sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Destaque da Semana: JIM CARREY

Com a estréia de Sim Senhor! nos cinemas, resolvemos destacar a carreira desse grande ator.
Desde crianças estamos acostumados a assistir e se divertir com os filmes de Jim Carrey, passamos nossa adolescência continuando a assistir, ou seja, a carreira dele fez parte da nossa vida, e esperamos vê-lo sempre nos cinemas, que aliás, sua presença nos filmes é sempre muito agradável. Em sua carreira ele obvteve alguns trabalhos fracos e decepcionantes, mas por outro lado, também fez parte de grandes projetos cinematográficos!

Jim Carrey nasceu em Ontario, no Canadá, em 17 de fevereiro de 1962. Começou a atuar aos 15 anos de idade como comediante e então decidiu se mudar para Los Angeles em busca de melhores oportunidades.
Até começar a trabalhar em grandes filmes, Carrey trabalhou por muito tempo em shows de comédia em casas noturnas e em papéis sem destaque nos filmes.

Ele já namorou algumas atrizes como Renée Zellweger e Ashley Judd, além da atriz pouco famosa Melissa Womer, com quem se casou e teve sua única filha. Hoje eles são separados, mas ele ainda não perdeu o contato com a filha.

Jim Carrey marcou sua carreira com papéis cômicos, onde recebeu bastante atenção do público, mas foi nos poucos papéis sérios que ele conseguiu atenção da crítica. Já ganhou dois Globo de Ouro por melhor ator nos filmes O Show de Truman - O Show da Vida e o Mundo de Andy, onde interpreta personagens mais dramáticas e onde não utiliza sua expressões cômicas, aquelas que agradam tanto o público.



















Film
es que você não pode deixar de ver com Jim Carrey

Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças
Neste longa vemos um Jim Carrey mais sério, mas o filme não deixa de ser uma comédia, com boas cenas dramáticas em uma história de amor. Ganhou o Oscar de Melhor Roteiro Original, merecidamente, é um dos roteiros mais brilhantes do cinema moderno. Destaque para a parceira de Carrey, a excelente atriz Kate Winslet.


Todo Poderoso
O filme conseguiu algumas críticas negativas. Mas por fim, encontramos um Jim Carrey mais descontraído e engraçado. Se o desejo é ver uma boa comédia com ele, Todo Poderoso é um ótimo pedido. E ainda conta com atuações do mestre Morgan Freeman e da ótima Jennifer Aniston.



O Show de Truman - O Show da Vida
Mesmo depois de 11 anos desde a estréia do filme, O Show de Truman traz uma história moderna que se encaixa perfeitamente nos dias de hoje. O ator ganhou o Globo de Ouro por este filme. Sua atuação é brilhante, ele consegue nos emocianar e nos fazer rir ao mesmo tempo. Grande roteiro e no elenco ainda temos os ótimos Ed Harris e Laura Linney.


O Grinch
Direção de Ron Howard, o filme é uma fábula sobre o Natal, uma das melhores já feitas. Jim Carrey está simplesmente hilário. A direção de arte do filme está impecável, destaque para a maquiagem muito bem feita do longa. Resumindo, o melhor filme de Natal, diabólicamente divertido!!




Filmes que você deve passar longe com Jim Carrey

Número 23
Número 23 é com certeza, o pior filme dele. Roteiro patético, fraco e bizarro. Até mesmo sua atuação deixa a desejar e ao lado de Virgina Madsen, fazem um casal tão tosco com diálogos muito mal escritos. O filme ainda tem direito a um final com mensagem, mas que não cola. Cenas forçadas que tentam ser surpreendentes, mas a direção não colabora. E tudo isso fazem desse filme um dos piores dos últimos anos!


Ace Ventura - Um Maluco na África
Muitos até gostam dessa personagem, mas, particularmente, é uma das mais patéticas, simplesmente não tem graça. Filme só para diversão, para passar a tarde ao lado da família. Mas não espere grande coisa!!




Batman Eternamente
Mais uma vez sob a direção de Joel Schumacher (Número 23), Jim Carrey até tenta e consegue só ser um dos poucos pontos positivos do filme, mas o filme não ajuda. É fraco e muito alegórico, mais um carnaval que Schumacher fez com Batman!!



Eu, Eu Mesmo e Irene
Muitas pessoas gostam desse filme. Claro, sem dúvidas, ele é engraçado. Mas é chato, até que diverte um pouco, mas contém piadas sujas e sem graças, vindo dos irmãos Farrely não podemos esperar mais que isso, mas ás vezes eles acertam, mas com certeza, não foi nesse filme. Jim Carrey atua bem, faz praticamente duas personagens e com competência, mas só isso. Ainda temos a ótima Renée Zelweger, que tembém ajuda mais um pouco. Mas não tem como, o filme fraco!

domingo, 25 de janeiro de 2009

Dica de DVD: Na Mira do Chefe


Na Mira do Chefe é uma comédia que chegou aos cinemas no ano passado e não teve muita atenção da mídia e nem do público. Agora, chegou nas locadoras e com outra cara, gráças ao Globo de Ouro entregue ao ator Colin Farrell, além de ter sido indicado nas categorias de Melhor Filme-Comédia. E hoje é um dos favoritos para ganhar o Oscar de melhor roteiro original na qual foi indicado. Uma surpresa muito grande para todos que acreditavam que esse filme seria só mais comédia dentre tantas já existentes.

por Fernando

Dirigido e roteirizado pelo estreante em longas metragens Martin McDonagh, Na Mira do Chefe é uma pérola escondida do ano passado e está nas listas das premiações mais importantes do Cinema que começaram a ser lançadas. E não só por isso o filme é uma boa surpresa, pois não é o que parece ser. De olho na capa e no título do filme esperamos uma comédia com ação como muitos filmes já feitos, mas não pense nada a respeito desse filmes antes de assistí-lo, ele te surpreenderá, assim como me surpeendeu.
O filme conta a história de dois matadores, Ray (Colin Farrell) e Ken (Brensan Gleeson) que são enviados à Burges, isso porque acabaram de realizar um "trabalho" não muito bem sucedido e precisavam se afastar, e foram para lá a pedido de seu chefe Harry (Ralph Fiennes). Burges é uma cidade da Bélgica, que chama a atenção de muitos turistas por ter arquiteturas antigas e ser uma das poucas cidades com características medievais e com construções que até hoje não foram modificadas. Agora, Ray e Ken terão de ficar na cidade, obrigatoriamente, até que o chefe ligue e diga qual é a próxima missão.

Duas pessoas completamente diferentes. Ken adora a cidade, adora conhecer lugares novos e admiras os pontos turísticos, enquanto Ray deixa claro que odeia o fato de estar lá e não está afim de se divertir e agir como um turista normal, por muitas vezes age como uma criança imatura, é um homem frágil e descontrolado e tem um grande segredo guardado e que a todo momento é motivo de tristeza. No crime mal sucedido feito por eles, Ken e Ray teriam de matar um padre, Ray o mata, entretanto, o plano foge do controle e ele acaba matando uma criança inocente, e até hoje não se conforma com isso e nada o que ele faça mudará o que ele fez no passado.

O que Ray não espera é que surge uma bela moça, Chloe (Clémense Poésy) e será um bom motivo para ele querer ficar no local e junto com ela, ele vai viver um inusitado romance. E junto com Ken, ele vai se envolver em grandes confusões na cidade, isso inclui, uma briga com o namorado de Chloe, um golpe fatal em um ator anão e discussões com turistas americanos. Mas outra coisa que Ray não esperava é que a viagem faz parte de um plano mais complexo, Harry enviou os dois para Burges para Ray se despidir da vida, ou seja, Ken terá que matá-lo, como parte do combinado. No entanto, nada será tão fácil, e Ken não imaginaria que seria tão difícil matar um colega de trabalho, que aliás, nesta viagem, deixa de ser só um colega, pois Ray passa a dividir suas dores e emoções com ele e juntos vão descobrindo um pouco de si mesmos e com isso, revelando uma grande amizade. "Mas se você deseja um trabalho bem feito, faça você mesmo". Agora o perigoso gangster e chefe deles, Harry irá até Burges fazer o que Ken não conseguiu, e a cidade turística passa a ser um cenário de grandes confusões e tiroteios.

E no fim das contas, Na Mira do Chefe é uma comédia deliciosa, hilariante, brilhante e inovadora, com boas doses de ação e drama. O roteiro é ótimo e merece sua indicação ao Oscar.
E do início ao fim da projeção, o filme nos pega de surpresa, não só por ser algo que não parecia ser, mas por ter diálogos muito inteligentes e interessantes e por ser tão grandioso sem pretender ser. Se você esperava ver um filme de ação, assim como foi vendido, talvez se decepcione, não é um filme de ação, de mortes violentas e gratuitas com muito sangue, é uma comédia dramática com um toque de filme independente.

As atuações estão ótimas, principalmente do vencedor do Globo de Ouro, Colin Farrell, que particulamente nunca me chamou a atenção, mas nesse filme, com certeza, teve seu melhor desempenho. Ele consegue ser hilário sem dizer nada, só com suas expressões, e consegue arrancar boas risadas e emocionar o público em determinados momentos. Seu companheiro de cena, Brendan Gleeson (Harry Potter e o Cálice de Fogo) está ótimo também e constrói assim com Farrell uma grande personagem. Os dois funcionam muito bem juntos, formaram uma dupla divertida e graçás à eles o filme é tão bom. Ralph Fiennes faz um gangster bem diferente, engraçado e ao mesmo tempo, perigoso e humano, um pai de família que acima de tudo ama seus filhos.

As personagens são os grandes destaques do filme, são incrivelmente inteligentes e bem interpretadas e muito bem escritas. O filme é bem desenvolvido, vai crescendo e tem um final nada previsível. É diferente, por issso, merece ser visto e levado a sério.

Mas o que mais impressionou foi o fato das personagens serem tão humanas. Apesar de mostrarem dois matadores que acabaram de cometer um grande crime, o filme mostra a fragilidade deles, que apesar dos pesares, ainda existe um humano e um coração dentro deles. Na Mira do Chefe, nos conta uma história não sobre só um chefe correndo atrás de seu empregado matador e fracassado, conta uma história sobre valores éticos, honra, direito de cada um ter uma segunda chance e é claro, sobre amizade.

Nota: 9

sábado, 24 de janeiro de 2009

Crítica: O Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button, 2008)


Uma vida ao contrário! Quem um dia já pensou nessa possiblidade, de nascer velho e ir ficando mais jovem a cada dia? Será que iríamos ser mais felizes? Será que saberíamos aproveitar melhor o nosso tempo? Pois então, um homem chamado F. Scott Fritzgerald levou essa brilhante idéia adiante e escreveu um conto sobre Benjamin Button, um homem que nasce velho e conforme e tempo passa, ele vai rejuvenescendo. Até que desse conto nasce um grande filme, O Curioso Caso de Benjamin Button, dirigido pelo incrível David Fincher e com mais que merecidas 13 indicações ao Oscar e 5 indicações ao Globo de Ouro. Quer mais? 11 indicações ao Bafta (o Oscar Britânico)

por Fernando

Em meados de 1918, um homem foi contratado para construir o relógio principal de uma grande estação de trem. Entretanto, ele acabara de perder o filho na Primeira Guerra Mundial e teve a idéia, como uma maneira de protesto, talvez, fazer um relógio onde os ponteiros girem ao contrário, para que os filhos perdidos na Guerra pudessem voltar no tempo e continuar suas vidas. Eles não voltaram. Mas não muito longe dali essa história teve um efeito.

Nasce Benjamin Button, sua mãe morre no parto e seu pai, Thomas Button, o rejeita apesar de prometer a sua mulher que cuidaria dele, isso porque Benjamin nasce com rugas, uma criatura estranha. Thomas o abandona em um asilo, quem o acha é Quennie (Taraji P.Henson - indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante) que o leva para dentro e cuida como seu fosse seu filho, ele é tratado por um médico que chega a estranha conclusão de que ele sofre de todas as doenças de um idoso. Para muitos, Benjamin estava prestes a morrer, mas ele sobrevive e cada dia que passa vai ficando mais forte, mais disposto e passa a conviver com os velhos do asilo.

Até que um dia conhece Daisy, uma jovem que sempre vai visitar sua avó, eles fazem amizade e a partir daquele momento, Benjamin jamais esquecera dela. E conforme os anos passam, ele vai ficando cada vez mais jovem, enquanto todos ao seu redor vão envelhecendo cada vez mais e desde cedo aprendeu a mais dolorosa lição da vida, a perda.

Button começa então a enfrentar o mundo, se envolve em grandes histórias, vai para um bordel e perde a virgindade cedo, começa a trabalhar em um grande barco com um marinheiro que se diz artista, participa da Segunda Guerra Mundial durante um tempo breve. Mas ao mesmo tempo nunca esquece de Daisy que vai ficando mais adulta.

Os dois vão se reencontrando aos poucos, em diferentes épocas, mas vivem vidas distintas, cada um vive seu mundo, o tempo se torna o inimigo deles, que nunca podem se relacionar de verdade, até que a idade deles se encontram, ambos com 40 e poucos anos. E nesse tempo eles se entregam um ao outro, vivendo uma verdadeira paixão, mas sabem que como tudo na vida, tudo isso uma hora vai acabar. Ele vai ficar mais jovem, vai ter outros interesses, vai ficar criança, em contra-partida, ela irá envelhecer, ter outras responsabilidades. Resumindo, uma história de amor impossível.

Benjamin Button não vive histórias tão grandiosas quanto Forrest Gump (que aliás é do mesmo roteirista) e nem tão fantasiosas quanto Edward Bloon (de Peixe Grande), mas vive uma história que jamais foi contada, por isso o mérito do filme, ser tão inovador, tão interessante, revolucionário. Vindo de David Fincher, não há surpresa, pois ele revoluciona em tudo que faz. Fez um dos melhores filmes de suspense até hoje com história bem arquitetadas em Se7en (1995), um dos melhores de ação, para aqueles que gostam de pancadaria e boas idéias com direito a um final surpreendente em Clube da Luta (1999) e um dos melhores filmes de serial killer já feito, Zodíaco (2007). E entre todos, juntamente com Benjamin Button, há uma semelhança, todos fazem o público pensar, são filmes para aqueles que querem mais do que diversão, querem refletir, pensar, repensar.

O Curioso Caso de Benjamin Button já virou um clássico do cinema, Fincher caprichou em tudo. Desde o roteiro bem amarrado de Eric Roth, a bela trilha sonora até a impecável maquiagem, que faz Cate Blanchett convencer tanto quanto uma mulher de 20 anos até uma senhora de 80 e poucos e Brad Pitt parecer velho, apagando de vez sua face de galã, e entrando na lista dos atores mais respeitados da atualidade.

Brad Pitt surpreendeu, ganhando o Oscar ou não, ele arregaça!! Até em cenas simples, ele parece outra pessoa, não há nada que me fez lembrar dele em outros filmes. Cate Blanchett está ótima também, e como sempre ela acerta no papel que faz e já coleciona em sua filmografia grandes filmes e excelentes atuações. Os coadjuvantes fazem bonito também, destaque para Tlda Swinton, que faz uma participação como uma das primeiras paixões de Button e Taraji P.Henson.

Muito se comenta da longa duração do filme, de 166 minutos, quase três horas. Mas em nenhum momento isso incomoda e está longe de ser um problema no longa. A história é simplesmente incrível e envolve a cada minuto de projeção. Há muito tempo não via um roteiro tão diferente e inusitado como este.

O Curioso Caso de Benjamin Button nos faz refletir sobre o tempo de nossa vida, se estamos ou não fazendo aquilo que queremos dela, se estamos tirando o melhor aproveito da vida, pois nada é para sempre, tudo acaba, até os melhores acontecimentos dela, até mesmo os grandes amores.

NOTA: 9

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Crítica: Se7en - Os Sete Crimes Capitais ( Seven )


Um filme ótimo , com um final melhor ainda. Morgan Freeman está perfeito , Brad Pitt provou que não é só um rostinho bonito e Kevin Spacey é um dos serial Killer mais aterrorizantes da história do cinema.



Por Bárbara


Um assassino está a solta.Pessoas morrem de acordo com os sete pecados capitais.Dois policiais de personalidades diferentes assumiram o caso.
Um é jovem , impetuoso e está em início de carreira.Outro é maduro , sábio e está prestes a se aposentar.Este é Seven - Os Sete Crimes Capitais.

A história dos detetives David Mills e William Sommerset ( Brad Pitt , Morgan Freeman ) não é chocante por apenas se tratar de um serial killer.Está muito acima disso.

Aqui não temos um assassino louco , pervertido , sádico.Muito menos um que voltou dos mortos ou que queria apenas vingança.John Doe ( Kevin Spacey , ótimo neste filme , canastrão em Superman - O Retorno ) era , acima de tudo temente a Deus.Matava pessoas seguindo a ordem dos sete pecados capitais por achar que está cumprindo uma "obrigação".Não queria se misturar com essas pessoas , muito menos matá - las por matar.Queria lhes dar uma lição.Puní -las por estarem pecando.

O que Jigsaw faz em Jogos Mortais John Doe faz em Seven ,porém com mais propósito.
Não que ele esteja certo em matar pessoas por que são vaidosas , preguiçosas , gulosas...mas o Jigsaw faz até depois de morto em Jogos Mortais não tem a mesma profundidade.Por que Jigsaw sequestra e faz as pessoas se matarem em seus jogos sádicos??Por que ele estava morrendo e punindo as pesoas que estavam saudáveis , mas jogando suas vidas fora??O que diabos ele tem a ver com isso???Ou melhor , o que as pessoas tem a ver com a sua doença??

John Doe é diferente. Mata as pessoas por serem pecadoras , e como ele mesmo diz para David perto do final do filme , as pessoas que ele matou eram mesmo inocentes??Isso fez que não só David e Sommerset parassem para pensar , mas também o público.Será que pecar é só matar e roubar?


Seven é um filme fantástico , uma coisa que Jogos Mortais já foi um tempo ,mas que não é mais.Seven te faz pensar , não só em quem é o assassino , ou que será que vai acontecer com os protagonistas , mas nos faz pensar em nossas próprias atitudes.O final desconcertante também nos mostra que se a arte imita a vida e vice-versa , nem sempre temos um final feliz.


Brad Pitt prova que não é so um rostinho bonito ( embora eu não ache ele tão bonito assim ) , mas prova que é um ator competente e que merece estar ao lado de Morgan Freeman , que por sinal está ótimo.Nenhum dos dois se sobressai em relação ao outro e a amizade que nasce entre Mills e Sommerset é natural.Kevin Spacey dá um show como John Doe , principalmente no final do filme.Para mim , depois de Hannibal Lecter está John Doe.Cada olhar , a fala mansa , a inteligência e a frieza de John Doe me deu cada arrepio na espinha graças a atuação de Kevin!

Um único ponto negativo do filme para mim foi a escolha de Gwyneth Paltrow como Tracy Mills , esposa de David.Ela não demosntrou nada.Inexpressiva do começo ao fim do filme.


Enfim , Seven dá um banho em todos os serialls killers que assombram nossa mente.Esqueçam Jason , Freddy Krueger , Michael Myers e outras criaturas que não se cansam de morrer e ressuscitar! A essência do mal está em cada um de nós , por isso que tenho muito mais medo dos seres humanos "civilizados" do que de monstros desfigurados.

Nota:10

Indicados ao Oscar 2009

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood anunciou nesta quinta-feira, 22, os indicados ao Oscar 2009. O presidente da Academia, Sid Ganis, apresentou os nomes ao lado do ator Forest Whitaker, ganhador do Oscar de Melhor ator em 2007 por “O Último Rei da Escócia”.

Entre os favoritos estão o novo filme estrelado por Brad Pitt, “O Curioso Caso de Benjamin Button”, que obteve 13 indicações, e “Quem Quer Ser Um Milionário?”, o grande vencedor do Globo de Ouro deste ano. A película dirigida por Danny Boyle concorrerá a dez estatuetas, entre elas a de Melhor Filme. Como era aguardado, o ator Heath Ledger, morto no ano passado, recebeu uma indicação póstuma ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por sua atuação como o vilão Coringa em "Batman - O Cavaleiro das Trevas".

A cerimônia de entrega se realizará no domingo, 22 de fevereiro, a partir das 22h e será apresentada pelo ator australiano Hugh Jackman, que ficou mundialmente famoso ao interpretar o mutante Wolverine em “X-Men”.

Confira abaixo a lista completa dos indicados:

MELHOR FILME
O Curioso Caso de Benjamin Button
Frost/Nixon
Milk
O Leitor
Quem Quer Ser um Milionário?

MELHOR ATRIZ
Anne Hathaway (O Casamento de Rachel)
Angelina Jolie (A Troca)
Melissa Leo (Frozen River)
Meryl Streep (Dúvida)
Kate Winslet (O Leitor)

MELHOR ATOR
Richard Jenkis (The Vistor)
Frank Langella (Frost/Nixon)
Sean Penn (Milk - A Voz da Igualdade)
Brad Pitt (O Curioso Caso de Benjamin Button)
Mickey Rourke (O Lutador)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Amy Adams (Dúvida)
Penelope Cruz (Vicky Cristina Barcelona)
Viola Davis (Dúvida)
Taraji P. Henson (O Curioso Caso de Benjamin Button)
Marisa Tomei (O Lutador)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Robert Downey Jr. (Trovão Tropical)
Philip Seymour Hoffman (Dúvida)
Heath Ledger (Batman - O Cavaleiro das Trevas)
Josh Brolin (Milk - A Voz da Igualdade)
Michael Shannon (Foi Apenas um Sonho)

MELHOR DIRETOR
Danny Boyle (Quem Quer Ser um Milionário?)
Stephen Daldry (O Leitor)
David Fincher (O Curioso Caso de Benjamin Button)
Ron Howard (Frost/Nixon)
Gus Van Sant (Milk - A Voz da Igualdade)

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Frozen River
Simplesmente Feliz
Na Mira do Chefe
Milk - A Voz da Igualdade
Wall-E

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
O Curioso Caso de Benjamin Button
Dúvida
Frost/Nixon
O Leitor
Quem Quer Ser um Milionário?

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
Alexandre Desplat (O Curioso Caso de Benjamin Button)
James Newton Howard (Defiance)
A. R. Rahman (Quem Quer Ser um Milionário?)
Danny Elfman (Milk - A Voz da Igualdade)
Thomas Newman (Wall-E)

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
Down to Earth (Wall-E)
Jai Ho (Quem Quer Ser um Milionário?)
O Saya (Quem Quer Ser um Milionário?)

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
Der Baader Meinhof Komplex, de Uli Edel - Alemanha
Waltz With Bashir, de Ari Folman - Israel
The Class, Laurent Cantet - França
Departures, Yojiro Takita - Japão
Revanche, de Gotz Spielmann - Áustria

MELHOR ANIMAÇÃO
Bolt - Supercão
Kung Fu Panda
Wall-E

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
La Maison en Petits Cubes, de Kunio Kato
Lavatory - Lovestory, de Konstantin Bronzit
Oktapodi, de Emud Mokhberi e Thierry Marchand
Presto, de Doug Sweetland
This Way Up, de Alan Smith e Adam Foulkes

MELHOR DOCUMENTÁRIO
The Betrayal (Nerakhoon), de Ellen Kuras e Thavisouk Phrasavath
Encounters at the End of the World, de Werner Herzog e Henry Kaiser
The Garden, de Scott Hamilton Kennedy
Man on Wire, de James Marsh e Simon Chinn
Trouble the Water de Tia Lessin e Carl Deal

MELHOR DOCUMENTÁRIO EM CURTA-METRAGEM
The Conscience of Nhem En
The Final Inch
Smile Pinki
The Witness - From the Balcony of Room 306

MELHOR CURTA-METRAGEM
Auf der Strecke (On the Line)
Manon on the Asphalt
New Boy
The Pig
Spielzeugland (Toyland)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
A Troca
O Curioso Caso de Benjamin Button
Batman - O Cavaleiro das Trevas
A Duquesa
Foi Apenas um Sonho

MELHOR FOTOGRAFIA
A Troca
O Curioso Caso de Benjamin Button
Batman - O Cavaleiro das Trevas
O Leitor
Quem Quer Ser um Milionário?

MELHOR EDIÇÃO
O Curioso Caso de Benjamin Button
Batman - O Cavaleiro das Trevas
Frost/Nixon
Milk - A Voz da Igualdade
Quem Quer Ser um Milionário?

MELHOR MIXAGEM DE SOM
O Curioso Caso de Benjamin Button
Batman - O Cavaleiro das Trevas
Quem Quer Ser um Milionário?
Wall-E
O Procurado

MELHOR EDIÇÃO DE SOM
Batman - O Cavaleiro das Trevas
Homem de Ferro
Quem Quer Ser um Milionário?
Wall-E
O Procurado

MELHORES EFEITOS ESPECIAIS
O Curioso Caso de Benjamin Button
Batman - O Cavaleiro das Trevas
Homem de Ferro

MELHOR MAQUIAGEM
O Curioso Caso de Benjamin Button
Batman - O Cavaleiro das Trevas
Hellboy 2

MELHOR FIGURINO
Austrália
O Curioso Caso de Benjamin Button
A Duquesa
Milk - A Voz da Igualdade
Foi Apenas um Sonho

Fonte: Portal Cinema com Rapadura

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Crítica: Clube da Luta ( Fight Club )



Aproveitando que O Curioso Caso de Benjamin Button estreou nos cinemas recentemente , resolvi assistir os filmes anteriores da dupla David Fincher e Brad Pitt , e Clube da Luta é o primeiro deles.Com uma crítica arrasadora da sociedade consumista que vivemos ( não importa a época ) , este é um filme que não só proporciona entretenimento , mas também reflexão.




Por Bárbara




Para muitos , um filme de pancadaria e só.Para outros , uma crítica a sociedade consumista .Muitos dizem que para entender Clube da Luta , você tem que assistir mais de uma vez.Eu assisti uma vez e vou expor aqui o que eu entendi de tudo o que vi nas duas horas de duração .É lógico que vou assistir de novo , e vou complementar essa resenha caso eu não tenha entendido muito bem o que o filme quis passar.Aceito sugestões...



Pois bem , vamos começar pela sinopse do filme:Jack/Narrador (Edward Norton) é um executivo yuppie que trabalha como investigador de seguros de uma grande montadora de automóveis. Ele vive muito confortavelmente, mas está em doideira progressiva e, para driblar suas crises de insônia, extravasa sua ansiedade em sessões de terapia grupal, ao lado de gente com câncer, tuberculose e outras doenças, pois é só no meio de moribundos que Jack se sente vivo e assim consegue dormir. Sua alegria só é interrompida pela chegada de Marla Singer (Helena Bonham Carter), uma viciada em heroína com idéia fixa de suicídio. Repentinamente entra na sua vida Tyler Durden (Brad Pitt), um cara ainda mais maluco que Jack. Eles se conhecem em um vôo e mal se falam, mas quando o apartamento de Jack explode misteriosamente ele vai morar com Tyler, que vive em uma mansão caindo aos pedaços. Tyler lhe oferece uma perigosa alternativa: por à prova seu instinto animalesco em combates corporais. Assim nasce o clube do título, que ganha diversos adeptos que aliviam suas tensões arrebentando cada um a cara do outro. O clube tem algumas regras rígidas: 1) Você não fala sobre Clube da Luta, 2) Você não fala sobre Clube da Luta, 3) Quando alguém disser "pare" ou perder os sentidos a luta acaba, 4) Só dois caras em cada luta, 5) Uma luta de cada vez, 6) Sem camisa, sem sapatos, 7) As lutas duram o tempo, que for necessário, 8) Se essa é a sua primeira noite no Clube da Luta, você tem, que lutar. Com o tempo, Tyler demonstra, que seus planos vão além da criação do clube, uma mania, que ganha adeptos no país inteiro e assim Tyler sonha em concretizar o seu "Projeto Caos".


Quem lê essa sinopse pensa que é um mero filme de pancadaria ,mas vai muito além disso.Clube da Luta critica o consumismo da sociedade , que pensa que comprando qualquer porcaria vai mudar a pessoa que ela é de verdade , que quanto mais consome , mais importante e completa ela é.Isso também pode ser um tanto auto-destrutivo , como Tyler disse em um determinado momento do filme "as coisas que você possui acabam possuindo você".Vemos isso também quando o apartamento do Narrador ( Edward Norton ) explode e ele chega e vê todas as suas coisas caídas na rua.


Outro momento em que a crítica , que é tão sutil , se revela é quando o Narrador e Tyler vão a uma clínica de lipoaspiração roubar gordura humana para fazer sabão.Roubar gordura de peruas ricas e igualmente fúteis para fazer sabão que serão vendidos para elas mesmas!Que irônico...


O que mais me intrigou nesse filme foi o quão diferentes são Tyler e o Narrador.Narrador é um homem angustiado , que sofre de crises de insônia e frequenta sessões de terapia para quem está com doenças graves.Lá ele se acha mais do que um cara que tem um bom emprego , uma boa casa e várias coisas legais em seu apartamento que foram compradas pelo catálogo.Lá ele se acha importante , sente conforto em ouvir as histórias de pessoas que estão em uma situação bem pior que a dele.Assim , ele se sente mais vivo e consegue dormir.


Resumindo , Narrador é um cara legal , mas sem iniciativa e coragem para fazer as coisas que ele deseja.Tyler Durden é exatamente o oposto.Ele é um cara bacana , inteligente , esperto , corajoso....tudo o que o Narrador sempre quis ser mais não tem coragem de ser transformar.

E isso que chama minha atenção.Como duas pessoas diferentes podem ser lá no fundo tão parecidas???Como se podem dar tão bem a ponto de ser inseparáveis???E o mais surpreendente...é [não leia esse parágrafo se não tiver assistido o filme ainda...contém spoilers!]que Tyler e o Narrador são a mesma pessoa ! Essa revelação é sutilmente revelada ao público ao longo do filme...e o espectador que não presta atenção só se dá conta disso no final do fime,quando o próprio Tyler se dá conta de quem é o cara com quem ele conversa é ele mesmo!!!!


Outra surpresa é Marla Singer.Totalmente louca e fora da realidade , Marla é o interesse romântico de Tyler ( Norton).Mas como ele não se sente capaz de conquistá-la , eis que surge Tyler Durden ( Pitt ).Psicologia pura...ou seja , não é só um filme de pancadaria como muitos pensam.


Edward Norton provou que é um excelente ator.Ele dá um tom realístico para sua personagem , a ponto de acharmos que é ele mesmo.Tem total segurança em seu papel e quando sabemos da grande revelação...ele consegue passar a loucura do Narrador , até pelo olhar!


Brad Pitt , com certeza , não é só um rostinho bonito.Esse não é o primeiro filme de Pitt que assisto para gostar de sua atuação.Seu Tyler além de louco é totalmente inteligente e carismático , personagem que é fácil do público de identificar.Helena Bonham Carter é ótima como a suposta suicida Marla Singer.

Entre os coadjuvantes , destaque para Meat Loaf , como o Bob , membro da sessão de terapia para homens com câncer nos testículos e Jared Leto , membro do clube da luta e do projeto Caos que teve o rosto desfigurado pelo Tyler.
Clube da Luta é altamente recomendado para pessoas que , além de se divertir gostam de pensar.Que gostam das cenas de luta ( que por sinal são ótimas) mas que gostam de entender a mensagem por trás disso tudo.
E principalmente para aquelas pessoas que acham que comprar roupas de marca podem transformá - la numa pessoa que ela não é , a não ser que ela mesma se esforce para tal.
Nota:10





domingo, 18 de janeiro de 2009

Heath Ledger ganha o Globo de Ouro de melhor ator coadjuvante..e Robert Downey Jr parece que não gostou muito disso .

O globo de Ouro , considerado como a prévia do Oscar , foi no dia 11/01/2009.A premiação , que reúne astros e estrelas do cinema e da TV norte-americana, desse ano foi para mim,que acompanho há pouco tempo,um tanto polêmica.

Não,não estou falando do Darren Aronofsky ter mostrado o "dedo",para Mickey Rourke ou da Kate Winslet ter ganhado os prêmios de Melhor Atriz Coadjuvante ( por O Leitor ) e Melhor Atriz - Drama (por Foi Apenas um Sonho ) .

Estou falando da premiação na categoria Melhor Ator Coadjuvante , na qual estavam concorrendo Tom Cruise , ( por Trovão Tropical ) , Robert Downey Jr ( também por Trovão Tropical ) Ralph Fiennes ( por A Duquesa ) , Phillip Seymour Hoffman ( por Dúvida ) e Heath Ledger ( indicação póstuma por Batman - O Cavaleiro das Trevas ).

Heath Ledger ganhou o prêmio merecidamente. Um Tom Cruise emocionado aplaudiu de pé e um Robert Downey Jr, com cara de quem comeu e não gostou , aplaudindo discretamente.

Parecia que Robert , pela sua cara e reação , não tinha gostado que Heath tinha ganhado o prêmio.Parecia um misto de frustração e surpresa.

Foto de Robert Downey Jr e ele como Kirk Lazarus em "Trovão Tropical"

Isso repercutiu muito entre a crítica especializada e os fãs de cinema.Muitas pessoas criticaram a atitude de Robert.Sinceramente,também não achei muito legal.Acho que foi uma falta de respeito para com o colega de trabalho.E falo isso não por que Heath morreu,mas pelo trabalho dele.Mesmo se Heath estivesse vivo para receber o prêmio, isso ainda seria falta de respeito.
Mas também não poderia deixar de ressaltar que ninguém tem o direito de interferir nos sentimentos das pessoas.Não foi uma atitude bonita,como a de Tom Cruise,que aplaudiu de pé...emocionado.Mas também não vamos julgar só por causa disso.
Quando a apresentadora citou os nomes dos indicados , notava - se que Robert estava muito feliz e confiante e quando sabemos que Heath tinha ganhado , vemos o quanto ele ficou frustrado , talvez com ele mesmo.Também não é para menos , Downey Jr estava no fundo do poço.Seu vício em drogas e álcool arruinou sua carreira e foi com Homem de Ferro que ele deu a volta por cima.Depois disso vem Trovão Tropical e uma personagem divertidíssima e essa indicação ao Globo de Ouro.Quem , no lugar dele , não iria se sentir confiante???Quem , quando soubesse que não ganhou o prêmio , não se desapontasse???Lógico que,se desapontar é normal , mas era fundamental o respeito ao trabalho e a memória do colega falecido.

Muitos falaram mal mas será que no lugar dele , não fariam a mesma coisa???É uma pergunta que eu deixo no ar.
Foto de Tom Cruise e ele como Les Grossman em "Trovão Tropical"

Bom , eu só tenho certeza de uma coisa : todos mereciam o prêmio , todos são bons atores.E não é um ego ferido que vai ofuscar o prêmio de Heath Ledger.
Outra coisa , Oscar está aí ( 22/02/2009 ) , Globo de Ouro já foi.

Foto de Heath Ledger e ele como Coringa em "Batman - O Cavaleiro das Trevas "

Por Bárbara

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Crítica: O Dia Em Que a Terra Parou


Um dos filmes mais esperados desse começo de ano, decepciona com efeitos fracos e roteiro nada inovador.

por Fernando

O Dia Em Que a Terra Parou se trata de uma refilmagem do filme de mesmo nome de 1951 e conta a história de Helen Benson (Jennifer Connely), uma cientista que é enviada para trabalhar juntamente com uma equipe de especialistas em um caso aterrorizante, onde um objeto de grande dimensão e com grande velocidade está prestes a invadir a Terra, entretanto, os planos de destruíção desse objeto não funcionam, e uma esfera gigantesca pousa em Nova York (é claro neh? num poderia ser em outro lugar!!), dessa esfera surge um alienígena e que leva um tiro logo na chegada. Ele é tratado e logo os especialistas percebem que por baixo de uma casca nojenta existe um ser com corpo de homem e logo depois percebem que ele fala a língua deles, era um tipo de vida muito avançada!!

Seu nome é Klaatu e veio para a Terra com um objetivo, conversar com os representantes do planeta e alertar que estamos correndo perigo, a Terra por muitos anos foi se destruindo pelas ações do próprio homem e agora chegou no limite e essa situação precisa urgentemente ser revertida. Porém, por uma questão burocrática e quase impossível de acontecer, o pessoal do governo não permite que esse ser estranho e com caráter misterioso conclua seu objetivo. Até que Helen percebe que seu plano tem fundamento e que ele precisa colocá-lo em prática. Klaatu foge e com a ajuda da bela cientista ele tenta concluir o que deseja, ao mesmo tempo que se depara com a vida dela, que além de uma cientista, é uma mulher com problemas, como todos os outros, perdeu o marido e cuida de seu enteado Jacob, um garoto esperto que desconfia o tempo todo do alienígena e não deposita nenhuma confiança e afeto em sua madrasta. O que Helen não esperava é que o plano de Klaatu é bem mais complexo e para salvar a Terra só há uma saída, exterminar toda a população. Agora, ela terá a difícil missão de converser ele a mudar de opinião e não seguir mais com esse plano, já que a vida de todos pode acabar em questão de segundos, a fazer com que ele perceba de que vale a pena deixar os humanos viverem, aliás todos podem mudar.

Essa história pode até ter dado certo no passado, mas essa refilmagem foi com certeza desnecessária. Não há motivo para refazer uma história como esta, com este moralismo que vimos em tantos filmes ultimamente. Até poderia dar certo, mas o diretor e o roteira falha e derrapa feio. No começo houve até um pouco de tansão, mas logo quando a esfera chega, logo percebemos de se trata de um filme que tem tudo para dar errado.

Nos trailers do filme, vimos cenas interessantes do exterminio e personagens correndo com muita tensão. Propaganda mal feita, o filme foi vendido como sendo um grande bluckbuster, com grandes efeitos especiais. Com essas espectativas, o público se decepciona e muito, os efeitos especiais são poucos e foram mostrados nos trailers, ou seja, nada de surpresa, e chegam a ser medíocres, muito computador e pouco fundamento.

A única coisa que me prendeu, na verdade, foi ter Jennifer Connelly e Keanu Reeves protagonizando o filme. Entretanto, não fizeram nada de inovador, fizeram o que era de se esperar. Connely ainda sim se destacou um pouco mais com alguns diálogos mais interessantes que Keanu Reeves que estava um pouco robótico no filme. Kathy Bates que faz uma participação como representante do presidente dos Estados Unidos é insuportável, está completamente deslocada, não se encaixa em nunhma cena que está presente. Jaden Smith, interpreta Jacob, não faz nada de mais também, só está no filme para colocar algum conflito na vida da personagem de Jennifer Connely.
Resumindo, não espere nada desse filme, é decepcionante.

Nota: 4

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Os Vencedores do Globo de Ouro 2009

Neste domingo (11/01) ocorreu a entrega dos prêmios do Globo de Ouro. Os destaques ficaram para o novo filme de Danny Boyle, Slumdog Millionaire, e para a atriz Kate Winslet que conseguiu dois prêmios, melhor atriz e melhor atriz coadjuvante. Outro acontecimento da noite, foi o prêmio de melhor ator coadjuvante para Heath Ledger que foi entregue ao diretor Christopher Nolan.

Melhor Filme Drama
Slumdog Millionaire

Melhor Filme Comédia ou Musical
Vicky Cristina Barcelona

Melhor Ator Drama
Mickey Rourke (O Lutador)

Melhor Atriz Drama

Kate Winslet (Apenas um Sonho)

Melhor Ator Comédia ou Musical

Colin Farrell (Na mira do Chefe)

Melhor Atriz Comédia ou Musical

Sally Hawkins (Simplesmente Feliz)

Melhor Ator Coadjuvante

Heath Ledger (Batman - O Cavaleiro das Trevas)

Melhor Atriz Coadjuvante
Kate Winslet (O Leitor)

Melhor Diretor
Danny Boyle (Slumdog Millionaire)

Melhor Roteiro
Simon Beaufoy (Slumdog Millionaire)

Melhor Trilha Sonora
Slumdog Millionaire

Melhor Canção Original
The Wrestler (O Lutador)

Melhor Filme Estrangeiro
Valsa Com Bashir (Israel / Alemanha / França / EUA)

Melhor Animação
WALL-E

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Os Melhores de 2008

2008 acabou e com isso estou aqui para publicar os melhores filmes do ano passado, na minha opinião. Deixo espaço para os que participam desse blog para lançarem suas listas também e deixem comentários para mostrarem se estão de acordo ou não.

10º- Ao Entardecer

O filme que estreiou em poucos cinemas brasileiros e fez pouco sucesso no país e com algumas críticas negativas é simplesmente delicioso. Mostra que na nossa vida nem tudo segue como planejamos e as oportunidades que acreditamos que vamos ter ao longo da vida podem não mais voltar e que erros são fundamentais para aprendermos a viver. Emocianante, sensível e excelentes atuações de Clair Danes, Toni Collette, Vanessa Redgrave e Maryl Streep. Destaque também para o jovem Hugh Dancy, que surpreende e faz um dos melhores momentos do filme.

9º- Madagascar 2

Roteiro bem simples porém cativante. Madagascar voltou em 2008 com grande estilo. Alex, Marty, Melmman e Glória são sucesso garantido, são simpáticos e realmente engraçados. O filme é envolvente e tem boas piadas, bons efeitos e uma boa trilha sonora. Muito superior que o primeiro longa, Madagascar 2 fez bonito nos cinemas.


8º- Eu Sou a Lenda

Chegou no início no ano nos cinemas e conta com a ótima atuação de Will Smith. A direção do filme é eficiente, faz derramar lágrimas de alguns e emociona milhões de pessoas em determinadas cenas, assusta e faz o coração bater com o bom suspense da história e faz o público se envolver de uma forma surpreendente na trama do suposto último homem da terra.


7º- Hellboy II: O Exército Dourado

Hellboy é o herói mais durão das histórias em quadrinhos e fez bonito em 2008 com a deslumbrante direção do visionário Guillermo del Toro. Sua visão da história fez o filme ser bem melhor do que era para ser. Hellboy 2 é envolvente, cativante, engraçado e romântico. Tem bons efeitos visuais e uma maquiagem de causar arrepios. Ele veio com tudo nesse ano e ocupa a sétima posição!!


6º- Homem de Ferro

O ano de 2008 foi marcado pelos heróis das HQ que invadiram os cinemas em grande estilo. E Homem de Ferro foi, com certeza, um dos melhores deles. Conta com a atuação do sarcástico e ótimo Robert Downey Jr. que fez um personagem hilário e convincente. Aventura não falta nesse filme e faz o público simplesmente não fechar os olhos diante das boas piadas e diálogos interessantes e é claro, ótimos efeitos especiais.

5º- Juno

Um jovem que engravida aos 15 anos de idade?? Pois é, tinha tudo para ser mais uma história que todos já estavam cançados de ver, mas não é. Juno surpreende por ter um roteiro que poderia ser como todos os outros mas inova e conquista o Oscar de melhor roteiro original, merecidamente!! Não há clichês e por isso, o mérito de ser um dos melhores do ano. Além do fato de ter a excelente atuação da jovem Ellen Page.

4º- Ensaio Sobre a Cegueira

Fernando Meirelles surpreende com esse filme incrível. Tem uma história que seria impossível expor na tela, mas ele consegue e com muita categoria. Não é cativante e nem simpático, muito pelo contrário, dá enjôo e de dá tonturas, mexe com o público que esperava ver um filme como todos ou outros, mas se depara com um dos filmes mais ousados de todos os tempos. O filme, que fala de cegueira, te faz ver o mundo de uma maneira diferente. Destaque para as atuações de Julianne Moore, Mark Ruffalo e Gael García Bernal, além da magistral direção de Meirelles.

3º- WALL-E

Não chega a ser tão bom quanto Procurando Nemo, o clássico da Disney Pixar, mas chega na terceira posição dos melhores filmes de 2008. Mas WALL-E não deixa de ser um clássico também das animações, e vai além, uma obra prima do cinema moderno. É espantoso sua qualidade e sua inteligência. WALL-E é uma das personagens mais carismáticas de todos os tempos. O filme por todos os pontos positivos, merece mérito por dizer tantas coisas sem nem ao menos dizer!!

2º- Batman: O Cavaleiro das Trevas

Como já foi dito, os heróis vieram com tudo em 2008 e Batman, dessa vez, foi o melhor de todos. O excelente Christopher Nolan elevou o nível das adaptações, acabou com o carnaval das adaptações anteriores e criou um Batman moderno, sombrio e com dúvidas sobre seu caráter, fez um herói possível num mundo muito perto da realidade. Aliás, o filme é realista e por isso, impressiona. Além do inimigo Coringa, um dos melhores vilões da história do cinema, deve-se isto à brilhante atuação de Heath Ledger.

1º- Na Natureza Selvagem

Eis que surge o primeiro lugar, um filme brilhante: Na Natureza Selvagem. O filme é um poema, envolvente e emocionante. Conta a história de um jovem, interpretado pelo ótimo Emile Hirsch, que abandona toda superficialidade de sua vida, seu dinheiro, seu carro e sua família e embarca numa arriscada aventura no meio da natureza selvagem. Era para ser só uma fuga, mas esta viagem lhe proporcionou lições valiosas para toda a vida, encontrou com pessoas que perderam algo na vida e viam no jovem o elemente que faltava. Ele vai em busca da felicidade que nunca sentiu, vai tentar entender o verdadeiro sentido da vida. Se auto denominou de Alexander Supertramp, nunca mais voltou, eis que Sean Penn faz uma incrivel adaptação do livro que contava as aventuras e as perdas do jovem. Trilha sonora impecável e atuações notáveis. Um filme para se guardar na memória, inesquecível. Terminamos de ver o filme com as lições aprendidas, sendo que a mais marcante foi: "A felicidade não é verdadeira se não é compartilhada". Imperdível.

Titulo Original: Into the Wild
Direção: Sean Penn
Elenco: Emile Hirsch, Catherine Keener, Kristen Stewart, Jena Malone, Vince Vaughn, Hal Holbroock, William Hurt e Marcia Gay Harden.

domingo, 4 de janeiro de 2009

DVD: WALL-E


A Disney Pixar se supera nesse sensível, divertido e extremamente inteligente longa de animação. Mais do que um filme para se divertir num fim de semana, mas uma história para se refletir, um filme obrigatório!


por Fernando


No filme, muitos anos depois, quando a Terra se tornou um planeta inabitável devido ao excesso de lixo tóxico que passa a tomar conta das ruas, das cidades ( e acabou não tendo mais espaço para o próprio homem), por causa disso, muitas pessoas morreram e as que conseguiram sobreviver vivem numa espécie de cruzeiro pelo universo e só voltariam quando fosse detectado algum tipo de vida na Terra.


No meio desse caos, WALL-E, um simpático "robô" é enviado à Terra para compactar o lixo criado pelo homem. Vive sózinho e tenta ao máximo se adaptar, cria sua própria casa, pega no meio dos lixos tudo aquilo que pode ser útil a ele mesmo e no meio de sua bagunça ele guarda uma fita de vídeo que contem um filme que tanto gosta, cenas de um musical onde dois parceiros se tocam e dançam apaixonados, ele se envolve tanto que sonha em um dia encontrar alguém. Até que esse dia chega!

Eva é um robô que é levada à Terra para detectar vida, mas nessa sua ida acaba conhecendo WALL-E. Os dois não falam, a não ser o próprio nome, eles fazem amizade e o carente robozinho tenta de todas as formas conseguir, pelo menos, tocar sua mão, e ela se torna aquilo que sempre sonhou, uma companhia. Até que um dia ele lhe mostra uma planta, Eva detecta a vida e é enviada novamente para o espaço, porém WALL-E não desiste fácil e embarca numa aventura que pode lhe custar a própria vida, somente para reencontrar sua amada, ele viaja ao espaço, vão parar no cruzeiro, onde a planta será analisada e os seres humanos decidirão se voltarão para a Terra. Ao chegar nesse "cruzeiro", WALL-E se depara com uma vida completamente diferente, as máquinas comandam e manipulam a vida dos seres humanos, e por mais que essas pessoas tenham sobrevivido, elas praticamente perderam a vida, viraram "vegetais", só comem, ficam sentadas o dia inteiro conversando pela internet (ou seja, perderam a comunicação entre pessoas), não vivem mais!! Mas aos poucos, essas pessoas, devido à alguns desastres, começam a enxergar o que estão a sua frente, as pessoas, as estrelas, a vida! E percebem que querem viver novamente, enquanto isso, o capitão que iria decidir o futuro daquela nave, percebe que a Terra não é mais a mesma e que uma planta viva pode não significar que eles podem voltar, não há mais água, mais árvores, o solo não é mais o mesmo, não há mais belas paisagens como eles acrediram que iriam encontrar. E ao mesmo tempo, WALL-E tenta salvar a vida da planta, já que muitas máquinas querem se apossar dela para não terem que voltar. E nisso, Eva acaba percebendo o quanto ele é especial, e o quanto ele a ama, sendo que ela não tinha analisado o quanto de coisas que ele fez para tê-la de volta.

A Disney Pixar se supera a cada filme, e esse foi seu auge. Pode ser um filme que não agrade tanto as crianças ou até mesmo alguns adultos, por não ter a mesma fórmula que todas as outras animações, não tem animaizinhos bonitinhos e engraçados fazendo piadas a todo tempo. Há personagens inteligentes, mesmo sem falas, onde o diálogo fica em segundo plano, as expressões e os sons falam por eles, e falam mas do que qualquer outro filme.

A trilha sonora é impecável e fundamental para o filme, já que é através dela onde percebemos o que está acontecendo na mente das personagens, ou o que o momento quer, se é divertir ou emocionar.
Mesmo com tão poucas falas, o filme fala muito, quer dizer muitas coisas. WALL-E faz uma crítica ao modo de vida das pessoas e o que estamos fazendo com nosso mundo e nos faz refletir sobre aonde iremos parar se não agirmos da maneira certa! É inteligente e profundo, mexe com o expectador mais insensível, emociona pela sinceridade do filme, o amor mostrado no longa deixa qualquer filme de romance no lixo, uma história de amor que há anos não é mostrada com tanto sentimento no cinema. Boas personagens, um bom roteiro, uma excelente direção, trilha sonora, efeitos visuais e sonoros. O filme simplesmente não erra, surpreende com tantos pontos positivos.

Nota: 10

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Dica de DVD: Hellboy II - O Exército Dourado (Hellboy II - The Golden Army, 2008)


Uma ótima dica para quem está a procura de um ótimo filme na locadora é o lançamento Hellboy II - O Exército Dourado.


por Fernando

Sequência de Hellboy, de 2004, o filme conta mais uma vez com a excelente direção de Guillermo del Toro e com os mesmos atores do primeiro longa. Porém é uma adaptação muito mais ousada, criativa, divertida e até mais emocionante (por incrivel que pareça) que o anterior.


No filme, Hellboy não consegue mais ser tão discreto e faz com que a Agência de Pesquisa e Defesa Paranormal, onde trabalha junto com sua equipe deixe de ser secreta, fazendo com que a população se assuste e rejeite o grandalhão. A policia local decide, então, colocar um novo chefe nessa agência para impedir que ela traga mais problemas, o organizado e inteligente Johann Krauss, porém Hellboy passa a ter muitos problemas com ele por não aguentar alguém lhe dando ordens e dizendo como ele deve agir.

Enquanto isso um antigo e aprisionado exército dourado está prestes a ser libertado para acabar de uma vez por todas com a raça humana e para isso o elfo Nuada, que há muito tempo fez a promessa de que os traria de volta, precisa reunir três partes de uma coroa dourada que lhe dará o poder de comandar o exército, então, ele enfrenta a própria família, porém sua irmã foge, e ela está com a última parte da coroa. Agora Hellboy, sua namorada Liz e Abe voltam a ação para salvar a vida da Princesa Nuala (a irmã do elfo) e fazer com que ele não tenha em mãos a última parte da coroa, caso contrário, o mundo estará destuído. Mas Nuada não desiste fácil e cria uma terrível batalha para concluir seu objetivo e a equipe do bem acaba descobrindo por trás dessa história um mundo jamais desvendado, um mundo de fantasia e criaturas grotescas, onde nada é impossível.

Guillermo Del Toro sabe como ninguém colocar na tela esse mundo de fantasia, provou isso no incrível O Labirinto do Fauno, e mais uma vez repete sua fórmula, expondo criaturas através da incrível maquiagem de sua produção e nem tanto de efeitos especiais e com isso surpreende e espanta com o excelente trabalho feito, pois o resultado é maravilhoso. A direção de arte é incrível, maquiagem, figurinos e fotografia. Até mesmo a trilha sonora é boa.

Para um filme feito só para divertir e ser mais um "blockbuster", Hellboy II vai muito além, Guillermo Del Toro é ótimo e faz um filme grandioso, mais do que isso, o filme pode ser colocado na lista dos melhores do ano, não só pelos efeitos e pela ótima direção, mas por saber divertir, entreter, envolver o público nesse mundo criado e principalmente, por ter algo a contar, não simplesmente encher nossos olhos de efeitos exagerados.

NOTA: 9