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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Oscar 2012 - Os Vencedores


por Fernando Labanca

Aconteceu neste último domingo, dia 26 de fevereiro, a grande premiação do cinema, o Oscar. Foi, literalmente, uma noite marcada pela nostalgia, pelo antigo, pela tradição. Seja pela retomada de um conservadorismo maior, prezado durante anos, sem inovações e sem muitas enrolações, seja pelos principais premiados, ambos os projetos, homenageiam o cinema. "A Invenção de Hugo Cabret" com 5 premiações técnicas e podemos dizer, o grande vencedor da noite, "O Artista", também com 5 estatuetas, porém, as mais importantes, Filme, Diretor para Michel Hazanavicius, Ator para Jean Dujardin, Trilha Sonora e Figurino. 

Os prêmios foram bem justos, no geral. Ainda vejo o filme de Terrence Malick, "A Árvore da Vida" como ao melhor dentre os indicados. Entretanto, a obra parece grande demais para o Oscar, era óbvio que não ganharia, acredito que "O Artista", estando mais nos padrões da Academia e por ser o melhor dentre os favoritos "Hugo Cabret" e o fraco "Os Descendentes", mereceu levar o de Melhor Filme. Foi justo.


Erros. Acredito que os injustiçados da noite tenha sido em apenas três categorias. Efeitos Especiais, que premiou "A Invenção de Hugo Cabret", sendo que na mesma categoria havia nomes como "Harry Potter e as Relíquias da Morte-Parte 2" e "O Planeta dos Macacos - A Origem", que definitivamente mereciam mais o prêmio. E a estatueta para Fotografia, também entregue para "Hugo Cabret", que possui sim um belo trabalho, mas o que dizer de "A Árvore da Vida"? O uso da fotografia neste filme é de um nível extremamente superior, as cenas são fantásticas, tão belas que não justificam sua derrota. Mas favorito é favorito. Além de "Os Descendentes" vencendo como Melhor Roteiro Adaptado, lamentável, os outros concorrentes era bem melhores neste quesito, como "Hugo" e "Tudo Pelo Poder".

Melhores Momentos. Entre os melhores momentos da noite, citaria a premiação de Octavia Spencer como Melhor Atriz Coadjuvante, foi belíssimo ver sua emoção, mais belo ainda foi ver toda a platéia a aplaudindo de pé. Ver Meryl Streep surpresa também rendeu um ótimo momento a noite, a veterana que já possuí 2 Oscars, venceu seu terceiro e parecia não acreditar e ainda dizia que ouvia metade dos norte-americanos reclamando por sua vitória. Ela mereceu. Christopher Plummer e o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, sendo o mais velho ator a vencer o prêmio. Teve ainda uma incrível performance do Cirque du Soleil com composição de Danny Elfman, suprindo a falta das Canções Originais que pela primeira vez não foram apresentadas ao vivo.



Vamos aos vencedores...

MELHOR FILME
O Artista

MELHOR DIRETOR
Michel Hazanavicius (O Artista)

MELHOR ATRIZ
Meryl Streep (A Dama de Ferro)

MELHOR ATOR
Jean Dujardin (O Artista)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Octavia Spencer (Histórias Cruzadas)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Christopher Plummer (Toda Forma de Amor)

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
A Separação (Irã)

MELHOR ANIMAÇÃO
Rango (Gore Verbinski)

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Meia Noite em Paris

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Os Descendentes

MELHOR TRILHA SONORA
Ludovic Bource (O Artista)

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
Man or Muppet (Os Muppets)

MELHOR FOTOGRAFIA
A Invenção de Hugo Cabret

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
A Invenção de Hugo Cabret

MELHOR MAQUIAGEM
A Dama de Ferro

MELHOR FIGURINO
O Artista

MELHOR EFEITOS ESPECIAIS
A Invenção de Hugo Cabret

MELHOR EDIÇÃO DE SOM
A Invenção de Hugo Cabret

MELHOR MIXAGEM DE SOM
A Invenção de Hugo Cabret

MELHOR EDIÇÃO
Millennium- Os Homens Que Não Amavam as Mulheres

MELHOR CURTA-METRAGEM
The Shore

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Undefeated

MELHOR DOCUMENTÁRIO (curta-metragem)
Saving Face

MELHOR ANIMAÇÃO (curta-metragem)
The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Crítica: O Artista (The Artist, 2011)

Lançado no último Festival de Cannes no qual venceu o prêmio de Melhor Ator para Jean Dujardin, "O Artista" recupera características do cinema antigo para fazer uma deliciosa e divertida homenagem à sétima arte, mudo e em preto e branco, o filme virou sensação em Hollywood, mesmo que poucos acreditassem que em pleno século XXI ainda haveria público para um projeto como este. Vencedor de prêmios importantes como Melhor Filme-Comédia ou Musical no Globo de Ouro 2011, Filme e Diretor no último BAFTA, César e Independent Spirit Awards, e ainda é o favorito ao Oscar. Além de algumas outras premiações pelas partes técnicas e pelas grandes atuações de Jean Dujardin e Bérénice Bejo.

por Fernando Labanca

Dirigido por Marcus Hazanavicius e indicado à 10 Oscars, "O Artista" nos mostra uma história ocorrida nos bastidores de Hollywood entre os anos de 1927 e 1932, transição do cinema mudo para o cinema falado. É neste cenário que conhecemos George Valentin (Juan Dujardin), um ator querido por todos, famoso e desejado pelas mulheres, fazia cinema mudo como ninguém. Certo dia conhece uma linda mulher, Peppy Miller (Bérénice Bejo), que sonhava em ser atriz e com a ajuda de Valentin, consegue. É então que surge uma novidade, o som, os atores poderiam se expressar através de suas vozes e Peppy passa ser a nova sensação deste cinema falado, enquanto que seu amigo, George vai perdendo cada vez mais espaço e por não conseguir se adaptar se joga numa depressão profunda. A decadência versus a ascensão.

"O Artista" de Hazanavicius merece todo o respeito e admiração, o que vemos na tela é simplesmente genial. Temos a oportunidade, em pleno ano de 2012 de entrar numa sala de cinema e sentir como se voltássemos no tempo, ter a sensação de como era ir no cinema naquela época. E a brincadeira funciona, justamente pelo fato do diretor ter conseguido reunir todas as características fundamentais do cinema antigo numa trama original, com a fotografia em preto e branco, formato quadrado, trilha sonora constante, entregando grande parte das emoções ao público, neste quesito, as composições de Ludovic Bource, que venceu o Globo de Ouro e o BAFTA, cumpre perfeitamente sua função e são ótimas. Ainda vemos as atuações exageradas para suprir a falta do som, as expressões e os trejeitos forçados e para isso Hazanavicius conta com um excelente elenco. O longa ganha força ao encontrar diversas outras formas de se expressar, de passar uma idéia, sem a necessidade da fala. E tudo o que era necessário para o público conseguir acreditar estar diante de um filme daquela época estão em cena e com grande qualidade.


A história do ator em declínio e a mocinha em ascensão não é tão novidade assim, mas o filme ainda consegue nos proporcionar tendo como base essa pequena premissa momentos de grande genialidade. Já na primeira cena vemos George Valentin dentre de um outro filme (metafilmagens não faltarão) gritando, desesperado: "Não falarei uma só palavra" e este era seu ideal ao decorrer da história, não se renderia ao que o cinema precisava, mas sim aquilo que o faria feliz. É interessante como o longa consegue nos convencer de que o som é estranho, naqueles instantes, o som passa a ser novidade para gente, como quando o ator começa a ter sensações terríveis e passa a ouvir as coisas ao seu redor. Não poderia deixar de citar a tal cena do sapateado, onde os atores tiverem que treinar por cinco meses, que foi uma das coisas mais adoráveis que vi no cinema este ano, quando nos apresenta um outro gênero, o musical, ficou realmente incrível, fora gravada no mesmo estúdio do clássico "Cantando na Chuva", filme, aliás, que serviu de grandes inspirações.

Um dos grandes pontos positivos de "O Artista" são as atuações. Destaque para os dois protagonistas, indicados ao Oscar por suas interpretações, Jean Dujardin e Bérénice Bejo. Jean é divertidíssimo, esbanja um carisma como há muito não se via numa performance masculina, além de dançar incrivelmente bem, o ator surpreende por sua grande atuação, realiza momentos memoráveis até mesmo nas cenas mais dramáticas, merece vencer o Oscar este ano. Para azar de Bérénice que este ano tivemos ótimas atrizes coadjuvantes que provavelmente levarão o prêmio, mas isso não tira seu brilho, seu talento está ali, comprovado, a atriz se entrega de uma forma deliciosa, leve, consegue divertir e nos emocionar, é bastante expressiva e extremamente carismática. Dentre os coadjuvantes, outros atores expressivos que divertem e convencem em cena como John Goodman e Missy Pyle, além do cachorro que mandou muito bem em diversas sequências. 

"O Artista" perde um pouco o ritmo ao dramatizar a situação de George Valentin, seus momentos de depressão o faz cair na mesmice, provando que o forte do filme foram os momentos cômicos, mas para minha felicidade, ele se recupera na parte final e termina de forma brilhante. Vale pela experiência, ver um filme mudo em preto e branco e ainda se deparar com algo novo, algo que emociona e diverte em grande estilo, que me fez ficar com um sorriso no rosto toda sua duração. Vale por estes dois grandes atores, Jean Dujardin e Bérénice Bejo, que juntos realizam cenas que ficarão na mente. O filme acaba e fica um gosto de "quero mais". Se este está entre os favoritos ao Oscar, declaro aqui minha grande torcida por ele, o único favorito que realmente merece este prêmio. 


NOTA: 9


segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Globo de Ouro 2012 - Os Vencedores


Na noite deste último domingo (15/01), a Associação de Imprensa Estrangeira em Hollywood realizou a entrega dos prêmios do Globo de Ouro 2012. Mais uma vez apresentada pelo britânico Ricky Gervais, a premiação dá a largada oficial às apostas do Oscar que acontece em fevereiro.

por Fernando Labanca

Como era de se esperar, poucas surpresas aconteceram. "O Artista" foi o grande vencedor com três estatuetas, em seguida, a comédia dramática de Alexander Payne, "Os Descendentes", com dois prêmios. Algumas premiações foram bem óbvias: Maryl Streep para Melhor Atriz-Drama (A Dama de Ferro), George Clooney para Melhor Ator-Drama (Os Descendentes) e Michelle Williams com o prêmio de Melhor Atriz-Comédia (Sete Dias com Marilyn). 

A grande surpresa da noite, a meu ver, foi o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante para Octavia Spencer por sua atuação do drama "Histórias Cruzadas". Christopher Plummer também surpreendeu e saiu com o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante por "Toda Forma de Amor". E quanto ao prêmio de Melhor Diretor, sinceramente, não esperava por essa. Martin Scorsese, de novo! É algo que já virou clichê e que de tão óbvio não esperava que a premiação se permitisse a isso. Não que ele não mereça, é um gênio, mas poderia ser uma chance de premiar outro nome. E diferente de alguns anos anteriores, o diretor vencedor não venceu por Melhor Filme. E para minha felicidade...Woody Allen e seu adorável "Meia Noite em Paris" com o prêmio de Melhor Roteiro.

Resumindo, Martin Scorsese, Maryl Streep e George Clooney. Sentiu que já viu esta premiação antes? Não. Não foi "deja vu", foi só a prova de que o Globo de Ouro não se renova e parece temer ser mais ousado. 

[veja a lista dos indicados]


MELHOR FILME - DRAMA
Os Descendentes ( de Alexander Payne)

MELHOR FILME - COMÉDIA OU MUSICAL
O Artista (de Michel Hazanavicius)

MELHOR DIRETOR
Martin Scorsese (A Invenção de Hugo Cabret)


MELHOR ATOR - DRAMA
George Clooney (Os Descendentes)

MELHOR ATRIZ - DRAMA
Maryl Streep (A Dama de Ferro)

MELHOR ATOR - COMÉDIA OU MUSICAL
Jean Dujardin (O Artista)

MELHOR ATRIZ - COMÉDIA OU MUSICAL
Michelle Williams (Sete Dias Com Marilyn)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Christopher Plummer (Toda Forma de Amor)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Octavia Spencer (Histórias Cruzadas)

MELHOR ROTEIRO
Woody Allen (Meia Noite em Paris)


MELHOR FILME ESTRANGEIRO
A Separação (Irã)

MELHOR ANIMAÇÃO
As Aventuras de Tintim - O Segredo do Licorne (Steven Spielberg)

MELHOR TRILHA SONORA
Ludovic Bource (O Artista)

CANÇÃO ORIGINAL
Masterpiece (Madonna - W.E.)


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