quinta-feira, 12 de julho de 2018

Crítica: Jogador Nº1

O futuro nostálgico de Steven Spielberg.

por Fernando Labanca

Apesar de ter visto o painel de divulgação da Warner na última Comic Con e admirar o trabalho do diretor, essa sua empreitada de adaptar o livro "O Jogador Nº1" de Ernest Cline nunca me empolgou muito. No entanto, enquanto assistia ao filme não consegui pensar em alguém melhor para comandar a obra que Spielberg, que deposita aqui toda sua paixão pelo universo nerd e pelo cinema. Diria até que é emocionante ver o cara que nos trouxe clássicos como "ET", "Indiana Jones" e "Jurassic Park", voltar ao gênero que o consolidou. Talvez poucos cineastas tenham a competência que ele tem para comandar um projeto como este, uma aventura grandiosa, feita para a família ver e que diverte tanto quanto esses seus blockbusters um dia divertiram.

Com roteiro assinado pelo próprio Ernest Cline -  uma possível justificativa pela ótima qualidade do texto - somos levados para o ano de 2045, quando a humanidade deixou quase por completo de viver a realidade e se deixou tomar pelo vício que é viver dentro do OASIS, um jogo de realidade virtual que permite que seus jogadores tenham a vida que desejam ter, com a face que desejam ter, explorando seus inúmeros universos. Até que o excêntrico criador do jogo (Mark Rylance) morre, deixando três chaves escondidas, que são encontradas por aqueles que desvendarem seus misteriosos easter eggs. A pessoa que encontrá-las será dona de sua inestimável fortuna. Wade Watts (Tye Sheridan) é um jovem que está decidido a conquistar o tal prêmio, no entanto, assim que se torna o jogador número 1, descobrindo o local da primeira pista, ele passa a ser alvo de uma grande Corporação que fará de tudo para ter direito às ações do OASIS.

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Filmes vistos em junho



Mais um mês voou e não percebi! Apesar de ter passado rápido, consegui ver alguns filmes nessas últimas semanas e posto aqui todos eles, como forma de indicação para quem está sem ideias do que ver. E você? O que de bom assistiu em junho?

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Crítica: Hereditário

O demônio fez um filme e o resultado é esse. 

por Fernando Labanca

"Hereditário" se une a nova safra de filmes de terror que se deu início nos últimos anos. Mas vai além. Definitivamente, é o mais marcante de todos eles. Segue a mesma linha de "A Bruxa" (2016) e além de alcançar o mesmo alvoroço da crítica especializada, também pode decepcionar uma boa parte do público, que poderá tanto odiá-lo quanto amá-lo. Não se trata de uma obra fácil, de resoluções óbvias e caminhos previsíveis. O diretor estreante Ari Aster é corajoso o suficiente para criar algo surpreendentemente novo, que vai contra os clichês do gênero e entrega um produto grandioso, que tem potencial para ser um clássico cult e de servir de referência para o que vier posteriormente. 

A trama se inicia com a morte da matriarca de uma família. Misteriosa em vida, ela deixa para trás sua filha Annie Graham (Toni Collette), seu genro (Gabriel Byrne) e seus dois netos, Peter (Alex Wolff) e Charlie (Milly Shapiro). Esta família, por sua vez, tenta seguir em frente, no entanto, eles são atingidos por um novo evento trágico, que os desestabiliza de vez. No ápice de seu descontrole emocional, Annie acaba conhecendo uma mulher (Ann Dowd) que lhe ensina como entrar em contato com os mortos, fazendo com que forças sobrenaturais tomem conta de sua casa. Tomados pelo mal, eles descobrem que a herança que receberam é um destino pavoroso e sem saída.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Crítica: Coherence


Um experimento cinematográfico como nunca se viu antes.
Simples no formato, grandioso em suas ideias. 

por Fernando Labanca

Sempre gostei deste modo de contar uma história. Reunir um grupo de pessoas em um único local e permitir que a trama vá sendo construída dentro daquele pequeno limite. É assim que nasceu o ousado projeto de James Ward Byrkit (que, curiosamente, trabalha como ilustrador de storyboards, participando de obras como "Rango" e "Baby Driver"), que definiu apenas os personagens e espaço, alguns caminhos que deveriam percorrer e sugestões de como agir em cada situação. Sem um roteiro estabelecido e uma equipe de produção enxuta, ele gravou o filme em sua própria casa durante cinco noites. Se trata de uma enorme ruptura do cinema tradicional e é brilhante quando pensamos em todas as limitações que tinha e ainda assim conseguiu entregar um produto tão refinado, complexo e inteligente. Sua câmera nos hipnotiza e ficamos ali, vidrados por cada solução que encontra.


quinta-feira, 7 de junho de 2018

Filmes vistos em maio


Todo mês separo um tempinho para ver alguns filmes, então faço esse post para citar aqueles que consegui ver em maio. Aproveito para dar aquela dica, caso estejam com dúvida do que ver. Deixem nos comentários algo que tenham visto, também, neste mês e valha a pena compartilhar!


quarta-feira, 30 de maio de 2018

Crítica: Tully


O reencontro entre Jason Reitman e Diablo Cody, que vieram dessa vez falar sobre depressão pós-parto, é tão bom que nem sabíamos que precisávamos.

quinta-feira, 24 de maio de 2018

17 filmes realistas sobre relacionamentos



Confesso que sempre gostei de ver filmes de romance. Até mesmo as comédias românticas...nunca neguei. No entanto, não são todos os títulos que representam muito bem a realidade e quando isso acontece a experiência acaba sendo ainda melhor. Pensando nisso, pensei em fazer esta lista com 17 obras que me marcaram justamente por trazerem uma visão mais honesta sobre relacionamentos, por evitar firulas e um romantismo desnecessário. Filmes que falaram a verdade, por mais dolorosa que seja. Filmes que conseguimos olhar para tela e nos ver ali, representados. 

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Crítica: Ingrid Vai Para o Oeste

hashtag quanto a foto que você posta diz sobre você? broken heart emoji.

por Fernando Labanca

"Ingrid Goes West" é uma comédia dark, que de tão trágica não conseguimos rir. Nos faz questionar se deveríamos ver humor em tudo o que nos revela. Ao seu fim, me senti diante de tudo o que não esperava...atingido por um drama denso, reflexivo e tão humano quanto perturbador. Se trata de uma trama que nos afeta justamente por ser tão próxima de nós, por falar sobre algo que vemos todos os dias. E que, apesar de seus exageros e bizarrices, é sim sobre todos nós, sobre as mentiras que dizemos a nós mesmos. Sobre a pessoa que inventamos e tentamos vender nas redes sociais. É um retrato triste sobre a modernidade e as consequências de se viver cercado que tudo que não é mais real. 

Aubrey Plaza interpreta Ingrid, uma jovem viciada em aplicativos. Passa suas horas curtindo fotos, vendo vídeos e interagindo com pessoas que desconhece. Dona de uma grande herança deixada por sua mãe, que faleceu recentemente, decide investir seu dinheiro em uma viagem para Los Angeles, lugar que reside Taylor Sloane (Elizabeth Olsen), uma nova influencer digital. Apaixonada pelo estilo de vida cool e descolado de sua musa, Ingrid coloca em prática um bizarro plano de aproximação, tentando aos poucos fazer parte daquela rotina, se tornando aquilo que ela tanto admira e que só era real nas fotos que curtia. 


segunda-feira, 7 de maio de 2018

Filmes vistos em abril


Abril acabou e com isso, faço mais um post aqui no blog, relembrando os filmes que vi durante esse mês. Aproveito, também, para dar essas dicas, caso estejam a procura do que assistir! Deixem nos comentários algo que tenham visto e vale a pena compartilhar!

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