A fé que julga.
Mostrando postagens com marcador Xavier Dolan. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Xavier Dolan. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 10 de julho de 2019
Crítica: Boy Erased - Uma Verdade Anulada
Marcadores:
Boy Erased,
cura gay,
Joe Alwyn,
Joel Edgerton,
LGBT,
Lucas Hedges,
Nicole Kidman,
Russell Crowe,
Troye Sivan,
Uma Verdade Anulada,
Xavier Dolan
quinta-feira, 16 de março de 2017
Crítica: É Apenas o Fim do Mundo (Juste la Fin du Monde, 2016)
Apesar de não ter sido bem recebido pelos críticos de Cannes - Festival onde foi exibido ano passado - o longa saiu vitorioso com o Grande Prêmio do Júri. "É Apenas o Fim do Mundo" marca o retorno do jovem diretor Xavier Dolan e se destaca pelo belíssimo elenco que conseguiu reunir em seu tão controverso drama familiar.
por Fernando Labanca
Baseado na peça de teatro de Jean-Luc Lagarce, o filme nos revela a conturbada relação de uma família disfuncional que precisa lidar com o retorno de um dos filhos. Louis (Gaspard Ulliel) é um escritor que depois de doze anos afastado resolveu voltar e reencontrar sua mãe (Nathalie Baye) e seus irmãos (vividos por Vincent Cassel e Léa Seydoux) para dizer que sofre de uma doença e está prestes a morrer. O retorno não é nada fácil e no meio a tanta brutalidade e palavras não ditas, Louis se vê cada vez mais distante de realizar o que pretendia.


Marcadores:
É Apenas o Fim do Mundo,
Festival de Cannes,
França,
Gaspard Ulliel,
Jean-Luc Lagarce,
Juste la fin du monde,
Léa Seydoux,
Marion Cotillard,
Nathalie Baye,
Vincent Cassel,
Xavier Dolan
quinta-feira, 26 de novembro de 2015
Crítica: Mommy (2014)
O vencedor do Prêmio do Júri no Festival de Cannes 2014, "Mommy" é mais um filme realizado pelo jovem diretor canadense Xavier Dolan (Amores Imaginários). Visualmente irretocável, o longa é, definitivamente, seu melhor trabalho até aqui.
por Fernando Labanca
Visto como um diretor promissor desde seus primeiros filmes, Xavier Dolan, apesar da pouca idade, é um profissional ambicioso, dono de um talento indiscutível. As altas apostas em cima de seu nome estavam certas, pelo menos, ele ainda não provou o contrário. Vejo "Mommy" como o ponto ápice de sua carreira, tanto como diretor tanto como roteirista. Tudo flui melhor aqui, seus personagens, diálogos, suas ideias e até mesmo seu humor. É mais completo, mais verdadeiro e talvez por ele não protagonizar desta vez, é também, menos egocêntrico, sem deixar de ser ainda uma obra bastante pessoal, autoral. Recuperando o tema de seu primeiro trabalho, "Eu Matei Minha Mãe" de 2009, a trama foca, novamente, no relacionamento conturbado de um jovem problemático com sua mãe, interpretada, mais uma vez por Anne Dorval. Antoine-Olivier Pilon interpreta Steve, um adolescente hiperativo que é expulso do reformatório em que estava devido sua má conduta e por isso, passa a morar novamente com sua mãe. Com a personalidade agressiva de ambos, a relação entre eles apenas encontra um certo equilíbrio com a chegada de uma vizinha à suas vidas, Kyla (Suzanne Clément).
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Crítica: Amores Imaginários (Les Amours Imaginaires, 2010)
Destaque na Mostra de Cinema de São Paulo e Rio de Janeiro em 2010, mas que estreiou recentemente em circuito aberto, "Amores Imaginários" é o segundo filme do jovem diretor Xavier Dolan, de apenas 21 anos, que também atua como protagonista desta obra canadense, que satiriza as relações modernas atravéz de imagens marcantes e uma plasticidade admirável.
por Fernando Labanca
A trama é bem simples. Conhecemos Francis (Xavier Dolan), homossexual assumido e melhor amigo de Marie (Monia Chokri), ambos são amigos inseparáveis e vivem na burguesia canadense, onde as preocupações da vida se limitam a qual roupa usar na próxima festa. Eis que em uma dessas festas, eles conhecem Nicolas (Niels Schneider), um rapaz do interior que passa a morar na cidade deles, devido seus estudos. Francis e Marie, logo se interessam pelo jovem e passam a fazer ele a se sentir "enturmado". O problema é que nenhum dos dois admite gostar dele, e cada um a seu modo, individualmente, passam a tentar conquistá-lo, até porque não sabem exatamente qual é a opção sexual de Nicolas, e assim, os dois acreditam ter uma chance, mas sem deixar na cara, tudo de forma sutil, mas ao mesmo tempo, de forma obsessiva, esquecendo da amizade entre eles, e sacrificando anos de relação pelo novo objeto de desejo.
Apesar de história simples, "Amores Imaginários" tem uma premissa interessante. Esse mistério ao redor de Nicolas, que nunca sabemos exatamente quem ele é, e essa dúvida que ronda a mente das personagens passa a ser a nossa também. A idéia de amor imaginário funciona bem na tela e é bem explorada pelo roteiro, onde nos mostra esse amor que de fato, nunca acontece, o romance, a paixão, a obsessão, se limita a mente de Francis e Marie, e assim como eles viam em Nicolas a personificação de um Deus Grego, muitas pessoas sofrem por idealizar um herói aquelas que amam, sendo que na verdade, aqueles que amamos são meros mortais e que podem nos decepcionar.
"Amores Imaginários" é uma comédia romântica bem fora do comum, é até estranho taxá-lo neste gênero, simplesmente pela forma como a trama é mostrada, com poucos diálogos, e muitas imagens, de closes, câmera lenta, com fotografia impecável e perfeccionista. É comédia por fazer uma sátira sobre as relações amorosas da vida atual, sobre essa obsessão pela paixão, ironiza essa idealização que fazemos sobre outras pessoas e como o amor nos transforma em seres patéticos. E para mostrar isso, Xavier Dolan optou por explorar o exagero, excesso, os figurinos, os cenarios, as cores, tudo em excesso. Destaque extremamente positivo pela trilha sonora, com uma pegada indie, mesclando com uma batida mais eletrônica, passando pela repetição de "Bang Bang" de Dalida, Sting e a balada de The Knife, aparecem sempre de forma exagerada, mas que sem sombra de dúvida, transformam o filme num programa ainda mais interessante.
NOTA: 6
Assinar:
Postagens (Atom)



