quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Filmes vistos em dezembro


Estou eu aqui, mais uma vez, para fazer um texto breve sobre os filmes que consegui ver no mês de dezembro. Assim como no cinema ou na Netflix, tive boas surpresas, mas também encontrei algumas obras que queria desver. Porém, tudo vale como dica para aqueles que não sabem muito bem o que assistir. Espero que gostem da seleção. 

por Fernando Labanca



Elle
(Elle / França, Alemanha / 2016)


Um dos melhores filmes do ano, sem dúvidas. O diretor Paul Verhoeven (Robocop) retorna de forma triunfante em uma obra que nos surpreende a cada cena, que quebra a todo instante nossas previsões e choca por sua ousada proposta. Elle é uma grande personagem e Isabelle Huppert está irreparável. Sua presença na tela causa um fascínio tão grande. É impossível não prestar a atenção em tudo o que faz e diz. O roteiro é brilhante e todas as soluções que encontra são admiráveis. 



O Homem Que Viu o Infinito
(The Man Who Knew Infinity / Reino Unido / 2015)

O longa mostra a história de um gênio da matemática indiano que tenta provar suas teorias na Universidade de Cambridge e a bela amizade que nasce entre ele e seu mentor. Poderia ser um excelente drama com o selo "inspirado em fatos reais", mas infelizmente a produção é bastante ordinária, preguiçosa até. Tudo caminha por um rumo previsível e de pouco inspiração. Vale apenas por ver o sempre esforçado Dev Patel e seu companheiro de cena, Jeremy Irons. 



Cães de Guerra
(War Dogs / EUA / 2016)

Para mim, uma ótima surpresa de 2016. Esperava ver apenas uma comédia de Todd Phillips, mais conhecido pela trilogia de "Se Beber Não Case", no entanto, o diretor consegue entregar uma produção extremamente caprichada, envolvente, divertida e revigorante. Com ritmo ágil, a trama conquista com seus dois carismáticos protagonistas, vividos com garra por Miles Teller e Jonah Hill, e pela mirabolante trama que surpreendentemente é baseada em eventos reais. Mais do que uma boa comédia...um excelente filme! 



Outras Pessoas
(Other People / EUA / 2016)

Poxa, que surpresa esse filme! Elogiado pelos Festivais de filmes independentes em que passou, quase não acreditei quando o encontrei no catálogo na Netflix. É aquela obra simples mas incrivelmente verdadeira em tudo o que diz. Encanta por seus personagens, pela dura trajetória que precisam percorrer em um curto espaço de tempo e pelos belos e inspiradíssimos diálogos. Jesse Plemons surpreende como protagonista e Molly Shannon destrói como coadjuvante.  



Westworld - Onde Ninguém Tem Alma
(Westworld / EUA / 1973)

Resolvi assistir antes de me jogar na série de grande sucesso da HBO. Acredito que não tenha sido uma boa ideia porque perdi grande parte das surpresas do seriado e por fim, acabei me entediando. Quanto ao longa, a premissa é realmente bem interessante e acaba surpreendendo pela época em que foi lançado. Bem mais simples e menos complexa que a série, acabei me divertindo mais em sua uma hora e meia do que nos dez longos episódios na TV. 



Byzantium - Uma Vida Eterna
(Byzamtium / EUA / 2012)

Fazia tempo que queria assisti-lo e finalmente fiz isso este mês. Queria ver o retorno do diretor Neil Jordan ao universo dos vampiros, logo que foi ele quem consagrou este subgênero nos cinemas com seu clássico "Entrevista com o Vampiro". É uma obra bem diferente e não segue caminhos muito óbvios, entregando personagens complexos e uma trama interessante. Infelizmente, o ritmo não é dos melhores e acaba entediando grande parte do tempo. Destaque para as excelentes atuações de Saoirse Ronan e Gemma Arterton.  



Sully - O Herói do Rio Hudson
(Sully / EUA / 2016)


Este filme me fez lembrar do porquê admiro Clint Eastwood como diretor. Um filme simples, objetivo, sem rodeios e sem firulas, que vai direto ao ponto e não perde tempo tentando criar drama onde não existe. O que mais surpreende aqui é o fato do roteiro ter conseguido manter a atenção do público e ter conseguido criar toda uma trama por trás de um acidente que durou pouquíssimos minutos, sem parecer estar enrolando. Um belo roteiro. Uma bela direção. E claro, Tom Hanks dando vida a um personagem bem diferente do usual em sua carreira.  


Divinas
(Divines / França / 2016)

Lançado pela Netflix aqui no Brasil, o longa francês me chamou a atenção quando recebeu a indicação ao Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro. Pela sinopse, me parecia algo bem previsível e clichê e quando terminei de vê-lo essas impressões não mudaram. Uma grande decepção. Extremamente forçado e maniqueísta em seus argumentos. É uma pena ver uma trama, um universo e personagens que tinham tando a dizer mas apenas reproduzem um discurso batido e clichê já visto em outras tantas produções. Vale pela atriz principal, que se entrega ao papel com força e bela excelente direção. 



Perfeita é a Mãe
(Bad Moms / EUA / 2016)

Preenchendo a cota de "comédia idiota" para ver no mês, o filme não diverte quanto prometia. É bastante tolo todo o universo que cria e nada parece convincente o suficiente para nos fazer embarcar em sua trama. Gosto do elenco, mas a escolha de Mila Kunis como protagonista me pareceu bem estranha, não encaixa e a atriz não parece confortável no papel, o que faz grande parte da ideia perder a força. Sorte que temos Kathryn Hahn, Kristen Bell e Christina Applegate que sempre valem a pena na comédia. Existem boas intenções aqui e acho válido muitos de seus argumentos, no entanto, faltou um roteiro mais corajoso e uma direção mais inspirada. 



Um Estado de Liberdade
(The Free State of Jones / EUA / 2016)

Primeiro longa-metragem de Gary Ross desde que largou a franquia "Jogos Vorazes", temos aqui um filme que não tem a mínima intenção de entreter. Contando seriamente um período histórico sobre uma importante Revolução, a produção faz mais sentido se visto na escola em mais uma entediante aula de história. Apesar de Matthew McConaughey dar alma ao protagonista, é difícil se identificar com sua jornada e pelos caminhos que percorre. Por fim, temos uma obra sem alma, cansativa, que termina de forma abrupta e nos deixa com cara de paisagem em seu final. 



Neruda
(Neruda / Chile, Alemanha, França, Espanha / 2016)

Não conhecia muito da obra do poeta chileno Pablo Neruda, mas resolvi arriscar na nova produção de Pablo Larraín, diretor que admiro. Realmente a direção é belíssima e vale por conferir a produção que capricha em todos os elementos, como fotografia e figurinos. Porém, "Neruda" é chato demais para nos inserir em sua proposta. Quando o longa resolve abraçar de vez o suspense e a fantasia em sua segunda metade, até melhora, mas já estava distante demais para querer me envolver e compreender sua intenções. Em outras palavras, torci para acabar.



Rogue One - Uma História Star Wars
(Rogue One: A Star Wars Story / EUA / 2016)


Minhas expectativas não eram tão altas e não sei se por isso, mas saí extremamente contente da sala do cinema. Muito mais do que apenas um spin off de Star Wars, vi um filme com vida própria, que entrega uma aventura sólida e muito bem construída. Personagens bons e cativantes e uma trama envolvente me fez ficar atento a cada instante. O diretor Gareth Edwards acertou a mão e fez um bem para a saga. 



E você? O que viu de bom em dezembro?

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