quinta-feira, 9 de julho de 2009

Crítica: Austrália (2008)


Dirigido por Baz Luhrmann (Moulin Rouge!), Austrália traz referências do cinema antigo, mas reúne o que há de melhor no cinema moderno, como grandes efeitos especiais e cenas hipnotizantes de aventura, além de um romence entre os astros Nicole Kidman e Hugh Jackman, ambos australianos.


por Fernando

O filme se inicia com a narração de Nullah, um garoto aborígene que vive na Austrália, vive num mundo extenso e cheio de grandes aventuras, mas ao mesmo tempo, numa região completamente abandonada por leis severas, onde os donos das fazendas, os grandes senhores ditam as regras, e por isso, ele e sua mãe vivem inseguros, pois sempre são perseguidos e explorados. Seu grande amigo é Rei George, seu avô, um senhor aborígene sábio que repassando seus conhecimentos ao valente menino. Até que um dia, algo que ele não estava acostumado a ver na Austrália surge de repente, de sapato alto sobre as areias do deserto, uma mulher arrogante e toda atrapalhada. Esta é Lady Sarah Ashley, uma aristocrata inglesa, acostumada a riqueza e mimos, decide partir para a Austrália para ir atrás de seu marido, que é dono de uma fazenda de gados e que há muito tempo não voltava para casa, ela revoltada, ainda mais depois que descobre que sua riqueza já não é mais a mesma, ela parte sózinha numa longa viagem.

Chegando na desconhecida região, ela se espanta com o ritmo e costumes de vida completamente diferentes do seu, lá ela conhece Drover, um domador de gados, capataz das grandes fazendas, não tem trabalho fixo, é autonomo, tem sua própria vida, seu próprio negócio, suas próprias leis, é todo machão e logo de cara perde a paciência com a dondoca perdida. Ele passa a guiá-la, logo que foi recomendado marido dela. Chega enfim, em Faraway Downs, uma extensa fazenda, onde vive aborígenes, é onde conhece Nullah. Mas logo de início, Sarah recebe uma terrível notícia, seu esposo havia sido assassinado e todo o rancho passa a ser pela lei, todo dela, e o principal suspeito de sua morte é Rei George.

Sarah passa a ter em suas maõs o que é de desejo de vários proprietários, principalmente de Rei Carney, que fará de tudo para ter a posse dessa fazenda. A idéia inicial de Sarah era verder todos os gados e se livrar do peso de ter uma fazenda, mas ao decorrer dos dias, ela se depara com a difícil vida dos aborígenes e das injustiças que ali ocorriam, e percebe que abandonar aquele local não era a melhor idéia, é quando decide, levar todos os gados para Darwin, onde toda a carne serviria de comida para os soldados que lutariam na Segunda Guerra Mundial, logo que a batalha estava chegando nas terras da Austrália.

Mas essa loucura não vai ser nada fácil, e para isso, ela conta com a ajuda de Drover, de Nullah e sua família. E Drover vai ter a difícil missão de ensinar toda a "equipe" a guiar os milhares de gados, numa viagem cheia de surpresas e aventuras. E nessa jornada tudo pode acontecer, inclusive um romance, pois como todos dizem, opostos se atraem, e o durão Drover não vai resistir aos encantos de Sarah Ashley, e numa época onde a guerra e o poder são as razões para os homens viverem, eles escolhem o amor. E nesse lugar completamente distante e diferente do seu, Sarah começa a compreender que aquilo poderia ser sua nova vida, e passa a lutar por aquelas pessoas que precisam de ajuda num mundo tão necessitado, passa a sentir e a viver como eles, e descobre em si, coisas que ela nunca havia enchergado, como ser uma mãe, uma amiga, uma líder, uma mulher amada verdadeiramente, e uma batalhadora.

Austrália tem uma longa duração e poderia até se perder numa história um tanto quanto simples demais, estranha até, não há muito o que encrementar, o que discutir num roteiro como esse, mas mesmo assim, o filme funciona bem, devido a direção de Baz Luhrmann, que faz de Austrália um filme grandioso, simples na idéia, mas grandioso no formato.

Não tem como, Luhrmann não consegue fazer filmes pequenos (no formato), Moulin Rouge de simples não tem absolutamente nada. E repete isso nesse novo filme, que demorou nove meses para ser concluído, e quando vemos o resultado final, compreendemos o porquê da demora, um filme difícil de se fazer, tudo é exageradamente bem feito:

Os figurinos, belíssimos, inclusive recebeu uma indicação ao Oscar por eles. A trilha sonora é ótima também, entrando e saindo nos momentos certos e com a intensidade correta em cada cena. Os efeitos especiais são impressionantes, muito bem realizados. Um visual extremamente lindo, muito bem trabalhado, há cenas em que fiquei de boca aberta pela grandiosidade e a beleza de cada cena, aliás, bela fotografia também.

Nicole Kidman, não faz muito além do que já havia feito antes, mas mesmo assim, é carismática e está ótima, mais uma vez. É divertida, engraçada em alguns momentos é interessante ver como ela cresce durante o filme, o que é importantíssimo, logo que é o que ocorre com Sarah, no ínicio vemos uma Nicole divertida, mas no decorrer no longa, ela vai se modificando, e no final, vimos com clareza, uma Sarah mais cansada, arrasada pelos acontecimentos, e Nicole Kidman explora isso com competência. Hugh Jackman mais uma vez também, agrada, ele tem um carisma inegável, e como Kidman, ele cresce e entra de cabeça em sua personagem. Os dois são ótimos juntos, ocorre uma boa química entre os atores, uma história de amor agradável, logo que não apela pelo romantismo exagerado e meloso, mas segue para uma relação mais espontânea, divertida em alguns momentos, e romantica em outros, há cenas belas entre eles, como a cena em que se beijam debaixo na chuva, ao som e a comemoração da cidade toda perante as grandes vitorias que conquistaram, belo, cliche total, mas belo.

Cliche, Austrália abusa deles, tanto no romance, como nas aventuras, nos conflitos, mas são bem utilizados. Baz Luhrmann é um excelente diretor e não falha, mesmo que muitas pessoas criticaram seu desempenho nesse filme. Mas ele ousa, abusa do exagero, Austrália é grandioso, grandioso em tudo, menos no roteiro, mas o filme é tão belo de se ver, que preenche o vago deixado pela história.

É um filme, que pode sim desapontar muitas pessoas, por ser muito longo, e cansativo em algumas passagens, mas vale a pena vê-lo. Falha no roteiro e na longa duração, mas o resultado final é positivo. É um filme que merece ser apreciado, logo que extrememente bem feito.

NOTA: 8

5 comentários:

  1. E agora, assisto ou não??

    Voce gostou.Vi sites e revistas que meteram o pau no Baz Luhrmann,falando que ele foi pretensioso demais.


    Agora ferrou!hauhuhauaha

    Gostei da resenha..

    Vc viu??Finalmente terminei o Especial Watchmen!!!!Agora só falta a crítica do filme...graças a Deus!Nunca mais invento moda!

    ateh mais

    PS:gostou da postagem do Crepúsculo????

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  2. Boa resenha, mas não é o tipo de filme que tenho vontade de assistir... mas quem sabe mais pra frente! hehehe continue assim! abraço!

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  3. Pois eh pessoas...esse filme me pegou d surpresa!! Assisti num sábado a tarde...sem ter mais nada d interessante pra fazer!! Aluguei só pra dizer q vi o filme...esperava q fosse terrivel...assim como as criticas q havia lido...mas até q eh legal o filme, vale a pena. Num é maravilhoso, tem coisa mto melhor na locadora, com certeza...mas num eh dinheiro jogado fora!!

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  4. As vezes nós nos surpreendemos com filmes que foram esculachados pela crítica, mas que no fundo não são tão ruins assim.

    Aconteceu + ou - a mesma coisa comigo quando assisti Coração de Tinta no cinema.Tinha ganhado um ingresso e acabei vendo ele mesmo.E não é que bom???Não é um Senhor dos Anéis...mas também não é bomba..

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  5. Eu, particularmente, procuro sempre ler as criticas depois que assisto o filme.. assim eu nao crio expectativa seja positiva ou negativa! Fico só nos boatos e nos trailers pra dar uma aquecida! kkkkkkkk

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