por Fernando Labanca
Apesar de ter visto o painel de divulgação da Warner na última Comic Con e admirar o trabalho do diretor, essa sua empreitada de adaptar o livro "O Jogador Nº1" de Ernest Cline nunca me empolgou muito. No entanto, enquanto assistia ao filme não consegui pensar em alguém melhor para comandar a obra que Spielberg, que deposita aqui toda sua paixão pelo universo nerd e pelo cinema. Diria até que é emocionante ver o cara que nos trouxe clássicos como "ET", "Indiana Jones" e "Jurassic Park", voltar ao gênero que o consolidou. Talvez poucos cineastas tenham a competência que ele tem para comandar um projeto como este, uma aventura grandiosa, feita para a família ver e que diverte tanto quanto esses seus blockbusters um dia divertiram.
Com roteiro assinado pelo próprio Ernest Cline - uma possível justificativa pela ótima qualidade do texto - somos levados para o ano de 2045, quando a humanidade deixou quase por completo de viver a realidade e se deixou tomar pelo vício que é viver dentro do OASIS, um jogo de realidade virtual que permite que seus jogadores tenham a vida que desejam ter, com a face que desejam ter, explorando seus inúmeros universos. Até que o excêntrico criador do jogo (Mark Rylance) morre, deixando três chaves escondidas, que são encontradas por aqueles que desvendarem seus misteriosos easter eggs. A pessoa que encontrá-las será dona de sua inestimável fortuna. Wade Watts (Tye Sheridan) é um jovem que está decidido a conquistar o tal prêmio, no entanto, assim que se torna o jogador número 1, descobrindo o local da primeira pista, ele passa a ser alvo de uma grande Corporação que fará de tudo para ter direito às ações do OASIS.











