domingo, 31 de maio de 2009

Crítica: Anjos & Demônios (Angels & Demons, 2009)


Ron Howard (Uma Mente Brilhante) volta na direção de mais uma adaptação da saga criada por Dan Brown, depois do criticado O Código da Vince, agora ele investe em Anjos e Demônios. E fez bem, ele mostra que dessa vez ele se empenhou de verdade e constrói um filme que vale a pena conferir, até mesmo aqueles que não leram o livro.

por Fernando Labanca

Não compensa contar a história do livro, porém, é necessário saber que houveram algumas mudanças e elas merecem ser ressaltadas. Esqueça o personagem Maxmilliam Kohler, o ciêntista do CERN, ele simplesmente foi tirado da trama. Assim como o Leonardo Vetra, em seu lugar, foi colocado Silvano, um mero cientista e colaborador de Vittoria que também foi assassinado pelo mesmo motivo do livro. Gunther e Chinita também são desprezados. Entretanto todas essas mudanças, felizmente são bem trabalhadas pelo roteiro do excelente Akiva Goldsman, que trabalhou ao lado de Hovard em Uma Mente Brilhante, O Código da Vince e Luta Pela Esperança, também trabalhou em Eu Sou a Lenda e Hancock. O roteiro é esperto e ágil e consegue trabalhar bem com as mudanças que foram feitas, em nenhum momento a falta de uma personagem ou de uma situação muda a história. Para quem leu, sente falta, mas como roteiro de filme, a história convence e aceitamos fácil as mudanças.

No longa de Hovard, tudo se inicia no CERN (incrível as cena dos laboratórios e a criação das partículas da antimatéria no início) onde um cientista é assassinado e uma partícula da antimatéria é roubada. Ela, por sua vez, foi levada para o Vaticano onde quatro cardeias foram sequestrados e tudo segue como no livro. Os futuros assassinatos relacionados com os elementos, o envolvimento de Robert Langdon, mais uma vez interpretado por Tom Hanks, para desvendar o esconderijo dos Illuminatus e o local onde está a antimatéria e impedir que a população seja exterminada por ameaça terrorista baseada numa antiga vingança contra a Igreja Católica.

Robert se une a Vittoria (Ayeler Zurer), a criadora da antimatéria e a responsável por tudo isso, para encontrar as pistas, contam com algumas ajudas, como o inspetor Olivetti (Pierfrancesco Favino) e Chartrand (Thure Lindhardt), assim como no livro. Também contam com a ajuda do conservador comandante Richter (Stellan Skarsgard) e do carmerlengo Patrick (Ewan McGregor) que trabalha no Vaticano a serviço da Igreja e auxilia no atual conclave e passa a liderar tomando a posição do antigo Papa, enquanto não é elegido um novo, porém a Igreja entra em crise com o sequestro dos cardeais que seriam os possíveis escolhidos.

Robert e Vittoria desvendam os mais inigmáticos mistérios, começam a traçar uma linha lógica sobre Roma para acharem o paradeiro dos Illuminattus e acabar de vez com esse terrível acontecimento. E eles tem até meia noite para acharem a antimatéria e até que essa hora chegue, os cardeis vão sendo assassinados de maneiras inimagináveis, assustando a todos que se envolvem no caso.

E com essa nova arma e esse mistério ao redor do Vaticano, voltam os fantasmas do passado que a Igreja tanto tentou esconder durante anos. E os religioso tem que encarar de frente a verdade, de que a Igreja perseguiu inocentes e os matou e agora isso está acontecendo com eles, o jogo inverteu. Mas seriam eles os verdadeiros vilões, logo que os Illiminatus estão os matando de maneira hedionda e terrorista? E as questões sobre religião e ciênci e essa antiga rivalidade voltam a tona.

Ron Howard é um dos diretores mais aclamados da atualidade, devido o seu elogiado Frost/Nixon, um dos melhores filmes entre os indicados ao Oscar esse ano segundo alguns críticos. Ele falhou em O Código da Vince, um filme fraco e totalmente fora do que foi mostrado por Dan Brown, acabou com a espertesa e o brilho da trama, uma adaptação muito mal feita, com uma parte técnica incrível mas roteiro falho. Howard ousa por voltar e praticamente clicar na mesma tecla, mas acerta em cheio dessa vez, pois Anjos e Demônios não é, e está longe de ser, uma adaptação fiel, mas como filme funciona.

Ron Howard tira as situações das páginas do livro de Brown com grande habilidade para as telas, chega a ser espantoso determinadas cenas, onde a maioria são externas e são feitas com tanta dedicação e competência. Quem leu livro vai adorar o que foi feito no filme, as cenas facilitam a compreensão do livro, tudo parece feito perfeitamente de acordo como foi descrito por Dan Brown. As igrejas, os quadros, o CERN, o vaticano, tudo reproduzido da melhor maneira possível, genial.

O elenco não surpreende muito. Tom Hanks está melhor, assim como sua personagem, Robert Langdon está mais parecido com o do livro, não fiscamente, mas os jeitos, a maneira como trabalha, o humor sutil e suas ironias. Vittoria Vetra é interpretada pela israelense Ayelet Zurer, logo nas primeiras cenas vemos que ele á uma grande atriz, mas infelizmente a trama não faz tão bom proveito dela, a Vittoria do livro é mais ágil, fala mais, aparece mais, no filme, eles a apagam, diminuindo o brilho que esta personagem tem sobre Anjos e Demonios, logo que no livro, ela é disparada, a melhor personagem. O maior destaque fica para Ewan McGregor e seu carmerlendo Patrick, que também é uma incrível personagem, ele não faz nada muito especial, mas num elenco mediano, ele se destaca.

Palmas para a parte técnica do filme. Trilha sonora de arrepiar, cada cena de suspense se torna mais tensa com a trilha mais que eficiente. Mas o destaque fica para os cenários que são perfeitos, vemos que tudo foi pensado e bem colocado no filme. Todas as cenas são tão bem feitas que surpreendem. Anjos e Demonios é um filme bem feito, bem trabalhado, diferente de O Código da Vince, vemos que foi um filme mais bem cuidado, planejado, não é uma trama corrida, eles apagam alguns fatos mas não acrescentam outros piores como foi feito no anterior, todas as mudanças são coerentes e bem trabalhadas. Muito melhor que o anterior, mais dinâmico, mais empolgante, mais surpeendente. Um suspense maravilhoso que faz você esquecer de tudo ao seu redor, você se prende fácil, e até que o filme acabe você não consegue desgrudar o olho da tela, hipnotizante! É um excelente filme, só não dou 10 por não ser uma adaptação tão fiel, mas bem que merece.

NOTA: 8,5

domingo, 10 de maio de 2009

Crítica: Desejo e Reparação ( Atonement )


Adaptação do romance "Reparação" escrito por Ian McEwan, Desejo e Reparação faz parte das boas adaptações literárias feitas no cinema.Quer dizer, boa não.Ótima!






Por Bárbara





Infelizmente no cinema, poucas adaptações se saem bem como obras cinematográficas.
Por mais que haja ótimas ideias, seja em livros, quadrinhos ou jogos e até mesmo em parques de diversão ( Piratas do Caribe, por exemplo ) ainda existe um fator primordial para que a adaptação seja bem sucedida: competência de quem irá realizá-la.

Para analisarmos as adaptações cinematográficas não basta só dividirmos em: livros, quadrinhos e jogos, mas principalmente dividir entre aquelas que são boas, no mínimo razoáveis e entre aquelas que simplesmente não deveriam existir, de tão ruins.


Embora tenha muitas pessoas competentes em Hollywood ( que detém a maioria dos direitos p/ adaptação do cinema ), uma boa parte delas não tem respeito pela obra original,ou seja, fazem um trabalho visando somente os lucros com bilheteria e vendas de DVD's.

Mas ainda há luz no fim do túnel e o ano passado foi um marco na história das adaptações no cinema.Batman - O Cavaleiro das Trevas e Homem de Ferro provaram que as adaptações podem ser ótimas, com o devido respeito a obra original e ainda sem prejudicar o bolso dos estúdios.

E, depois de toda essa enrolação e com muita felicidade, digo que Desejo e Reparação se enquadra no mesmo grupo de Batman e Homem de Ferro, no grupo das ótimas adaptações que ainda respeitam a sua fonte.No caso de Desejo e Reparação, que fonte!
Desejo e Reparação é uma adaptação de um romance do escritor inglês Ian McEwan, chamado Reparação.A história se passa na Inglaterra, poucos anos antes da II Guerra Mundial.

A trama gira em torno de Briony Tallis ( Saoirse Ronan ), uma garota de 13 anos e escritora principiante.Depois de ver a irmã mais velha Cecília ( Keira Knightley ) em momentos um pouco mais íntimos com o filho da governanta, Robbie Turner ( James McAvoy ), ela começa a desconfiar das intenções dele em relação a Cecília.

Pouco tempo depois, o irmão mais velho de Briony e Cecília, Leon, chega de viagem junto com um amigo dono de uma fábrica de chocolates.Também estão na casa da família Tallis os três primos de Briony, os gêmeos Jackson e Pierrot e a irmã mais velha deles, Lola.Eles estavam na casa da família Tallis porque os pais estavam em processo de separação.
A desconfiança de Briony em relação a Robbie aumenta quando ele a pede que entregue uma carta dele a Cecília.
Louca de curiosidade, Briony lê a carta antes de entregá-la a Cecília e pensa que Robbie é um maníaco sexual e ainda conta isso a Lola.

Briony fica como um cão de guarda farejando todas as pistas para ver se Robbie andava fazendo algo de ruim a sua irmã e interpretando mal os fatos,conclusão que o espectador tira depois , porque logo após de vermos a situação pelo ponto de vista de Briony, o filme volta a cena em questão e nos mostra o que aconteceu de verdade.


Enquanto Briony fica pensando com seus botões o que fazer, Robbie ( que foi convidado para um jantar na casa dos patrões ) chega e vai falar com Cecília a respeito da carta.Eles se trancam na biblioteca da casa e acabam fazendo sexo.É claro que a pentelha ( acho que eu me permito chamá-la dessa forma,porque ela é isso mesmo!) vai atrás da irmã e flagra os dois.


Na hora do jantar, fica aquela saia justa.Robbie olha para Cecília, que olha para Robbie e Briony fica olhando os dois, ora um ora outro.Aí o desespero se abate na família, pois os gêmeos Jackson e Pierrot fogem querendo ir para a casa,ver os pais.Então o jantar é interrompido para todos saírem em busca dos meninos, inclusive Robbie.

De repente, enquanto estava procurando os meninos, Briony vê alguma coisa escondida no mato, aponta a lanterna e vê sua prima Lola caída no chão e um homem correndo.Briony conclui que Lola foi estuprada e que Robbie é o estuprador.


Chegando em casa,a Sra Tallis chama a polícia e Briony acusa Robbie à polícia,dizendo que o viu atacar Lola com os próprios olhos.Robbie chega na casa com os gêmeos, mas é preso.Nessa hora,Cecília e Robbie se declaram um ao outro.

Por não acreditar inteiramente na irmã e inconformada com a prisão de Robbie, Cecília sai de casa e vai morar sozinha em outra cidade, se tornando enfermeira.Enquanto isso, na cadeia Robbie é forçado a optar por dois caminhos: continua preso ou se alista no exército para combater na II Guerra Mundial.Ele se alista no exército e consegue encontrar Cecília.Particularmente falando, essa é uma das cenas mais emocionantes do filme.


Passa - se alguns anos.Cecília continua sendo enferneira e não se comunica mais com sua família, Robbie foi para a França ajudar os aliados franceses e Briony fica tão arrependida do que fez que decide tomar pelo mesmo caminho da irmã, se tornando também enfermeira e inclusive estagiando no mesmo hospital.


A partir daí, não posso comentar mais nada senão estraga a surpresa de quem ainda não viu essa maravilha de filme.Mesmo com um final muito diferente do convencional dos filmes de românticos,ele agrada tanto os fãs do gênero quanto aquelas pessoas que torcem um pouco o nariz diante desses filmes ( eu, por exemplo ).

Como não sou profissional da área, nem vou me aprofundar muito em questões técnicas, mas tenho que citar que a trilha sonora é belíssima ( não é atoa que ganhou o Oscar de Melhor Trilha Sonora - 2008 ) e se encaixa com perfeição no decorrer da trama.

Enquanto as atuações, novamente destaco James McAvoy.Muito talentoso mas ainda com muito potencial para desenvolver, ele faz com que ficamos ao lado de Robbie durante todo o tempo de duração do filme.James é muito carismático e bonito ( não é um galã, mas tem seu charme !!! - hehehe ) e faz aquele tipo de mocinho que até a pessoa mais insensível do mundo quer que ele tenha um final feliz.A mesma coisa digo de Keira Knightley, que ao meu ver se superou nesse filme e que mostrou amadurecimento em sua interpretação.Ela e James tem uma química muito boa e fazem um casal bonito.Ela também está mais bonita, apesar dos rumores de anorexia.


E por fim, destaco as três intérpretes da personagem mais detestável do filme ( na minha opinião ), Briony Tallis. Saoirse Ronan a interpreta na infância, quando tinha apenas 13 anos e tem um maior tempo em cena,por isso pode desenvolver seu trabalho melhor.Incrivelmente talentosa,fez de Briony uma personagem memorável. Cheia de si, achando que entende tudo e se sentindo adulta demais para sua idade, temos simplesmente raiva dela, apesar dela tentar consertar o erro depois.Romola Garai, que faz Briony com 18 anos tem pouco tempo em cena, mas mesmo assim faz um bom trabalho, fazendo dela uma pessoa angustiada pelo arrependimento e pela culpa.Vanessa Redgrave faz Briony quando ela já está idosa e aparece nos momentos finais,porém isso não diminui em nada a carga dramática da personagem e nem o talento da atriz, algo semelhante ao que aconteceu com Viola Davis em Dúvida.



Poranto, vale a pena assistir Desejo e Reparação, tanto como um simples entretenimento quanto uma lição de vida.Quem de nós já não errou e por conta desse erro não mudamos drasticamente a vida de alguém??


Nota:10

domingo, 3 de maio de 2009

Crítica: Sob o Capuz e Contos do Cargueiro Negro ( Under The Hood; Tales Of The Black Freighter )




Contos do Cargueiro Negro e Sob o Capuz são dois anexos da trama principal de Watchmen, e como Zack Snyder quis fazer um filme tão fiel, mas tão fiel à fonte, também resolveu adaptar as duas histórias.

Por Bárbara



Sob o Capuz :

É uma entrevista à um programa de televisão que o autor, Hollis Mason ( o Coruja I ) concedeu falando de seu livro e de sua vida pessoal, junto com depoimentos de Sally Jupiter ( a Espectral I ), Moloch, o ex - empresário ( e ex-marido ) de Sally e inclusive uma tentativa frustrada de entrevista com o Comediante, que ameçou o repórter e o cinegrafista.





Nesse programa é contada como a equipe dos Minutemen foi formada e desmanchada e o que o povo americano achava dos vigilantes e o Dr. Manhattan.Um dos personagens das HQ's que foi importante para a história, mas que não teve muito espaço no filme, que é o jornaleiro, dá um dos depoimentos no programa.





É um extra super bacana, extremamente bem feito, inclusive o programa de TV tem até comerciais entre eles o perfume Nostalgia , das Indústrias Veidt.


O resultado final é muito satisfatório, e o carinho que a produção teve faz com que tudo pareça de verdade. Recomendado não só para os fãs dos quadrinhos, mas para aqueles que viram o filme e querem um complemento para entenderem a história.





Nota:10


Contos do Cargueiro Negro:

Adaptação da história em quadrinhos lida por uma personagem em Watchmen, a animação conquista por ser praticamente uma transposição, de tão fiel que ela é a obra original.
Na versão legendada, Gerard Butler dubla o capitão de um navio que, depois de um confronto com um Cargueiro que tem uma tripulação de bandidos, naufraga e só ele sobrevive.
Depois de muitos dias à deriva e posteriormente isolado em uma ilha,ele resolve partir a Davidstown, sua terra natal, temendo que o Cargueiro Negro vá para lá e assassine todos os habitantes, entre eles sua esposa e filhas.
Fazendo de tudo para sair da ilha, o homem até faz uma jangada de cadáveres,come uma gaivota viva e mata um tubarão até chegar a Davidstown.
Apesar da animação ser a tradicional, em 2D , a qualidade técnica de "Contos" é supreendente, não devendo nada em relação as novas animações em 3D.
Como disse, o roteiro é muitíssimo fiel a fonte,chegando a reproduzir as mesmas falas.Junto com Sob o Capuz, Contos do Cargueiro Negro também é uma ótima opção de extra e tenho quase certeza que sairão como extras no DVD de Watchmen, pois os dois tem um curto tempo de duração.Recomendadíssimo tanto para quem não é fã quanto para aqueles fã apaixonados pela história de Alan Moore.


Nota:10

Especial Watchmen - Parte 5/13

Especial Watchmen



Capítulo 5 - Temível Simetria


Por Bárbara


Como disse na parte anterior, o melhor ainda estaria por vir depois de Relojoeiro, pra mim o capítulo mais fraco de Watchmen, mas não o menos importante, pois acompanhamos boa parte da história antes do assassinato do Comediante e as origens do ícone dos quadrinhos, Dr. Manhattan.

Nesse capítulo,começamos a desvendar junto com Rorschach, o mistério por trás da morte do Comediante e da talvez existência de um assassino de mascarados, hipótese que começa a se tornar verdadeira.

Em Temível Simetria, Rorschach continua com sua investigação e retorna à casa de Moloch, um antigo inimigo dos vigilantes e o pergunta se ele sabe alguma coisa sobre uma lista, da qual o Comediante citou e que o seu nome e de Janey Slater estão incluídos.Moloch não sabia de nada, pois foi meramente usado.




Enquanto isso, depois que Dr. Manhattan se exilou em Marte, Laurie foi praticamente expulsa do Instituto de Pesquisas Militares Rockfeller, no qual ela e Dr. Manhattan moravam e onde ele fazia as pesquisas, em parceria com Adrian Veidt.Assim, ela foi novamente se consolar com Dan Dreiberg, que lhe ofereceu sua casa para ela se hospedar e ela aceitou.




Falando em Adrian Veidt, nesse capítulo ele sofreu um atentado, no qual um estranho armado invadiu o escritório de sua empresa e atirou nele e em sua secretária.Adrian conseguiu se esquivar, não se feriu e também conseguiu mobilizar o assassino,mas ele estava com uma cápsula de veneno na boca e então Adrian não teve como saber sua identidade e quem o mandou até lá.




Em paralelo a tudo isso, ainda tem a famosa história "Contos do Cargueiro Negro" que virou animação, mas não entrou na edição final de Watchmen - O Filme, sendo lançada em DVD junto com o lançamento do filme nos cinemas. Consultando as minhas fontes,que são seguras diga-se de passagem, o diretor do longa Zack Snyder quer fazer uma "Director's Cut" de Watchmen com Contos do Cargueiro Negro em paralelo a história,assim como nos quadrinhos.Tomara que isso aconteça!



Em Contos do Cargueiro Negro, um homem que fazia parte da tripulação de navio foi sobrevivente de um naufrágio, quando o navio em que estava foi destruído pelo Cargueiro Negro.



Crente de que o Cargueiro Negro estaria indo rumo a sua cidade natal, Davidstown o homem faz de tudo para tentar chegar lá antes do Cargueiro, para encontrar e proteger sua esposa e filhas.



Contos do Cargueiro Negro se apresenta em Watchmen através de um jovem que lê uma revista em quadrinhos sentado junto à banca de jornais.Como na Nova York alternativa de Alan Moore,os heróis mascarados já existiam na vida real, HQ's como Superman foram praticamente extintos,então foram lançadas em quadrinhos as histórias de piratas,tal qual "Contos ..."

Para finalizar, Rorschach recebeu um recado de Moloch para encontrá -lo em sua casa,por que tinha uma informação muito importante e urgente para falar.Quando chega a hora do encontro,Rorschach percebe que caiu em um armadilha, pois Moloch foi assassinado.Alguém o atraiu até lá e o denunciou à polícia.

É aí que vem o melhor momento de Temível Simetria, o combate entre policiais e o vigilante mascarado Rorschach,que acaba na captura do último.
Quanto mais nos aproximamos no final da história, aumenta a qualidade da trama tanto nas situações quanto nos diálogos.


Nota:8

sábado, 2 de maio de 2009

Crítica: Ensinando a Viver (Martian Children, 2007)


Ensinando a Viver, filme que conta com John Cusack e Amanda Peet no elenco, surpreende por ser tão simples, mas ao mesmo tempo, objetivo, carismático e certamente, inesquecível.


por Fernando

Para começar, como já deu para perceber, adoro filmes que me surpreendem, pelo fato de parecer ser um filme bobo, seje pela história ou pela capa, simples, mas no resultado final, um filme genial, que vai além das expectativas. E Ensinando a Viver se encaixa perfeitamente nesse grupo de filmes.

John Cusack interpreta David Gordon, um atual famoso escritor de ficcção ciêntífica que perdeu sua amada esposa há dois anos e vive sózinho ao lado de seu único companheiro, seu cachoro Somewhere. Teve uma infância um tanto quanto complicada, era sózinho, não conseguia se encaixar no mundo em que vivia, era diferente e por isso, rejeitado, acreditava que um dia os ET's um dia iriam resgatá-lo, para ele, ele só poderia ser de outro planeta, pois certamente desse ele não era.

Sua grande amiga é Harlee (Amanda Peet) e com seu grande apoio, ele decide adotar um garoto, logo que de certa forma, ainda há muito amor dentro dele e ele está preparado para dividi-lo com alguém, melhor que seje com alguém que sonha em receber esse amor, um órfão.

Então, ele conhece Dennis (Bobby Coleman), em um orfanato, um garoto problemático que acredita profundamente que é um marciano que está na Terra para cumprir uma missão, por coincidência ou não, David era a pessoa certa para ficar com o garoto, um outro lunático que está escrevendo sobre aventuras em Marte e pode tentar entender o garoto e fazer com que ele se sinta parte de alguma coisa, nesse caso, de uma família. Dennis é estranho, não se envolve com ninguém e acredita que um dia os Et's voltarão para levá-lo embora.

A partir de então, Dennis começa a conviver com seu novo pai. E aos poucos um vai tantando entender a vida do outro. Porém essa não será uma tarefa fácil, os advogados do orfanato ficam na cola de David, para ver se é com ele o lugar certo para um garoto tão problemático. Dennis não se envolve com as pessoas, é explosivo, tem costume de roubar coisas dos outros e acredita ser um Et. E conforme os dias passam, David vai se estranhando cada vez mais com as loucuras do menino, amarra peso na cintura para não ser levado pela gravidade, o sol o encomoda, tem mania de ficar tirando foto de tudo o que vê, só come cereais e ainda tem poderes, os pedidos de marcianos, onde tudo o que ele pede, se realiza.

Além dos assistentes sociais ficarem no seu pé, David ainda tem que encarar sua irmã, Liz (Joan Cusack) que não aceita o fato dele adotar uma criança, pois para ela, ele está tentando encontrar uma maneira de apagar seu passado triste e tentar consertá-lo em Dennis. E David vai encarar todos de frente para levar seu objetivo adiante, ficar com o garoto, independente dos obstáculos que ele terá que enfrentar para conquistar isso. E David Gordon mais para frente começa a sentir a pressão e as dificuldades de encarar isso, e Dennis começa a ser um problema, principalmente quando ele começa a roubar suas coisas e irritá-lo insistindo no fato de que os marcianos voltarão.

Entre essa história sutil, surge alguns elementos surpreendentes na trama, mas que prefiro deixar na surpresa, nada que deixará ninguém de queixo caído, mas boas surpresas acontecem, fazendo com a trama deixe de ser linear, conquistando no final, um excelente clímax. E o interessante, que por mais que a história seja simples, o roteiro não economiza nos bons diálogos e surpresas durante o filme, não deixando tudo para o final. É uma história que poderia se encaixar no grupo de "sessão da tarde", mas o roteiro se torna brilhante aos poucos, criando situações onde questões complexas são expostas, se tornando um filme genial.

John Cusack está ótimo, fazendo uma das personagens mais carismáticas de toda sua carreira. Os coadjuvantes conquistam fácil o público, logo que a trama faz bom proveito de cada um, focando sempre na história de David e Dennis mas sem apagar os demais elementos. Amanda Peet, como sempre, simpática, faz bem vê-la em cena, suas expressões, sua veia cômica, seu sorriso sempre são bem vindos. Joan Cusack aparece como a irmã de David, sendo na vida real, irmã de John, os dois funcionam muito bem juntos, a química entre eles é fantástica, mais natural impossível. Ainda vemos os rostos de Sophie Okonedo, Oliver Platt e Angelika Huston. Mas a grande surpresa fica com o pequeno Bobby Coleman que faz com que o filme seje melhor do que realmente é, uma atuação brilhante para uma criança, surpreende fácil, se encaixa perfeitamente na trama, emociona e diverte o público em algumas cenas do filme.

Ensinando a Viver também conta com a ótima direção do desconhecido Menno Meyjes, que trabalha muito bem e faz bom proveito do roteiro. Constrói cenas incríveis acompanhadas de excelentes diálogos, ótimas atuações e destaque também para a iluminação e fotografia, mas principalmente pela fantástica trilha sonora.

Ensinando a Viver, nos conta a história de um homem aprendendo a ser pai, aceitando os erros e dificuldades de seu novo filho e lhe entregando o amor que ele ainda possui e a de um garoto aprendendo a ser filho, e mais além, aprendendo a ser humano. Ser um humano não é uma tarefa fácil, aceitar os outros da meneira que são, se sentir a vontade em ambientes que não conhecemos, ajudar o próximo mesmo quando não se espera nada em troca. O filme ainda questiona até que ponto é bom sermos iguais aos outros e mais além, até que ponto é bom sermos diferentes dos demais. Se somos terráquios, temos que aceitar as leis daqui, o modo como as coisas aqui funcionam, sejam elas dificeis ou não, somos humanos, somos da Terra e daqui não vamos sair, precisamos nos adaptar, ninguém disse que as coisas devem ser assim, mas se não forem, como conseguiremos viver?

NOTA: 9

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Crítica: Queime Depois de Ler (Burn After Reading, 2008)


Indicado ao Globo de Ouro de Melhor Filme-Comédia, além de outras indicações a prêmios importantes, Queime Depois de Ler empolga o espectador com uma história inusitada, mas o resultado final é nada mais que decepcionante.


por Fernando

Uma mulher que sonha em fazer plástica, um homem que trabalha em uma academia e faz loucuras para ganhar dinheiro fácil, um ex-agente da CIA, sua ex-mulher e atual amante de um homem casado. Pronto. Queime Depois de Ler poderia se resumir a isto, mas vamos tentar tirar mais proveito disso.

Osbourne Cox (John Malkovich) é demitido repentinamente da CIA, onde era analista e acreditava que participaria de mais uma missão ultra-secreta, mas recebe a trágica notícia, isso ocorreu devido ele ter um sério problema com bebidas. Quase entrando em depressão por estar desempregado, Osbourne decide fazer algo novo, escrever um livro sobre sua vida profissional na agência e divulgar informações importantes e secretas do local. Enquanto isso, sua mulher Katie (Tilda Swinton) começa a estranhar suas novas atitudes e desaprova a idéia do livro e teme que ele morra sem lhe entragar todo o dinheiro que ela tem por direito, ao mesmo tempo, se dedica a sua vida amorosa com seu amante, Harry (George Clooney), que por sua vez também é casado, tem uma mulher adorável mas tem o péssimo hábito de se envolver com outras mulheres, já que Katie não é sua única amante.

No meio dessa confussão, surge os elementos principais. Linda (Frances McDormand) trabalha em uma academia, e pelo fato de trabalhar com sua imagem, ela decide fazer várias plásticas, porém o que lhe falta é dinheiro para realizar esse grande sonho. Linda está envelhecendo, já não tem as curvas da juventude e o pior, ainda não encontrou sua cara-metade e por isso, nas horas vagas se prende na internet atrás de sua alma gêmea. Na mesma academia trabalha seu melhor amigo, Chad (Brad Pitt), como personal trainer.

Osbourne escreve o livro, envia para a editora, suas palavras são gravadas em um CD. O mesmo é deixado sem querer na academia onde Linda e Chad trabalham, que por sua vez, cai bem em suas mãos. Chad, apesar de parecer idiota e agir como tal, não é tão idiota assim, e bola um plano para se sair bem com as informações que conseguiu, logo que de cara ele percebe estar com informações secretas da CIA. Ele se une a Linda que precisava muito do dinheiro e os dois entram em contato com Osbourne Cox para chantagea-lo. O problema é que as informações nem eram tão secretas assim e não destruíria a fama da CIA e por isso Cox não cede tão fácil e os dois completamente desajustados no ramo de chantagens, perseguições e ligações misteriosas, se perdem nesse mundo e se veem sem saída, porém esta jogada pode ser bem mais perigosa do que eles imaginavam.

Cox decide se afastar. Harry começa a frequentar a casa dele para ficar com Katie, apesar dela não demonstrar nenhum tipo de afeto por ele. Enquanto isso, Harry conhece Linda pela internet, ela começa a se envolver muito com ele, e para surpresa dele, como sendo um galinha de primeira, começa a se envolver demais com ela também. Harry sempre foi paranóico com perseguições, sempre acha que está sendo perseguido, a cada instante, a cada lugar que frequenta, principalmente por ser amante da mulher de agente da CIA, mas sua paranóia piora quando ele toma a pior de suas atitudes, ele mata um homem, agora além de amante infiel, ele também é assassino.

Chad decide ir além no plano, vai atrás de Cox, porém o que ele também não imaginava é que ele estaria fora, e acaba sendo assassinado por Harry, que o mata por puro reflexo, levou um susto por ver um homem estranho na casa de Katie e atirou. Linda mesmo não sabendo da morte de Chad, percebe que o plano seguiu muito além do que ela esperava, para ela o amigo estava desaparecido e teme que algo de ruim tenha acontecido com o amigo, seu grande amigo.

Um plano simples que acaba ganhando proporções inimagináveis. Pessoas desconhecidas que acabam se relacionando por motivos inusitados. Esse é Queime Depois de Ler, filme dirigido pelos irmãos Joel e Ethan Coen pouco tempo depois de filmarem Onde os Fracos Não Têm Vez.
O filme fala sobre pessoas que já chegaram a certa idade, mais precisamente na casa dos trinta, que tantam simplesmente sobreviverem, cada um de sua forma, cada personagem cria sua própria batalha para conquistar seus desejos, sejam eles pecados, poder, riqueza, caprichos.

Mas Queime Depois de Ler não passa de um filme experimental dos irmãos Coen que parece terem brincarado de fazer filme. Talvez essa não tenha sido a intenção, mas o filme parece um rascunho, algo criado para futuramente ser algo maior. Não tem muito propósito e nem sentido e por isso parace ser uma brincadeira, uma brincadeira de gente grande. É divertido, mas não funciona como cinema, a impressão que fica é que perdemos o nosso tempo assistindo uma obra engraçada, mas uma obra particular, feita por eles e para eles, agrada pelas personagens e pelas situações originais, mas peca feio ao tentar construir uma história, onde no final, tudo se resulta em nada.

O grande ponto positivo foram as atuações. Tilda Swinton é sempre surpreendente, tem uma cara que (aparentemente) não expressa muita coisa mas ao mesmo tempo consegue ter multiplas faces e nesse filme não é diferente. George Clooney, sem dúvida, tem sua melhor atuação, há anos eu vejo filmes com ele e ele simplesmente consegue fazer a mesma coisa sempre, inclusive ano passado quando foi indicado ao Oscar por ter feito o mesmo de sempre, mas nesse filme, ele conquista o público mesmo sendo tão errado. John Malkovich também está ótimo com seu Osbourne Cox e convense na pele do ex analista da CIA. Mas os melhores foram Frances McDormand, que está simplesmente incrível no filme, tem uma naturalidade que poucas atrizes tem, é carismática e divertida e as cenas em que está presente são os bons momentos do filme, o mesmo acontece com Brad Pitt que segue firme num dos momentos mais brilhantes de sua carreira, logo após surpreender com seu Benjamin Button, ele enche nossos lábios de sorriso com seu Chad, irreverente, original e extremamente carismático. O filme ainda conta com boas participações de Richard Jenkins (indicado ao Oscar esse ano) e J.K Simmons.

Se for para perder seu tempo assistindo esse filme, que seje pelos atores. É divertido e original, mas não espere muita coisa, a decepção pode ser grande. Os irmãos Coen conquistou grande parte da crítica, só falta tantar conquistar o público. Mas particularmente, se existe um grande defeito em suas películas é o fato deles simplesmente não se importarem em concluir o filme. Isso é básico, toda obra, tem seu inicio, meio e fim e eles se recusam a fazer um fim para cada roteiro que escrevem. Eles colocam uma arma nas mãos de uma personagem e pronto, o fim está feito. Foi assim em Matadores de Velinhas e Onde os Fracos Não Têm Vez. E com isso, faz com que o filme não valha a pena, pois simplesmente foi algo que aconteceu mas não se concluiu.

NOTA: 5

Hugh Jackman

Por Bárbara

Com a estreia de "X - Men Origens: Wolverine", o blog Cinemateca resolveu fazer um especial sobre o protagonista, Hugh Jackman.



Hugh Michael Jackman nasceu em Sydney, Austrália, em 12 de outubro de 1968. É o caçula de quatro irmãos.Na verdade, o Sr Jackman se formou primeiramente em Comunicação, com especialização em Jornalismo, pela Universidade de Tecnologia de Sydney.

Após concluir o curso, ele se matriculou no curso de Artes Cênicas e descobriu que a sua verdadeira paixão é interpretar.Para nossa sorte, ele se decidiu pela carreira artística.

O ator tem dois filhos adotivos com a esposa Deborra-Lee: Oscar Maximillian, nascido em 15 de maio de 2000, e Ava Eliot, nascida em 10 de julho de 2005.

Hugh estreou no cinema em 1998 no filme Paperback Hero, produção australiana de Anthony J. Bowman.Mas só ganhou notoriedade internacional quando interpretou um dos heróis mais queridos da Marvel, Wolverine, na primeira adaptação dos quadrinhos dos mutantes, X-Men - O Filme, do diretor Bryan Singer.

Logo após, Hugh participou de Kate & Leopold e Alguém como você ( ambos de 2001 ) e no mesmo ano protagonizou A Senha - Swordfish ao lado de John Travolta e Halle Berry.Mas novamente, os holofotes se voltaram a ele quando participou da sequência X-Men 2 ( 2003 ) e a partir daí sua carreira ficou totalmente reconhecida e apreciada internacionalmente e inclusive seu nome foi parar em várias listas do tipo "os mais quentes","os mais bonitos" e "os mais sexies" e não faltaram convites para novos projetos.

Em 2004 viveu o lendário herói Van Helsing em Van Helsing - O Caçador de Monstros de Stephen Sommers, dividindo o público e a critica e em 2006, voltaria a interpretar o papel que lhe consagrou, o mutante Wolverine, no ( até então ) último capítulo da franquia X- Men, em X-Men - O Confronto Final.




Também em 2006, participou de Scoop - O Grande Furo, de Woody Allen, contracenando com Scarlett Johansson, fato que se repetiria em O Grande Truque, do mesmo ano.Particularmente adoro a interpretação de Jackman na franquia X-Men, mas sua personagem em O Grande Truque é a melhor de sua carreira.Contracenando com atores de peso como Christian Bale e Scarlett Johansson e com o mestre Michael Caine,ele consegue se sobressair e mostrar seu talento,como um mágico, que movido pela obsessão em ser melhor mágico do que seu rival ( Christian Bale ) e consequentemente melhor mágico de Londres, se desfaz de todos os seus valores éticos e morais para conseguir alcançar o seu objetivo.




E, ainda em 2006, o ator emprestou sua voz para duas animações divertidíssimas: Happy Feet - O Pinguim ( como o pinguim Memphis - inclusive cantando ) e em Por Água Abaixo ( como o rato rebuscado Roddy ) e para finalizar o ano em questão, ele protagonizou o drama psicodélico de Darren Aronofsky, Fonte da Vida.

Em 2007, filmou A Lista - Você Está Livre Hoje?, com Ewan McGregor e Michelle Williams, que não foi bem recebido pelo público e nem pela crítica e em 2008 dividiu a tela com Nicole Kidman em Austrália, de Baz Luhrmann.

E nesse ano, ele volta a mostrar as garras de adamantium na pele de Wolverine, agora no filme solo que conta a sua origem.Dirigido por Gavin Hood ( Infância Roubada ) e com Liev Schreiber, Ryan Reynolds e Danny Huston no elenco, estreou ontem (30/04/2009 ) X-Men Origens: Wolverine.Depois de todo esse resumão, o que se tem a fazer agora é correr pro cinema e conferir o novo filme de um dos atores mais talentosos e carismáticos da atualidade.



Três filmes de Hugh Jackman que vale a pena se ver e outros três que...que nem vale tanto a pena assim...

Os Três Mais:




1º) X-Men - O Filme:

Foi esse filme que praticamente revelou Hugh Jackman ao mundo.Sinceramente não vejo outro intérprete para o Wolverine que senão ele,fora que o filme em si é uma boa adaptação de quadrinhos,que injetou sangue novo nesse tipo de produção.O restante do elenco está afiado e os bons momentos com certeza são quando Hugh contracena com Patrick Stewart ( Professor Xavier ) e com Sir Ian McKellen ( Magneto ).







2º) X-Men 2:



Sequência que superou o original.Wolverine viaja para o Canadá em busca do seu passado, e lá encontra o "criador" do programa Arma X, que lhe colocou as garras de adamantium, William Stryker ( Brian Cox ) e outros mutantes que foram usados na mesma experiência.William, revoltado por seu filho ser um mutante e pelo Professor Xavier não ter conseguido ajudá-lo enquanto foi aluno do Instituto Xavier, constrói uma máquina parecida com o Cérebro,mas invés de localizar mutantes ela emite um som que só os mutantes podem ouvir e com isso ele pretendia exterminar os mutantes do planeta.Diante dessa ameaça, O Professor Xavier e o Magneto unem suas forças para impedir que William consiga seu objetivo.Realmente é super bacana e melhor que o original,pena que não posso dizer o mesmo do próximo filme da franquia.

3º)O Grande Truque:

É o meu preferido entre os três e o que Hugh mais demonstra o seu talento.Robert Angier já entrou na lista das minhas personagens favoritas, junto com Tyler Durden ( Clube da Luta ), Martin Riggs ( Máquina Mortífera ) e claro, Alfred Borden ( também de O Grande Truque ). A trama se passa em Londres no século XIX e mostra a amizade entre Robert Angier (Hugh Jackman ) e Alfred Borden ( Christian Bale ) que por um tentar ser melhor mágico do que o outro, transforman a amizade em uma rivalidade levada até as últimas consequências.A transformação de Robert em um artista de bom coração em um homem sem escrúpulos é surpreendente e em nenhum momento forçada ou repentina.E sem falar que no elenco estão Christian Bale e Michael Caine e que o filme é dirigido por Christopher Nolan.É um ótimo filme!



Os três Menos:




1º) X-Men - O Confronto Final :



O mais fraco dos três filmes.Todos os atores parecem deslocados e perdidos com o rumo que as suas personagens tiveram.Halle Berry está fraca com sua ( outrora ) fantástica Tempestade e o ressurgimento de Jean Grey com um alter-ego psicopata foi muito forçado.Como se isso não bastasse, aquela história do antídoto para o gene X também não convenceu.Só Hugh que, se não superou o que tinha feito nos dois outros filmes, também não fez feio.






2º) Van Helsing - O Caçador de Monstros:

Apesar dos efeitos especiais de cair o queixo, o longa de Stephen Sommers ( A Múmia ) não tem história o suficiente para que o espectador mais exigente dedique sua atenção.Hugh está muito caristmático como Van Helsing, o herói que combate monstros pela Igreja Católica mas que esconde um terrível segredo e que se apaixona por uma mulher misteriosa de uma família "caçadora" de aberrações ( Kate Beckinsale ), além de encontrar o temível Conde Drácula em pessoa.Não que o filme seja bomba,mas história aqui não interessa muito.Diversão descompromissada.






3º) A Senha - Swordfish:



Esse sim é o mais fraco dos filmes citados.Sem história, personagens ou situações que prendam o espectador, A Senha é uma correria sem propósito e com uma subtrama super clichê, a da máfia sequestrando uma criança para obrigar seu pai a cooperar com eles.Top less gratuito de Halle Berry e que a própria declarou depois que se arrependeu de tê-lo feito e o talento dela , o de Hugh e pensando bem , do elenco principal todo ( John Travolta e Don Cheadle ) desperdiçado.





Bom, esse foi o Especial Hugh Jackman, no qual tentei contar resumidamente sua carreira antes do tão aguardado X-Men Origens: Wolverine, que está em cartaz nos cinemas.Então não perca tempo, desligue o computador e vá assistir X-Men..,cara!Tá esperando o quê???

Especial Watchmen - Parte 4/13

Especial Watchmen





Capítulo 4 - Relojoeiro
Por Bárbara


"Relojoeiro" é um dos mais emocionantes capítulos de Watchmen na minha opinião.Aqui o leitor descobre como aconteceu a transformação de Dr. Manhattan, antes um simples físico chamado Jonathan Osterman e depois um semideus.


O capítulo também mostra a sua relação com sua ex-namorada, também física, Janey Slater e quando ele virou Dr. Manhattan e por consequência, celebridade internacional e demonstração de poder do governo dos EUA.





Em "Relojoeiro" há várias tramas interligadas contadas através do poder do Dr. Manhattan de se deslocar no tempo, indo várias vezes do presente para o passado e o futuro próximo, tais como a emenda que o presidente Nixon propôs para poder se candidatar a um terceiro mandato, o fim do relacionamento do Dr. Manhattan com Janey Slater depois que ele conheceu Espectral II, o Ato Keene, que proibiu os vigilantes mascarados de continuarem suas atividades ( exceto o próprio Dr. Manhattan e o Comediante ) e como isso afetou a vida de todos.





Ozymandias já tinha se aposentado, mais precisamente dois anos antes do Ato Keene e a revelação de sua verdadeira identidade foi um fato irrelevante por causa da emenda proposta pelo presidente Nixon.Quando foi instaurado o Ato Keene, Espectral II ( Laurie Juspeczyk ) e Coruja II ( Daniel Dreiberg ) se aposentaram sem qualquer resistência, mas Rorschach ( Walter Kovacs ) continuou com as suas atividades clandestinamente.



O ponto mais importante do capítulo, sem dúvida é quando o Dr. Manhattan começa a falar sobre o acidente que o desintegrou em um primeiro momento, mas que mais tarde o transformou em um super-homem, em que ele cita todos os seus passos que o levaram até o dia do seu acidente,desde quando tinha 16 anos e era aprendiz de relojoeiro até quando ficou preso na câmara que separava os campos intrínsecos dos elementos ( não faço a mínina ideia do que seja campo intrínseco!!!! ).




Dr. Manhattan não é uma das personagens que eu mais gosto, porém com esse capítulo, consegui ter uma singela empatia com ele.Percebi que ele nem sempre foi a pessoa fria e distante, que foi transformado e moldado de acordo com que acontecia ao seu redor.A humanidade o decepcionou, o culpou por coisas que ele não teve culpa e a única ligação que ele tinha se desfez, pois Laurie o abandonou, por isso ele se exilou em Marte.



Portanto, "Relojoeiro" é um dos mais legais e importantes para o entendimento da história de Watchmen,mas o melhor ainda estaria por vir....




Nota:8