Depois de "Ex Machina", o roteirista e diretor Alex Garland volta a entregar uma ficção científica complexa, abusando de bons argumentos e questões existencialistas.
por Fernando Labanca
Apesar de veterano no cinema, este é apenas o segundo longa-metragem de Alex Garland como diretor, onde consegue, mais uma vez, criar uma ficção científica diferenciada, com algumas sequências perturbadoras que ficarão ecoando na mente do público, além das tantas questões que deixa em aberto com seu enigmático fim. Baseado no livro de Jeff VanderMeer, a trama é centrada em Lena (Natalie Portman), uma bióloga especialista em células, que sofre pela recente perda do marido, que desapareceu depois de fazer parte de um misterioso experimento. Eis que, para a surpresa dela, ele ressurge, mas com sérios problemas de saúde. Em uma tentativa de ajudá-lo, ambos são capturados e levados para a Área X, onde ela terá conhecimento sobre o verdadeiro paradeiro de seu marido e onde acaba se envolvendo com um grupo de outras cientistas que farão parte de uma expedição secreta. A missão é descobrir a origem e os efeitos do "brilho", uma misteriosa contaminação que está tomando conta de uma região e se alimentando de tudo o que encontra, provocando uma eminente aniquilação da Terra.




