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quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Retrospectiva 2018: Os Melhores Atores



Para finalizar a parte da retrospectiva relacionada às melhores atuações de 2018, deixo com vocês a lista dos melhores atores do ano. É um pouco delicado colocar em uma "ordem", então não levem a sequência muito em consideração, já que não existe aqui um melhor ou pior que o outro. Se sentirem falta de algum nome, deixem nos comentários. Lembrando que selecionei apenas as atuações presentes em filmes lançados no Brasil entre janeiro e dezembro do ano passado. 

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Crítica: Artista do Desastre (The Disaster Artist, 2017)

Uma insana homenagem ao pior filme do mundo. 

por Fernando Labanca

"The Room", lançado em 2003, é considerado por muitos como um dos piores filmes da história. De tão ruim, acabou virando cult e ganhando, ao longo dos anos, alguns fãs devotos. "Artista do Desastre", dirigido e protagonizado por James Franco, vem para revelar os bastidores do longa-metragem e as reais motivações de Tommy Wiseau, o misterioso homem por trás deste estranho projeto e que ganhou fama por sua total falta de talento. 

Franco dá vida a Tommy, que em aula de atuação, chama a atenção dos outros alunos por sua coragem como ator. É assim que seu destino cruza com Greg (Dave Franco), que fascinado pela ousadia daquele estranho homem decide seguí-lo. Desta amizade, surge um sonho, se mudar dali e tentar uma carreira em Hollywood. Entretanto, o fracasso parece insistir em suas vidas, o que motiva Tommy a escrever, financiar, dirigir e protagonizar seu próprio filme, contratando toda uma equipe de filmagem e depositando todo seu esforço para enfim conquistar o sucesso.


quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Crítica: 127 Horas (127 Hours, 2010)


Depois de um tempinho fora, voltei ao Cinemateca, e de cara já com um bom filme para comentar.


Por Bárbara

127 Horas, de Danny Boyle, na minha humilde opinião, não é bom o suficiente para ser indicado ao Oscar, porém é um belo filme, que te fazer pensar horas a fio depois de tê - lo assistido.
O longa conta a história real de Aron Ralston (James Franco), um jovem aventureiro de 28 anos, que em 2003, ficou com o braço preso em uma rocha numa fenda conhecida como Blue John, em Utah. Costumado a sair para as suas expedições quando lhe dava na telha, Aron não disse a ninguém onde ia e saiu sem atender as ligações de sua mãe.

Chegando no local, antes de ficar preso, conheceu duas garotas, Megan (Amber Tamblyn) e Kristi (Kate Mara), que ajudou a chegar no local onde elas queriam explorar. Depois disso, quando Aron ia passar por uma fenda, uma rocha rolou e prendeu seu braço.

Imediatamente, ele tenta se soltar e pedir socorro, mas ele estava completamente sozinho naquele lugar.As horas foram passando, a exaustão, o frio, a fome e principalmente a sede estavam acabando com Aron. Chegou um momento, em que ele não tinha nada para beber e teve que tomar a própria urina, se lembrando com tristeza que trouxe duas garrafas de bebida isotônica, e que uma delas ainda estava no carro. Ainda que estivesse desesperado, Aron conseguiu manter o bom humor, mostrado em uma das melhores cenas do filme: ele entrevistando a si próprio, se lembrando que se tivesse atendido a ligação da mãe ou ao menos tivesse avisado alguém para onde iria, era somente uma questão de tempo para ele ser resgatado.

Enquanto passava as horas preso, gravava mensagens a família, falando como ele estava e de certa forma, se despedindo. Entre lembranças, delírios e alucinações, o que fez Aron lutar pela sua vida foram a visão de ser pai, a lembrança de ser criança e a saudade da família. Então, Aron teve que tomar uma atitude drástica...

Um dos melhores filmes do ano, na minha opinião..mas volto a ressaltar que pra mim, não era um filme de Oscar.É um belo filme, mas quando acaba o espectador fica com aquela cara de "tá, e daí?" e nunca sabemos o por que de Aron ser tão distante da família e tão individualista. Nunca fica claro por que ele terminou o relacionamento com Rana (Clemence Poesy) e pra mim, não tem como simpatizar ou torcer por um personagem tão raso. Já a Academia pensa diferente, né?? Fazer o quê...histórias de superação são as preferidas deles...basta prestar atenção até mesmo em alguns concorrentes de 127 Horas, como por exemplo O Discurso do Rei - superação da gagueira do rei George VI e O Vencedor - superação do boxeador contra os seus adversários e contra a própria família...

Se conhecendo um pouco do trabalho de Danny Boyle eu tinha quase certeza de que viria algo bom, com James Franco não foi a mesma coisa. Eu simplesmente queimei a minha língua feio com esse cara aí. Depois de muitos filmecos "teen" (Ela é Demais, por exemplo) e de dar vida ao mala sem alça Harry Osborn na primeira trilogia do Homem-Aranha, finalmente ele mostrou que não está em Hollywood a passeio...Se bem que a minha admiração por ele já vinha se aflorando desde Milk - A Voz da Igualdade, mas agora ela se consolidou! O cara está fantástico!
Eu sei que o Oscar vai para Colin Firth ou Jeff Bridges (quando a Academia gosta de um ator, chega a irritar), mas justiça seja feita, bem que poderia ir para James esse ano. Ele não interpretou Aron Ralston, ele FOI. A presença do Aron Ralston real no final do filme prova isso.


Sem mais delongas, é um filme que merece ser visto e lembrado. E a música-tema, If I Rise é simplesmente maravilhosa. Recomendo!

Nota: 8

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Crítica: Comer, Rezar, Amar (Eat Pray Love, 2010)

Criador de uma das séries mais comentadas da atualidade, "Glee", Ryan Murphy, elogiado por sua criação, foi para o cinema, afim de transpor para as telas o best seller "Comer, Rezar, Amar" de Elizabeth Gilbert. Com Julia Roberts no papel principal, o filme nos guia a uma incrível viagem de descobertas para a personagem, mas quem sai ganhando, definitivamente, é o público!

por Fernando Labanca

Elizabeth (Roberts) é uma escritora, com um trabalho promissor, dinheiro, um marido que a ama num relacionamento estável, enfim, tinha em suas mãos tudo o que muitas mulheres anceiam. Até que chega um momento em sua vida que começa a questionar tudo ao seu redor, se é isso que a faz feliz, que precisa para continuar vivendo. Percebendo que não ama mais seu marido, Steven (Billy Crudup), tem um surto, pede o divórcio, e numa tentativa de reconstruir sua vida, começa a se relacionar com um ator, um homem bem mais novo que ela, o sensível e intelectual, David (James Franco). Porém, esta união não é o suficiente para satisfazê-la como pessoa e percebe que precisa mais, não de um novo homem, não de outro emprego, mas precisa se encontrar no mundo, descobrir quem realmente é e do que realmente precisa para viver.

Ela decide abandonar tudo e todos, faz as malas, e faz um roteiro de viagem, três lugares, Itália, Índia e por último, o lugar onde a faz questionar tudo isso, Bali, na Indonésia, onde, numa viagem a trabalho havia conhecido um guru cheio de sabedoria que a fez acreditar que um dia abandonaria tudo e retornaria para o local. Na Itália, conhece a gastronomia mais requintada do mundo, belos pratos e muito sabor, faz alguns amigos, começa a aprender italiano, descobre as curiosidades sobre a cultura local. Na Índia, decide entrar em maior contato com a religião, começa a frequentar alguns templos, é onde conhece Richard (Richard Jenkins), um homem, a princípio irritante, mas depois, ela descobre seu passado, e numa intensa conversa com ele, Elizabeth começa a refletir sobre sua vida, principalmente sobre o homem que a amava de verdade e ela o abandonou, e por isso se sentia tão presa, por não ter se perdoado pelo ato. Ainda no país, conhece uma jovem indiana que pela tradição, é obrigada a se casar com um desconhecido. Em Bali, Elizabeth pretende encontrar o equilíbrio, encontrar, enfim, a paz, e lá conhece o brasileiro Felipe (Javier Bardem), e acaba encontrando o que não estava em seus planos, o amor.











Quem nunca pensou em desistir de tudo? E desistir, não significa cortar os pulsos, mas sim, abandonar a rotina, conhecer novos lugares, respirar novos ares. Quem nunca acordou diferente do "ontem" e começa a querer novas coisas e percebe que tudo o que tem, na verdade, não é o que precisa, a instabilidade e a complexidade do ser humano. "Comer, Rezar, Amar" nos coloca na vida de Elizabeth, uma mulher, assim como muitas pessoas, cansa da vida que leva, e num ato de desespero, talvez, mas também de muita coragem, embarca numa viagem de auto-descobertas. O público é mais feminino, mas não significa que os homens não o aprovem, muitos poderão se identificar com as crises de Elizabeth e se envolver facilmente com essa bela trajetória, de comida, de religião e amor, três dos elementos que muitos procuram para viver.

Muito criticado, "Comer, Rezar, Amar", ao meu ver, é delicioso. Não só pelos pratos italianos, mas principalmente pelo conteúdo. A jornada exposta é incrível, e Ryan Murphy, como diretor, acerta em cheio, ele consegue guiar essa viagem brilhantemente, seja pela trilha sonora, pelas ótimas locações e fotografia. O filme é longo, 2 horas e meia, tempo suficiente para colocar as tramas de forma tranquila, sem correr, dando espaço devido para cada situação e personagem, tudo na dosagem certa.

Julia Roberts está linda, convence em tudo, tanto nos momentos de crise de Elizabeth, quanto nos momentos de maior descontração. Os coadjuvantes acertam também, principalmente Richard Jenkins e James Franco, em cenas memoráveis, ambos contróem personagens belos e com muita comoção, e são por eles feitos, alguns dos melhores diálogos do filme. Billy Crudup, carismático e correto. Viola Davis aparece como melhor amiga de Elizabeth, e até hoje não consigo enxergar na atriz tal posição, como se ela fosse boa demais para isso, para uma simples coadjuvante-confidente, papel que exerceu também em "Noites de Tormenta". Javier Bardem, ator espanhol e experiente, fica com o pior desempenho no filme, totalmente deslocado na trama, ele não convence nenhum um pouco como brasileiro, desde seu sotaque até suas atitudes.

Sim, o longa tem seus defeitos, Javier Bardem é um deles, por incrível que pareça, também algumas músicas se repetem e isso chega a incomodar. Além, disso, há alguns detalhes da cultura brasileira totalmente erradas, como o beijo na boa dos filhos (What???), e também acredito que acabou se tornando um defeito, o fato da passagem pela Itália, a primeira, ter sido a melhor de todas, tanto pelos personagens, pelas situações, e principalmente pelo ótimo rítimo dado ao capítulo, que infelizmente se perde no decorrer do filme. Mas isso, não chega a estragar, aliás, seria preciso muito mais para fazer deste filme algo ruim, "Comer, Rezar, Amar" está acima da média, e vai além, um filme delicioso, divertido e emocionante, tudo é feito para fazer o público refletir, nada vem de graça no longa, cada diálogo, cada cena, tem um propósito, e acredito que o filme tenha consigido alcançar seu objetivo. Um longa cheio de vida, cheio de lições com frases de efeitos, cenas belamente construídas, tudo em perfeita harmonia.

NOTA: 9

sábado, 11 de abril de 2009

Crítica: Milk - A Voz da Igualdade ( Milk )


Com sensibilidade e respeito,despido de todos os preconceitos, Milk - A Voz da Igualdade nos mostra a trajetória de Harvey Milk, o primeiro gay assumido a ocupar um cargo público nos EUA e seu assassinato feito por um adversário político em 1978.


Por Bárbara

Esse longa nos mostra a jornada de Harvey Milk ( Sean Penn ), um nova-iorquino que se muda para São Francisco para mudar o rumo de sua vida e abre uma loja de fotografias na Rua Castro,em Eureka Valley, junto com seu namordo Scott Smith ( James Franco ).



Milk é um filme divertido,apesar do tema ser polêmico.Um ponto positivo é que ele é feito despido de todos os preconceitos, julgamentos ou sensacionalismos.Dirigido por Gus Van Sant, com o roteiro escrito pelo estreante Dustin Lance Black,ambos homossexuais assumidos,Milk ganha um brilho especial.

Os grandes momentos de longa certamente é a narração em off de Harvey Milk ( Sean Penn ),quando sente que será assassinado e grava uma fita para que os seus amigos façam os seus últimos desejos.
A trajetória de Milk,desde sua fase "hiponga" de cabelos longos e barba até quando decidiu coratr os cabelos e vestir ternos para a sua candidatura a Supervisor de São Francisco.

Em nenhum momento as personagens foram caricatas, exceto Jack Lira, o personagem de Diego Luna.Todo momento que Jack aparece em cena é um dos pontos mais fracos do filme.Jack foi o namorado mais recente de Milk,irritando com todas as suas posturas e gags que fazem com que uma personagem relevante da trama se torne apenas "o chatinho" do filme,graças a Diego Luna e sua interpretação pífia.

Um dos pontos mais positivos de todo o longa é o romance de Milk com Scott.Chegando a emocionar em várias partes, como a cena em que Milk consegue se tornar um dos supervisores de São Francisco e estava festejando com seus amigos e assistentes de campanha,quando aparece Scott,que tinha ido embora por que não aguentava mais a rotina que o cercava.

Tdods os diálogos entre Milk e Scott,desde quando se conhecem em nenhum momento foi forçado ou piegas.Parabéns a James Franco,que provou ser um ator de talento ao desvincular sua imagem de Harry Osborn da franquia Homem - Aranha.

Sem comentários para a atuação mais que digna de Oscar de Sean Penn.O Milk de Penn foi uma das personagens mais humanas,sensíveis e altruítas retratadas no cinema e assistir o filme já sabendo de seu destino trágico é uma dura tarefa.
Em contra-partida, Josh Brolin entrega uma das suas personagens mais detestáveis ( no bom sentido ) dos últimos tempos.Dan White, o inicialmente colega de Milk,um dos supervisores da cidade de São Francisco, é um homem totalmente sem caráter e egoísta.Enquanto pensava que Milk agiria conforme seus interesses, a princípio tenta até fazer uma amizade,mas quando viu que não conseguiria trazer Milk para o seu lado,fez de tudo para detê-lo,inclusive votar contra uma emenda que Milk propôs para garantir direitos civis aos homossexuais.


Os confrontos foram adiante,até que ,quando Milk conseguiu veter a Proposição 6,que bania professores homossexuais e seus simpatizantes das escolas públicas americanas,e viu que Milk tinha total apoio do prefeito,Dan White resolveu renunciar ao cargo,alegando que seu salário não dava para sustentar sua família.Depois voltou atrás e como não teve o seu cargo de volta,assassinou o perfeito George Moscone e Harvey Milk em 27 de novembro de 1978.Cumpriu somente 5 anos da pena, mas se suicidou anos depois.

Altamente recomendado, tanto como uma aula de história como uma lição de vida, Milk deve ser visto por pessoas que acham que a opção sexual,religião ou cor de pele determinamo caráter de uma pessoa.Milk está aí para provar que quem faz o caráter de uma pessoa é ela mesma,ela que sabe quais os caminhos que deve seguir.Se foi bom ou mau,aí já outra história.


Nota:8

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