quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Especial Cinemateca: Os Destaques de 2014


Assim como tenho feito nos últimos anos, aqui no blog, chegou finalmente o momento de relembrar o que houve de melhor no cinema no ano passado. 2014 acabou e muita coisa boa passou pelas telas, coisas ruins também, mas vamos celebrar os destaques positivos, uma retrospectiva de tudo aquilo que valeu pena, que mereceu elogios. Em categorias, cito o que me chamou a atenção durante os últimos dose meses, é uma forma também, como sempre digo, de colocar em evidência filmes que nem sempre são lembrados em premiações importantes, no entanto, aqui tem espaço para todos!

Os filmes aqui citados, foram apenas aqueles lançados no Brasil no ano de 2014, independente do ano em que foram lançados no país de origem. É sempre bom dizer também, que nada disso é uma verdade absoluta, é apenas minha opinião, logo, podem comentar sobre o que vocês acharam do cinema ano passado, sobre o que faltou na lista e sobre aquilo que não precisava nem ter sido citado. 

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Crítica: Homens, Mulheres e Filhos (Men, Women & Children, 2014)

O drama real sobre pessoas que não existem.

por Fernando Labanca

Tendo sua estreia oficial no último Festival de Toronto, "Homens, Mulheres e Filhos" conta com a direção do ótimo Jason Reitman, responsável por obras como "Juno" e "Jovens Adultos". O longa, baseado no livro de Chad Kultgen, faz um relato bastante intimista sobre como a internet modificou as relações familiares, sobre como os relacionamentos se tornaram tão vazios e tão distantes quando todos decidiram depositar suas frustrações e seus anseios no mundo virtual, o único local onde qualquer interação social se tornou possível.

O longa inicia com um discurso, narrado pelo britânico pomposo de Emma Thompson, sobre a sonda Voyager, que lançada em 1977, transmite, em um disco, diversas gravações, como mensagens, sons e imagens, vestígios da raça humana. E assim, traça seu paralelo, chegando à Terra, revelando, de forma melancólica, que esses vestígios de nossa civilização, também se foram por aqui. A partir de então, conhecemos diversos personagens, homens, mulheres e seus filhos. Casamentos despedaçados, pais superprotetores, adolescentes e adultos que se relacionam através de redes sociais, que encaram uma outra noção de contato, jovens que se sentem reais num mundo inexistente, que criam avatares ou personagens em sites ou videogames para suprir o vazio que a realidade deixou.


segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Globo de Ouro 2015 - Os Vencedores



por Fernando Labanca

Neste domingo (11/01) foram anunciados os vencedores do Globo de Ouro 2015. O evento ocorreu em Los Angeles e mais uma vez, contou com a ótima apresentação de Tina Fey e Amy Poehler. O grande vencedor da noite foi "Boyhood", como já era o esperado, levando 3 prêmios: Diretor (Richard Linklater), Filme-Drama e Atriz Coadjuvante. Seguido por "Birdman" e "A Teoria de Tudo", que levaram 2 troféus. 

George Clooney foi homenageado com o prêmio Cecil B.DeMille e fez um ótimo discurso, assim como as atrizes Maggie Gyllenhaal (The Honorable Woman) e Gina Rodriguez (Jane The Virgin), que venceram por seus papéis para a TV. Outro destaque foram as emotivas palavras de Michael Keaton, que venceu o prêmio de Melhor Ator Comédia por "Birdman", e foi muito bom vê-lo novamente, assim como Patricia Arquette, que venceu o prêmio de Atriz Coadjuvante por "Boyhood". Ambos estavam afastados do cinema e espero que essa seja uma chance de conseguirem bons personagens novamente. 

De certa forma, as premiações foram bem "divididas", filmes como "O Grande Hotel Budapeste", "A Teoria de Tudo", "Grandes Olhos", "Para Sempre Alice", "Selma" e "Whiplash" também foram premiados. Por outro lado, "Boyhood" e "Birdman" seguem como favoritos para as próximas premiações. A categoria que não me agradou foi de Melhor Animação, onde "Uma Aventura LEGO" era superior, assim como "Operação Big Hero", que merecia bem mais que o vencedor "Como Treinar o Seu Dragão 2". 

Vamos aos vencedores...

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Crítica: Relatos Selvagens (Relatos Salvajes, 2014)


Representante da Argentina na disputa por uma indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, "Relatos Selvagens" também abriu a Mostra Internacional de Cinema, este ano, em São Paulo. Dirigido por Damián Szifron, e com produção de Pedro Almodóvar, o longa reúne seis episódios, histórias que independem uma da outra, onde, no plano geral, discutem, de forma épica (e genial), uma mesma ideia: o ponto limite que separa o homem dos animais selvagens.

por Fernando Labanca


São, na verdade, uma espécie de curtas-metragens reunidas num só filme. Cada uma, com começo, meio e fim e que em nenhum momento se conecta com a outra. O motivo de estarem ali, juntas, é por terem sido criadas com base de uma mesma premissa, ainda que muito distintas, fazem parte de um mesmo argumento. São relatos, por vezes assustadores, por vezes cômicos, sobre personagens que atravessam este limite imaginário, que separa a civilização da barbárie, onde, devido alguma razão, perdem totalmente o controle, agem como verdadeiros animais, tudo para defender seus próprios ideais, para serem ouvidos neste mundo de loucos.