segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Crítica: Meu Malvado Favorito (Despicable Me, 2010)

Pois é, animação não é mais prioridade de Pixar e Dreamworks, o tempo passou, as duas ainda estão no "império" e ainda produzem excelentes filmes, porém, existem outros estúdios capazes de fazer bons filmes, exemplo é o estreante "Illumination Entertainment" que fez "Meu Malvado Favorito", distrubuido pela Universal, o filme está sendo um sucesso, liderando nos cinemas pela segunda semana, impedindo até Stallone de reinar mais vez, com seu "Os Mercenários".

por Fernando

"Ser bonzinho é muito ultrapassado", usando essa idéia, os roteiristas, Ken Daurio e Cinco Paul resolveram inovar, fizeram um protagonista-vilão. Esse é Gru, um cara malvado, muito malvado, não respeita ninguém, nem mesmo as crianças, até para pegar rosquinhas na padaria, ele utiliza de suas armas super poderosas para não pegar fila, ou com seu master carro a jato que passa em cima de todos na rua, sem nem se preocupar com os danos que causa. Mas os tempos passaram, ele já não é mais o mesmo, as pessoas se acostumaram e ele não amedronta mais ninguém, fato que ele nunca admite. E para seu azar, outro vilão está na área, Vitor, ou melhor Vetor, um rapaz nerd que fez a pior de todas as maldades, roubou uma pirâmide do Egito.

Revoltado com a situação, Gru decide fazer algo muito pior para voltar a ser o vilão nº1 novamente. Roubar a lua. E para isso ele precisa de uma máquina capaz de diminuí-la, porém esta máquina vai parar nas mãos de Vetor, e para infiltrar na mansão do vilão, ele resolve adotar três garotinhas que vendem biscoitos na rua. Entretanto, o que ele nunca imaginou em sua vida era ser pai e não possui nenhum dom para isso, e coloca as meninas em sua vida como se fossem objetos, sem nenhum valor. Mas lembranças do passado vem a tona, a infância de um garoto que nunca teve a atenção de sua mãe, e mesmo que inconscientemente, Gru passa a ver a chegada das garotas como um novo começo e dar a elas o que nunca teve, e passa a se dividir entre elaborar os maquiavélicos planos para o assalto que entraria para a história ou dar vida aquilo que estava morto dentro de si, seu coração.


Ao meu ver, uma história bem criativa. Os roteiristas não se pouparam em inovações, tanto a história de roubar a lua até os desenhos das armas, a arquitetura inovadora mostrada na animação, como o interior da casa de Gru, enfim, muita coisa diferente é exibida. Entretanto, os roteiristas também não se bloquearam aos clichês, as garotinhas meigas no estilo de "Boo" de Mostros S.A, o vilão que vira herói e a musiquinha feliz no final do filme.

Colocando a parte dos clichês fora, Meu Malvado Favorito diverte fácil, aliás, muito fácil. Rapidamente somos envolvidos na vida de Gru, definitivamente, um dos melhores personagens de animações já criado. Ele é hilário, o modo como vive, o modo como encara as situações que lhe são impostas, tudo muito incrível, divertido ao extremo. É muito difícil segurar o riso com esse filme, onde do começo ao fim o humor é prioridade e de muito, muito bom gosto. As piadas surgem fácil e logo somos cativados pelas situações e personagens. No original, dublado por Steve Carell e Jason Segel, e aqui no Brasil a dublagem fica por conta dos "caras de pau" Marcius Melhem e Leandro Hassum, que aliás, eu nunca entendo porque colocar famosos para dublar se nem ao menos vemos eles, será que alguém vai ver um filme de animação pelos dubladores? Não, acho que não. E no final das contas, os dois acabam fazendo um bom trabalho.

Enfim, vale muito a pena retirar umas horas do final de semana para se divertir com esse personagem completamente fora do normal. Um filme carismático, engraçadíssimo e até mesmo emocionante. Recomendo.

NOTA: 8



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