Brie Larson tenta seguir sua carreira após vencer um Oscar. É um peso enorme que se carrega, ainda mais sendo uma atriz tão jovem. "O Castelo de Vidro" é seu retorno ao drama e, ainda que encante com sua belíssima trama, marca um momento menor e não tão significativo em sua carreira.
por Fernando Labanca
Não cheguei a ler o livro que o filme se inspirou mas é provável que eles tenham romantizado grande parte dos eventos em prol de ser uma obra mais aceitável, mais digestível, como já cheguei a ler em alguns comentários. De fato, deixa a sensação de que muitos momentos são distorcidos para que alcance uma vibe "Capitão Fantástico", o deixando mais belo do que deveria ser, logo que são relatos pesados vindos de uma biografia. São instantes bonitos de se ver, mas perde o brilho quando sua fonte de inspiração é ainda tão recente. A trama gira em torno de uma jornalista, Jeanette Walls (Larson) que alcançou o prestígio em sua carreira e vive uma vida boa em Nova York, ao lado de seu noivo (Max Greenfield). No entanto, quando encontra seu pai, Rex (Woody Harrelson), que há anos não via, largado sujo nas ruas, uma série de eventos retornam a sua mente, revivendo sua complicada infância ao lado de seus irmãos e ao lado dele, que tinha problemas com bebidas e uma visão excêntrica sobre a vida.





