, o drama mostra um grupo de jornalistas em Boston que reúne milhares de documentos capazes de provar diversos casos de abuso de crianças, causados por padres católicos. Durante anos, líderes religiosos ocultaram o caso transferindo os padres de região, ao invés de puni-los pelo caso.

Possíveis indicações: Melhor Filme, Diretor (Tom McCarthy), Ator Coadjuvante (Mark Ruffalo), Ator Coadjuvante (Michael Keaton), Atriz Coadjuvante (Rachel McAdams), Roteiro Adaptado, Edição.





O Regresso (The Revenant)

Fox Filmes
Lançamento: 4 de fevereiro de 2016

Sinopse: 1822. Hugh Glass (Leonardo DiCaprio) parte para o oeste americano disposto a ganhar dinheiro caçando. Atacado por um urso, fica seriamente ferido e é abandonado à própria sorte pelo parceiro John Fitzgerald (Tom Hardy), que ainda rouba seus pertences. Entretanto, mesmo com toda adversidade, Glass consegue sobreviver e inicia uma árdua jornada em busca de vingança.

Possíveis indicações: Melhor Filme, Diretor (Alejando González Iñárritu), Ator (Leonardo DiCaprio), Ator Coadjuvante (Tom Hardy), Roteiro Adaptado, Edição, Fotografia, Edição de Som, Direção de Arte, Maquiagem





Os 8 Odiados (The Hateful Eight)

Diamond Films
Lançamento: 7 de janeiro de 2016

Sinopse: O faroeste traz a história de uma diligência contendo vários passageiros, que são impedidos de continuar a viagem por causa de uma nevasca. Logo, eles são vítimas de um ataque de caçadores de recompensas e outros criminosos.

Possíveis indicações: Melhor Filme, Ator Coadjuvante (Samuel L.Jackson), Ator Coadjuvante (Kurt Russell), Atriz Coadjuvante (Jennifer Jason Leigh), Roteiro Original, Figurino, Edição, Edição de Som, Direção de Arte





Joy - O Nome do Sucesso (Joy)

Fox Filmes
Lançamento: 21 de janeiro de 2016

Sinopse: Criativa desde a infância, Joy Mangano (Jennifer Lawrence) entrou na vida adulta conciliando a jornada de mãe solteira com a de inventora e tanto fez que tornou-se uma das empreendedoras de maior sucesso dos Estados Unidos.

Possíveis indicações: Melhor Filme, Diretor (David O.Russell), Roteiro Original, Atriz (Jennifer Lawrence), Ator Coadjuvante (Bradley Cooper), Ator Coadjuvante (Robert De Niro), Melhor Edição





Ponte dos Espiões (Bridge of Spies)

Fox Filmes
Lançamento: 22 de outubro de 2015

Sinopse: Em plena Guerra Fria, o advogado especializado em seguros James Donovan (Tom Hanks) aceita uma tarefa muito diferente do seu trabalho habitual: defender Rudolf Abel (Mark Rylance), um espião soviético capturado pelos americanos. Mesmo sem ter experiência nesta área legal, Donovan torna-se uma peça central das negociações entre os Estados Unidos e a União Soviética ao ser enviado a Berlim para negociar a troca de Abel por um prisioneiro americano, capturado pelos inimigos.

Possíveis indicações: Melhor Filme, Diretor (Steven Spielberg), Ator Coadjuvante (Mark Rylance), Fotografia, Trilha Sonora, Figurino, Edição, Roteiro Original, Direção de Arte.





Brooklyn (Broolyn)

Fox Searchlight
Lançamento: Ainda sem data de lançamento no Brasil

Sinopse: A jovem irlandesa Ellis Lacey (Saoirse Ronan) se muda de sua terra natal e vai morar em Brooklyn para tentar realizar seus sonhos. No ínicio de sua jornada nos Estados Unidos, ela sente falta de sua casa, mas vai tentando se ajustar aos poucos até que conhece e se apaixona por Tony (Emory Cohen), um bombeiro italiano. Logo, ela se encontra dividida entre dois países, entre o amor e o dever.

Possíveis indicações: Melhor Filme, Diretor (John Crowley), Atriz (Saoirse Ronan), Roteiro Adaptado, Figurino, Trilha Sonora, Direção de Arte





A Garota Dinamarquesa (The Danish Girl)

Universal Pictures
Lançamento: 11 de fevereiro de 2016

Sinopse: Cinebiografia de Lili Elbe (Eddie Redmayne), que nasceu Einar Mogens Wegener e foi a primeira pessoa a se submeter a uma cirurgia de mudança de gênero. Em foco o relacionamento amoroso do pintor dinamarquês com Gerda (Alicia Vikander) e sua descoberta como mulher.

Possíveis indicações: Melhor Filme, Ator (Eddie Redmayne), Atriz Coadjuvante (Alicia Vikander), Figurino, Fotografia, Trilha Sonora, Direção de Arte





Mad Max: Estrada da Fúria (Mad Max: Fury Road)

Warner Bros.
Lançamento: 14 de maio de 2015

Sinopse: Após ser capturado por Immortan Joe, um guerreiro das estradas chamado Max (Tom Hardy) se vê no meio de uma guerra mortal, iniciada pela Imperatriz Furiosa (Charlize Theron) na tentativa se salvar um grupo de garotas. Também tentanto fugir, Max aceita ajudar Furiosa em sua luta contra Joe e se vê dividido entre mais uma vez seguir sozinho seu caminho ou ficar com o grupo.

Possíveis indicações: Melhor Filme, Diretor (George Miller), Fotografia, Edição, Edição de Som, Mixagem de Som, Efeitos Visuais, Direção de Arte, Maquiagem





Perdido em Marte (The Martian)

Fox Filmes
Lançamento: 1 de outubro de 2015

Sinopse: O astronauta Mark Watney (Matt Damon) é enviado a uma missão em Marte. Após uma severa tempestade ele é dado como morto, abandonado pelos colegas e acorda sozinho no misterioso planeta com escassos suprimentos, sem saber como reencontrar os companheiros ou retornar à Terra.

Possíveis indicações: Melhor Filme, Diretor (Ridley Scott), Ator (Matt Damon), Roteiro Adaptado, Edição, Edição de Som, Direção de Arte





Sicario - Terra de Ninguém (Sicario)

Paris Filmes
Lançamento: 22 de outubro de 2015

Sinopse: A CIA está preparando uma audaciosa operação para deter o grande líder de um cartel de drogas mexicano. Kate Macy (Emily Blunt), policial do FBI, decide participar da ação, mas logo descobre que terá de testar todos os seus limites morais e éticos nesta missão.

Possíveis indicações: Melhor Filme, Atriz (Emily Blunt), Ator Coadjuvante (Benicio Del Toro), Edição, Trilha Sonora





Beasts of No Nation 

Netflix
Lançamento: 16 de outubro de 2015

Sinopse: Em uma cidade africana, Agu (Abraham Attah) é uma criança, que atingida pela guerra, é transformada em soldado. Após a morte de seu pai por militantes, ele é obrigado a abandonar sua família para lutar na guerra civil da África do Sul, instruído por um grande comandante (Idris Elba) que o ensinará os caminhos de um conflito.

Possíveis indicações: Melhor Filme, Ator (Abraham Attah), Fotografia, Edição





Steve Jobs (Steve Jobs)

Universal Pictures
Lançamento: 28 de janeiro de 2016

Sinopse: Três momentos importantes da vida do inventor, empresário e magnata Steve Jobs: os bastidores do lançamento do computador Macintosh, em 1984; da empresa NeXT, doze anos depois e do iPod, no ano de 2001.

Possíveis indicações: Melhor Filme, Diretor (Danny Boyle), Ator (Michael Fassbender), Atriz Coadjuvante (Kate Winslet), Edição





O Quarto de Jack (Room)

Universal Pictures
Lançamento: 18 de fevereiro de 2016

Sinopse: Uma história moderna sobre o amor sem limites entre mãe e filho. O pequeno Jack (Jacob Tremblay), de cinco anos, não conhece nada do mundo, exceto o quarto em que nasceu e cresceu acompanhado apenas por Ma (Brie Larson).

Possíveis indicações: Melhor Filme, Diretor (Lenny Abrahamson), Atriz (Brie Larson), Roteiro Adaptado





Divertida Mente (Inside Out)

Disney / Buena Vista
Lançamento: 18 de junho de 2015

Sinopse: Riley é uma garota divertida de 11 anos de idade, que deve enfrentar mudanças importantes em sua vida quando seus pais decidem deixar a sua cidade natal, no estado de Minnesota, para viver em San Francisco. Dentro do cérebro de Riley, convivem várias emoções diferentes, como a Alegria, o Medo, a Raiva, o Nojinho e a Tristeza. A líder deles é Alegria, que se esforça bastante para fazer com que a vida de Riley seja sempre feliz. Entretanto, uma confusão na sala de controle faz com que ela e Tristeza sejam expelidas para fora do local. Agora, elas precisam percorrer as várias ilhas existentes nos pensamentos de Riley para que possam retornar à sala de controle - e, enquanto isto não acontece, a vida da garota muda radicalmente.

Possíveis indicações: Melhor Filme, Roteiro Original, Animação





A Grande Aposta (The Big Short)

Paramount Pictures
Lançamento: 14 de janeiro de 2016

Sinopse: Inspirado no livro homônimo, o filme estrelado por Brad Pitt narra a história de um empresário que conseguiu um lucro recorde em suas empresas - mesmo na crise que abalou o sistema imobiliário e, consequentemente, a economia dos Estados Unidos na década de 2000. 

Possíveis indicações: Melhor Filme, Ator Coadjuvante (Christian Bale), Roteiro Adaptado





Love & Mercy (Love & Mercy)

Sony Pictures
Lançamento: No limbo da distribuição nacional. Já chegou em blu-ray nos EUA.

Sinopse: Brian Wilson (John Cusack) fundou os Beach Boys, uma das bandas mais populares do Estados Unidos nos anos 1960. Mas, ao longo de sua vida, luta com seus problemas mentais, enquanto dependente de uma série de drogas e se isola da sociedade. O Doutor Eugene Landy (Paul Giamatti) torna-se fundamental na recuperação de Brian, além da esposa do músico, Melinda Ledbetter (Elizabeth Banks), quem o ajudou a se reerguer.

Possíveis indicações: Melhor Ator (Paul Dano), Atriz Coadjuvante (Elizabeth Banks), Roteiro Original, Trilha Sonora, Canção Original





Macbeth - Ambição e Guerra (Macbeth)

Diamond Films
Lançamento: 24 de dezembro de 2015

Sinopse: Macbeth (Michael Fassbender) é um general do exército escocês que trai seu rei após ouvir um presságio de três bruxas que dizem que ele será o novo monarca. Ele é altamente influenciado pela esposa Lady Macbeth (Marion Cotillard), uma figura manipuladora que sofre por não poder lhe dar filhos.

Possíveis indicações: Melhor Ator (Michael Fassbender), Atriz (Marion Cotillard), Direção de Arte, Figurino





Truth

Mares Filmes
Lançamento: 28 de janeiro de 2016

Sinopse: A produtora da CBS Mary Papes (Cate Blanchett) juntamente com o âncora Dan Rather (Robert Redford) suspeitam de que o presidente George W. Bush foi um dos muitos jovens privilegiados que usou os seus contatos para não combater na Guerra do Vietnã. Armando uma exposição, os dois pretendem levar a história ao ar, mas o fato só começa uma guerra entre o poder constituído na tentativa de tirar o crédito das informações, o que abala o emprego dos dois contratados da CBS, quase altera as eleições e quase leva toda a CBS News abaixo.

Possíveis indicações: Melhor Atriz (Cate Blachett), Ator Coadjuvante (Robert Redford), Roteiro Adaptado





Aliança do Crime (Black Mass)

Warner Bros.
Lançamento: 12 de novembro de 2015

Sinopse: Whitey Bulger (Johnny Depp), irmão de um senador dos Estados Unidos, foi um dos criminosos mais famosos da história do sul de Boston. Ele começou a trabalhar como informante do FBI para derrubar uma família de mafiosos, mas foi traído pela agência, tornando-se um dos homens mais procurados do país. Baseado em uma história real.

Possíveis indicações: Melhor Ator (Johnny Depp), Edição, Maquiagem





Star Wars - O Despertar da Força 
(Star Wars: Episode VII - The Force Awakens)

Disney / Buena Vista
Lançamento: 17 de dezembro de 2015

Sinopse: A sinopse oficial ainda não foi divulgada.

Possíveis indicações: Melhor Direção de Arte, Efeitos Visuais, Edição de Som, Mixagem de Som, Maquiagem




No Coração do Mar (In The Heart of the Sea)

Warner Bros.
Lançamento: 3 de dezembro de 2015

Sinopse: Inverno de 1820. O navio baleeiro Essex parte em busca de óleo de baleia. O navio é liderado pelo nada experiente capitão George Pollard (Benjamin Walker), que tem Owen Chase (Chris Hemsworth) como seu primeiro oficial. Owen sonha em ser capitão e tem o objetivo de superar a meta traçada por seu empregador. Eles navegam por meses em busca de baleias, mas quando encontram se deparam com uma grande ameaça, uma gigantesca baleia branca que irá lutar por sua sobrevivência e acabará atacando o navio e sua tripulação.

Possíveis indicações: Melhor Direção de Arte, Efeitos Visuais, Edição de Som, Mixagem de Som





007 - Contra Spectre (Spectre)

Sony Pictures
Lançamento: 5 de novembro de 2015

Sinopse: James Bond (Daniel Craig) vai à Cidade do México com a tarefa de eliminar Marco Sciarra (Alessandro Cremona), sem que seu chefe, M (Ralph Fiennes), tenha conhecimento. Isto faz com que Bond seja suspenso temporariamente de suas atividades e que Q (Ben Whishaw) instale em seu sangue um localizador, que permite que o governo britânico saiba sempre em que parte do planeta ele está. Apesar disto, Bond conta com a ajuda de seus colegas na organização para que possa prosseguir em sua investigação pessoal sobre a misteriosa organização chamada Spectre.

Possíveis indicações: Melhor Edição, Trilha Sonora, Canção Original




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OUTRAS POSSÍVEIS INDICAÇÕES


As Sufragistas Melhor Atriz (Carey Mulligan), Atriz Coadjuvante (Helena Bonham Carter)

45 Anos: Melhor Ator (Tom Courtney), Melhor Atriz (Charlotte Rampling)

Trumbo: Melhor Ator (Bryan Cranston), Melhor Atriz Coadjuvante (Helen Mirren)

Anomalisa: Melhor Animação, Melhor Roteiro Adaptado

Youth: Melhor Ator (Michael Caine), Atriz Coadjuvante (Jane Fonda)

I'll See You in My Dreams: Melhor Atriz (Blythe Danner), Roteiro Original

A Colina Escarlate: Direção de Arte, Figurino, Maquiagem

Cinderela: Figurino, Direção de Arte

Jurassic World: Edição de Som, Efeitos Visuais

Sobre Justiça e Obsessão: Melhor Atriz (Julia Roberts)

Freeheld: Melhor Atriz (Juliane Moore)

Legend: Melhor Ator (Tom Hard)

Um Homem Entre Gigantes: Melhor Ator (Will Smith)

Creed: Ator Coadjuvante (Sylvester Stallone)

The Lobster: Roteiro Adaptado

O Final da Turnê: Roteiro Adaptado

Eu, Você e a Garota Que Vai Morrer: Roteiro Adaptado

The Diary of a Teenage Girl: Roteiro Original

O Bom Dinossauro: Melhor Animação

Que Horas Ela Volta?: Melhor Filme Estrangeiro...torcemos!!!



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Referências
Sinopses: Adoro Cinema
Imagens: Collider


quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Crítica: Lições em Família (Wish I Was Here, 2014)

O ator Zach Braff, mais conhecido pelo seriado "Scrubs", se arriscou como diretor no filme "Hora de Voltar" há mais de dez anos atrás, e surpreendentemente, acabou construindo um clássico cult. Desde então, ele jamais retornou na função e muitos, assim como eu, estavam a espera de seu retorno. Sob expectativas altíssimas, eis que surge "Wish I Was Here", indie, sensível, trilha musical das boas e todas aquelas características já presentes em muitas outras obras. É bom, mas infelizmente, já vimos este filme antes.

por Fernando Labanca

O nascimento da obra é bastante curioso, logo que surgiu pelo investimento do próprio público através da campanha criada por Zach no Kickstarter. Em apenas três dias, ele conseguiu mais de dois milhões para produzir seu filme. Escreveu o roteiro com a colaboração de seu irmão, Adam J.Braff e reuniu um elenco de peso para estrelar seu projeto, no qual lançou no Festival de Sundance, em 2014. Protagonizado por ele mesmo, onde interpreta um ator fracassado (Sim, de novo!), a trama gira em torno deste homem, Aidan Bloom, que após ter atingido certa idade, compreende que não conquistou muitas coisas e esta sua crise só piora quando recebe a notícia de que seu pai, Gabe (Mandy Patinkin) está prestes a morrer. Outro problema é que, devido a isso, ele é obrigado a tirar seus dois filhos da escola, pois era Gabe quem pagava as mensalidades. É então que Aidan passa a ensiná-los dentro de casa, contando sempre com o apoio de sua esposa Sarah (Kate Hudson), que trabalha fora e praticamente o sustenta. No meio disso tudo, ele ainda precisa convencer seu irmão, Noah (Josh Gad), a perdoar seu pai, para que antes da morte, possam estar, pela última vez, juntos. 


quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Crítica: Mommy (2014)

O vencedor do Prêmio do Júri no Festival de Cannes 2014, "Mommy" é mais um filme realizado pelo jovem diretor canadense Xavier Dolan (Amores Imaginários). Visualmente irretocável, o longa é, definitivamente, seu melhor trabalho até aqui.

por Fernando Labanca

Visto como um diretor promissor desde seus primeiros filmes, Xavier Dolan, apesar da pouca idade, é um profissional ambicioso, dono de um talento indiscutível. As altas apostas em cima de seu nome estavam certas, pelo menos, ele ainda não provou o contrário. Vejo "Mommy" como o ponto ápice de sua carreira, tanto como diretor tanto como roteirista. Tudo flui melhor aqui, seus personagens, diálogos, suas ideias e até mesmo seu humor. É mais completo, mais verdadeiro e talvez por ele não protagonizar desta vez, é também, menos egocêntrico, sem deixar de ser ainda uma obra bastante pessoal, autoral. Recuperando o tema de seu primeiro trabalho, "Eu Matei Minha Mãe" de 2009, a trama foca, novamente, no relacionamento conturbado de um jovem problemático com sua mãe, interpretada, mais uma vez por Anne Dorval. Antoine-Olivier Pilon interpreta Steve, um adolescente hiperativo que é expulso do reformatório em que estava devido sua má conduta e por isso, passa a morar novamente com sua mãe. Com a personalidade agressiva de ambos, a relação entre eles apenas encontra um certo equilíbrio com a chegada de uma vizinha à suas vidas, Kyla (Suzanne Clément).


quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Crítica: Um Amor a Cada Esquina (She's Funny That Way, 2014)

Sabe quando você escolhe um filme aleatório só para passar alguns minutos vendo qualquer coisa? Encontrei "Um Amor a Cada Esquina" dessa forma, título genérico, comédia com elenco famosinho...por que não? É fantástico quando isso acontece, quando você espera absolutamente nada de um filme e de repente se vê diante de algo tão bom, tão incrível, que renova não só o gênero, como renova, mesmo se utilizando de uma beleza e um formato retrô, o próprio cinema.

por Fernando Labanca

E quando sobem os créditos finais, me deparo com a grande surpresa: o longa fora produzido por ninguém mais que Wes Anderson (O Grande Hotel Budapeste) e Noah Baumbach (Frances Ha). O que fez aumentar ainda mais a admiração que já tinha do filme. A obra também marca o retorno do diretor veterano Peter Bogdanovich, que esteve longe das câmeras por cerca de doze anos e ao assinar o roteiro, ao lado de Louise Stratten, traz como grande referência as comédias da década de 30, as conhecidas screwball comedies, com suas histórias malucas e situações inesperadas. E a partir disso, é o cinema de Woody Allen que nos vem mais a cabeça, com seus inteligentes e rápidos diálogos e com sua história simples, concisa e divertida. Vemos uma comédia leve, sem altas pretensões e um tanto quanto refinada. O cenário também nos remete aos trabalhos de Allen, aqueles personagens vivendo da arte em uma Nova York bela e aconchegante, em uma trama onde realidade e ficção se misturam.

Na trama, somos apresentados ao diretor de teatro Arnold Albertson (Owen Wilson), que vai à cidade para selecionar o elenco de seu mais recente trabalho. Entretanto, apesar de casado, ele não resiste aos encantos do local e como de costume, entra em contato com uma agência de prostitutas, é assim que conhece Izzy (Imogem Poots), com quem passa a noite. Jovem e bela, o sonho da garota, por sua vez, é ser atriz e justamente por isso, logo no dia seguinte, ela vai a uma audição para conseguir um papel em uma peça de teatro, onde, inesperadamente, se reencontra com Arnold. O grande problema é que Izzy precisa contracenar com a esposa do diretor, Delta (Kathryn Hahn), que acredita no talento da moça e insiste para que ela tenha uma chance em cima dos palcos, sem jamais imaginar a traição de seu marido. Apesar da grande confusão, o circo se arma completamente quando entram em cena outros personagens, como a psicanalista Jane (Jennifer Aniston), seu namorado Josh (Will Forte), um detetive (George Morfogen), um juiz apaixonado (Austin Pendleton) e um outro ator (Rhys Ifans), que assiste de camarote todos os problemas causados por um simples incidente.


quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Crítica: Sicario - Terra de Ninguém (Sicario, 2014)

Um dos grandes destaques do último Festival de Cannes, "Sicario", conta com a direção do canadense Denis Villeneuve (Incêndios, Os Suspeitos), e começa, já na reta final do ano, a corrida para o Oscar 2016.

por Fernando Labanca

Desde já, um dos prováveis indicados à premiação, "Sicario" tem conseguido vários elogios e quem sabe, pode, finalmente, premiar Villeneuve, que não é de hoje que vem construindo uma carreira interessante, sempre retornando com excelentes trabalhos. O longa, que conta com os nomes de Emily Blunt, Benicio Del Toro e Josh Brolin nos papéis principais, mostra, através de um clima tenso, a luta contra o tráfico de drogas na fronteira dos Estados Unidos com o México em uma grandiosa e arriscada operação para deter o líder de um Cartel mexicano. Blunt interpreta Kate Macer, policial do FBI, que acaba parando nesta missão, sem compreender exatamente como tudo será executado e qual sua real função ali dentro.

"Sicario" traz uma trama pesada e que causa bastante incômodo, seja pela violência, seja pelos assuntos que debate. É um retrato cru e real sobre o narcotráfico e Villeneuve imprime na tela, um constante clima de tensão e seriedade, assim como todos os seus outros trabalhos. E no meio disso, há cenas bem marcantes, como o eletrizante tiroteio no meio de um congestionamento ou como a do "jantar", perto de seu final, bastante chocante e um tanto quanto memorável. A  produção do longa é, definitivamente, um show a parte, há muito o que ressaltar, como a fotografia e a interessante e bastante original trilha sonora, assinada por Jóhann Jóhannsson, que venceu o Globo de Ouro este ano por "A Teoria de Tudo", ele realiza mais uma composição notável, que enaltece cada instante do filme. E claro, belíssima direção de Denis Villeneuve, que constrói sequências, visualmente, fantásticas.



quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Crítica: Eu Estava Justamente Pensando em Você (Comet, 2014)


"Me sinto como se eu estivesse no mundo errado. 
Porque não pertenço a um mundo onde não terminamos juntos. 
Existem universos paralelos onde isso não aconteceu. 
Onde eu estou com você e você está comigo. 
E seja qual for esse universo, é nele que meu coração vai estar."


Vendido como uma mistura de "500 Dias Com Ela" e "Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças", o longa é lançado com um atraso de um ano, aqui no Brasil, e marca a estreia do diretor Sam Esmail, atualmente conhecido por ser o criador da série-sensação "Mr.Robot". Simples e nitidamente produzido com baixo orçamento, "Comet" é apaixonante, aquele tipo de obra tão adorável que dá vontade de entrar na tela e desfrutar, por alguns minutos, um pouco de seu louco e delicioso universo.

por Fernando Labanca

Este atraso de lançamento pode ter causado alguma confusão no público, logo que muitos já o haviam assistido por meios ilegais e seu lançamento aqui no Brasil sempre foi incerto (como milhões de outros filmes, infelizmente). Por alguma razão, a distribuidora nacional Imovision o trouxe para os cinemas recentemente e sou eternamente grato por isso, é uma obra que merecia a tela grande. Realmente, acho desnecessário esta comparação com os trabalhos de Marc Webb e Michel Gondry, pois acaba criando uma expectativa que pode não ser alcançada. Fui ver ciente de que se tratava de algo diferente e não me decepcionai, pelo contrário, saí apaixonado, com um sorriso no rosto e com o coração batendo forte, uma sensação que há muito tempo um romance não me proporcionava.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Crítica: Orgulho e Esperança (Pride, 2014)

Indicado na categoria Melhor Filme - Comédia no Globo de Ouro deste ano, "Pride" é, definitivamente, um evento. Por ter passado despercebido aqui no Brasil, o longa não gerou expectativas e devido a isso, acaba se tornando uma grata surpresa, um privilégio para aquele que o encontrar.

por Fernando Labanca

A trama do filme fora baseada em fatos reais e nos leva ao ano de 1984, na consolidada Parada Gay em Londres, onde um grupo ativista de gays e lésbicas decide juntar dinheiro em prol da greve dos trabalhadores de minas que já estava em andamento. Na época, o governo de Margaret Thatcher estava prestes a avançar com o plano de destruir vinte minas de carvão, e como consequência disso, acabar com empregos e comunidades. Os mineiros, assim como os homossexuais da época, também faziam parte de um grupo minoritário, que precisavam enfrentar não só o governo, mas a mídia e o público em geral. É neste cenário que surge Joe (George MacKay), que acabara de completar vinte anos e frequenta sua primeira Parada, se deparando com estes ativistas que logo o fascinam, se encontra, longe da repressão de sua família. Liderados por Mark (Ben Schnetzer), esse grupo entra em contato com uma pequena comunidade de mineiros no País de Gales, decididos a doar o dinheiro e a voz diante da greve. No entanto, os membros deste pequeno vilarejo não se sentem confortáveis em receber apoio de gays e lésbicas, apesar de necessitarem de ajuda, o choque com essas pessoas vai contra a tudo o que acreditavam.


quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Crítica: Beasts of No Nation (2015)

Primeiro longa-metragem original da Netflix, o filme dirigido por Cary Joji Fukunaga, nasce como um marco da indústria audiovisual, logo que fora lançado via streaming simultaneamente com algumas salas de cinema, nos Estados Unidos. Poucas salas, aliás, mas o suficiente para colocá-lo na corrida para as grandes premiações. Trata-se de uma obra grandiosa, bem realizada, mas que será lembrada muito mais por sua revolução mercadológica do que por suas qualidades.

por Fernando Labanca

A Netflix, ao longo dos últimos anos, tem modificado esta relação entre o público e a TV, com seu conteúdo sob demanda. A empresa já havia se consolidado entre as produções de séries, conseguindo reconhecimento, inclusive no Globo de Ouro e Emmy, e agora decide investir em filmes (e quem sabe uma indicação ao Oscar!), chegando a investir cerca de $12 milhões para ter os direitos de exibição de "Beasts of No Nation" e ainda tem outros títulos a serem lançados, via streaming, até o final do ano.

A obra, por sua vez, teve seu lançamento no último Festival de Toronto e fora baseado no romance homônimo de Uzodinma Iweala. O longa narra o drama de crianças-soldado na África e conta com a narração do pequeno Agu (Abraham Attah), que no meio de uma Guerra, acaba perdendo toda sua família e na fuga se depara com um exército rebelde, liderado pelo Comandante, interpretado por Idris Elba. E neste mundo sem lei, Agu se vê como um animal selvagem, tendo sua infância roubada, matando para não morrer.


terça-feira, 20 de outubro de 2015

TOP Guilty Pleasure: Os 15 filmes que odiamos amar


"Guilty Pleasure" é um termo usado no cinema para relacionar aqueles filmes que, digamos, não temos muito orgulho de gostar. Aquele que guardamos no nosso íntimo e só revelamos o que achamos caso alguém pergunte, do contrário, jamais revelamos o quanto amamos/somos essas obras, que assistimos quase todo final de semana ou não perdemos a oportunidade de ver a cada vez que reprisa na TV.

por Fernando Labanca

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Crítica: Força Para Viver (Rudderless, 2014)

Primeiro longa-metragem dirigido pelo ator William H.Macy, "Rudderless" é muito mais do que aparenta ser. Passando pelo drama familiar ao musical descompromissado, o filme acaba se tornando uma das tramas mais chocantes e mais tocantes do ano.

por Fernando Labanca

Após a morte de seu filho adolescente, Sam (Billy Crudup) abandona a carreira de executivo e se vê cada vez mais perto do fundo do poço. Desmotivado, ele acaba encontrando forças quando recebe de sua ex-esposa (Felicity Huffman), uma caixa com objetos que pertenciam ao garoto. Ali, ele encontra letras de músicas e algumas gravações originais, descobrindo, então, um lado de seu filho que desconhecia, um talento jamais revelado. É então que Sam resolve subir ao palco e cantar essas canções como forma de superar sua perda, não demorando muito até que o jovem Quentin (Anton Yelchin) entre em seu caminho, fascinado por sua qualidade musical, ele se mostra disposto a montar uma banda com o desconhecido. Sucesso em um bar local, eles montam a "Rudderless", sem ninguém imaginar o que realmente motiva aquele estranho homem solitário a continuar cantando.


quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Crítica: Ex Machina - Instinto Artificial (Ex Machina, 2014)

A ficção científica foi se desgastando ao longo dos anos e por isso digo que é sempre bom ter a chance de encontrar pérolas como "Ex Machina", que vai muito além do que oferecer ótimos efeitos visuais, oferece uma trama complexa, repleta de incríveis ideias e momentos tão intrigantes que o colocam, facilmente, na lista dos bons exemplares que o gênero lançou nos últimos tempos.

por Fernando Labanca

Alex Garland, diretor do filme, é no mínimo, um sujeito muito talentoso. Escreveu o livro "A Praia" que virou um longa-metragem pelas mãos de Danny Boyle em 2000, com quem voltou a trabalhar em "Extermínio" (2002) e "Sunshine" (2007), porém, como roteirista. Se não fosse o bastante, ainda escreveu o roteiro de "Não me Abandone Jamais" (2010) e "Dredd" (2012). É um currículo e tanto, e Garland, mostrou, através dessas obras, sua admiração pela ficção científica, sempre realizando, produtos de extrema originalidade. "Ex Machina" se junta a esses filmes, que se destaca dentre tantos que são lançados. A obra também é a prova de que ele sabe muito bem como conduzir suas boas ideias para tela, logo que se trata de sua primeira empreitada como diretor e podemos afirmar que começou extremamente bem, realizando um trabalho marcante, de uma qualidade notável.


quarta-feira, 30 de setembro de 2015

22 FILMES QUE PRECISAMOS VER ATÉ O FINAL DO ANO


Os dias estão voando e em breve chegaremos ao final de 2015. Já tivemos a chance de ver excelentes filmes este ano, no entanto, ainda há alguns títulos interessantes a serem lançados até dezembro. Pensando em me organizar e preparar o emocional de outros cinéfilos, resolvi fazer uma lista de tudo que está para chegar nos cinemas. Desta forma, selecionei 22 obras na qual tenho maiores expectativas e que prometem ser mais relevantes.

Preparem as agendas e os bolsos!

por Fernando Labanca

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Crítica: Entre Risos e Lágrimas (Obvious Child, 2014)

Comédia independente que fez sucesso pelos Festivais que passou mas que acabou tendo um destino injusto aqui no Brasil, sendo lançado diretamente na TV. Bastante original, o longa se destaca por sua coragem em debater assuntos pesados de forma leve e descontraída, além de revelar o talento de Jenny Slate.

por Fernando Labanca

Donna (Slate) é quase como uma versão masculina de Louis C.K, em sua série Louie. Comediante sem muito sucesso, ela sobe aos palcos em pequenos bares para apresentar seu stand up. Entre os dramas de sua vida, é lá que ela sente força em fazer piada de toda sua desgraça, como forma de encontrar alguma lógica em sua vida sem rumo. Após ser abandonada por seu namorado e despedida de seu emprego, Donna chega a conclusão que tudo, definitivamente, está perdido. É neste momento de crise, que ela acaba conhecendo o bom rapaz Max, com quem passa uma noite. Pouco tempo depois, ela descobre que está grávida e não sabe como lidar com esta novidade, parte porque não quer envolver um cara que mal conhece em toda essa confusão e parte porque tem a certeza de que não tem maturidade e nem condições de criar um filho.


quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Crítica: Que Horas Ela Volta? (2015)

No começo deste ano, algo surpreendente aconteceu: um longa-metragem brasileiro venceu um importante prêmio de atuação no Festival de Sundance, consagrando, assim, as atrizes Regina Casé e Camila Márdila, além de ser premiado no conceituado Festival de Berlim. Tal repercussão internacional elevou a expectativa em torno de "Que Horas Ela Volta?". A verdade é que, mais do que superar aquilo que prometia, a obra é tão fantástica que passa a ser, facilmente, um marco no nosso cinema atual.

por Fernando Labanca

Regina Casé interpreta Val, que deixou sua pequena filha em Pernambuco para trabalhar como empregada doméstica em uma mansão de São Paulo. Além de cuidar da casa, ela acaba cuidando de Fabinho, o único filho dos patrões Bárbara (Karine Teles) e Carlos (Lourenço Mutarelli). Morando integralmente no local, Val é como se fizesse parte da família e acredita ser tratada como tal, até que, treze anos depois, recebe uma chamada inesperada de sua filha Jéssica (Camila Márdila), que diz estar indo para São Paulo devido a uma prova de vestibular. Os patrões a recebem de braços abertos até o momento em que ela se mostra contra as "regras" de convivência ali instauradas, e quase como num ato de rebeldia, começa a questionar o que faz dos donos da casa tão superiores à sua mãe.


quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Crítica: Corrente do Mal (It Follows, 2014)

O terror é um gênero que pouco tem nos oferecido algo de bom, por isso é tão compreensível a fama repentina de "It Follows" e como muitos já o tem citado como um dos melhores dos últimos anos. Não que seja uma obra-prima, mas ao menos é um produto de qualidade, que vai além do que estamos acostumados a ver. É um filme que respeita o cinema e o seu público.

por Fernando Labanca

A premissa de "Corrente do Mal" pode parecer bem bizarra, e de certa forma, até é. No entanto, seu roteiro é tão bem trabalhado e a construção de seu universo é tão sólida e convincente, que a ideia, ao longo do filme vai se tornando interessante e bastante promissora. Basicamente, é sobre uma força maligna transmitida através do sexo, onde o mal ganha forma de uma pessoa, seja conhecida ou não, e que ninguém mais vê a não ser o novo portador dessa maldição. Esse ser tentará matá-lo e a única maneira de se livrar é justamente transando com outra pessoa. O longa começa quando a jovem Jay (Maika Monroe), que após um encontro sexual, começa a ser atormentada por estranhas visões, além de ter a constante sensação de que está sendo perseguida. Assim que descobre a verdade, ela, ao lado de seus amigos, tenta encontrar uma maneira de dar um fim e não apenas dar continuidade a esta corrente. 


quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Crítica: Dois Lados do Amor (The Disappearance of Eleanor Rigby: Them, 2014)


Arriscaria dizer que "Dois Lados do Amor" é uma das experiências mais inovadoras que o cinema nos trouxe este ano. Não se deixe enganar pelo título nacional, se trata de um projeto único, uma grande ideia, realizada pelo cineasta Ned Benson, e que resultou em um belíssimo filme, ou melhor, em três belíssimos filmes.

por Fernando Labanca

No original. "The Disappearance of Eleanor Rigby" conta a história de um casal em crise. Poderia até ser algo comum, se não fosse pelo fato de terem feito dois filmes para contar a trama. A versão do homem, interpretado por James McAvoy em "The Disappearance of Eleanor Rigby: Him", e a versão da mulher, interpretada por Jessica Chastain em "The Disappearance of Eleanor Rigby: Her". Dois lados da mesma história. As duas obras foram lançadas em 2013 do Festival de Toronto, no entanto, para que seu trabalho conseguisse ser comercializado, Ned Benson, os editou, construindo dessa forma, o "Them", lançado na Mostra Um Certo Olhar de Cannes 2014. É esta versão editada que chegou aos cinemas, intitulada de "Dois Lados do Amor", aqui no Brasil.