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quinta-feira, 23 de março de 2017

Crítica: Quase 18 (The Edge of Seventeen, 2016)

Filmes com adolescentes e para adolescentes sempre são encarados com um certo preconceito por parte do público que acredita que não há inteligência neste subgênero. "The Edge of Seventeen" vem com um roteiro incrível para provar que ainda há espaço para um cinema teen de qualidade.

por Fernando Labanca

Ano passado, quando a obra foi lançada em alguns festivais começou um certo burburinho, além das premiações que começou a receber, na maior parte delas entregues à diretora debutante Kelly Fremon Craig. Foi então que comecei a me questionar sobre o que haveria de tão bom em um filme teen que parece debater os mesmos assuntos de sempre. Que delícia então me deparar com "The Edge of Seventeen" e me surpreender por sua alta qualidade, me surpreender pelos temas que aborda e pela maturidade com que soluciona seus tantos conflitos. Não é sempre que o cinema nos presenteia com obras como esta, com todo o frescor de um produto jovem e que em nenhum momento subestima nossa inteligência.


segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Crítica: Jovens, Loucos e Mais Rebeldes (Everybody Wants Some!!, 2015)

Denominado como sequência espirituosa de "Jovens, Loucos e Rebeldes" (1993), o filme, novamente escrito e dirigido por Richard Linklater, traz novos personagens mas a mesma sensação libertadora de seu grande clássico.

por Fernando Labanca

"Jovens, Loucos e Mais Rebeldes" é, de longe, a obra mais simples da carreira de Linklater, o que, de certa forma, é compreensível se pensarmos que seu último trabalho foi o complexo e grandioso "Boyhood". É quase como um momento de descanso, de regresso, de voltar às origens e a simplicidade de quando havia começado. Ao mesmo tempo em que isso é  aceitável, é estranho assistir ao filme e pensar que estamos falando do mesmo diretor que realizou obras tão incríveis como a Trilogia do Antes. Estamos falando de um cineasta que sempre soube encontrar a genialidade na sutileza, que revelou ao longo de sua carreira o poder que pode ser encontrado no cinema menor, mais genuíno. Tudo isso se perde aqui, onde entrega mais do que um produto pequeno, mas um produto sem relevância e sem a inteligência que o trouxe até aqui.


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