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sábado, 26 de março de 2011

Cinema: Sucker Punch - Mundo Surreal (Sucker Punch, 2011)


Primeiro trabalho autoral do visionário Zack Snyder, que nos trouxe "300" e "Watchman", ambos adaptações, e desta vez, o diretor resolve criar seu próprio mundo, através de suas próprias idéias e o resultado é simplesmente maravilhoso!


por Fernando Labanca

Desde "300" acompanho a carreira de Zack, vi este no cinema e desde então, faço questão de pagar para ver suas obras, confesso que seus últimos trabalhos me decepcionaram, como "Watchman" que esperava muita coisa e o que chegou bem tímido ano passado, "A Lenda dos Guardiões", que também foi abaixo de minhas expectativas. Felizmente, "Sucker Punch" se superou, e apesar de ter seus defeitos, marca um bom momento na carreira deste diretor promissor e valeu cada centavo pago.

Na trama, conhecemos Baby Doll (Emily Browning), que depois de surtar após a morte de sua mãe, resolvendo assim dar um basta nos abusos de seu cruel padrasto, mas seus planos mudam completamente quando por um incidente, acaba sendo acusada injustamente por matar sua irmã mais nova e devido ao seu surto, é colocada por seu padrasto em um hospício para jovens garotas. Lá, ela tem a certeza de que sua vida virou um verdadeiro inferno, o local é um pretexto sujo para manter uma espécie de bordel, onde as garotas são ensinadas a dançar sensualmente para os clientes milhionários.

Para piorar, Baby Doll tem apenas 5 dias de lucidez, até o final deste prazo, o hospício receberá um médico que realizará uma lobotomia na jovem, fazendo ela perder seus sentidos. Lá, ela também conhece algumas garotas com problemas e que também fariam qualquer coisa para sair, como as irmãs Rocket (Jena Malone) e Sweet Pea (Abbie Cornish) e as belas Blondie (Vanessa Hudgens, não você não leu errado) e Amber (Jamie Chung). Eis que em sua primeira dança, fecha os olhos, e dá azas a sua imaginação fértil, e percebe que enquanto pratica seus movimentos consegue entrar em um mundo surreal, e logo quando chega neste local conhece um homem sábio que dá as coordenadas para sua liberdade, e para isso, ela precisa encontrar cinco coisas, um mapa, algo que produza fogo, uma chave, uma faca e o último elemento é um mistério que somente descobrirá no final de sua jornada.

Para isso, ela conta com a ajuda de suas novas companheiras, e enquanto dança, cada uma vai atrás de um objeto, enquanto na mente de Baby Doll, acontece uma grande aventura, cheia de explosões, batalhas com armas poderosas, enfrentando seres diabólicos de outro mundo, tudo pela sua liberdade e a liberdade das outras jovens. Como se a realidade não bastasse, não fosse o suficiente para permanecer viva, mas quando a fantasia e o real se fundem elas passam a presenciar grandes e terríveis consequências.


"Sucker Punch" é uma sequência deslumbrante de efeitos especiais de qualidade, um visual excepcional, um design de produção impecável, seja nos momentos de fantasia, seja nos momentos reais. Figurinos bem escolhidos e uma bela fotografia, onde nas sequências deste "mundo surreal", a equipe não abusa de muitas cores, prevalecendo tons cinzas, deixando um tom mais sombrio, mais dark. Já os efeitos visuais são ótimos, deixando qualquer um de boca aberta, e todo o gráfico lembra e muito o universo dos "video-games".

Aliás, é nítido que a intenção de Zack Snyder é uma mistura daquilo que ele provavelmente admira e compreende como ninguém, video-games, HQ's e tudo que gira em torno deste universo nerd, o que provavelmente agradará e muito aqueles que curtem estes elementos da cultura pop, pois referências não faltam.

Ponto alto na projeção, com certeza é a trilha sonora, elevando e muito o nível do filme, entrando e saindo nas horas certas, parece se comunicar e se ralacionar com a trama perfeitamente, a música praticamente faz parte da história. Passando pela cultuada Bjork, e alguns remix e adaptações de clássicos como Queen e seu "I Want It All / We Will Rock You" e até mesmo a bela Emily Browning soltando a voz numa versão incrível de "Where Is My Mind" do Pixes.

Falando em Emily Browning, a atriz dá conta do recado, luta, faz movimentos como quem entende do negócio, além de nos fazer entender perfeitamente sua situação, fazendo com que torçamos por ela. Mas destaque mesmo vai para, apesar de jovens, veteranas no cinema, Abbie Cornish e Jena Malone, responsáveis pelos melhores diálogos e melhores cenas, a química entre elas funciona muito bem e nos emocionamos com a jornada das duas. Infelizmente o roteiro se esqueceu de Vanessa Hudgens e Jamie Chung que são apenas rostinhos bonitos no filme e que pouco alteram no resultado final. Carla Gugino mais uma vez, ótima, e Oscar Isaac surpreende na pele do vilão.

"Sucker Punch" peca pelo excesso, nas cenas do mundo imaginário de Baby Doll, o filme nos enche com cenas mirabolantes, com direito a metralhadoras, robôs e dragões, mas para mim não empolgam tanto, parecem mesmo Video Game, e como cinema isso não funciona tão bem. Ficar assistindo batalhas sem fim, com excesso em detalhes, trilha sonora que não para sequer um minuto, somado a isso o abuso da camera lenta, tudo parece um trailer gigantesco. Felizmente estas cenas muito tem a ver com a história e no final percebemos que tudo tem um propósito. Apesar de prevalecer na aventura e ser um deleite para os marmajões (mulheres belas com roupas sensuais usando uma metralhadora, o que mais queremos?), o filme também funciona e muito bem como drama, existe sim uma ótima trama por baixo deste mundo surreal, que vão muito além do que só efeitos visuais e referências a cultura pop. Devido a sua criativa história, o filme ainda segue para um belo final, surpreendente, portanto mulheres também poderão se identificar com o longa, ainda por ter mulheres protagonizando, garotas valentes sonhando com a liberdade.

Por trás deste deslumbrante mundo criado por computadores, há boas intenções e o filme cumpre e muito bem sua proposta. Uma bela metáfora sobre os empecílhos que a vida nos coloca, qual o sentido da vida se não há nada para que lutar? Seriam estes obstáculos colocados em nossa jornada por algum anjo que nos proteje, esperando que não recuamos e esperando que enfim lutemos por algo. Mais do que isso, as armas para esta balalha que é a vida está exatamente em nossas mãos, somente nós temos as armas e tudo o que precisamos para lutar e seguir em frente, somente nós temos a chave para nossa própria liberdade.

NOTA: 8,5



sábado, 11 de julho de 2009

Especial Watchmen - Parte 13/13

Especial Watchmen


Crítica: Watchmen - O Filme



Por Bárbara


Depois de 20 longos anos, foi a vez de Watchmen ganhar sua adaptação cinematográfica.Dirigido por Zack Snyder, que também dirigiu 300, outra adaptação de quadrinhos, é o típico caso de "ame ou odeie".Para a maioria dos fãs, foi uma boa adaptação.Mas para quem sequer havia lido uma página da história de Alan Moore ilustrada por Dave Gibbons, o longa não passa de um filminho de ação que falhou em seu propósito: divertir e entreter.


Considerada a melhor obra de histórias em quadrinhos do mundo e presente na lista das 100 maiores obras literárias,até que demorou muito para que Watchmen ganhasse sua adaptação cinematográfica.Para ser exata,foram 20 longos anos para os milhares de fãs dessa obra fantástica.Criar uma história de super-heróis não é uma tarefa tão difícil de realizar.Basta criar uma história e por os estereótipos que fazem parte desse universo.O herói bonzinho, altruísta e idealista.A namorada que nem suspeita da sua outra identidade ou o interesse amoroso que o herói insiste em mantê-la longe de si para que não prejudique a vida dela.Os parentes velhinhos que precisam de ajuda para se sustentarem.A população carente de alguém que os proteja incondicionalmente.Vários e vários outros estereótipos mais.Ah, e não podia faltar o típico vilão:ou ele sofreu um acidente que o desfigurou e quer se vingar da sociedade por isso,ou perdeu as pessoas que amava e enlouqueceu ou é um bandido mau mesmo.




É disso que Watchmen se desfaz desde o seu início.Aqui não há altruísmo.Nem heróis totalmente bonzinhos que só se fantasiaram para conbater o crime e proteger os cidadãos inocentes.Muitos deles fizeram por puro sadismo,por dinheiro e fama ou por não terem mais nada de interessante para fazer.Aqui não tem um órfão que busca fazer justiça com as próprias mãos, e que gasta sua fortuna para tal, ou um alienígena que foi enviado à Terra antes da destruição de seu planeta natal ,e que foi criado por um casal de fazendeiros bonzinhos que ensinaram ao filho adotivo valores éticos e morais, e depois de bem-criado foi ser jornalista e um super-homem nas horas em que a cidade precisasse dele.

Em Watchmen há um homem sádico, amoral ,que matou uma mulher grávida de um filho dele mesmo e tentou estuprar outra.Ele é o protetor da sociedade, ele é um dos heróis.

Outro herói tenta seguir os passos de Alexandre, o Grande e faz um enorme sacrifício para instaurar a paz na Terra, e que lucra com a venda de bonecos baseados nos seus colegas e inimigos do passado.

Ah, tem outra que não se importa com os outros, mas que se tornou uma heroína por que a mãe era no passado e a treinou desde pequena para continuar seu legado.Ela detesta,mas vai por que a mãe quer.

E como não podia faltar alguém com super poderes, há também o cientista que por causa de um acidente,se transforma num semi-deus,que tem poderes sobre a matéria, espaço e tempo.E que esqueceu que a humanidade tem seu valor, apesar de tudo, e que não se importa com o planeta Terra.



Justamente por causa dessa desconstrução dos típicos heróis de quadrinhos,adaptar Watchmen não foi uma tarefa fácil.O que funciona em uma mídia talvez não funcione em outra totalmente diferente.E é isso que também ocorre em adaptações literárias.O público das mídias são totalmente diferentes e os estúdios, que não são nem um pouco bestas,sabem o que a grande massa procura quando vai ao cinema.

E é por isso que Watchmen demorou para ganhar sua adaptação.Além do problema referente aos elementos que funcionaram numa HQ também funcionar em tela grande, ainda houve a saída e entrada de vários diretores e roteiristas diferentes, como Darren Aronofsky e Paul Greengrass, atualizando, modificando e consequentemente engavetando o projeto por falta de investimentos por parte do estúdio,que não estava nem um pouco satisfeito com os resultados.



Depois de um certo Zack Snyder ter obtido sucesso em sua empreitada na adaptação de outra HQ, Os 300 de Esparta, de Frank Miller, finalmente houve uma luz no fim do túnel para Watchmen.Retomaram o projeto, Snyder na direção, David Hayter e Alex Tse como roteiristas.Porém, a adaptação esbarra em outro obstáculo: o elenco.Nomes consagrados do cinema foram sondados, como Denzel Washington, Tom Cruise e Jude Law.No entanto,atores praticamente desconhecidos ficaram com os papéis.Para completar,pouco antes da estreia do filme, teve um problema com os direitos de exibição do longa, lucros com a bilheteria e com produtos relacionados à marca, entre a 20th Century Fox e a Warner.Sem falar no pai da criatura, Alan Moore, que não quis ser creditado e deixou que somente Dave Gibbons fosse creditado, como co-criador da HQ.Assim, em 06/03/2009, Watchmen estreou nos cinemas.



Depois dessa "retrospectiva", finalmente começo a falar do filme propriamente dito.

Watchmen - O Filme, tem duas faces.A primeira é uma adaptação tão fiel a sua fonte, e feita com tanto carinho de um fã para outros fãs da HQ, que não tem como admirar a obra.Tudo é feito com um cuidado, com um zelo e seria injustiça falar que o filme não foi bem feito.Para quem é fã ou está familiarizado com a história, o longa é tão fiel que não só há referências dos quadrinhos no filme, ele é os quadrinhos.Os mínimos detalhes, as cenas e até os diálogos estão lá como estavam na HQ.Para os fãs, foi um adaptação digna de aplausos, mesmo que algumas coisas tiveram que ser omitidas por causa da duração do filme, que tem quase 3 horas.


A segunda face é de um projeto que ignorou quase que totalmente o restante do público.Pessoas que nunca tiveram contato com a HQ e que foram ao cinema buscando um filme interessante se decepcionaram com o ritmo arrastado do longa em determinados momentos, com monólogos que pareciam não ter mais fim e com personagens que apareciam e desapareciam do nada.
Portanto, Watchmen é uma bela adaptação.Mas como obra cinematográfica, ele falha em muitos aspectos, entre eles, o descaso com os "não-fãs" da obra original.



Mas, falando como uma nova fã,mesmo não ter conseguido ler todos os 12 capítulos, fui ao cinema e não me decepcionei em momento algum.Pra mim, funcionou como adaptação e como cinema.Tudo se encaixou perfeitamente, o elenco, o roteiro ( que modificou pouca coisa, mas que foi essencial ), a direção, o figurino, a trilha sonora, ou seja, o conjunto me encantou.Personagens humanos, somente humanos com seus defeitos e qualidades, envolvidos numa conspiração que poderia ter como consequências um holocausto nuclear e com um possível assassino à solta me envolveram totalmente, que nem vi as 2:41 de duração.

A história se passa numa realidade alternativa em 1985.No auge da Guerra Fria, o presidente Nixon altera a constituição e consegue se candidatar a um terceiro mandato e se elege.O mundo vive sob a ameaça da Terceira Guerra Mundial. Nova York está num verdadeiro caos, depois que baniu os vigilantes, que eram uma parcela ativa da sociedade,através da Lei Keene, em 1977.Neste contexto, acontece o assasinato de Edward Morgan Blake, um antigo vigilante,chamado de Comediante, que trabalhava para o governo.
Um vigilante clandestino chamado Rorschach decide investigar o motivo do assassinato.Quando descobre que o falecido também era um vigilante, ele acha que um assassino de mascarados está à solta.Então, decide avisar seus antigos colegas de vigilância, os Watchmen ( nome usado somente no filme ): Laurie Juspeczyk ( Espectral II ), Dan Dreiberg ( Coruja II) e Jon Osterman ( Dr. Manhattan ) sobre esse possível perigo.
Ele fica mais evidente depois de um atentado contra um outro "Watchmen", Adrian Veidt ( Ozymandias ) no seu escritório e quando o Dr.Manhattan é acusado de causar câncer às pessoas próximas dele.,causando o seu exílio em Marte.A partir daí, Rorschach,Coruja II e Espectral II terão que voltar à ativa para descobrirem o que ou quem está por trás dessa conspiração.
Um dos méritos do filme é o seu prólogo impecável, que mostra o assassinato de Edward Blake e que em seguida, nos créditos iniciais , conta a história de uma geração de vigilantes anterior à dos "Watchmen " , os Minutemen.Com a canção de Bob Dylan "The Times They Are A-Changing" ao fundo, sabemos do destino dos vigilantes dos anos 40, como Coruja I , que depois de se aposentar escreveu um livro narrando suas aventuras,Silhouette , que foi assassinada por ser lésbica, junto com a sua namorada,o Homem-Mariposa, que enlouqueceu e foi internado em um hospício no Maine e Sally Júpiter, a Espectral I, que casou com o seu agente e teve uma filha,Laurie, que fez questão de treiná-la para seguir os seus passos.

Outro ponto de destaque é o figurino, que remete totalmente às ilustrações de Gibbons, quase todos iguais aos quadrinhos, falhando apenas no uniforme de Ozymandias, que mais parece o uniforme do Robin nos dois filmes do Batman dirigidos por Joel Schumacher, com direito à mamilos e tudo !!!
A trilha sonora tem seus altos e baixos, sendo os altos as músicas de Bob Dylan ( uma interpretada por My Chemical Romance que tocou nos créditos finais e eu particularmente achei bem legal )Billie Holiday, Paul Simon & Garfunkel ( com The Sound of Silence , no enterro do Comediante ) e Leonard Cohen, com Hallelujah, ironizando uma cena em particular, o que eu achei bastante inteligente da parte de Snyder,apesar das várias críticas negativas que essa cena teve por conta disso.
Os baixos são as músicas instrumentais, que quebram o clima de vez em quando, deixando o filme monótono ás vezes.
O roteiro, apesar de ser inconsistente em alguns momentos,foi bem escrito por David Hayter e Alex Tse, que conseguiram a proeza de compactar 12 capítulos da HQ em um roteiro que manteve o tronco principal da trama, que é a conspiração por trás da morte do Comediante.
O roteiro também conseguiu manter a essência das personagens, principalmente a paranóia e a sociopatia de Rorschach, a personagem mais complexa da história e magistralmente interpretada por Jackie Earle Haley.Outro que também merece destaque é Edward Blake, o Comediante.Seu sadismo, sarcasmo e cinismo são tão bem transpostos para a tela que dificilmente não sentiremos raiva dele, mas ao mesmo tempo gostamos de sua presença.
Referente ao elenco, foi até bom que atores pouco conhecidos tenham encarnado as personagens, para dar mais veracidade ao longa.Imaginem se, no lugar de Billy Crudup,Denzel Washington fosse o Dr.Manhattan??Ficaria estranho,seria como o Alonzo Harris de Dia de Treinamento, só que todo azul.
E mesmo sendo pouco conhecidos, todos deram conta do recado.Jeffrey Dean Morgan e o já citado Jackie Earle Haley deram um show de interpretação nos seus respcetivos papéis, duas pessoas com condutas morais suspeitas e com um passado violento,mas no fim, são as únicas que morrem por seus ideais.
Matthew Goode como Ozymandias/Veidt também se saiu muito bem, tanto na aparência física, mesmo que não lembre tanto o Veidt dos quadrinhos,que era muito mais musculosoquanto na interpretação, que transmitiu o jeito refinado do vigilante e a sua paixão por um mundo em paz.
Patrick Wilson caiu como uma luva para Dreiberg, o sujeito quarentão, pacato e gentil,mas que se sente acuado pela ameaça da Terceira Guerra e por ter vontade de vestir o seu uniforme mais uma vez.
Malin Akerman até que tem química com seus colegas, Patrick,Billy e com Carla Gugino, que interpreta sua mãe, contudo nas cenas com mais carga dramática,como a cena de Marte, que ela descobre fatos importantes da sua vida, ela não segura a onda, resultando numa interpretação fraca.
Billy Crudup, como Jon Osterman antes do acidente, tem pouco tempo em cena para mostrar o seu talento,comprovado em Quase Famosos, porém ele consegue passar a personalidade vaga e distante da humanidade de Jon quando ele se transforma no Dr.Manhattan, sempre mantendo a voz calma.
Stephen McHattie(Hollis Mason) e Carla Gugino( Sally Júpiter), como os vigilantes mascarados dos anos 40 são fundamentais à história, pois dão um tom de paternidade em algumas cenas, como os dois Corujas,Dreiberg e Hollis Mason conversando na oficina,mantendo uma amizade como a de um pai com seu filho e acontece a mesma coisa com Malin e Carla.Até brigando as duas se amam e isso é refletido na interpretação das duas.Carla também capricha no tom cômico que Sally possui..Pena que ambos tem pouco tempo em cena.
Todavia, como tudo que é bom dura pouco,Watchmen também derrapa em alguns momentos.
O ritmo do filme não é constante, sendo bastante monótono algumas vezes, embasado somente nos diálogos das personagens, principalmente para a pessoa que não conhece a história, e que não vê a hora de aquilo acabar.Como exemplo, tem a já citada cena de Marte, nos instantes finais, que o diálogo entre Laurie e Jon parece interminável,realmente muito parado e que perde a atenção do espectador que queria ver mais ação.
Um ponto bastante comentado entre os fãs foi a mudança do final, que ficou bem mais coerente, dando mais credibilidade à trama.
Em suma,somando prós e contras, Watchmen como já disse, é uma ótima adaptação, para quem não gosta de ler e prefere assistir o filme para conhecer a obra original, mas como cinema é um filme mediano que impressiona com as ótimas cenas de ação e que em contra-partida,entedia o público com cenas arrastadas nos momentos errados e ignora os leigos no universo complexo escrito por Alan Moore.De qualquer modo, é satisfatório.
Nota:8

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