terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Crítica: Sim Senhor


Londe das comédias desde 2005, com As Loucuras de Dick & Jane, Jim Carrey voltou em grande estilo com Sim Senhor. Simples e engraçado e com outras características que fazem desse filme ter tudo para ser um grande sucesso, assim como suas outras comédias.

por Fernando

Dirigido por Peyton Reed (Separados Pelo Casamento), o filme conta a história de Carl Allen (Jim Carrey), um cara que vive sózinho desde que sua "ex" o largou e passa seus dias na mesma rotina, trabalhando em uma empresa de empréstimos há cinco anos e desde então nunca teve uma promoção e ele nem batalha para isso acontecer. Se recusa a todos os convites possíveis de seus amigos, prefere viver sua vida longe de tudo e de todos, sem se arriscar.

Até que um dia resolve, seguindo um conselho de um amigo maluco que vive se aventurando e aceitando todas as oportunidades da vida, a ir em uma palestra de auto-ajuda que tem como intuito mostrar às pessoas as vantagens de se dizer SIM, sim à vida, sim à si mesmo, aceitar tudo o que é novo, tudo o que lhe é proposto. A partir desta palestra, a vida de Carl muda, ele passa a viver com essa filosofia de dizer "sim" e passa a se arriscar, vivendo as maiores loucuras, fazendo tudo aquilo que antes ele negava. E nesse novo estilo de vida, ele acaba conhecendo Allison (Zooey Deschanel), uma destrambelhada que vive seus dias ao seu modo, sem seguir às regras que é imposto pela sociedade, como fazer uma faculdade, ter um bom emprego e criar uma família. Ela se aventura e vive a vida como Carl sempre teve medo de viver.

Carl, então, passa a fazer de tudo, aprende a tocar violão, a falar coreano, aprende a pilotar avião, pula de bungee jump, vai às festas a fantasia realizadas pelo chefe, vai às baladas com seus amigos e planeja o chá de casamento deles. E junto com Allison eles vão se aventurar nas situações mais arriscadas. Até que eles se apaixonam e ele se entega completamente a esse relaciomento somente para realizar o pacto que fez a si mesmo, dizer sim a tudo, inclusive a ela. O problema fica quando ela descobre que tudo o que ele havia feito e aceitado, fazia parte de um pacto, e que não estava sendo verdadeiro, e para piorar, Carl acaba passando dos limites, aceitando tudo, e suas atitudes inusitadas acabam virando caso de FBI.

Jim Carrey está ótimo, faz suas expressões cômicas que tanto agradam o público. E como todo filme que ele faz, ele se entrega completamente a personagem, faz de tudo para arrancar o riso das pessoas, e consegue. Ele parece não ter vergonha de nada e está super a vontade em cena, atuando com naturalidade. Sua parceria com Zooey Deschanel funciona, a química entre eles é ótima. Aliás, ela por sua vez, encanta com sua Allison, faz uma personagem bem superior do que fez em Fim dos Tempos, não que ela seja uma grande atriz, mas, vê-la em cena é muito agradável, e provou que é ótima nas comédias, e nesse filme, ela se encaixou perfeitamente, ela é divertida e carismática.

Sim Senhor não é a melhor comédia de Jim Carrey, mas mesmo assim, não deixa de ser agradável e é muito superior a muita comédia feita em Hollywood. É um filme completamente despretencioso, simples, não apela para palavrões ou coisas nojentas, como arrotos. É simplesmente divertido, vale a pena parar para assistí-lo.

A direção de Peyton Reed não inova em muita coisa, assim como o roteiro. Mas o filme tem seus bons momentos, exitem bons diálogos em determinadas cenas. A trilha sonora é um grande ponto positivo do filme e até mesmo Zooey Deschanel empresta sua voz para algumas canções do filme, que aliás, são ótimas.

Dizer SIM é algo tão fácil mas que nem todo mundo tem a capacidade de dizer, e Sim Senhor prova que dizer SIM muitas vezes é melhor do que dizer NÃO, tanta coisa muda na vida da personagem simplesmente por dizer uma palavra. E na vida real não é tão diferente, deixar que a vida aconteça, se arriscar em situações que achamos que pode dar tudo errado pode ter suas vantagens. Mas Sim Senhor não vem aos cinemas para dar uma lição de moral e mudar a vida de ninguém, o intuito do filme é divertir, mas mesmo assim, é possível levar grandes lições para casa.

Nota: 8

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