Mostrando postagens com marcador Se Beber Não Case. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Se Beber Não Case. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 25 de março de 2019

VÍDEO: 10 filmes que completam 10 anos em 2019


Estamos ficando velhos! É sempre um susto quando nos damos conta de que aquele filme que "vimos ontem" já está completando 10 anos. 2019 esta aí e decidi reunir 10 títulos que comemoram uma década neste ano!


segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Crítica: Se Beber Não Case - Parte II (The Hangover Part II)

Continuação do grande sucesso de 2009, "Se Beber Não Case", e ainda com direção, roteiro e produção de Todd Phillips, o longa trás as mesmas idéias do primeiro filme, só que tendo como cenário a Tailândia. Outro diferencial é o fato de ser muito mais nojento, grosseiro e apelativo que o original.

por Fernando Labanca

Depois das loucas aventuras em Las Vegas, o trio de amigos Stu (Ed Helms), Phil (Bradley Cooper) e Doug (Justin Bartha) estão prestes a embarcar em uma nova viagem, isso porque o dentista Stu vai se casar com Lauren (a belíssima Jamie Chung), e respeitando a idéia da família da noiva, o casamento seria na Tailândia. Tudo ocorria bem até que o noivo, que até então evitara uma despedida de solteiro para não se envolver mais em confusões, é obrigado a convidar para a viagem o cunhado de Doug, Alan (Zack Galifianakis) que sofre por não esquecer os grandes momentos que teve com seu "trio de lobos".

Mas eles encontram novas confusões quando, depois de algumas bebidas, acordam longe de tudo, num local desconhecido, com outros costumes e outras leis. O problema maior é que desta vez perdem de vista o cunhado de Stu, jovem estudioso e queridinho do pai (Mason Lee), e tudo vai caminhando para o verdadeiro caos, quando reencontram com o mafioso Chow (Ken Jeong) e descobrem que ele os meteu em uma grande enrascada, envolvendo uma dívida milionária com o chefão Kingsley (Paul Giamatti). Então Phil, Stu e Alan tentam relembrar o passado através de pequenas pistas até que conseguissem resolver os problemas, mas principalmente, reencontrar com o cunhado e voltar para o casamento a tempo...e a salvo. 


A história é basicamente a mesma do primeiro. Ás vezes parece que o roteiro fez questão de ser o mesmo, logo que já na primeira cena nos deparamos com o mesmo ocorrido, a mulher de Doug conversando com Phil pelo telefone e ele avisando que tudo ocorrera mal, é quando o filme se desenvolve até encontrar aquele ponto da conversa e descobrimos os porquês de tudo ter dado errado. Eles só trocaram o cenário, de Las Vegas para Tailândia, e a grande vítima, o que antes era Doug, interpretado por Justin Bartha, que dessa vez faz ponta em papel dispensável, aqui é o cunhado de Stu. E ainda há problemas com mafiosos, strippers e animais. O filme também finaliza exatamente da mesma forma, com os amigos revendo as fotos reveladoras. Se a intenção era fazer com o que o público que admirou o primeiro se identificasse com a sequência, acredito que isso poderia ser feito simplesmente mantendo o bom nível do humor e do roteiro, mas sem a necessidade de copiá-lo, o que de fato, há uma cópia no formato, Todd Phillips utiliza as mesmas fórmulas, ainda com elementos criativos, mas nada inovadores e longe de serem tão bons quanto o original. 

O elenco mais uma vez agrada, Bradley Cooper é carismático e bom ator, Ed Helms e Zack Galifianakis dão o tom da comédia, sabem ser engraçados, divertem facilmente e na tela, desenvolvem muito bem seus personagens. Mais uma vez, Justin Bartha, dispensável, realmente não entendi sua presença e o roteiro nem se esforça para criar um elo entre ele e todo o resto da trama. Há boas presenças de Paul Giamatti e a surpreendente aparição do diretor Nick Cassavetes. Ainda há Ken Jeong, engraçado, mas infelizmente vem dele uma das piadas mais forçadas e apelativas que vi nos últimos anos. Que aliás, este foi o grande erro de "Se Beber Não Case 2", ser apelativo, e junto com a apelação, ser grosseiro e porque não, nojento. Vai muito além de ser um filme para não se ver com a família, vi sózinho e ainda assim me senti constrangido, além da grande maioria das piadas não serem engraçadas, o roteiro se utiliza do humor de mais baixo nível possível. 

Ainda há boas cenas, se destacando a variedade de cenários, direção eficiente de Todd Phillips, bela fotografia, ainda uma trilha sonora bem realizada e que se comunica bem com as imagens e atores carismáticos e competentes nos papéis principais, entretanto, o que se destaca em "Se Beber Não Case 2" são elementos desagradáveis, de um humor fraco, apelativo, que constrange e que não trás nada de novo para o cinema assim como o primeiro filme fez. Teria sido um bom filme, mesmo que copiasse o mesmo formato do original, mas que levasse dele também, a inteligência do humor e que prendesse a atenção do público pela genialidade das idéias, pelas boas sacadas, não pelo exagero, pelo humor forçado que perde sua graça justamente por apostar na grosseria. Não Recomendo.

NOTA: 4,5

[Crítica: Se Beber Não Case]


sábado, 4 de junho de 2011

As Melhores Comédias da Década (2001-2010)


Começando aqui a reprise do que houve de melhor na década, especificamente, neste post, sobre os melhores filmes de comédia entre os anos de 2001 e 2010. Entre este período surgiram milhões de longas-metragens dentro deste estilo, gênero que até hoje é bem lucrativo, usando bons atores e diretores competentes, por mais que seje difícil nos últimos anos, ainda é possível se criar ótimos filmes de comédia, uma hora ou outra, a gente sempre acaba achando uma pérola, e são estas pequenas pérolas que surgiram que aqui irei comentar.

por Fernando Labanca

Antes do TOP 15, vale ressaltar o que houve de bom além dos filmes em si. Não há como não citar, se falando desta década, sobre Judd Apatow, o nome da comédia dos últimos anos. Escreve e produz longas desde a década de 90, mas foi a partir de 2001, que ele "revolucionou" o que hoje conhecemos por comédia. Seu jeito típico de se fazer rir, com um toque de genialidade e sempre bons atores a frente das câmeras. "O Virgem de 40 Anos"(2005) e "Tá Rindo do Quê?"(2009) são grandes exemplos da genialidade de Apatow. Através dele tivemos o prazer de conhecer Seth Rogen do também ótimo "Pagando Bem, Que Mal Tem?" (2008), hoje, um dos nomes mais importantes no gênero, conhecemos um lado incrível de Leslie Mann que não conhecíamos na década de 90, duas figuras marcantes em sua obra. E não podia faltar, Steve Carell, marcou presença na série "The Office" (para mim, uma das melhores séries cômicas já feitas!) e no cinema também. Além de Paul Rudd dos ótimos "O Âncora"(2004) e "Eu Te Amo, Cara"(2009) e o jovem Jonah Hill de "Superbad"(2007). Fora desse círculo, outra novidade foi Sacha Baron Cohen e seus falsos documentários, como "Borat"(2006) e "Brüno"(2009).

Vale citar os casos mais clássicos da comédia, Jim Carrey e "As Loucura de Dick e Jane"(2005), Will Ferrell e "Dias Íncríveis"(2003) com quem também contracenou com Vince Vaughn que mostrou uma habilidade fantástica na comédia como em "Separados Pelo Casamento"(2006). E Claro, Adam Sandler de "Eu os Declaro Marido e...Larry"(2007), Ben Stiller e o hilário "Antes Só do Que Mal Casado"(2007) e Owen Wilson de "Penetras Bons de Bico"(2005) e "Meu nome é Taylor, Drillbit Taylor"(2008).

As mulheres se destacaram mais nas comédias românticas, como Jennifer Aniston, Drew Barrymore e Cameron Diaz. Em comédia mesmo, destacaria, como coadjuvantes, Anne Hathaway, Emma Stone, Katherine Heigl e a brasileira Fernanda Torres do ótimo "Saneamento Básico, O Filme"(2007) dirigido por Jorge Furtado que também fez bonito em "Meu Tio Matou um Cara"( 2004). Dentre os diretores, além de Apatow, foram poucos se firmaram mesmo no gênero durante a década, mas vale citar Bobby e Peter Farrelly e Todd Phillips. Vamos então ao TOP Comédias da Década, que não foi fácil chegar em 15 filmes, pensei e repensei muitas vezes, tentando ser o mais justo possível, analisando não só aqueles que me fizeram rir, mas pensando no filme como um todo, seje pelas atuações e principalmente pela idéia, pelo propósito do filme e como este foi desenvolvido no roteiro.



15º- Uma Noite no Museu (Night at the Museum, 2006)


Para muitos, apenas um filme de sessão da tarde, mas desde a primeira vez que vi, percebi que havia muito mais neste pequeno projeto de Shawn Levy. Com Ben Stiller como protagonista, o filme mostra a vida de Larry que para provar para o próprio filho de que ele podia ser um homem de verdade, consegue um emprego como guarda noturno em um Museu, o problema que a noite, as peças empalhadas ganhavam vida. Mistura de Aventura com aspectos fantasiosos, o filme agrada fácil, principalmente pelo humor que ele apresenta e como esta inusitada trama vai sendo guiada. Stiller bem a vontade e coadjuvantes interessantes como Robin Williams, Owen Wilson e Carla Gugino.



14º- Todo Mundo Quase Morto (Shaun of the Dead, 2004)


Comédia britânica que satiriza os inúmeros filmes de zumbís. A brincadeira deu muito certo, tão certo que se transformou em um dos bons filmes de zumbís já feitos. Com Simon Pegg e Nick Frost nos papéis principais, a trama nos mostra com muito humor o dia numa cidade em que do nada as pessoas se transformaram em zumbís e passararam a aterrorizar os sobreviventes e um grupo de amigos tentam se livrar destas 'pragas', utilizando métodos nada convencionais. A história, os efeitos, o humor, atuações convincentes e a direção segura de Edgar Wright, tudo funciona aqui e por isso merece estar entre as melhores comédias da década.



13º- Escola de Idiotas (School for Scoundrels, 2006)


O filme é a prova de que um nome e uma capa ruim pode afastar muito público. Dirigido por Todd Phillips, o longa mal fora notado e até hoje me pergunto porque diabos eu aluguei este filme! A questão é que fora uma ótima escolha, arriscada, mas que jamais me arrependi, "Escola de Idiotas" é surpreendentemente bom, daqueles que não se espera absolutamente nada, mas te pega de surpresa, nos mostra uma história um tanto quanto boba, mas excelentemente desenvolvida. Conhecemos Roger (Jon Heder), aquele típico 'loser' norte-americano, que para 'aprender a ser um ser humano como os outros' entra numa escola para idiotas e ao lado de outros losers vai se revelar, jogar seus 'monstros' e angústias para fora, eis que percebe que seu professor (Billy Bob Thornton) é um grande picareta e tem planos muito maiores por trás de suas aulas. Uma bela crítica ao modo como as pessoas julgam e taxam as outras, além de um filme inteligente, utilizando ótimos atores e um humor afiado, a trama nos guia para um final um tanto quanto surpreendente também. Infelizmente pouco divulgado, definitivamente, uma pérola entre as comédias.



12º- Todo Poderoso (Bruce Almighty, 2003)


Aqui, Jim Carrey provou de vez sua veia cômica e ganhou milhões de fãs, inclusive eu. Conhecemos Bruce, aquele cara azarado que acha sua vida um mar de desgraça e injustiça, eis que se depara com um milagre, e durante um dia, Deus (Morgan Freeman) lhe concede seus poderes. Acompanhamos essas horas com este cara normal e seus poderes, descobrindo que a vida Dele não era nada fácil, ao mesmo tempo em que percebe que milagre não é necessariamente ter poderes. Engraçadíssimo, Jim Carrey em um de seus melhores momentos no cinema, uma obra cheia de boas intenções e uma história interessante, possibilitando ótimas sacadas de humor. Daqueles filmes para se ver inúmeras vezes. Destaque para Steve Carell e sua memorável cena produzindo sons estranhos ao tentar pronunciar os letreiros do telejornal o qual apresentava como âncora, perfeito.



11º- Os Normais (Os Normais, 2003)


O único nacional presente na lista, o longa de José Alvarenga Jr. nos mostra o que aconteceu com o casal Rui e Vani, interpretados por Luiz Fernando Guimarães e Fernanda Torres, antes da série de TV. Descobrimos como eles se conheceram, numa noite cheia de imprevistos, dois casamentos, dois loucos casais, uma só igreja e dois apartamentos um de frente para o outro, somados a situações inusitadas e bizarras. Idéia simples, mas o resultado final foi simplesmente incrível, muito mais do que um episódio estendido, "Os Normais" consegue fazer piada de tudo, atores brilhantes agindo com naturalidade em situações absurdas. Um dos poucos filmes de comédia que ri do começo ao fim, mas falo daquela risada gostosa, não forçada, e um dos poucos que riu mesmo tendo visto inúmeras outras vezes.



10º- Zumbilândia (Zombieland, 2009)


"Zumbilândia" seria algo como "Todo Mundo Quase Morto" dos Estados Unidos, mas a única coisa que se assemelha entre as obras é a sátira dos zumbís, mas o resultado final é ainda melhor. O longa nos mostra a trajetória de Columbus (Jesse Eisenberg) que se depara com todas as pessoas se tranformando em zumbís, devido a isso, se torna um expert em fugir deles, ao mesmo tempo em que procura outros sobreviventes, anos fechado em seu quarto, vai em busca daquilo que ele sempre ignorou, a vida. No meio do caminho acaba conhecendo outras três pessoas (Woody Harrelson, Emma Stone e Abigail Breslin) e juntos tentam encontrar um lugar seguro. Brilhante. Engraçado, ágil, inteligente, um filme em perfeito estado, que funciona não só como sátira, mas como uma obra original de comédia, mesclando com perfeita harmonia, drama, romance, terror e aventura.



09º- Zoolander (Zoolander, 2001)


Protagonizado, escrito, produzido e dirigido por Ben Stiller, "Zoolander" é uma sátira impagável do mundo da moda. Stiller é Zoolander, um famoso modelo de uma única expressão facial, tem como principal concorrente Hansel (Owen Wilson) que passa a ser o modelo número 1. Desesperado por ter perdido seu posto vai atrás de um expert empresário da moda, Mugatu (Will Ferrell), entretanto, ele mal desconfia que Mugatu tem planos muito maiores, faz uma lavagem cerebral em Zoolander, a fim de que ele possa ser seu escravo burro e sem atitude, para que ele mate pessoas que estão de certa forma, atrapalhando seu sucesso. Humor escrachado, Stiller, Wilson e Ferrell em um grande momento na comédia, três interessantes, bizarras e impagáveis performances. Simplesmente hilário, recheado de situações absurdas, humor na medida certa. Além de possuir uma história bastante criativa que nos desperta uma certa curiosidade.



08º- Click (Click, 2006)


De fato, uma das histórias mais interessantes e originais que passaram pelo gênero nesta década, digna de ficção ciêntífica cult, "Click" é muito mais do que só mais uma comédia, ou só mais um filme de Adam Sandler, é um filme que possui uma idéia fantástica, tira o melhor proveito dela, explora ao máximo suas possiblidades e o resultado é brilhante. Sandler é Michael, um cara sempre cansado da vida, se preocupa muito mais com o trabalho do que com sua família, até que certo dia, em busca de um controle universal para uso doméstico, acaba se deparando com um controle mágico capaz de alterar o curso de sua vida, voltando, reprisando ou acelerando fatos de seu cotidiano, até que passa a utilizá-lo para acelerar momentos em que ele julgava desnecessários, como aqueles difíceis de sua rotina, até que o "controle perde o controle" e Michael vê sua vida passando com um clipe acelerado, perdendo de vista todos as cenas importantes ao lado de sua família. Dirigido por Frank Coraci, "Click" não é comédia para se rir muito, seu humor está longe de ser uma das coisas boas do filme, admito. O melhor mesmo é sua idéia, o humor ainda assim funciona, deixa tudo mais leve, fazendo com que quando chegue as partes mais dramáticas, nos sentimos realmente emocionados. Quem não derramou pelo menos uma lágrima ao ver Adam Sandler correndo na chuva para dar seu último adeus? Recheado de bons momentos e boas idéias, "Click" é definitivamente uma obra rara.



07º- Trovão Tropical (Tropic Thunder, 2008)



Ás vezes, Ben Stiller tem uns 'insight's' e resolve fazer filmes e quando isso ocorre, o resultado é sempre ótimo, prova disso é ter dois de seus trabalhos entre os melhores. Mais uma vez protagonizando, produzindo, escrevendo e dirigindo, "Trovão Tropical" é uma sátira aos filmes de guerra e o cinemão hollywoodiano, a sátira funciona brilhantemente e o humor é fantástico, daqueles filmes que ficamos reprisando cenas hilárias na nossa mente tentando lembrar as melhores falas. Uma produtora de cinema coloca alguns atores no meio de uma floresta afim de que eles possam dar mais realismo a um filme de guerra que estava sendo feito, sem saber dos acontecimentos, os atores sem saírem de seus respectivos personagens tentam agir com naturalidade aos imprevistos, enquanto discutem sobre suas vidas, seus segredos mais íntimos e quem ali poderia ou não ganhar o Oscar de Melhor Ator. Só de escrever este parágrafo já me deu vontade de rir, é tão patético as situações que é impossível não dar risadas. Com formato blockbuster, cheio de efeitos, visuais e sonoros, o filme não alcançou o número de público desejado, mas quem viu, entendeu e entrou na vibe da brincadeira, provavelmente gostou, mas não é comédia para todos, não é convencional, além do fato de estar recheado de referências que nem todos entendem. Ainda há atuações surpreendentes de Robert Downey Jr. e Tom Cruise. Enfim, curti a zoação de Ben Stiller, ação e comédia de qualidade.



06º- Agente 86 (Get Smart, 2008)


Baseado na série de TV da década de 60, "Agente 86" consagrou de vez Steve Carell como comediante. Dirigido por Peter Segal, o longa faz uma 'refilmagem' pra lá de estilosa, trazendo este agente para os dias atuais, se aderindo às novas tecnologias, numa história interessante e cenas de ação de qualidade, de deixar 007 no chinelo. Carell é o Agente 86, tem métodos bem inusitados para resolver seus planos e ao lado da Agente 99 (Anne Hathaway) terá de descobrir os planos malígnos de um terrorista em solo norte-americano. Surpreendentemente bom, "Agente 86" é realmente engraçado, humor na dose certa, cativa facilmente aqueles que nunca ouviram falar da série, assim como eu. Um filme agradável, com boas cenas de ação, trama bem arquitetada, bons personagens e boas atuações. Steve Carell desenvolve um personagem incrível, não faz o agente burro que se dá bem por cagádas, e este é o maior mérito do filme, por não cair na armadilha do óbvio e do clichê, o agente de Carell é inteligente, o humor vem de outras situações e o ator é tão bom que sabe trabalhar em cima deste humor sem ser patético. Destaque para Anne Hathaway, muito mais do que só um rostinho bonito na tela.



05º- Sim Senhor (Yes Man, 2008)


Dirigido por Peyton Reed, vejo "Sim Senhor" como o melhor filme de comédia de Jim Carrey, tenho certeza absoluta que muitos discordam desta afirmação, mas este filme significa muito para mim, talvez o filme que eu mais tenha visto dentre todos que estão na lista, é um dos meus favoritos, tenho ele na minha coleção, vi duas vezes no cinema e já vi milhões de outras vezes em casa. Confesso que quando vi pela primeira vez não gostei tanto, mas a cada vez que assisto vejo algo novo, quanto mais eu vejo, mais eu gosto. O filme nos apresenta Carl Allen (Carrey), um empreendedor desmotivado, nada mais na vida lhe agrada ou te surpreende, por isso deixou de fazer tudo, até que por insistência de um amigo, ele acaba parando em uma palestra motivacional onde a palavra "Sim" daria um outro sentido na vida das pessoas, a partir de então, se arriscando nesta filosofia de vida, ele passa a dizer 'sim' para tudo, participando de cursos de aviação, coreano, violão, ajudando pessoas que antes não ajudaria, até que este 'sim' lhe dá um grande presente, Alison (Zooey Deschanel), com quem acaba se apaixonando. A prova de que é possível fazer grandes filmes com pequenas idéias, uma obra despretenciosa, cativante e cheia de boas intenções, é impossível não se sentir bem depois de vê-lo. Um filme fantástico, Jim Carrey incrível, Zooey belíssima e interessante. Uma obra para se ver, refletir e admirar.



04º- Ligeiramente Grávidos (Knocked Up, 2007)


Este, garanto, pegou todos de surpresa. Ninguém esperava nada deste filme, foi lançado e ninguém percebeu, e no boca-a-boca se tornou famoso e admirado por cinéfilos, firmando Judd Apatow como um dos melhores realizadores de comédia dos últimos anos. O único da lista a ser protagonizado por uma atriz, esta é Katherine Heigl (A eterna Izzie de Grey's Anatomy) que faz Alison, uma promissora repórter em início de carreira, que para comemorar uma promoção, sai para beber na noite ao lado de sua irmã (Leslie Mann) que mantém um relacionamento cheio de oscilações com Pete (Paul Rudd). Nesta mesma noite, Alison conhece Ben (Seth Rogen), os dois bebem, transam e no dia seguinte seguem suas vidas. Eis que ela engravida e vai atrás do desconhecido, e acaba se deparando com um homem que parece não ter crescido mentalmente, não tem emprego fixo nem uma condição financeira estável. O filme nos mostra esses dois estranhos se adaptando a nova realidade e o que vemos por fim, é uma obra fantástica, um roteiro surpreendentemente original e de qualidade, cheio de bons momentos, bons diálogos, personagens bem desenvolvidos e um humor que virou referência. Destaque para a belíssima Katherine Heigl, que foi muito mais além do que todos esperavam dela.



03º- Se Beber, Não Case! (The Hangover, 2009)


Dirigido por Todd Phillips que lançou sua sequência recentemente, o filme acompanha a badalada despedida de solteiro de Doug (Justin Bartha) ao lado de seus amigos, Stu (Ed Helms) e Phil (Bradley Cooper) e seu carente cunhado Alan (Zack Galifianakis). Em Las Vegas, o lugar onte tudo acontece, os amigos perdem o controle da bebida logo na primeira noite, e quando acordam no dia seguinte percebem que o noivo sumiu, há um tigre no banheiro, um bebê na porta do apartamento e um dente a menos na boca de Stu, levando o trio ao desespero e curiosidade para compreender o que realmente aconteceu a noite, juntos, eles tentar voltar seus passos para descobrir o paradeiro de Doug, antes que chegue o casamento. E se isso não bastasse, eles percebem que estão sendo perseguidos pela máfia. Uma história cheia de imprevistos e situações surpreendentes, um filme criativo, que abusa do bom humor para nos guiar a trajetória destes três interessantes personagens, interpretados por três grandes atores. O filme termina e chegamos a conclusão que ele não tem muito propósito, sua função é fazer rir do absurdo, e consegue isso com tanta, mas tanta competência, que não há como resistir e não se deixar levar por essa divertida e inusitada viagem e não há como não admitir que "Se Beber, Não Case" foi uma das melhores comédias feitas nesta década!



02º- Borat- O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América (Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan, 2006)


Dirigido por Larry Charles, "Borat" é um falso documentário baseado no personagem criado pelo humorista britânico Sacha Baron Cohen, que também protagoniza do longa. Assim como já diz o próprio título, o filme acompanha em forma de documentário a viagem de Borat, o repórter do Cazaquistão à América, em busca de conhecimento cultural. No novo país, porém, ele se depara com costumes extremamente diferentes do seu, chocando a todos ao seu redor com suas atitudes pelo qual ele julga normal, como se banhar num lago, não reconhecer um elevador, uma escada-rolante, como levar em sua mala uma galinha e beijar homens como um simples cumprimento. Eis que ele conhece pela TV uma tal de Pamela Anderson e se apaixona por ela, é quando o encontro com a artista passa a ser seu principal objetivo na país. Um completo absurdo, o ápice no politicamente incorreto, "Borat", além de ser muito bem feito é um filme muito inteligente, que choca os mais conservadores, que aliás foi alvo de inúmeros processos, que sabe ser engraçado tão facilmente que quando menos percebemos já estamos chorando de tanto rir, parece forçado este comentário, mas "Borat" foi um dos poucos filmes que me fizeram rir até chorar, rir a ponto de ter que pausar o filme para não perder alguma parte, é tão, mas tão engraçado que não conseguimos acreditar que isto seria possível, rir tanto em um só filme e do começo ao fim. Até hoje me pego rindo com algumas situações do longa. Enfim, uma obra genial, que só não está em primeiro lugar devido a uma cena completamente desnecessária e apelativa de uma luta entre Borat e seu cinegrafista, completamente pelados, é uma pena, mas ainda assim conseguiu meu respeito e por isso conquistou o segundo lugar.



1º- Superbad - É Hoje (Superbad, 2007)


Enfim, a melhor comédia da década! "Superbad" me pegou de surpresa, realmente não esperava muita coisa deste filme, esperava uma obra que explorasse aquele típico 'american pie way of life', jovens atrás de sexo afim de perder suas virgindades antes de entrarem para faculdade. Sim, basicamente é isso, mas bem basicamente mesmo, o filme vai muito mais além disso, para minha surpresa e felicidade. Conhecemos dois inseparáveis amigos Seth (Jonah Hill) e Evan (Michael Cera), prestes a terminarem o colégio, onde não realizaram muitas coisas interessantes, decidem como última esperança de entrar na faculdade já tendo a experiência do sexo, ir para uma badalada festa, porém o único jeito de conseguirem ter moral o suficiente para entrarem na festa, Seth promete para Jules (Emma Stone), a garota que era apaixonado, que levaria as bebidas. Para isso, Seth junta seu melhor amigo e Fogell, um loser que sempre se infiltra na dupla, para conseguirem essas tais bebidas. Entretanto, eles perdem completamente o controle do plano, quando Fogell ao comprá-las num supermercado é assaltado e vai parar no carro da polícia para resolver o caso na delegacia, fazendo os amigos acreditarem que ele fora pego por ser menor de idade, confusão a parte, Evan e Seth partem em uma inusitada jornada para conseguirem de outras maneiras essas tais bebidas, se infiltrando em festas, enquanto Fogell, ou melhor, McLovin (como dizia sua carteirinha falsa) conhece o dia-a-dia de dois loucos policiais (Seth Rogen e Bill Hader).

"Superbad" vai além desta simples sinopse que fiz acima, o roteiro que é de Seth Rogen, nos mostra nas entrelinhas, uma trama sensível e delicada, uma trama sobre amizade, onde no meio desta louca confusão destes jovens, eles acabam trocando algumas confidências, falando um pouco de seus medos e inseguranças, pequenas mágoas do passado, nada forçado, muito típico de qualquer outro adolescente. O triunfo do filme é justamente no desenvolver destes personagens, que vão se fragmentando no decorrer da história e vamos conseguindo enxergar suas fragilidades, e com isso, a humanidade que eles carregam em si. O filme acima de tudo, preserva a naturalidade dos acontecimentos, há humanidade, há verdade nas situações, por mais exageradas e bizarras que elas sejam. O humor também funciona, graçás ao elenco jovem, iniciantes, mas que surpreenderam ao protagonizar e não falhar em nenhum momento, transmitindo uma maturidade e profissionalismo digna de palmas. Destaque para Jonah Hill, e para os coadjuvantes também novos, mas ainda assim, coadjuvantes de peso, como Christopher Mintz-Plasse e seu eterno "McLovin" e a interessantíssima Emma Stone, uma revelação. Um filme único, engraçado, inteligente e comovente, que nos faz rir com sua naturalidade e nos emociona com sua verdade.



domingo, 30 de agosto de 2009

Crítica: Se Beber, Não Case (The Hangover, 2009)

A comédia mais surpreendente do ano, Se Beber, Não Case, é hoje um dos filmes mais vistos do gênero esse ano, e conquistou o público facilmente com atores desconhecidos e uma história extremamente sem noção, porém, extremamente engraçada.

por Fernando

Doug (Justin Bartha) está prestes a se casar, mas antes, ele, junto com seus amigos decide ir a Las Vegas curtir sua despedida de solteiro. Os amigos são: Phil (Bradley Cooper), uma pai de família, que mais parece um garoto de colegial, Stu (Ed Helms) um dentista que se diz doutor e que vive atormentado por seus amigos por ter sido traído por sua esposa num navio com um barmen enquanto estava bêbada. E o outro, é seu cunhado, o divertido Alan (Zack Galifianakis), um cara solitário que se empolga com a situação de estar no meio de três grandes amigos.

O plano é simples, curtir a noite, porém eles acabam indo longe demais, bebem tanto, e quando acordam não se lembram de mais nada, o problema é que o noivo desaparece, e Phil, Alan e Stu precisam imediatamente lembrar o que realmente aconteceu na noite anterior, para que assim, descubram aonde Doug está, logo que o casamento é no dia seguinte. A partir de então, os amigos partem para uma jornada de descobertas bizarras e surpreendentes, começam a juntar pistas e descobrem aos poucos passo a passo, as loucuras que fizeram em Las Vegas.

Essas loucuras incluem, uma ida ao hospital devido ao excesso de drogas, o casamento de Stu com uma stripper, a bela Jade (Heather Graham), e o mesmo se depara sem um dente e o motivo ninguém sabe, uma ida a mansão de Mike Tyson (??!!!) e o furto de seu tigre (??????????!!!!!!!!!!!). Além de se meterem com os piores mafiosos de Las Vegas, e devido a isso, eles começam a ser perseguidos constantemente sem saberem o porquê. Ainda se deparam com um bebê na porta do apartamento, e Alan acaba se apegando a ele, mas logo descobrem que era de Jade, a nova noiva de Stu. Em falar nisso, Stu precisa reverter essa situação, logo que é casado uma neurótica, além do fato dos seus cartões de crédito terem sumido, e além do fato deles terem sacado muitos dólares em seu nome. E tudo isso, acontece em um dia de muitas surpresas, o dia da ressaca, e quando tudo parecia estar perdido, tudo piorava, e quando achavam que já haviam visto de tudo, mais loucuras surgem.

Não há muito o que falar da história, ela é apenas isto, confusões em Las Vegas, mas a confusão é tanta, mas tanta, que nos perguntamos, aonde tudo isso var dar, como essa confusão toda vai terminar??!! O final não surpreendente, é simples, divertido como o filme todo, mas nada demais, mas mesmo assim, vale a pena ver o filme inteiro e se divertir com esse três caras completamente pirados, interpretados por atores extremamente cômicos, que fazem a público rir, mesmo quando não é a intenção. Um daqueles filme que nos perguntamos, quem teve essa bendita ideia??, um filme pirado, louco, em suma, uma filme "da hora", no linguajar mais popular possível, que aliás palavrão e coisas obscenas rolam soltas no longa, mas não perde o grande estilo, uma comédia popular que vai conquistar muito mais do que já conquistou.

É muito fácil se envolver com "Se Beber, Não Case", claro que as situações são impossíveis de acontecerem, mas é sempre colocado com tanta naturalidade que aceitamos os absurdos, além dos atores estarem tão a vontade em seus respectivos personagens, são naturais, engraçados, divertidos. Palmas para Bradley Cooper, Ed Helms e Zack Galifianakis, indiscutivelmente incríveis. Além dos atores desconhecidos, ainda vemos a pequena participação, mas que ainda tem seu destaque, a bela atriz Heather Graham, que depois de muitos anos, surge em uma comédia de grande sucesso.

Todd Phillips constrói um filme altamente divertido, dinâmico, cheio de piadas boas e cenas que já possuem um ar cômico e a piada vem livremente, as vezes até parecendo improviso. Além das ótimas localizações, e uma ótima trilha sonora.

Confesso, existem comédias melhores, inclusive comédias que foram lançadas esse ano, perde, talvez, a nomeação de melhor comédia do ano, por utilizar uma história, muito engraçada, porém fraca, sem um grande momento, um clímax, um momento em que sentimos que realmente valeu a pena, um momento em que vemos que o filme teve um propósito maior, mas não teve, a verdade é que Todd Phillips queria mesmo só divertir, e consegue, e com muito êxito. A comédia é um gênero que está passando por uma boa fase, e Se Beber, Não Case, futuramente pode ser lembrado por contribuir por essa passagem. Assista, mas tenha certeza que vai se deparar com situações absurdas, mas a risada vai vir facilmente, pois se trata de um filmes hilário, absurdamente hilário!!

NOTA: 8,5

Outras notícias