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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Crítica: Agora e Para Sempre (Now is Good, 2012)

“Agora e Para Sempre” é daquelas obras que surgem sem ninguém notar e de repente você vê as pessoas comentando, recomendando. Pouco vi divulgação sobre ele e mal sabia do que se tratava, logo, me surpreendi. Conta, na verdade, uma história bastante comum e já relatada em outros filmes, no entanto, é feito com extrema sensibilidade por este competente diretor, Ol Parker (Imagine Eu & Você, 2005), que entrega alma a seus personagens e faz tudo com uma honestidade pouco vista em obras sobre o mesmo tema.

Por Fernando Labanca

Lançado diretamente nas locadoras, aqui no Brasil, “Now is Good” fora baseado no livro “Antes de Morrer” de Jenny Downham e conta a trajetória de Tessa (Dakota Fanning), uma jovem de 17 anos que sofre de leucemia em estágio terminal e como última meta de vida, decide fazer uma lista com tudo aquilo que não fez e deseja fazer antes de morrer, desde perder a virgindade até fazer uma tatuagem. Até que Tessa conhece seu novo vizinho, Adam (Jeremy Irvine, de "Cavalo de Guerra") que parece ser o salvador de todos os seus problemas, parece ser aquele elemento que faltava em sua vida, é aquilo que lhe dá sentido, e se entrega a essa relação mesmo sabendo que em breve teria um fim.


sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Crítica: The Runaways- Garotas do Rock (The Runaways, 2010)

As garotas do rock! Na década de 70, "The Runaways" fora a primeira banda de rock composta somente por mulheres, numa época onde os homens ainda tinham mais oportunidades, e no cenário musical, jovens garotas decidem quebrar as regras e fazer algo novo, dar voz aquelas que nunca eram ouvidas!

por Fernando Labanca

Filme baseado nas memórias da vocalista Cherie Currie, que fora interpretada por Dakota Fanning, onde divide a tela com Kristen Stewart interpretando Joan Jett, a que deu início a banda e que retorna a suas lembranças como produtora executiva do longa. "The Runaways" fora escrito e dirigido pela iniciante Flora Sigismondi.

A trama tem início quando Joan Jett (Stewart), uma jovem apaixonada por música no ano de 1975, entra em contato com um famoso produtor musical, Kim Fowley (Michael Shannon), um excêntrico homem capaz de fazer loucuras pelo sucesso de suas criações e vê em Joan um futuro promissor, o surgimento de algo novo, uma banda de rock composta por mulheres. Entretanto, a banda necessitava de uma publicidade maior, ou seja, um rostinho bonito, é quando num bar, Kim conhece Cherie Currie (Fanning), loira, autêntica e de uma beleza admirável. Ela faz alguns testes com a nova banda, tem dificuldades, mas "The Runaways" tenta se adequar a ela. Porém, enquanto Cherie mergulha de vez nessa vida de fama e rock n' roll, tenta sobreviver com o alcoolismo de seu pai, além de ter que sobreviver com o fardo de ser a musa da banda e ver os holofotes todos virados para ela.

Confesso que tinha expectativas muito altas quanto a este filme, pelo trailer, pelo clima nostálgico, Dakota Fanning, que sempre admirei bastante, mas infelizmente, "The Runaways" foi um desperdício do meu precioso tempo, não houve nada que me prendesse na obra. Começando pela história, que não inova em nenhum aspecto, reúne todos os clichês possíveis de cinebiografias musicais, desde o envolvimento com drogas, passando pelo destaque do vocalista criando conflitos com os demais integrantes, fama subindo a cabeça, enfim, nada que filmes como "Quase Famosos" e "The Wonders" não tenha mostrado. Nem mesmo a presença feminina neste cenário consegue criar um interesse maior, o roteiro não explora esta novidade, ou melhor, o roteiro não explora nada, tudo acontece de forma batida, repetição de outras obras.

A trilha sonora até tenta dar mais ritmo ao longa, mas a trama é tão preguiçosa, que nenhum elemento é forte o suficiente para reverter o fiasco. O figurino é um dos poucos pontos positivos, além do clima criado para contar a história, desde os cenários, as locações. A diretora Flora Sigismondi, é iniciante, é até complicado julgá-la, mas é nítido que "The Runaways" precisava de uma mãozinha mais experiente, principalmente no desenvolvimento da história.

Mas a decepção maior foi nas atuações. Atuações que poderiam ter salvo o filme, mas não salvou, muito pelo contrário, foi o elemento que faltava para denominá-lo de péssimo. O que falar de Kristen Stewart? Consegue ser pior a cada trabalho que faz, o que me surpreende, para onde vai a experiência de cada filme que ela realiza? É interessante notar a diferença entre Joan Jett e Bella Swan, entretanto, ela não consegue transmitir a força necessária para compor a personagem, não há atitude de uma roqueira, ela não consegue encarar ninguém, nem mesmo com as atrizes com que contracena, falta mais garra e força de vontade em fazer um trabalho com mais qualidade. Dakota Fanning me decepcionou bastante também, é doce demais para Cherie Currie, a ponto de ser estranho vê-la em cenas sensuais ou em contato com drogas, não demonstra afinidade com isso, parece deslocada, também não tem atitude e durante o filme inteiro demonstra insatisfação e vontade de querer terminar logo a cena (o mesmo que eu sentia, aliás). Dois pares de olhos que nada expressam. No elenco, destaco somente Michael Shannon, versátil e surpreendentemente incrível em sua performance.

História fraca, clichê, dos piores, aliás, com atuações lamentáveis, diálogos vazios em cenas cansativas que me fez torcer para o filme terminar depois de 20 minutos assistindo. Parecia um projeto promissor, mas foi só aparência mesmo, "The Runaways- Garotas do Rock" peca pela preguiça, preguiça das atrizes e principalmente na criação de uma história mais original. Em nenhum momento nos faz compreender o porquê de ter virado um filme. Não recomendo.

NOTA: 3


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