segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Especial 300ª Postagem - O Poderoso Chefão


Comemorando a 300ª postagem aqui no Cinemateca, nada mais conveniente do que fazer um especial. Já fizemos um sobre o Batman de Christopher Nolan e também um especial sobre o roteirista Charlie Kaufman, a cada cem novas postagens. A obra escolhida da vez foi a trilogia de Francis Ford Coppola, "O Poderoso Chefão", filmes que se tornaram clássicos e até hoje são vistos como grande referência. Tive a oportunidade de vê-los recentemente, e tentarei colocar em palavras o que vi e senti desses filmes.

por Fernando Labanca

Os três filmes foram dirigidos por Francis Ford Coppola. O primeiro, grande sucesso do cinema, teve sua estréia no ano de 1972 e fora baseada na obra de Mario Puzo, publicada três anos antes, considerado o primeiro romance a introduzir a realidade da máfia. O filme teve duas sequências, "O Poderoso Chefão: Parte II" de 1974 e "O Poderoso Chefão: Parte III" de 1990. Contou com atuações de Al Pacino, Diane Keaton e Talia Shire, que permaneceram nas três partes, além de contar com algumas participações importantes como Robert De Niro, Andy Garcia, Robert Duvall e a antológica interpretação de Marlon Brando, eternamente conhecido por seu Don Vito Corleone.


O Poderoso Chefão (The Godfather, 1972)

Primeiro filme. Primeira impressão. Coppola realiza um filme único, grandioso, que merece ser chamado de "obra-prima", seja pela bela adaptação, seja pela grande direção do cineasta veterano, da idéia que é muito bem mostrada, ou até mesmo pelas grandes atuações. Venceu três Oscars, Melhor Filme, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Ator, merecidamente para Marlon Brando.

O filme começa com uma das mais belas cenas da trilogia e talvez a mais importante de todas. O casamento de Connie (Talia Shire), filha de Don Vito Corleone, conhecido como "padrinho" entre as grandes e poderosas famílias italianas que moravam nos Estados Unidos. De origem siliciana, Don, conta sempre com o apoio de sua família, sua adorável esposa e seus filhos, Sonny (James Caan), o filho adotivo Tom Hagen (Robert Duvall) que eram os herdeiros deste "poder" e Michael (Al Pacino) que não se envolvia nos negócios do pai, vivia tranquilamente ao lado de sua namorada Kay (Diane Keaton), além de Fredo (John Cazale), que não possuia nenhum talento. O padrinho ouvia pedidos de homens que vinham de todos os cantos, e sempre que podia ajudava, mostrando sempre ser um homem cauteloso, sério e de grande influência entre todos.

Até que os Corleones negam o pedido de outra família, os Tattaglia, o que eles não esperavam é que assim, deram início a uma guerra entre os mafiosos. Don Vito é baleado ao caminhar pela rua, ficando extremamente ferido, deixando seus filhos Sonny e Tom no comando. Entretanto, Michael que sempre se manteve distante, compreende a seriedade do problema e passa a se envolver nos negócios, protegendo seu pai e se mostrando cada vez mais apto a ser o novo "poderoso chefão", indo contra a pessoa que mais amava, Kay e indo contra suas antigas convicções.


Sem sombra de dúvida, o melhor dentre os três filmes. "O Poderoso Chefão" é um marco no cinema e a cada cena que vemos, o longa vai deixando isso bem claro, nos esclarecendo os motivos por hoje ser visto como "obra-prima". O roteiro é ótimo, tem a assinatura de Coppola também, além de Mario Puzo, consegue nos provar em alguns diálogos a importância da família Corleone, item importantíssimo para a compreensão dos acontecimentos seguintes. O desenvolver das personagens é incrível, é admirável como Michael Corleone vai crescendo na trama, passando por um processo, sempre de forma gradual e verossímil. É interessante como o roteiro respeita cada personagem em cena, onde cada um tem suas características, seus idealismos, do tímido Tom Hagen ao explosivo Sonny. Sem contar no grande destaque do filme, as aparições marcantes de Marlon Brando como Don Vito, faltam palavras para descrever a grandiosidade daquelas cenas, tão perfeitas, tão bem cuidadas.


Há um clima tão único nesta obra, Francis Ford consegue nos passar a idéia perfeitamente, de como é o cotidiano dessas famílias mafiosas, sem contar a maneira realista com que trata esse cotidiano, nos mostrando a cultura dessas pessoas, desde os figurinos, a música sempre constante, as festas. Nos insere dentro da trama facilmente, acreditamos naquele universo. A trilha sonora de Nino rota é um outro marco da obra, conseguindo ajudar com eficiência a construção das cenas. Cenas, aliás, tão bem construídas que chegam a ser memoráveis.

Entre as atuações, o grande destaque, obviamente, Marlon Brando. Dá até um arrepio quando ele entra frente à câmera. Seus trejeitos, seu sotaque, tudo construído de forma única para a personagem. Al Pacino, bom, ajudado pelo bom roteiro que desenvolve perfeitamente sua trajetória, mas nada que surpreenda em sua interpretação, assim como Diane Keaton. Outros grandes destaques foram James Caan e o sempre ótimo Robert Duvall.

Uma ótima história, com grandes personagens, que surpreendem por seus atos. Roteiro convincente e muito bem desenvolvido e Marlon Brando, que sem ele, a obra não seria tão marcante.

NOTA: 9,5



O Poderoso Chefão: Parte II (The Godfather, 1974)

Também baseado na obra de Mario Puzo, a Parte II tem como premissa mostrar o início dos Corleones, a chegada de Don Vito aos Estados Unidos e como ele se tornou o "poderoso chefão", enquanto isso mostrar como seu reinado fora comandado por Michael Corleone após sua morte. Venceu o Oscar de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante para Robert De Niro, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Direção de Arte e Melhor Trilha Sonora, sendo a única sequência da história a vencer o prêmio de Melhor Filme, tendo a primeira parte também vitoriosa.

Vemos Michael (Pacino) comandando os negócios dos Corleones após a morte de seu pai, mais maduro e muito mais compenetrado em seu trabalho, ele decide, sempre com o apoio de Tom Hagen (Duvall) e sempre ouvindo os sábios conselhos de sua irmão, Connie (Talia Shire), expandir os negócios da família, investindo em Cassinos em Las Vegas e Havana. Entretanto, Michael se torna um tanto quanto paranóico, sempre acreditando que está sendo perseguido, e ao descobirir que um grande inimigo estava prestes a assassiná-lo, começa a usar a premissa "mantenha seus amigos por perto e seus inimigos mais ainda" e assim, pede ajuda a ele, se mostrando interessado em ser seu pupilo para dar o grande golpe. Enquanto isso tem que lidar com o afastamento de sua esposa, Kay (Keaton) e a traição de seu irmão, Fredo (Cazale). Paralelamente, conhecemos a chegada de Don Vito, ainda criança, à América, tentando sobreviver na "terra das oportunidades". Já adulto, ele (Robert De Niro) passa a fazer alguns "serviços", se tornando um homem influente entre os outros moradores.


A idéia de "O Poderoso Chefão: Parte II" é ótima, entretanto, muito mal executada. Mostrar como Don Vito se tornou aquele mafioso poderoso é extremamente necessário, porém, o roteiro não respeitou esta grande idéia, uma criança sozinha chega a América e do nada cresce e já tem uma família e dinheiro, fazendo tudo perder seu sentido, como ele sobreviveu àquela terra? Enfim, nenhuma dificuldade é mostrada e tudo piora quando mais uma vez, do nada, assim, de repente, ele mata um homem e passa a ser requisitado a fazer outros "serviços", por quê? Como? E já na próxima cena, Don Vito já um poderoso mafioso. Ou seja, tudo acontece de forma nada convincente, tudo ocorre como se essa situação fosse super natural, além de haver nenhum processo, em uma cena ele é um homem normal, na outra, um assassino de aluguel. O problema é que houve muito tempo para se desenvolver uma história melhor, mais verossímil e mais gradual, são três horas e meia de filme, em outras palavras, muito tempo desperdiçado.

Para desperdiçar ainda mais seu tempo, o resto da trama é ainda mais fraca. Enquanto o primeiro filme se preocupava em mostrar de forma gradual os acontecimentos, de forma realista, o segundo, se resume em assassinatos em série, onde inúmeras pessoas morrem, ao comando de Michael e toda a bela trama é perdida, o que vemos na tela é este mafioso sentado em sua poltrona enquanto outras pessoas fazem o trabalho sujo, de fato, não há nenhum história, o filme, resumidamente, é isso. O que também não fez muito sentido foi ver que a maioria das pessoas que eram assassinadas "por ele" eram pessoas idosas, com o pé já na cova, alguns já nem mais saiam da cama, o que faz dessa guerra injusta e sem sentido. Assim, Michael Corleone se torna uma personagem vazia, onde nenhuma grande idéia é mostrada, somente mortes. Enquanto isso, bons personagens como Kay e Tom Hagen perdem espaço, o que foi uma grande perda. E para piorar, inúmeras personagens novas são inseridas, do nada, e em nenhum momento se provam úteis a trama, ou seja, uma troca injusta.

A direção de arte, vencedora do Oscar, por sua vez, é ótima. Seu visual é bem cuidado, desde a bela fotografia, as locações, os cenários, os figurinos. Francis Ford Coppola, por sua vez, se mostra mais inseguro, o filme perde seu ritmo, há passagens extremamente cansativas, além de vários cortes bruscos com inúmeros erros sequênciais. A trilha sonora, mais uma vez, composta por Nino Rota é fantástica e ainda ajuda com competência a construção deste universo.

Marlon Brando e seu Don Vito Corleone faz falta. Enquanto isso, Al Pacino se mostra ainda mais fraco que o primeiro, não se esforça em nenhuma cena, não consegue expressar nenhum sentimento, nem quando a sequência exigia isso, o que faz com que o filme perca ainda mais pontos. Diane Keaton e Robert Duval, ótimos, mas não são valorizados como deveriam. Talia Shire, por sua vez, cresce na trama e passa a ser um bom destaque do longa. Já Robert De Niro, premiado com Oscar por sua interpretação é outra lástima do filme, parece a todo instante passar a idéia de "ah, é, tenho que fazer como o Marlon Brando", mas acaba sendo somente uma imitação barata da grande interpretação do veterano. Algumas cenas parece normal, na próxima mais rouco, como se tivesse esquecido de imitá-lo, enfim, uma atuação extremamente fraca e constrangedora.

É visto como "obra-prima" também, como uma das melhores continuações do cinema. Queria muito ter conseguido enxergar isso, mas não consegui. Só consegui ver um filme que usa a marca "Poderoso Chefão" para construir uma trama fraca de idéias, sem bons conflitos, que desrespeita tudo o que foi bom no primeiro. Três horas e meia. Três horas e meia. Horas que foram desperdiçadas, o que poderia ter sido tempo mais que suficiente para o roteiro explorar o melhor de todas as situações, o que vemos é um filme vazio de ação, roteiro preguiçoso que em nenhum momento se preocupa em construir uma trama de qualidade. Superestimado.

NOTA: 4



O Poderoso Chefão: Parte III (The Godfather: Part III, 1990)

A terceira parte mostra a vida dos Corleone vinte anos após os acontecimentos do segundo filme. Considerado o pior da trilogia, o longa consegue se manter quase sempre no mesmo nível do segundo, o que não é um elogio. Indicado à sete Oscars, inclusive o de Melhor Filme, a "parte III" só conseguiu levar para a prateleira o Framboesa de Ouro de Pior Coadjuvante e Pior Revelação para até então atriz Sofia Coppola, filha do diretor. 

A família perdeu mais um importante membro, Tom Hagen e Fredo, este último, a pedido do próprio Michael. O "padrinho", que abandonou sua mansão, divorciado, ele passa a morar em Nova York afim de melhorar sua reputação e reerguer seus negócios, seu caminho é facilitado quando doa uma boa quantia em dinheiro à igreja, em nome de sua Fundação, no qual sua filha, Mary (Sofia Coppola) é presidente honorária. Melhorando sua imagem e conseguindo grandes parcerias com o Banco do Vaticano. Mary é seu maior orgulho, enquanto isso, seu filho, Anthony (Franc D'Ambrosio), ainda assombrado pela morte de seu tio, Fredo, sempre se manteve afastado de Michael. A pedido de sua irmã, Connie, Michael aceita conhecer seu sobrinho, filho de Sonny, Vincent (Andy Garcia) que se diz interessado em trabalhar com ele, porém, essa nova parceria, faz com que o "poderoso chefão" volte a ativa, tentando sempre acabar com seus inimigos. E no meio de tudo isso, Michael ainda encontra espaço para recuparar os anos perdidos, reconquistar seu filho e sua grande paixão, Kay.


Se a segunda parte já não fez tanto sentido, a terceira perde completamente o fio da meada. A idéia é até interessante, a chegada de Vincent, interpretado por Andy Garcia até chega a dar um pouco mais de esperança, e não há como negar que a personagem é interessante e dá um novo ritmo a trama, a salvando por diversas passagens, no entanto, ele não é suficiente para suprir as inúmeras falhas do filme. Mais uma vez, o grande erro do roteiro foi no desenvolver das personagens. Começando por Tom Hagen, brilhantemente interpretado por Robert Duvall nos dois primeiros capítulos é simplesmente descartado da história e o filme já começa sem sua presença com a desculpa de sua morte. Desrespeitando e muito o que já havia sido feito por ele. Os filhos de Michael, agora crescidos, são duas almas vazias perambulando pelo filme, e eles ainda nem são os mais perdidos no roteiro, logo que Francis Ford Coppola e Mario Puzo resolveram inserir inúmeras personagens somente para nos confundir, onde surgem do nada, não alteram em nada na história, não fazem ou dizem algo de útil, mas ainda assim, estão ali, preenchendo a tela como se fossem importantes. 

Para piorar ainda mais, o longa erra feio ao tentar criar um momento de redenção à Michael Corleone. O mafioso já havia causado inúmeros danos, causado inúmeras mortes, é até compreensível chegar o momento do arrependimento, mas não da maneira como fora mostrada. Mais uma vez, o roteiro falhando pela ausência de processo, em uma cena é o homem mal, na outra é o coitado que quer ser salvo, chegando ao cúmulo de pedir perdão a um padre!! Forçado e apelativo, não conseguindo emocionar ainda que fosse nítida a intenção e não criando nenhum elo com que fora realizado até então. Michael Corleone, por sua vez, parece outra personagem, Al Pacino passa a ter mais expressão como ator, não sendo mais o robô que fora nos outros filmes, entretanto, acaba sendo uma falha, quando não há nenhuma relação com suas atitudes, seu jeito de agir e falar com o antigo Mike. Outro ponto extremamente negativo do roteiro foi o fato de a todo instante fugir de algum conflito que exigisse mais do filme, tudo ocorre de forma fácil, não há nenhum grande conflito na história, como por exemplo, a facilidade com que Michael se aproxima de seu filho, ele havia matado seu querido tio e mesmo assim o perdoa sem hesitar, enfim, jogada fora a chance de se criar um bom conflito. 

Al Pacino está melhor, mas não surpreende, só o fato de parecer mais humano já o transforma num personagem mais interessante que nos dois primeiros filmes e evolui ainda mais quando nos mostra o quanto o que fez de mal o atormenta como quando grita o nome de seu irmão morto ao sofrer um ataque cardíaco. Andy Garcia, por sua vez, é a salvação do filme, não que atue tão bem, mas no meio de tantos atores fracos, ele acaba que brilhando mais, sem grandes esforços. Diane Keaton acaba que tendo mais espaço na trama, para o bem do filme, a atriz se mostra mais confiante e faz um bom trabalho ao lado de Pacino. Talia Shire também cresce e muito como atriz, se destaca e realiza grandes cenas. Já Sofia Coppola, infelizmente, com grande destaque na trama, constrói uma interpretação assustadoramente ruim, sorte de todos nós que ela resolveu se aposentar de sua carreira como atriz e se tornar diretora (que aliás, já realizou grandes obras!). O filme ainda conta com a ótima participação de Eli Wallach.

Parte técnica ainda impecável, desde sua bela fotografia a sempre ótima trilha sonora. O final do filme, tenho que admitir, me surpreendeu, um final inesperado e interessante. Ou seja, "O Poderoso Chefão: Parte III" tem lá seus méritos, mas é muito fraco perto do primeiro filme, por poucas vezes ainda consegue superar a segunda parte, mas no geral, se mantém no mesmo nível. Francis Ford Coppola perde a mão aqui e realiza uma obra esquecível, mais uma vez, sem ritmo e sem um bom roteiro que o sustente. Que sustente, aliás, sua longa duração. Indo contra o que todos dizem: Não, não fecha a trilogia com chave de ouro", é lamentável que muitos vejam dessa forma, é como se fosse crime ou pecado rejeitar uma obra de Coppola ou rejeitar uma obra que todos glorificam. 

NOTA: 4






Por fim, prefiro acreditar que toda essa "trilogia" se resume a um único filme, o primeiro, o único que me fez entender o porquê de ser chamado "obra-prima", o único que de fato merece este título. De resto, tanto a "Parte II" quanto a "Parte III" são filmes que faço questão de esquecer, fraco de idéias, roteiro mal desenvolvido, longa duração muito mal preenchida por histórias confusas e mal explicadas, que fogem da dificuldade em criar conflitos interessantes, sempre trilhando por caminhos fáceis, roteiros que não perderam tempo em desenvolver bem suas personagens, jogavam na trama o que bem entendiam, sem explicar o porquê nem como, como a redenção de Michael, como a morte de Tom Hagen, como a estranha transição de bom homem para um mafioso cruel de Don Vito Corleone. Desrespeitando boas personagens em contra partida destacando personagens inúteis. Falhas atrás de falhas. Em resumo, o grande erro das duas últimas partes: o roteiro. Mas o péssimo desenvolver dessas partes não ofuscam o brilho do primeiro filme, este sim, uma obra marcante, que merece ser vista e apreciada e que mesmo depois de tantos anos desde seu lançamento, ainda é algo admirável.

2 comentários:

  1. Gostei da tua visão corajoso sobre a trilogia, leio esta crítica alguns anos depois de escrita, mas gostei muito, é um contraponto aos elogios que a maioria dos sites derramam sobre os filmes. As partes II e III são elogiadas de forma irracional, como se os erros se tornassem invisíveis. Não concordo com todos os teus pontos, Fernando, mas é ótimo ter uma voz diferente no meio da babação de ovo que ocorre na crítica cinéfila.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado pelo comentário, Gilmar!

      Faz realmente um tempo q escrevi este texto, e relendo neste momento, percebo algumas falhas, mas isso é normal, é até bom, na verdade. Mas me lembro q algo me motivou a escrever sobre a trilogia, como você disse, sempre me incomodou a babação de ovos que as pessoas tem com esses filmes, realmente, como se não houvessem erros. Detesto isso, não a mal algum em ver as falhas de algo que todos chamam de "obra-prima".

      Mais uma vez, obrigado.

      Excluir

Deixe um comentário #NuncaTePediNada