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quarta-feira, 4 de abril de 2018

Crítica: Com Amor, Simon

"Love, Simon" é teen, leve e despretensioso. No entanto, não deixa de ter um significado muito grande nos tempos de hoje. Seu recado é poderoso, importante e necessário. 

por Fernando Labanca

Chamar um filme de milagroso é muita coisa. Até exagero. "Com Amor, Simon", porém, merece esse elogio. Acima de qualquer coisa, estamos falando de uma obra que tem o poder de atingir muita gente. Ao narrar a jornada de um jovem que não tem a coragem de se assumir gay, o longa acaba falando com e por muitos adolescentes que enfrentam ou já enfrentaram este processo. Um processo de aceitação doloroso, difícil e que requer muita coragem. É bom quando uma sociedade evolui e filmes como este são possíveis. Quando um personagem representa, inspira e se torna referência para aqueles que temem agir igual. Simon, então, se torna a voz de quem quer dizer, mas falta a força. Simon é aquele bom amigo que diz: "vai dar tudo certo". Parece pouco, mas é tudo para quem até agora não tinha ouvido essas palavras do cinema. E precisava ouvir. Muita gente precisa ouvir. O que o roteiro diz aqui é grande e precisa ser dito em alto e bom som.


sexta-feira, 1 de maio de 2015

Crítica: Não Olhe Para Trás (Danny Collins, 2015)


Chegando tímido nos cinemas, "Não Olhe Para Trás" é uma grande surpresa, daquele tipo de filme que ninguém espera nada e de repente ele te prova inúmeras razões para adorá-lo. Simples, objetivo e incrivelmente bem escrito.

por Fernando Labanca

Baseado em um evento real, o longa nos apresenta Danny Collins (Al Pacino), um popstar que já viveu seu tempo e agora sobe aos palcos para cantar sucessos de muitos anos atrás, reprisando canções para seus fãs, que também já envelheceram. Sem escrever nenhuma música por mais de trinta anos, ele ainda possui uma vida de luxo, com dinheiro, mulheres, drogas e álcool. Até que seu amigo e empresário Frank (Christopher Plummer) lhe entrega, de presente de aniversário, uma carta escrita por John Lennon na década de 70, mas que esteve nas mãos de um colecionador. Destinada ao próprio Collins, na época em que ele era apenas um garoto promissor, a carta era um aviso de Lennon para que o dinheiro não destruísse sua carreira, deixando, inclusive, seu telefone, caso precisasse de ajuda. Devastado pelo ocorrido, e reflexivo sobre o que teria sido sua vida se tivesse acesso a carta na época em que fora escrita, Danny decide parar sua turnê e ir atrás daquilo que deixou no passado, seu filho (Bobby Cannavale), que nunca chegou a conhecer.

"Stay true to yourself. Stay true to your music."


sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Crítica: Homens, Mulheres e Filhos (Men, Women & Children, 2014)

O drama real sobre pessoas que não existem.

por Fernando Labanca

Tendo sua estreia oficial no último Festival de Toronto, "Homens, Mulheres e Filhos" conta com a direção do ótimo Jason Reitman, responsável por obras como "Juno" e "Jovens Adultos". O longa, baseado no livro de Chad Kultgen, faz um relato bastante intimista sobre como a internet modificou as relações familiares, sobre como os relacionamentos se tornaram tão vazios e tão distantes quando todos decidiram depositar suas frustrações e seus anseios no mundo virtual, o único local onde qualquer interação social se tornou possível.

O longa inicia com um discurso, narrado pelo britânico pomposo de Emma Thompson, sobre a sonda Voyager, que lançada em 1977, transmite, em um disco, diversas gravações, como mensagens, sons e imagens, vestígios da raça humana. E assim, traça seu paralelo, chegando à Terra, revelando, de forma melancólica, que esses vestígios de nossa civilização, também se foram por aqui. A partir de então, conhecemos diversos personagens, homens, mulheres e seus filhos. Casamentos despedaçados, pais superprotetores, adolescentes e adultos que se relacionam através de redes sociais, que encaram uma outra noção de contato, jovens que se sentem reais num mundo inexistente, que criam avatares ou personagens em sites ou videogames para suprir o vazio que a realidade deixou.


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