
Aproveitando a boa fase do diretor, decidi postar dois de seus filmes que assisti recentemente: Manhattan (1979) e Melinda e Melinda (2004).
por Fernando Labanca
Manhattan

Na história, Allen é Isaac Davis, de 42 anos, escritor, não muito satisfeito com sua profissão, ainda tem que lidar com sua ex-esposa, Jill (Streep) que o largou por outra mulher a ainda por cima, resolveu escrever um livro sobre o relacionamento com ele, contando detalhes picantes e o destruindo moralmente o transformando em um ser detestável.
Isaac, também seguiu com sua vida, mantém um caso com uma jovem de 17 anos (Mariel Hemingway), porém não se entrega completamente. Eis que conhece a nova namorada de seu melhor amigo, a bela Mary (Keaton), uma mulher independente, inteligente, tão culta e arrogante quanto ele. De pequenas discussões, acaba surgindo uma amizade, e os dois percebem o quanto são parecidos um com o outro. Até que ela abandona seu amigo, e ele percebe que nada mais pode impedir que fiquem finalmente juntos, é quando ele se entrega verdadeiramente. Entretando, quanto mais Isaac a conhece, mais ele percebe a sua distância, e que talvez Mary não o ame da mesma maneira que ele.

Filme engraçadinho, com uma história bastante interessante e um final bem diferente do convencional. O ponto alto, definitivamente são os diálogos, espertos e bastante inteligentes. As atuações são boas, exceto da inexperiente Muriel Hemingway, com uma personagem de destaque, faz com que cenas que deveriam ser interessantes se tornem muito fracas, por outro lado, é delicoso ver Woody e Diane contracenando, os dois demonstram muita intimidade em cena.

NOTA: 6,5
Melinda e Melinda

Um grupo de intelectuais se reunem num restaurante (cena que me lembrou muito "Manhattan"), dentre eles está dois escritores de teatro, um de comédia outro de drama e cada um, num discurso bastante consistente tenta defender seus estilos. É quando, numa brincadeira, começam uma história e cada um vai desenvolvendo de acordo com seus gêneros.
Eles criam Melinda (Radha Mitchell), uma jovem que misteriosamente aparece num jantar de amigos. Na tragédia, uma mulher que reaparece, muitos anos depois, para antigos colegas, eles a abrigam e tentam concertar sua vida, toda despedaçada, e aos poucos, vão guiando um novo caminho para Melinda, e para isso lhe apresentam um dentista elegante (Josh Brolin), mas é por um músico culto por quem ela acaba se apaixonando (Chiwetel Ejiofor), e ao mesmo tempo em que começa a seguir o trilho certo percebe que aqueles que a hospedam estão infelizes.
Na comédia, Melinda, uma mulher desesperada e perdida acaba se deparando num jantar entre amigos. Curiosos, eles começam a perguntar sobre sua vida e como ela foi parar ali, e todos acabam se envolvendo com a louca jornada da desconhecida. Porém o que mais se interessa é Hobie (Will Ferrell) e começa aos poucos se apaixonar por ela, o problema é que ele é casado.

O elenco é de peso, Radha Mitchell na oportunidade de sua carreira, qualquer atriz gostaria de ser Melinda e ter a chance de desenvolver dois estilos em um só filme. Uma ótima atriz, isso é inegável, porém apesar de Melinda ser a personagem dos sonhos, Woody Allen não esforça tanto para escrever a personagem e acaba sendo bastante fraca, tanto na comédia quanto na tragédia. O elenco ainda conta Will Ferrel, o melhor de todos, Chiwetel Ejiofor, Chlöe Savigny, Amanda Peet, Steve Carell, Johnny Lee Miller, todos corretos, mas sem nenhum destaque. Vale a pena pelos cenas de Radha e Ferrell, as únicas que dão um pouco mais de empolgação.

NOTA: 5
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Deixe um comentário #NuncaTePediNada