sábado, 11 de abril de 2009

Crítica: Milk - A Voz da Igualdade ( Milk )


Com sensibilidade e respeito,despido de todos os preconceitos, Milk - A Voz da Igualdade nos mostra a trajetória de Harvey Milk, o primeiro gay assumido a ocupar um cargo público nos EUA e seu assassinato feito por um adversário político em 1978.


Por Bárbara

Esse longa nos mostra a jornada de Harvey Milk ( Sean Penn ), um nova-iorquino que se muda para São Francisco para mudar o rumo de sua vida e abre uma loja de fotografias na Rua Castro,em Eureka Valley, junto com seu namordo Scott Smith ( James Franco ).



Milk é um filme divertido,apesar do tema ser polêmico.Um ponto positivo é que ele é feito despido de todos os preconceitos, julgamentos ou sensacionalismos.Dirigido por Gus Van Sant, com o roteiro escrito pelo estreante Dustin Lance Black,ambos homossexuais assumidos,Milk ganha um brilho especial.

Os grandes momentos de longa certamente é a narração em off de Harvey Milk ( Sean Penn ),quando sente que será assassinado e grava uma fita para que os seus amigos façam os seus últimos desejos.
A trajetória de Milk,desde sua fase "hiponga" de cabelos longos e barba até quando decidiu coratr os cabelos e vestir ternos para a sua candidatura a Supervisor de São Francisco.

Em nenhum momento as personagens foram caricatas, exceto Jack Lira, o personagem de Diego Luna.Todo momento que Jack aparece em cena é um dos pontos mais fracos do filme.Jack foi o namorado mais recente de Milk,irritando com todas as suas posturas e gags que fazem com que uma personagem relevante da trama se torne apenas "o chatinho" do filme,graças a Diego Luna e sua interpretação pífia.

Um dos pontos mais positivos de todo o longa é o romance de Milk com Scott.Chegando a emocionar em várias partes, como a cena em que Milk consegue se tornar um dos supervisores de São Francisco e estava festejando com seus amigos e assistentes de campanha,quando aparece Scott,que tinha ido embora por que não aguentava mais a rotina que o cercava.

Tdods os diálogos entre Milk e Scott,desde quando se conhecem em nenhum momento foi forçado ou piegas.Parabéns a James Franco,que provou ser um ator de talento ao desvincular sua imagem de Harry Osborn da franquia Homem - Aranha.

Sem comentários para a atuação mais que digna de Oscar de Sean Penn.O Milk de Penn foi uma das personagens mais humanas,sensíveis e altruítas retratadas no cinema e assistir o filme já sabendo de seu destino trágico é uma dura tarefa.
Em contra-partida, Josh Brolin entrega uma das suas personagens mais detestáveis ( no bom sentido ) dos últimos tempos.Dan White, o inicialmente colega de Milk,um dos supervisores da cidade de São Francisco, é um homem totalmente sem caráter e egoísta.Enquanto pensava que Milk agiria conforme seus interesses, a princípio tenta até fazer uma amizade,mas quando viu que não conseguiria trazer Milk para o seu lado,fez de tudo para detê-lo,inclusive votar contra uma emenda que Milk propôs para garantir direitos civis aos homossexuais.


Os confrontos foram adiante,até que ,quando Milk conseguiu veter a Proposição 6,que bania professores homossexuais e seus simpatizantes das escolas públicas americanas,e viu que Milk tinha total apoio do prefeito,Dan White resolveu renunciar ao cargo,alegando que seu salário não dava para sustentar sua família.Depois voltou atrás e como não teve o seu cargo de volta,assassinou o perfeito George Moscone e Harvey Milk em 27 de novembro de 1978.Cumpriu somente 5 anos da pena, mas se suicidou anos depois.

Altamente recomendado, tanto como uma aula de história como uma lição de vida, Milk deve ser visto por pessoas que acham que a opção sexual,religião ou cor de pele determinamo caráter de uma pessoa.Milk está aí para provar que quem faz o caráter de uma pessoa é ela mesma,ela que sabe quais os caminhos que deve seguir.Se foi bom ou mau,aí já outra história.


Nota:8

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