quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Retrospectiva 2015: Os Melhores Atores


Continuando a retrospectiva aqui no blog, lanço agora a lista com as melhores atuações masculinas do ano. No começo de 2015, com a chegada do Oscar, já fomos presenteados com algumas interpretações fortes e bem marcantes, alguns talentos foram revelados, outros atores afastados retornaram com tudo e alguns veteranos só provaram ainda mais o potencial. Como qualquer lista, tive que deixar excelentes nomes de fora por manter o TOP 15, mas deixem nos comentários os que sentirem falta!

por Fernando Labanca



15. Mark Ruffalo 
(Sentimentos Que Curam)

Imagem Filmes
Dono de um carisma imenso, Mark Ruffalo tem seguido um caminho interessante em sua carreira, entregando grandes atuações nos últimos anos. Em "Sentimentos Que Curam", o ator interpreta um pai de família bipolar e que no meio de suas crises precisa cuidar de suas pequenas filhas. O filme é simples, mas sua presença o engrandece.




14. Bradley Cooper 
(Pegando Fogo)

Paris Filmes
O diretor John Wells conseguiu reunir um grandioso elenco para este drama, com pitadas de comédia e tensão. Na frente de tantos bons atores, Bradley protagoniza cenas impecáveis, mostrando o quanto cresceu como ator e é muito bom acompanhá-lo e vê-lo construindo um papel tão bom. Seus surtos, olhares e toda sua entrega a este complexo personagem. Que incrível o que ele fez aqui, admirável!




13. Al Pacino 
(Não Olhe Para Trás)

Imagem Filmes
Al Pacino estava precisando de um papel como Danny Collins, um músico popular que sobrevive de hits antigos, mas que devido as palavras inspiradoras de John Lennon, decide corrigir os erros de seu passado. Dan Fogelman, que roteiriza e dirige a obra, dá a chance ao ator de fazer um retorno magistral na tela grande. O texto é ótimo e Pacino aproveita, canta, diverte e emociona ao lado de incríveis coadjuvantes.




12. Miles Teller 
(Whiplash - Em Busca da Perfeição)

Sony Pictures
Não sei bem dizer o que aconteceu com Miles Teller ao protagonizar este fantástico filme chamado "Whiplash". Deu uma estranha sensação de estar possuído ali na tela, de tão louco, intenso, de tão entregue. Foi brutal, impactante até. Quando este jovem ator sentava diante daquela bateria, realizava algo surreal, de muita expressão, muita garra! Definitivamente, o papel de sua carreira.




11. Oscar Isaac 
(O Ano Mais Violento)

Paris Filmes
Sou um grande fã de Oscar Isaac, por isso sou sempre suspeito ao elogiá-lo. Mas algo é inegável, tudo o que ele faz fica bom. Carismático e extremamente versátil, Oscar é aquele tipo de ator capaz de fazer de tudo e ao encarar o protagonista de "O Ano Mais Violento", provou seu potencial em dramas, em um papel mais sério e bastante complexo. Em algumas sequências. seus discursos são hipnotizantes de tão bons, de tão convincentes. 




10. Bradley Cooper 
(Sniper Americano)

Warner Bros. 
Até este ano, confesso que não levava muito a sério a carreira de Bradley Cooper. Era, até então, um ator de comédias que estava fazendo alguns papeis mais dramáticos. Eis que me deparo com esta grande evolução, "Sniper" é quase como um divisor em sua carreira, provou, finalmente, ser um ator a ser levado a sério, que merece toda a atenção e admiração. Um ótimo personagem que deu a chance que ele precisava e Bradley dominou, fez seu melhor e só tem a crescer. Belíssimo trabalho.




9. Johnny Depp 
(Aliança do Crime)

Warner Bros.
Já quando os trailers anunciavam a nova produção estrelada por Johnny Depp, algo já era certo, a de que o filme poderia, enfim, salvar a carreira do ator, que passou, nos últimos anos, a atuar no piloto automático, se enfiando em filmes de gosto duvidoso. "Aliança do Crime", infelizmente, não foi nenhum grande sucesso, mas ao menos deu esta chance a Depp, que entregou sua melhor atuação dos últimos anos. A maquiagem ajudou, mais uma vez, o ator a se transformar em algo distante do que ele é, mas o impacto causado por seu mafioso Whitey Bulger não teria sido o mesmo sem a força de sua interpretação.




8. Jack O'Connell
 (Invencível)

Universal Pictures
Não conhecia Jack O'Connell até o começo deste ano. De repente ele era a estrela do novo filme de Angelina Jolie, "Invencível", além de outras ótimas produções independentes como "Encarcerado" e "71' Esquecido em Balfest". Uma das maiores revelações do cinema neste ano, que do nada prova um potencial gigantesco. É um ator jovem e incrivelmente corajoso, que se jogou em papéis difíceis e surpreendeu a muitos. Sob a direção de Jolie, Jack faz de tudo em cena, há uma evolução gigantesca durante a trama e ele arregaça!




7. Jake Gyllenhaal 
(Nocaute)

Diamond Films
Filme de boxe com uma trama previsível, o longa ganha muitos pontos pela presença de Jake Gyllenhaal. O ator se entrega totalmente às sequências, tanto fisicamente, nas convincentes cenas de luta, como no drama vivido por seu personagem. É emocionante sua jornada e Gyllenhaal se destaca em diversos momentos. Mais um belíssimo trabalho em sua brilhante carreira.




6. Steve Carell 
(Foxcatcher - Uma História Que Chocou o Mundo)

Sony Pictures
"Foxcatcher" foi um dos filmes mais densos do ano, há uma atmosfera pesada que o cerca e a atuação de Steve Carell acompanha muito bem este clima. De ator de comédia, Carell surge irreconhecível na pele do filantropo John du Pont, tanto pela maquiagem, tanto por sua inacreditável interpretação. É um personagem monstruoso, assustador e o ator encara o desafio com bastante seriedade e se mostra um profissional surpreendentemente versátil. Foi um choque vê-lo em cena, uma impactante transformação.




5. Michael Fassbender 
(Macbeth - Ambição e Guerra)

Diamond Films
"Macbeth" foi um choque por completo. Não esperava ver nada do que vi e isso foi muito bom. A atuação de Fassbander é um desses elementos surpresas da obra. que é ainda melhor do que se prometia. Na pele do louco Rei, o ator realiza sequências fascinantes, seus olhares doentios, suas fortes expressões, a dor que remói a mente de seu personagem, é tanta coisa para se ver, analisar e admirar em sua performance. Não é novidade que Michael Fassbender é um grande ator e "Macbeth" é a mais recente prova do quão longe ele é capaz de ir.




4. Benedict Cumberbatch 
(O Jogo da Imitação)

Diamond Films
Benedict Cumberbatch é um ator que vinha em uma crescente, onde nos últimos anos foi aos poucos se destacando, de coadjuvante à pequenas participações, ele enfim alcança seu grande momento no longa dirigido por Morten Tyldum. Ao interpretar o excêntrico Alan Turing, o ator provou de vez seu enorme talento. A história é incrível, o texto é ótimo e Benedict entrega seu melhor nesta irretocável performance. Seus diálogos finais são de cortar o coração de tão bom e de tão honesto que foi.




3. Michael Keaton 
(Birdman ou A Inesperada Virtude da Ignorância)

Fox Filmes
Renascendo no cinema, se reinventando após longos anos distante de um bom papel, "Birdman" é a chance de ouro de Michael Keaton. Parece exagero dizer coisas como "nasceu para viver este personagem", mas neste caso, isso, estranhamente se encaixa. Sua presença, neste brilhante filme de Iñárritu, parece trazer uma razão para sua carreira, como se tudo fizesse mais sentido. Birdman não seria Birdman se não fosse vivido por Michael Keaton. Foi incrível demais o que ator fez aqui, foi profundamente verdadeiro, cada palavra, cada sentimento.




2. Eddie Redmayne 
(A Teoria de Tudo)

Universal Pictures
Uma das atuações mais chocantes do ano foi a de Eddie Redmayne em "A Teoria de Tudo", dirigido por James March. Premiado com o Oscar, o ator interpreta Stephen Hawking de forma magistral, rica em detalhes, há uma transformação surpreendente não só no seu jeito de se expressar, mas em sua forma física. É fantástico tudo o que o ator faz, é muito real e justamente por isso, nos comove.




1. David Oyelowo 
(Selma - Uma Luta Pela Igualdade)

Buena Vista
Fiquei extasiado com a performance antológica deste cara chamado David Oyelowo, que tanto mudou para interpretar Martin Luther King. Foi mais do que uma atuação incrível, assim como vejo "Selma" como sendo mais do que somente um filme. Há algo a mais, não sei explicar exatamente. Há tanta verdade que parece que transcende esta linha entre ficção e realidade, entre atuação e honestidade. Sim, me arrepiei. Durante seus longos discursos, diante de cada diálogo, cada palavra dita por David, consegui ver verdade, consegui sentir toda a emoção e toda a força transmitida por ele. Foi hipnotizante, belo e memorável.



E para você? Qual a melhor atuação masculina de 2015?

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