A fé que julga.
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quarta-feira, 10 de julho de 2019
Crítica: Boy Erased - Uma Verdade Anulada
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quinta-feira, 16 de março de 2017
Crítica: É Apenas o Fim do Mundo (Juste la Fin du Monde, 2016)
Apesar de não ter sido bem recebido pelos críticos de Cannes - Festival onde foi exibido ano passado - o longa saiu vitorioso com o Grande Prêmio do Júri. "É Apenas o Fim do Mundo" marca o retorno do jovem diretor Xavier Dolan e se destaca pelo belíssimo elenco que conseguiu reunir em seu tão controverso drama familiar.
por Fernando Labanca
Baseado na peça de teatro de Jean-Luc Lagarce, o filme nos revela a conturbada relação de uma família disfuncional que precisa lidar com o retorno de um dos filhos. Louis (Gaspard Ulliel) é um escritor que depois de doze anos afastado resolveu voltar e reencontrar sua mãe (Nathalie Baye) e seus irmãos (vividos por Vincent Cassel e Léa Seydoux) para dizer que sofre de uma doença e está prestes a morrer. O retorno não é nada fácil e no meio a tanta brutalidade e palavras não ditas, Louis se vê cada vez mais distante de realizar o que pretendia.


quinta-feira, 26 de novembro de 2015
Crítica: Mommy (2014)

por Fernando Labanca
Visto como um diretor promissor desde seus primeiros filmes, Xavier Dolan, apesar da pouca idade, é um profissional ambicioso, dono de um talento indiscutível. As altas apostas em cima de seu nome estavam certas, pelo menos, ele ainda não provou o contrário. Vejo "Mommy" como o ponto ápice de sua carreira, tanto como diretor tanto como roteirista. Tudo flui melhor aqui, seus personagens, diálogos, suas ideias e até mesmo seu humor. É mais completo, mais verdadeiro e talvez por ele não protagonizar desta vez, é também, menos egocêntrico, sem deixar de ser ainda uma obra bastante pessoal, autoral. Recuperando o tema de seu primeiro trabalho, "Eu Matei Minha Mãe" de 2009, a trama foca, novamente, no relacionamento conturbado de um jovem problemático com sua mãe, interpretada, mais uma vez por Anne Dorval. Antoine-Olivier Pilon interpreta Steve, um adolescente hiperativo que é expulso do reformatório em que estava devido sua má conduta e por isso, passa a morar novamente com sua mãe. Com a personalidade agressiva de ambos, a relação entre eles apenas encontra um certo equilíbrio com a chegada de uma vizinha à suas vidas, Kyla (Suzanne Clément).
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Crítica: Amores Imaginários (Les Amours Imaginaires, 2010)

por Fernando Labanca
A trama é bem simples. Conhecemos Francis (Xavier Dolan), homossexual assumido e melhor amigo de Marie (Monia Chokri), ambos são amigos inseparáveis e vivem na burguesia canadense, onde as preocupações da vida se limitam a qual roupa usar na próxima festa. Eis que em uma dessas festas, eles conhecem Nicolas (Niels Schneider), um rapaz do interior que passa a morar na cidade deles, devido seus estudos. Francis e Marie, logo se interessam pelo jovem e passam a fazer ele a se sentir "enturmado". O problema é que nenhum dos dois admite gostar dele, e cada um a seu modo, individualmente, passam a tentar conquistá-lo, até porque não sabem exatamente qual é a opção sexual de Nicolas, e assim, os dois acreditam ter uma chance, mas sem deixar na cara, tudo de forma sutil, mas ao mesmo tempo, de forma obsessiva, esquecendo da amizade entre eles, e sacrificando anos de relação pelo novo objeto de desejo.

"Amores Imaginários" é uma comédia romântica bem fora do comum, é até estranho taxá-lo neste gênero, simplesmente pela forma como a trama é mostrada, com poucos diálogos, e muitas imagens, de closes, câmera lenta, com fotografia impecável e perfeccionista. É comédia por fazer uma sátira sobre as relações amorosas da vida atual, sobre essa obsessão pela paixão, ironiza essa idealização que fazemos sobre outras pessoas e como o amor nos transforma em seres patéticos. E para mostrar isso, Xavier Dolan optou por explorar o exagero, excesso, os figurinos, os cenarios, as cores, tudo em excesso. Destaque extremamente positivo pela trilha sonora, com uma pegada indie, mesclando com uma batida mais eletrônica, passando pela repetição de "Bang Bang" de Dalida, Sting e a balada de The Knife, aparecem sempre de forma exagerada, mas que sem sombra de dúvida, transformam o filme num programa ainda mais interessante.
NOTA: 6
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