sábado, 21 de março de 2009

Especial Watchmen - Parte 1/13

Especial Watchmen
Os criadores e o capítulo 1
Por Bárbara
Os criadores




Alan Moore



Alan Moore nasceu em 18 de novembro de 1953 em Northampton, Inglaterra, uma cidade industrial situada entre Londres e Birmingham.
Filho mais velho do funcionário de uma cervejaria, Ernest Moore, e da tipógrafa Sylvia Doreen, Moore teve uma infância e uma adolescência bastante influenciadas pela pobreza da sua família e do seu ambiente.
Ele foi expulso de uma escola secundária conservadora e não foi aceito em qualquer outra escola. Assim, em 1971, Moore estava desempregado e sem possuir qualquer qualificação profissional.
Moore começou a trabalhar com a Embryo, uma revista que tinha publicado com amigos. Isso fez com que se envolvesse com o Laboratório de Artes de Northampton. Depois, casou-se com Phyllis em 1974, tendo eventualmente duas filhas, Amber e Leah.
Em 1979, Moore começou a trabalhar como cartunista para a revista semanal de música Sounds, onde escrevia e desenhava uma história de detetive chamada "Roscoe Moscou", sob o pseudônimo de Curt Vile.
Eventualmente, Moore concluiu que era um ilustrador fraco e decidiu focalizar seus esforços apenas em escrever. As suas primeiras contribuições foram para a Doctor Who Weekly e o famoso título de ficção ciêntífica 2000 AD, na qual criou várias séries populares, como A Balada de Halo Jones, SKIZZ e D.R. & Quinch.
Em seguida, Alan Moore trabalhou para a Warrior, uma revista britânica de antologias. Foi nesse título que começou duas importantes séries: Marvelman (rebatizado nos Estados Unidos como Miracleman) e V de Vingança, o subversivo conto sobre a luta por liberdade e dignidade numa Inglaterra fascista. Ambas lhe conferiram o British Eagle Awards, como Melhor Escritor de Quadrinhos em 1982 e 1983.
Os talentos de Moore lhe garantiram a sua primeira série americana, a saga do Monstro do Pântano. Nela, o conceituado escritor reinventou o personagem, enquanto seu enredo girava em torno de temas pesados (controle de armas, racismo, lixo nuclear, etc).
Exibindo grande profundidade e perspicácia em seu trabalho, ele demonstrou que podia escrever sobre um amplo leque de tópicos e situações. As histórias dele fixaram o passo para o chamado "Suspense Sofisticado", através do qual a maioria das HQs da linha Vertigo da DC opera atualmente.Além de Monstro do Pântano, escreveu também vários outros títulos da DC, um anual do Batman e algumas histórias do Superman.
Em 1986, enquanto a DC Comics estava reconstruindo seu universo de quadrinhos, Moore escreveu Watchmen, que, ao lado de Batman: O Cavaleiro das Trevas, de Frank Miller, redefiniu o meio dos quadrinhos, e mudou o tom dos quadrinhos da época. Watchmen, com seus enredos detalhados, mostrava um retrato realista dos super-heróis num mundo que nem os entendia, nem confiava neles, e é até hoje considerada por muitos a maior HQ de super-heróis de todos os tempos.
Ele terminou suas histórias para o Monstro do Pântano, completou V de Vingança para a DC Comics e escreveu uma das melhores histórias do Coringa em Batman: A Piada Mortal (com arte de Brian Bolland). No final do anos 80, Alan Moore estava muito descontente com o fato de não possuir os direitos de Watchmen, assim como achava que não estava recebendo os royalties adequados pela série.
Além disso, nessa época surgiram discussões sobre a implementação de um sistema de classificação nas revistas em quadrinhos e Moore era totalmente contra essa idéia. Assim, ele resolveu deixar os quadrinhos mais comerciais e populares para trabalhar estritamente para editoras menores e independentes.
Sem mais nenhum vínculo com a DC, Moore começou vários projetos. Em 1988, montou a sua própria editora, chamada Mad Love Publishing. Moore começou a trabalhar num roteiro de cinema com o empresário da banda punk Sex Pistols, Malcolm McLaren, chamado "Fashion Beast" (embora o filme nunca tenha saído do papel).
Ele também começou a série Big Numbers, com artista Bill Sienkiewicz; mais duas séries para a Taboo, de Stephen Bissette: uma chamada Lost Girls, com a artista Melinda Gebbie, e a série Do Inferno, com Eddie Campbell. Moore também fez uma história pessoal intitulada A Small Killing, com o artista Oscar Zarate. A publicação independente, entretanto, não foi uma coisa muito boa para Moore. Dos trabalhos que começou nesse período, apenas A Small Killing e Do Inferno foram concluídos.
Posteriormente, Moore foi trabalhar na Image Comics, uma nova companhia de quadrinhos dirigida por um grupo muito popular de jovens artistas e escritores. Nessa editora, Moore escreveu 1963, uma espécie de reparação pelas péssimas histórias de outros escritores que brotaram na mídia dos quadrinhos como conseqüência de Watchmen. Ele também escreveu várias histórias para o personagem Spawn, criado por Todd McFarlane.
Nesse período, seu trabalho mais precioso talvez tenha sido a renovação da série Supremo, uma criação de Rob Liefeld calcada no Superman. A abordagem de Moore para o personagem foi tão nostálgica, quanto criativa, voltando no tempo até os primórdios da DC Comics. Infelizmente, a série foi suspensa por causa de problemas financeiros e os dois últimos números jamais foram publicados.
Então, Moore criou seu próprio selo: America’s Best Comics (ABC) para a WildStorm, o estúdio de Jim Lee, da Image Comics. E, mais uma vez, o talentoso escritor pavimentou todo um território diferente com várias novas séries: A Liga Extraordinária, Promethea, Tom Strong, Tom Strong’s Terrific Tales, Tomorrow Stories e Top Ten.
Ironicamente, a WildStorm acabou sendo vendida para a DC Comics e Jim Lee teve que acertar alguns detalhes contratuais com Moore para que não existisse nenhuma ligação entre ele e sua antiga editora.
Recentemente, o polêmico roteirista se desligou da DC/Wildstorm por causa das interferências da editora no seu trabalho. A DC detém todos os direitos dos personagens da ABC, exceto ‘A Liga Extraordinária’, que é propriedade de Moore e Kevin O’Neill. O terceiro volume da série deverá ser publicado pela Top Shelf Publishing.
Outros projetos de Moore incluem CDs e livros... além do seu desejo de se tornar um mago. Alan Moore mora em Northampton, Inglaterra.



Dave Gibbons


Dave Gibbons (nascido em 14 de abril de 1949) é um artista britânico de história em quadrinhos.
Gibbons tornou-se conhecido nos quadrinhos britânicos pouco depois de começar a trabalhar em títulos de terror publicados pela DC Thomson e pela IPC Media. Quando 2000 AD foi lançada, Gibbons foi colocado como Diretor de Arte e ilustrador das tiras "Harlem Heroes". Seu último trabalho ali foi com "Rogue Trooper", depois do qual ele se concentraria em um período na Doctor Who Magazine".
Gibbons foi um dos talentos britânicos descobertos por Len Wein em 1982 e começou a desenhar o Lanterna Verde para a DC Comics. Sua obra mais conhecida na editora foi a colaboração com Alan Moore na série Watchmen.
Seu trabalho mais recente é uma graphic novel em preto-e-branco chamada The Originals. Publicada pela Vertigo em 2005, é uma história situada em um futuro próximo, mas inspirada fortemente na imagem Mod dos anos 60.
Entre seus projetos atuais na DC estão a mini série The Rann/Thanagar War e Green Lantern Cops: Rechange.


Fonte: Devir Quadrinhos ( Alan Moore ) ; Wikipedia ( Dave Gibbons ).





Capítulo 1 - À Meia - Noite, todos os Agentes...




"Sexta à noite , um comediante morreu em Nova York.Alguém o jogou pela janela e quando o corpo bateu na calçada, a cabeça dele foi parar no estômago.
Ninguém se importa.Ninguém exceto eu."
Rorschach







O começo da história.Quando Edward Morgan Blake , um vigilante conhecido como Comediante morre em Nova York , outro vigilante chamado Rorschach decide investigar , tecendo uma teoria de que haveria um assassino de mascarados à solta.Assim , ele resolve ir atrás de seus antigos colegas para avisá-los da possível existência desse assassino.


Um ótimo início.Desde os primeiros quadrinhos, a morte do Comediante já intriga o leitor sobre o possível assassino e suas motivações.Ou seja , quem foi e por que???Apesar do Comediante ter sido um dos vigilantes mais violentos, sádicos, mal - caráter do grupo e de ter feito muitos inimigos , há algo no assassinato dele e na investigação de Rorschach que deixa a trama interessante.




O que mais gostei nesse primeiro capítulo foram as frases de efeito de Rorschach.Uma melhor do que a outra , elas explicam ao leitor o tipo de personalidade do vigilante ,que mesmo proibido de atuar pela Lei Keene, continua na ativa por sentir nojo do que os EUA se transformou: em um reduto de drogados e prostitutas.

Além da morte do Comediante e da investigação de Rorschach, ainda vemos como estão os outros vigilantes.Dan Dreiberg , o Coruja II , está aposentado desde a Lei Keene, vive sozinho em seu apartamento e toma cerveja com Hollis Mason , o primeiro Coruja .Adrian Veidt , o Ozymandias , o homem mais inteligente do mundo , está formando um império do entretenimento usando as imagens dos seus antigos colegas e inimigos , criando uma linha de brinquedos com os personagens.Dr Manhattan está numa base de pesquisas militares trabalhando no seu mais novo projeto e morando com Laurie Juspeczyk , a Espectral II.
Mostrando os defeitos e dilemas desse herois , Watchmen ganha pontos ao enfatizar que todos são seres humanos , passíveis de erros.
Outro ponto bacana , é quando vemos como agiam os vigilantes de um grupo que veio antes dos Watchmen ( embora eles não se denominem assim - só no filme ) , os Minutemen.


Acompanhar um pouco das histórias de Coruja I , Espectral I , Capitão Metrópolis , Silhouette , Dollar Bill , Homem - Mariposa , Justiceiro Encapuzado e Comediante nos áureos anos 40 foi muito importante para que o leitor pudesse comparar as duas gerações , a pré e pós Lei Keene.

A Lei Keene foi uma lei que proibia vigilantes mascarados que atuarem contra o crime , depois da greve da polícia.Um momento legal durante esse período foi quando o Coruja II e o Comediante foram tentar controlar a manifestação popular , em que o Coruja , muito pacifista , tenta conversar com os manifestantes , enquanto o politicamente incorreto Comediante , desce da nave - coruja e começa a bater e a atirar em todo mundo.

Até que o Coruja pergunta ao Comediante:"e o sonho americano?" e o Comediante responde "ele está se realizando agora".

Outro diálogo muito bom foi de Dan Dreiberg com Rorschach , quando este último foi avisá-lo de que supostamente havia um assassino de mascarados à solta.Eles começam a relembrar o passado , de quando faziam rondas e combatiam gangues juntos até que que Dan fala "bons tempos , mas o que aconteceu?" e Rorschach responde "você desistiu".

Nota:9

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