quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

As 17 melhores cenas de 2018


Continuando a retrospectiva aqui no blog, faço um post agora para relembrar as melhores cenas que tivemos em 2018 nos cinemas. Seja por uma boa direção, uma atuação ou um diálogo marcante, todo ano somos presenteados com momentos brilhantes que merecem destaque.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Os 30 melhores pôsteres de 2018


Dando largada à retrospectiva 2018, vou começar a fazer uma série de postagens com o que teve de melhor neste ano. Começando com os pôsteres, reuni as 30 artes que mais me chamaram a atenção, pensando nas obras lançadas no Brasil nesses últimos doze meses.  Seja pelas cores, tipografia ou imagens utilizadas, destaco cartazes que além de um bom apelo estético, conseguiram transmitir todo o conceito do filme. 

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Crítica: O Ódio Que Você Semeia


Nada vai te preparar para o que esse filme tem a mostrar.

por Fernando Labanca

"O Ódio Que Você Semeia" não é somente baseado em um livro de Angie Thomas, é baseado nas vidas de muitas pessoas, em muitas histórias e relatos reais. E essa é a parte que nos quebra, por ouvir seus discursos e saber que tudo aquilo aconteceu com alguém e que ainda acontece nos dias atuais. Inclusive, a autora teve inspiração para sua ideia justamente por sentir a necessidade de expor esses cruéis eventos onde negros são assassinados nos Estados Unidos e que, numa sucessão de protestos, movimentos como o Black Lives Matter foram criados. Agora, com a cuidadosa direção de George Tillman Jr., ele cria na tela  alguns instantes de catarse, nos lembrando com honestidade o mundo sem lógica em que vivemos. Esse filme é poderoso porque ele dá voz ao que antes era apenas silêncio. É milagroso porque faz isso em alto e bom som. 


quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

13 Ótimos filmes dirigidos por mulheres em 2018


O cinema ainda é uma arte dominada por homens. Nomes consagrados, premiados e admirados...sempre são os homens que nos vem à mente. No entanto, há muitas mulheres por trás das câmeras, aliás, muitas delas nem fazemos ideia. Pensando nisso, faço esta lista para nos lembrar que existem mulheres talentosas realizando obras incríveis e que precisamos celebrar a existência delas!

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Crítica: Em Chamas

Sobre mulheres e celeiros.

por Fernando Labanca

Representante da Coréia do Sul no Oscar 2019 e vencedor do prêmio FIPRESCI no Festival de Cannes, "Em Chamas" entrega uma experiência cinematográfica rara, que deixará marcas em você um bom tempo depois de acabar. Confesso que por várias vezes me via perdido, sem entender a intenção da obra e isso acontece porque o roteiro segue uma linha de raciocínio distante do convencional. São pontas abertas e diálogos soltos que impregnam em nossa mente e nos deixam ali, extasiados por cada instante e curiosos sobre o sentido de tudo aquilo. Esse mistério que o envolve é o que o torna tão fascinante, porque não é óbvio e porque nos leva para lugares que nunca visitamos antes.

O filme reserva um longo tempo apenas para conhecermos seus personagens e o cenário em que vivem. Temos como protagonista Lee Jong-soo (Ah-In Yoo), um garoto introspectivo que, certo dia, enquanto caminhava na rua, reencontra Shin Haemi (Jong-seo Jeon), uma antiga amiga que morava na mesma região e que não evita em demonstrar interesse nele. Após um rápido envolvimento, ela viaja para África, o deixando solitário à espera de seu retorno. No entanto, quando Haemi volta, trás ao seu lado um novo amigo: Ben (Steven Yeun), um jovem misterioso que conheceu fora do país. A partir deste momento, os três se tornam inseparáveis, mesmo que Lee duvide do caráter do estranho novo amigo, ainda mais quando ele revela um hobby bem peculiar e cruel.


quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Globo de Ouro 2019: Surpresas, expectativas e esnobados


Nesta quinta-feira (06/12) foram divulgados os indicados ao Globo de Ouro 2019. A premiação, que acontecerá dia 6 de janeiro, terá uma dupla de apresentadores bem improvável mas que me agrada bastante: Andy Samberg e Sandra Oh. 

Considerado como a grande largada nas premiações de cinema, temos aqui uma lista não muito empolgante, talvez uma das mais fracas dos últimos anos. O filme mais indicado - 6 ao todo - é "Vice", protagonizado por Christian Bale e que marca o retorno de Adam McKay (A Grande Aposta) na direção. Sucessos de bilheteria como "Bohemian Rhapsody", "Pantera Negra" e "Nasce Uma Estrela" também foram lembrados nas principais categorias. "Infiltrado na Klan", que é uma ótima produção, foi categorizado como drama e isso deve enfraquecer suas chances (logo que é uma comédia).

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Crítica: Infiltrado na Klan

Retorno do renomado diretor Spike Lee, que levou o Grande Prêmio do Júri no último Festival de Cannes, "Infiltrado na Klan" vem disfarçado de comédia de época para denunciar as atrocidades de nosso presente. O filme é, curiosamente, baseado em fatos reais e brinca com a caricatura para deixar evidente o quão absurda a realidade é. Usando do humor a seu favor, temos aqui um relato atual, impactante e necessário.

por Fernando Labanca

Acompanhamos a jornada de Ron Stallworth (John David Washington), o primeiro homem negro a integrar a policia de Colorado Springs. A procura de uma missão mais relevante ali dentro, decide entrar em contato com a Ku Klux Klan, usando da sua boa lábia para se infiltrar na poderosa organização. No entanto, para isso ser realmente possível, ele conta com a ajuda de seu parceiro de trabalho, Flip Zimmerman (Adam Driver), para assumir sua identidade nas reuniões presenciais.


quarta-feira, 21 de novembro de 2018

17 atores para se prestar mais atenção



A cada ano novos astros surgem na tela, seja no cinema ou na televisão. Por isso, sempre gosto de fazer essa lista para destacar nomes que estão surgindo em Hollywood e que prometem muito sucesso. São as estrelas em ascensão e que devemos prestar mais atenção. 

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Crítica: Bohemian Rhapsody

A ascensão de um ícone (e nenhuma verdade por trás disso)

por Fernando Labanca

"Bohemian Rhapsody" é, sem surpresa alguma, um dos lançamentos mais aguardados desse ano. Um filme sobre Freddie Mercury e o sucesso do Queen é um evento que, de fato, precisávamos. O longa se assume como essa carta de amor ao fãs e principalmente a este mito que, com seu jeito irreverente, entrou para a história da música. É emocionante estar na sala de cinema e ouvir, por um som potente, os refrões de tantos clássicos como We Will Rock You, Love of My Life, Radio Ga Ga, entre tantos sucessos da banda. Para os admiradores do Queen, a obra é um presente dos mais agradáveis, no entanto, para aqueles que esperam encontrar a história por trás dos ícones, a decepção pode ser grande. 

O filme narra a rápida ascensão do Queen e como os integrantes tiveram que lidar com os excessos do vocalista. Se trata de um recorte bem tradicional, que jamais foge dos clichês que o cinema definiu quando fala de astros da música. A busca por sucesso, as divergências com produtores e a arrogância que leva ao isolamento. O roteiro, assinado por Anthony McCarten, que já foi responsável por outras biografias como "A Teoria de Tudo" e "O Destino de Uma Nação", segue passo a passo a cartilha hollywoodiana e jamais entrega a história que o Queen, definitivamente, merecia. É apressado quando não deveria e tão didático quanto uma pesquisa no Google. São informações que já sabíamos pinceladas por um texto preguiçoso, que aborda a homossexualidade, a AIDS e a "vida tumultuada" da banda de forma superficial. É difícil adentrar na jornada dos músicos justamente porque nada transmite verdade.


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