terça-feira, 20 de outubro de 2015

TOP Guilty Pleasure: Os 15 filmes que odiamos amar


"Guilty Pleasure" é um termo usado no cinema para relacionar aqueles filmes que, digamos, não temos muito orgulho de gostar. Aquele que guardamos no nosso íntimo e só revelamos o que achamos caso alguém pergunte, do contrário, jamais revelamos o quanto amamos/somos essas obras, que assistimos quase todo final de semana ou não perdemos a oportunidade de ver a cada vez que reprisa na TV.

por Fernando Labanca

O termo é quase como um mecanismo de defesa, que citamos como uma justificativa. É o "prazer culpado". Ás vezes o filme é até bom, mas por ser, por exemplo, uma comédia romântica, não sabemos como defendê-lo. Sim, no fundo sabemos que esses filmes são bons, independente do que os outros irão dizer. Somos felizes por termos descobertos essas pérolas e sentimos uma empolgação nostálgica a cada vez que revemos.



15 • Show Bar 
(Coyote Ugly, 2000)


Coloco "Show Bar" aqui na lista, também, como forma de homenageá-lo (Sim, porque todo marco na história deste cinema merece!), logo que em agosto deste ano, o longa completou quinze anos. E não são todos os filmes que "fazem aniversário". É aquela obra ruim que sempre adoramos, que é difícil defender, mas a gente defende. O filme teve o roteiro finalizado pelo não creditado Kevin Smith (ficou mais fácil defender agora, né?) e revelou, na época, o talento da jovem LeAnn Rimes, que teve suas canções na soundtrack e dublava as cenas em que a atriz Piper Perabo cantava. A trama é super clichê e mostra a jornada de Violet (Piper) que sonha em ser cantora, mas acaba parando em uma casa noturna, comandada por Maria Bello, onde se torna uma oficial Coyote Ugly. Tem música, muitas danças sensuais em cima de um balcão, bebidas sendo derramadas em lindas mulheres em trajes provocantes e "Can't Fight the Moonlight" (alguém lembra?), que virou um grande hit na época. Um grande momento também é quando Violet finalmente se solta no local e canta "One Way or Another" de Blondie.




14  Ela é Demais 
(She's All That, 1999)


Obra clássica dentre as comédias românticas, o longa parece ter iniciado a fórmula do sucesso para tantas obras que vieram posteriormente. O cara que aposta com seu amigo que conseguiria transformar uma "garota qualquer" em rainha do baile. Todos os estereótipos possíveis dos colégios norte-americanos estão ali, mas isso nunca foi um problema para nós, gostamos do filme mesmo assim, com todos os seus erros! Rachael Leigh Cook foi a escolhida para interpretar a jovem que não liga para a aparência (que é linda, sabemos disso, mas precisamos fingir que não sabemos no começo do filme) e depois - magicamente -fica linda e o garanhão Freddie Prinze Jr. percebe que está a apaixonado mas não pode revelar sobre a aposta. Complicado, neh? Sabemos também como tudo vai terminar, sempre soubemos e nunca conseguimos não assistir. É bobo mas é muito legal também. Acontece. Ah! E foi quando conhecemos a canção "Kiss Me" do Sixpence None the Richer.




13  A Escolha Perfeita 
(Pitch Perfect, 2012)


Um dos mais recentes da lista, "A Escolha Perfeita" me fez lembrar justamente deste tipo de filme, que é difícil aceitar que é bom, que adoramos! O longa tem um roteiro redondo, onde tudo se encaixa e tudo é delicioso de assistir. Melhor ainda quando as canções ganham vida pelas vozes do elenco, que constroem um musical bem diferente, original, empolgante. E poxa, no final ainda rola uma grande homenagem ao clássico "Clube dos Cinco" e por isso, dentre tantas coisas, ganhou meu coração. Aka-Awesone!




12  Mamma Mia! 
(2008)


Tem as canções do ABBA. Melhor, tem Meryl Streep cantando as canções do ABBA. Tinha como dar errado? Para alguns mais críticos pode até ter dado, mas para nós, reles mortais, apaixonados por tudo que Meryl faça e apaixonados por musicas grudentas e coreografias exageradas, deu tudo muito certo e revemos sempre que possível. O elenco é ótimo e conta com nomes como o da querida Amanda Seyfried e dos britânicos Colin Firth, Stellan Skarsgard e Pierce Brosnan. O resultado é divertido, colorido, estonteante, que nós faz ficar ali, vidrados por cada sequência e cada canção. Difícil resistir. 


11  Miss Simpatia 
(Miss Congeniality, 2000)


Filme de grande sucesso, marcou a carreira de Sandra Bullock, colocando seu nome como uma das principais atrizes de comédia na época, sendo indicada ao Globo de Ouro pelo papel. Bullock está impecável como Gracie Hart, agente do FBI que vai parar em um concurso de beleza. O roteiro, escrito por Marc Lawrence, aproveita a situação e cria momentos hilários e imprevisíveis, como quando a atriz divide a cena com o veterano Michael Caine, que lhe ensina como a ser Miss. Comédia divertidíssima, boa de ver, que faz uma excelente sátira a este tipo de concurso. 




10  Legalmente Loira 
(Legally Blonde, 2001)


Mais uma daquelas obras que o SBT cansou (ou não) de reprisar! Temos aqui o papel que definiu, para o bem e para o mal, a carreira de Reese Witherspoon. Quase impossível não se apaixonar por sua Ellie Woods. Loira natural, Miss Junho no calendário do Campus onde estuda e presidente de uma fraternidade, ela acaba largando tudo para estudar Direito em Harvard para ter seu namorado de volta. É divertido e interessante essa quebra de expectativas da protagonista, como ela acredita ser uma coisa, quando na verdade é bem melhor e maior do que imagina. E com seu figurino cor-de-rosa, passa a enfrentar e a surpreender aqueles ao seu redor, que esperam, através de sua caracterização, algo fútil. vazio. É bobo sim, mas tem ótimas intenções que fazem o filme valer a pena. Reese é cativante e brilha com sua personagem, não foi a toa sua indicação ao Globo de Ouro. Aliás, o longa foi indicado na mesma premiação na categoria Melhor Filme-Comédia ou Musical.


09  O Noivo da Minha Melhor Amiga
 (Something Borrowed, 2011)


Já perdi as contas de quantas vezes vi esse filme e me sinto muito mal por isso. Não por não lembrar o número exato, mas por ter assistido tanto e por continuar gostando. Primeiramente, sou apaixonado por Kate Hudson e ela me hipnotiza em qualquer papel que faça e admiro e muito o que ela fez com a personagem Darcy, que é irritantemente divertida. Apesar da trama principal ser extremamente clichê, gosto dos personagens e de como tudo acontece, mesmo que previsível, acho que a obra acredita na qualidade do texto e entrega ao público um filme sensível, simples, mas incrivelmente adorável. Umas das últimas comédias românticas que vi e gostei muito. Ainda temos John Krasinski sendo ótimo como melhor amigo da protagonista e perseguido em cena pela hilária Ashley Williams. Ginnifer Goodwin e Colin Egglesfield funcionam como casal e torcemos por eles. Ah! Sem deixar de citar a bem coreografada sequência musical das amigas dançando no apartamento, "Push It" de Salt-n-Pepa, um dos momentos mais divertidos.



08  De Repente 30 
(13 Going on 30, 2004)


Poxa, tem como não gostar deste filme? Jennifer Garner, até então conhecida por seus papéis mais sérios, mostrou um talento enorme com seu humor e deu um show nesta adorável comédia, simples, porém extremamente encantadora. O enredo não traz muita novidade, mas tudo é sedutor demais para não estampar um sorriso durante seus minutos. Garner dá vida a Jenna Rink, uma garota de treze anos que do nada acorda no corpo de uma mulher aos trinta. As situações que surgem a partir deste ponto são hilárias e também muito delicadas, sua relação com Judy Greer diverte e seu romance com Mark Ruffalo convence, além de tantas boas reflexões que a trama consegue extrair dali, trazendo sempre boas vibrações e intenções. Bom, difícil não amar também o clima oitentista da produção e a trilha musical, com direito a memorável sequência de "thriller" com todo o elenco, inclusive com o fantástico Andy Serkis mandando muito nos passos! E tem a Jenna brincando de "sete dias no paraíso", lutando com travesseiros e cantando um garoto de treze anos em uma lanchonete, entre outros tantos ótimos momentos. Dirigido pelo saudoso Gary Winick. 





07  Dirty Dancing: Ritmo Quente 
(Dirty Dancing, 1987)


Now I've had the time of my life / No, I've never felt like this before / Yes I swear it's the truth / And I owe it all to you. Outro filme que jurava que detestaria e hoje confesso, bem lá no fundo, naquela região secreta que jamais admito sobre o que amo, sou um fã. Patrick Swayze era o cara, dançava muito e conseguia segurar Jennifer Grey no alto por vários segundos. Era muito incrível. Grey interpretava Frances, que em um acampamento acaba se envolvendo com a dança mesmo que escondida dos pais, que reprovavam este ato profano. A história é simples, mas super envolvente e tem várias canções que grudam na cabeça e algumas sequências memoráveis e muito bem coreografadas.




06  As Patricinhas de Beverly Hills 
(Clueless, 1995)


Outro sucesso da Sessão da Tarde e que fazemos questão de ver sempre que temos a oportunidade. Levemente inspirado em "Emma" de Jane Austen, "Clueless" foi considerado em 2008, pela revista Entertainment Weekly, como um dos "novos clássicos", dentre filmes lançados desde a década de 80. São muitos méritos que a obra conquistou ao longo dos anos, sobrevivendo bem, muito tempo depois de seu lançamento em 1995. Sim, se passaram vinte anos e ainda reconhecemos o longa de Amy Heckerling como uma das melhores comédias. Trouxe ao estrelato atrizes como Alicia Silverstone e Brittany Murphy, além do comediante Paul Rudd. A trama é divertidíssima, leve e gostosa de ver, torcemos pelo casal principal, que aliás é introduzido de uma forma não muito convencional, adoramos sentir raiva de Tai Frasier e ainda compreendemos nossa adorada Cher, aquela que tem tudo e ainda assim não sabe e não faz ideia do que quer em sua vida.




05  Segundas Intenções 
(Cruel Intentions, 1999)


Sexy, diabólico e estupidamente divertido. "Segundas Intenções" é o típico Super Cine que víamos escondido e sentíamos um orgulho imenso por termos feito isso. O longa trouxe algumas revelações para o cinema, como o trio Reese Witherspoon, Ryan Phillippe e Sarah Michelle Gellar. O que chamava a atenção era o humor, os diálogos teatrais e os jogos perversos de sedução entre os protagonistas. A trama é uma adaptação moderna da obra "Ligações Perigosas" e apesar de às vezes parecer ser bem idiota, é quase que impossível não adorá-lo. A história é interessante e o final até surpreende, nos entregando algumas sequências antológicas. Outra razão para amá-lo é sua trilha musical excepcional, que conta com nomes como Counting Crows, Aimee Mann, Placebo e claro, The Verve e sua épica Bitter Sweet Symphony. (E só queria aproveitar e dizer que acho genial o fato da última cena fazer referência com a primeira!)




04  O Casamento do Meu Melhor Amigo 
(My Best Fried's Wedding, 1997)


Confesso que demorei para vê-lo por preconceito mesmo, sempre achei que seria aquele sessão da tarde dispensável. E como estava enganado! Quase nunca um filme água com açúcar conseguiu ser tão corajoso. Esse filme se tornou especial justamente por causa de seu final, não só por ele ir contra ao que esperávamos, mas por ele ter sido pé no chão e não ter criado uma trama fantasiosa como de costume nas comédias românticas. Merece respeito porque ele foi honesto com suas próprias ideias, indo contra ao público e respeitando seus personagens. Vi uma obra deliciosa, onde apesar de sempre sofrer no fim, é inegável o quão apaixonante ele é, o quanto torcemos por Julia Roberts e Dermot Mulroney, mesmo que no fundo também adoramos a doce Kimberly, interpretada pela divertida Cameron Diaz. A presença de Ruppert Everett, como amigo gay e confidente é marcante, assim como a memorável sequência onde todos cantam (e cantamos juntos, porque sim!) "I Say a Little Prayer". Vale muito também porque Julia Roberts está sensacional neste filme, diverte e emociona, entregando mais uma grande atuação.





03  10 Coisas Que Eu Odeio em Você
(10 Things I Hate About You, 1999)


Me lembro até hoje da primeira vez que o vi e acredito que tenha sido uma das melhores comédias românticas que vi na minha vida. É tão cool. Como não cantar "Can't Take My Eyes of You" junto com Heath Ledger? Ou ficar na espera durante o filme inteiro, questionando a si mesmo...quando vai chegar aquela cena musical?? Como não se apaixonar por Kat e Patrick? E por fim, como não se emocionar toda vez que vemos a mesma cena, aquela em que Julie Styles cita as dez razões para odiar aquele que tanto ama? "10 Coisas Que Eu Odeio em Você" redefiniu o gênero e serviu de referência para muito do que foi realizado posteriormente. Uma das comédias mais memoráveis dos anos 90 e um dos raros casos do gênero em que se visto mais de uma vez, se torna ainda melhor.




02  Meninas Malvadas 
(Mean Girls, 2004)


3 de Outubro passou e muitos fãs relembraram o longa. Já teve reunião do elenco e muitas referências citadas no filme são marcantes até hoje. Sim, foi um marco e é o tipo de obra que vai se tornando mais importante a cada ano que passa. Tina Fey (que escreveu o roteiro) e Amy Poheler também estavam lá e na época mal sabíamos o quão influentes elas seriam na comédia, assim como Amanda Seyfried e Lizzy Caplan que se tornaram grandes atrizes. E tem Lindsay Lohan no papel mais legal de sua carreira, como Cady. Amamos a imaginação fértil de sua personagem e dos seus planos para destruir o grupinho das malvadas, mas no fundo torcemos para que todas fiquem bem e vibramos de felicidade em cenas como a do musical de natal e por mais cruel que Regina fosse, sempre estivemos do seu lado, por mais que isso nos fizesse cruéis também. Amamos Regina George e nenhuma bitch será tão bitch quanto Rachel McAdams. Adoramos o fato dela ditar as regras (e a moda) dentro do colégio. Adoramos o fato de que "fetch" não irá pegar e de que nem todo mundo pode sentar em sua mesa. Parece forçado dizer, mas "Meninas Malvadas" talvez tenha dado tão certo porque ele é bem escrito, traz um humor inteligente, fazendo sátira de estereótipos e conseguindo, ao mesmo tempo, criar sua própria identidade. É um marco pelo simples motivo de que ele é bom, sendo difícil ou não para algumas pessoas admitirem isso...é um bom filme.




01  O Diabo Veste Prada 
(The Devil Wears Prada, 2006)


Tem a Meryl Streep e isso já é motivo de muito amor, e sua Miranda Priesley é simplesmente sensacional e podemos dizer que é umas personagens mais marcantes na carreira da atriz. É brilhante a maneira como ela a defende, seu tom de voz, seus olhares, é tudo fascinante. Interessante e hilária a relação que vai sendo construída ali entre a chefe e sua nova secretária, Andrea. Anne Hethaway em um de seus primeiros grandes papéis no cinema, sendo esta, a porta para a grande profissional que ela se tornaria. Anne está deslumbrante e vibramos toda vez que assistimos e ela "troca de roupa e fica bonita" e sentimos um prazer perverso em vê-la crescendo dentro da empresa, sendo amiga da galera e provando para Miranda que ela pode ser boa no que faz. É, também, difícil não amar Emily, a outra secretária vivida pela revelação Emily Blunt (que brilha em cena) ou Nigel, interpretado pelo competente Stanley Tucci. Impossível não parar para vê-lo toda vez que passa na TV, aliás, já perdi as contas de quantas vezes o vi. A produção do longa é belíssima, os figurinos, as locações, a trilha sonora, a fantástica edição. É um cuidado primoroso de cada detalhe que o separa de qualquer outra comédia lançada nos últimos anos. É popular, é entretenimento, mas nem por isso deixa de ser uma obra de extrema qualidade. O diretor David Frankel merece destaque também, foi de fato, um excelente trabalho do diretor.






E você? Qual o seu guilty pleasure?


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