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quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Crítica: Sem Fôlego

O visual é de tirar o fôlego sim, mas a história nem tanto.

por Fernando Labanca

"Wonderstruck", no original, significa maravilhado. Um título pretensioso que logo remetemos a sua aventura cheia de elementos deslumbrantes, feitos para encantar os olhos. Baseado no livro homônimo de Brian Selznick, que aqui também assina o roteiro, a obra muito nos lembra outra adaptação do autor, "A Invenção de Hugo Cabret". Com cenários lúdicos, maquinários retrô e seu tom de fábula infantil, nitidamente estamos falando do mesmo criador. E da mesma forma que Scorsese aproveitou para homenagear o início do cinema em 2011, Todd Haynes (Longe do Paraíso, Carol), que dirige este, acaba entregando um produto nostálgico e, também, uma bela homenagem ao cinema antigo, mudo e preto e branco, que se torna ainda mais encantador por colocar a atriz Millicent Simmonds, que é surda na vida real, para protagonizar esses instantes. Estamos falando de um diretor extremamente caprichoso, que enriquece cada pequeno detalhe e nos transporta no tempo. De fato, parece que estamos vendo um filme de anos atrás.


terça-feira, 1 de março de 2016

Crítica: Carol (2015)

Baseado no livro "O Preço do Sal" de Patricia Highsmith e vencedor do Prêmio de Melhor Atriz para Rooney Mara no último Festival de Cannes, além de suas 5 indicações ao Oscar, "Carol" é a volta do diretor Todd Haynes aos dramas de época, onde entrega um filme tão belo quanto esquecível. 

por Fernando Labanca

A trama acontece em Nova York, na década de 50. Therese (Rooney Mara), em época de Natal, trabalha em uma loja de departamento e não tem muitas perspectivas quanto ao seu futuro, eis que seus olhos cruzam com os de uma cliente. Carol (Cate Blanchett) é uma mulher mais velha, sedutora e presa em um casamento fracassado e quando procurava um brinquedo para sua filha, conhece Therese. Sem ânimo para continuar a farsa que é sua união com Harge (Kyle Chandler), Carol decide ter outros planos para o Natal e convida sua nova amiga para uma viagem, dando voz para seus desejos e suas reais intenções. 

Este novo trabalho de Todd Haynes muito remete seu outro drama de sucesso, "Longe do Paraíso" (2002). Com seu clima açucarado, lá também existia personagens que buscavam uma certa liberdade dentro de uma sociedade conservadora. Identidade, gênero e aceitação são outros temas que retornam e que sempre estiveram presentes em sua filmografia. "Carol", porém, é uma de suas obras mais desinteressantes, onde tudo é muito belo, suave, aconchegante, mas inofensivo demais, lhe falta personalidade e ousadia, onde acaba por oferecer um romance morno, insosso até, sem química. A trama também carece de consequências, onde nenhuma ação parece surtir algum efeito muito drástico, suas resoluções são fáceis e acabam por diminuir a força de seus supostos conflitos.


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