Paolo Sorrentino, que venceu há dois anos atrás o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro com sua obra-prima "A Grande Beleza", retorna com mais um irretocável trabalho, ainda repleto de poderosas imagens e sensações.
por Fernando Labanca
É inevitável assistir "A Juventude" e não fazer logo esta associação com seu filme anterior. Sorrentino realiza aqui quase que uma versão americanizada de "A Grande Beleza", que aliás, o vendo dessa forma pode até soar como algo negativo, no entanto, quem ganha com este seu retorno e com esta repetição de maneirismos visuais e narrativos é o público. A trama e a composição dos personagens são completamente diferentes e por isso ver o cinema deste talentoso diretor italiano continua sendo uma experiência muito única, apesar das semelhanças, continua sendo um cinema raro, digno de admiração, de contemplação.
