domingo, 26 de abril de 2009

Especial Watchmen - Parte 3/13

Especial Watchmen

Capítulo 3 - O Juiz de toda a Terra
Por Bárbara

Neste capítulo,que na minha opinião é o mais fraco de todos,depois de uma relação sexual um tanto diferente quanto frustrada, Laurie e Dr. Manhattan brigam e ela o deixa.


Ele,muito preocupado com a situação,apenas se arruma para uma entrevista em um programa de televisão.Enquanto ele se arruma, Laurie vai para a casa de Dan Dreiberg desabafar e ele a convida para ir à casa de Hollis Mason,já que ele estava de saída.

Porém, Laurie recusa,mas mesmo assim sai de casa com Dan à procura de um hotel para passar a noite.




Em paralelo a isso, o Dr. Manhattan chega ao estúdio do programa de televisão e a entrevista começa.Um repórter começa a lhe perguntar sobre algumas pessoas que se relacionavam com Dr. Manhattan e que agora estão com câncer, inclusive seu amigo Wally Weaver, que já tinha morrido, e a sua ex-namorada Janey Slater,que estava com câncer de pulmão e disse a uma revista que foi culpa do Dr. Manhattan.



Enquanto ocorre a entrevista e Dr. Manhattan começa a ficar nervoso, laurie e Dan lutam com uma gangue de bandidos em um beco,que tentavam assaltá-los.Eles dão uma surra nos bandidos e Dr. Manhattan teleporta todos os presentes no estúdio do programa de televisão para o estacionamento e depois disso,resolve se exilar em Marte.



Como disse, pra mim é o mais fraco de todos os capítulos de série, mas não deixa de ser importante no entendimento da história.Aqui não temos tanto a presença de Rorschach, que praticamente é o protagonista da história,pois narra boa parte dela e também não temos a presença de Adrian Veidt e o Comediante, personagens primordiais da história.


Nota:7




sábado, 11 de abril de 2009

Crítica: Milk - A Voz da Igualdade ( Milk )


Com sensibilidade e respeito,despido de todos os preconceitos, Milk - A Voz da Igualdade nos mostra a trajetória de Harvey Milk, o primeiro gay assumido a ocupar um cargo público nos EUA e seu assassinato feito por um adversário político em 1978.


Por Bárbara

Esse longa nos mostra a jornada de Harvey Milk ( Sean Penn ), um nova-iorquino que se muda para São Francisco para mudar o rumo de sua vida e abre uma loja de fotografias na Rua Castro,em Eureka Valley, junto com seu namordo Scott Smith ( James Franco ).



Milk é um filme divertido,apesar do tema ser polêmico.Um ponto positivo é que ele é feito despido de todos os preconceitos, julgamentos ou sensacionalismos.Dirigido por Gus Van Sant, com o roteiro escrito pelo estreante Dustin Lance Black,ambos homossexuais assumidos,Milk ganha um brilho especial.

Os grandes momentos de longa certamente é a narração em off de Harvey Milk ( Sean Penn ),quando sente que será assassinado e grava uma fita para que os seus amigos façam os seus últimos desejos.
A trajetória de Milk,desde sua fase "hiponga" de cabelos longos e barba até quando decidiu coratr os cabelos e vestir ternos para a sua candidatura a Supervisor de São Francisco.

Em nenhum momento as personagens foram caricatas, exceto Jack Lira, o personagem de Diego Luna.Todo momento que Jack aparece em cena é um dos pontos mais fracos do filme.Jack foi o namorado mais recente de Milk,irritando com todas as suas posturas e gags que fazem com que uma personagem relevante da trama se torne apenas "o chatinho" do filme,graças a Diego Luna e sua interpretação pífia.

Um dos pontos mais positivos de todo o longa é o romance de Milk com Scott.Chegando a emocionar em várias partes, como a cena em que Milk consegue se tornar um dos supervisores de São Francisco e estava festejando com seus amigos e assistentes de campanha,quando aparece Scott,que tinha ido embora por que não aguentava mais a rotina que o cercava.

Tdods os diálogos entre Milk e Scott,desde quando se conhecem em nenhum momento foi forçado ou piegas.Parabéns a James Franco,que provou ser um ator de talento ao desvincular sua imagem de Harry Osborn da franquia Homem - Aranha.

Sem comentários para a atuação mais que digna de Oscar de Sean Penn.O Milk de Penn foi uma das personagens mais humanas,sensíveis e altruítas retratadas no cinema e assistir o filme já sabendo de seu destino trágico é uma dura tarefa.
Em contra-partida, Josh Brolin entrega uma das suas personagens mais detestáveis ( no bom sentido ) dos últimos tempos.Dan White, o inicialmente colega de Milk,um dos supervisores da cidade de São Francisco, é um homem totalmente sem caráter e egoísta.Enquanto pensava que Milk agiria conforme seus interesses, a princípio tenta até fazer uma amizade,mas quando viu que não conseguiria trazer Milk para o seu lado,fez de tudo para detê-lo,inclusive votar contra uma emenda que Milk propôs para garantir direitos civis aos homossexuais.


Os confrontos foram adiante,até que ,quando Milk conseguiu veter a Proposição 6,que bania professores homossexuais e seus simpatizantes das escolas públicas americanas,e viu que Milk tinha total apoio do prefeito,Dan White resolveu renunciar ao cargo,alegando que seu salário não dava para sustentar sua família.Depois voltou atrás e como não teve o seu cargo de volta,assassinou o perfeito George Moscone e Harvey Milk em 27 de novembro de 1978.Cumpriu somente 5 anos da pena, mas se suicidou anos depois.

Altamente recomendado, tanto como uma aula de história como uma lição de vida, Milk deve ser visto por pessoas que acham que a opção sexual,religião ou cor de pele determinamo caráter de uma pessoa.Milk está aí para provar que quem faz o caráter de uma pessoa é ela mesma,ela que sabe quais os caminhos que deve seguir.Se foi bom ou mau,aí já outra história.


Nota:8

Scarlett Johansson

Scarlett Johansson. Há alguns anos, ela só era uma simples atriz norte-americana que aparecia em alguns filmes e logo esquecíamos sua face, mas hoje, Scarlett está entre as maiores atrizes do cinema atual, e está na lista dos atores/atrizes que mais trabalharam nos últimos anos.

Portanto, a equipe Cinemateca decidiu fazer um especial para essa grande atriz, isso devido ao fato dela estar em dose dupla no cinema, com dois filmes bem comentados, The Spirit e Ele Não Está Tão Afim de Você.

Scarlett Johansson nasceu em Nova York no ano de 1984. Começou sua carreira muito cedo, muitos dizem que era uma garota prodígio, em 1994 estava em seu primeiro filme, ou seja, aos 10 anos de idade, no filme de Rob Reiner, O Anjo da Guarda, que tinha Elijah Wood e Bruce Willis no elenco.



Mas seu estrelato veio em 2003, no filme de Sofia Coppola, Encontros e Desencontros, que contracena ao lado de Bill Murray. No filme, Johansson vive Charlotte, uma bela moça perdida em Tóquio que começa ver a cidade de um jeito diferente, com novas cores, ao conhecer o ator despresado pela mídia, interpretado por Murray. Sua interpretação simples, porém magnífica, chamou a atenção dos críticos e dos diretores também. Foi indicada ao Globo de Ouro de Melhor Atriz - Drama, além de ter ganhado o Bafta e no Festival de Veneza na mesma categoria.

Em falar em diretor, foi ao lado do veterano Woody Allen que Scarlett fez seus melhores trabalhos, e para muitos ela se tornou a queridinha do diretor, que desde de Diane Keaton não tinha uma musa para seus inusitados roteiros.

Mas foi em A Ilha de Michael Bay que Johansson conquistou o grande público. Foi seu primeiro bluckbuster e seu primeiro filme de ação, que até então tinha ficado somente nos dramas e comédias independentes, e até mesmo filmes, que no Brasil conhecemos como "Filmes de Sessão da Tarde".

Desde A Ilha (2005), Scarlett não parou de trabalhar, a cada ano, a bela atriz surge com um filme novo, seja comédia ou drama, a moça sempre se destaca, com suas belas curvas e uma atuação marcante.

De longe, ela é só uma atriz gostosa, mas de perto, ela surpreende, mostrando que tem muito mais do que um corpo sensual e sim, cabeça e um grande talento que aos poucos é descoberto pelo público.

Se você não a conhece por nome, pode ter certeza que você já viu um filme com ela.

*Filmes que você não deve perder com Scarlett Johansson:

1º Match Point

Primeiro filme que Scarlett trabalho com Woody Allen. E de longe, seu melhor desempenho como atriz. Filme indiscutivelmente incrível, excelente roteiro, atuações maravilhosas e um final surpreendente. Recebeu uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor atriz coadjuvante.





2º O Grande Truque

Ótimo filme de Christopher Nolan, onde Scarlett tem uma pequena personagem, mas de grande importância, sem contar que sua bela face parece dar outra cor a trama, um brilho que ilumina a cada cena que entra. Ela só fortalece aquilo que já estava perfeito. Um suspense bem arquitetado com direito a um final marcante. O Grande Truque é daqueles filmes que a cada vez que vemos, parece que estamos diante de algo novo, e sempre vimos algo que não haviamos visto antes.



3º Scoop - O Grande Furo

Chegou de fininho nos cinemas, quando chegou nas locadoras, poucas pessoas viram e pouco foi comentado. Mas aí está mais uma pérola do diretor Woody Allen e da atriz Scarlett Johansson. Scoop é uma pequena e sutil obra-prima, simples no formato, grandioso na idéia, magnífico no resultado final. Uma singela comédia disfarçada em filme de suspense. A história de um serial killer com a visão de um diretor sarcástico. Scarlett prova nesse filme sua veia cômica e enche a tela de carisma ao lado de Hugh Jackman e Allen.



4º Ele Não Está Tão Afim de Você:

Desta vez ela não está só e divide a tela com outras grandes atrizes, como Jennifer Connelly, Jennifer Aniston, Drew Barrymore e Ginnifer Goodwin. Filme linear, sutil porém marcante. Uma comédia romântica sobre aqueles romances que nem sempre acontecem. Scarlett não perde a pose e nem o brilho diante de outras beldades e nesse filme ela empresta suas belas curvas, sensualidade, sua voz e é claro, sua grande atuação.




5º Vicky Cristina Barcelona

Mais um trabalho da atriz com o diretor Woody Allen. Nesse filme ela divide a tela com grandes nomes do cinema atual como Penélope Cruz e Javier Bardém. Ela vive Cristina, indecisa, romântica, sensual, divertida, corajosa e aventureira. Um filme diferente, original e vale a pena ver para conhecer mais sobre seu trabalho, assim como o trabalho de Allen.





*Arrisque, no final vale a pena:

1º A Ilha

Seu primeiro bluckbuster. A Ilha poderia ser mais um filme de ação nas mãos de Michael Bay, mas seu roteiro inovador é o grande mérito do filme e por isso merece ser visto. Scarlett encara seu primeiro grande papel no cinema comercial e mesmo diante de tantas luzes, explosões e efeitos mais do que especiais, ela não se apaga, assim como seu companheiro, Ewan McGregor e assim como o excelente roteiro. Arrisque.



2º A Outra

A Outra é um filme fraco em questão astística, cenários e figurinos previsíveis e poucas cenas externas para um filme de época, parecendo um filme feito para tv. Mas surpreende na história interessante de Maria e Ana Bolena, um fato um tanto quanto esquecido na história. Scarlett perde um pouco o brilho, não pela atuação, mas pela personagem tola que interpreta e além do fato de contracenar com Natalie Portman que praticamente é o filme todo. Mas vale a pena, o roteiro é interessante e ter Portman e Johansson no mesmo filme, vale cada minuto.


3º Uma Canção de Amor Para Bobby Long

Marca o grande momento de Scarlett como atriz, uma das melhores personagens que ela interpretou ao longo de sua carreira e uma de suas melhores atuações. O filme vale a pena por ela, ela está linda e é neste filme que ela prova seu grande talento. As cenas que ela atua ao lado de John Travolta e Gabriel Match são surpreendentemente incríveis, marcantes e comoventes. Não é a toa que foi indicada ao Globo de Ouro.




4º O Diário de Uma Babá

Pela capa, pelo nome, aparenta ser mais um filme de sessão da tarde. Mas não se deixe levar pelas aparências, existe um grande potêncial nesse filme. Mais uma vez Johansson mostra seu lado cômico e mais uma vez surpreende. Um filme divertido para uma tarde de domingo, mas vai além, é um filme cativante que nos mostra o quão difícil é saber quem nós somos e nos expôe a saga de uma inexperiente babá na busca de descobrir quem é, e percebe que a única maneira de descobrir isso é se perdendo na vida de outras pessoas. E acaba cuidando de um garoto levado e sua mãe nada carinhosa, mostrando o novo modo de vida dos norte-americanos, com um humor leve e um toque de drama.

*Passe Longe:

1º Moça Com Brinco de Pérola

3 indicações ao Oscar, e indicação ao Globo de Ouro por sua atuação. Mas não vale a pena perder tempo assitindo esse filme, nem sua atuação é tão marcante assim. Um filme monótono, chato e entediante. Com uma história sem sentido algum que nos faz perguntar o porquê de alguém querer adaptar essa obra que não fala sobre muita coisa, que nos faz ficar entediantes minutos diante da tela para saber o motivo de um homem ter pintado um tal quadro, chamado "Moça com Brinco de Pérola"(!!!??) Que neste caso, a moça é interpretada por Scarlett.


2º Dália Negra

Uma história interessante sobre um brutal assassinato de uma famosa atriz há alguns anos atrás. Poderia ter sido um ótimo filme, mas se perde completamente em cenas de sexo e personagens amargos. A personagem mais viva do filme é a atriz morta que em seus flash backs mostra mais interesse em rodar o filme. Era para ser a história sobre as pessoas que se envolveram no caso dela, mas suas histórias são tão chatas que o máximo que o roteirista conseguiu foi fazer as personagens interpretadas por Josh Hartnett ter um caso com Hilary Swank, evitando obcessões ou lados psicológicos afetados, ou seja, evitando um bom motivo para filmar o filme. Fique longe desse filme, a não ser que você goste mesmo de Scarlett Johansson que até que não está ruim, mas o filme não ajuda.


Scarlett Johansson em seus filmes:








(1)A Ilha (2)Vicky Cristina Barcelona (3)Match Point (4)O Diário de uma Babá


Scarlett Johansson ao lado de Woody Allen em Scoop- O Grande Furo. Onde o diretor teve a grande oportunidade de contracenar com sua musa.





Encontros e Desencontros. Seu grande momento no cinema.

domingo, 5 de abril de 2009

Especial Watchmen - Parte 2/13

Especial Watchmen







Capítulo 2 - Amigos Ausentes

Por Bárbara




Nesse capítulo , vemos o enterro de Edward Morgan Blake, o Comediante e o seu passado tenebroso.Desde a vitória no Vietnã e do assassinato de uma mulher que estava grávida do seu prórpio filho a tentativa de estupro de Sally Júpiter,a Espectral I, viajamos nas lembranças das pessoas mais próximas do Comediante.



Um dos capítulos mais marcantes, com frases e situações que questionam o senso de ordem e a ética que predonima em nossa sociedade e acima de tudo, a personalidade e o caráter de uma pessoa que se julgava acima de todas as coisas,que achava que riria por último,mas que tinha os seus limites e teve sua redenção.




Além disso,uma passagem muito bacana, é quando Laurie visita sua mãe,Sally, na Califórnia e ela se lembra da tentativa de estupro do Comediante.




Apesar dele ter a machucado muito,fora a humilhação, Sally não guarda rancor de Eddie,pelo contrário,sente pena dele. "Pobre Eddie"- diz Sally a Laurie,que fica revoltada com a atitude da mãe.




Vemos também como foi as relações do Comediante com os outros vigilantes,como com Dan Dreiberg,o Coruja II e aquele diálogo memorável: "E o sonho americano? Tá se realizando"...Pois é, é Alan Moore!


Enquanto o Comediante é enterrado e sua morte continua repercutindo entre os vigilantes, Rorschach descobre que Moloch,um perigoso inimigo dos vigilantes, foi ao enterro do Comediante.




Rorschach invade o apartamento de Moloch e ele faz uma importante confissão: o Comediante foi a sua casa mais ou menos uma semana antes de morrer,falando de uma ilha,de artistas,cientistas, Dr. Manhattan e de sua ex-namorada Janey Slater e de Moloch,que estavam numa lista.





Rorschach não acredita muito na versão de Moloch,mas não a descarta totalmente e pensando num jeito de investigar mais a fundo essa história,vai ao cemitério e visita o túmulo do Comediante.







" Ouvi uma piada uma vez: Homem vai ao médico,diz que está deprimido.Diz que a vida parece dura e cruel.Conta que se sente só num mundo ameaçador,onde o que se anuncia é vago e incerto.




Médico diz: o tratamento é simples.O grande palhaço Pagliacci está na cidade.Assista ao espetáculo.Isso deve animá-lo.Homem se desfaz em lágrimas e diz:mas doutor...

EU SOU O PAGLIACCI"
Rorschach


Nota:9

sábado, 4 de abril de 2009

Crítica: Ele Não Está Tão Afim de Você


Baseado no livro de Greg Behrendt e Liz Tuccilo (Ele Simplesmente Não Está Afim de Você), que por sua vez, foi inspirado em um episódio do seriado Sex and the City. O que esperar de um filme baseado na história de mulheres fúteis e consumistas?? Nada disso do que você pensou, o filme surpreende e se supera dentre tantas comédia românticas.

por Fernando

Ele Não Está Tão Afim de Você conta histórias de várias pessoas baseadas em situações amorosas que faz, que fez ou que um dia fará parte da vida de qualquer ser apaixonado.

E quem dá a partida inicial dessas histórias é Gigi, interpretada por Ginnifer Goodwin. Gigi vive na intensa procura de sua alma gêmea, sai com vários caras com o intuito de encontrar o homem certo para ela. O filme inicia quando ela conhece Conor (Kevin Connolly), ela dá seu telefone mas ele não liga no dia seguinte, o que faz com que ela crie em sua mente vários motivos para isso ter acontecido. Estaria ele doente, perdeu o telefone, está muito ocupado, não está preparado para iniciar uma vida amorosa ou acabou de sair de um relacionamento difícil e não está preparado para reiniciar um novo namoro?? Entre tantas questões, Gigi decide perder o orgulho e vai atrás dele, mas ele não estava no momento, e quem estava era o colega de quarto dele, Alex (Justin Long), que trabalha num sofisticado bar e atrai todos os tipos de mulheres e age como se conhecesse todas elas, todos os estilos, todas as neuroses do mundo feminino. Os dois se tornam amigos confidentes, logo que Gigi, desesperada para encontrar alguém, descobre em Alex uma enciclopédia das perguntas que ele sempre fez a si mesma mas nunca encontrava a resposta, mas a resposta para todas elas, é uma resposta simples, curta e grossa: ele não ligou porque simplesmente...ELE NÃO ESTÁ TÃO AFIM DE VOCÊ!!

Enquanto Gigi descobre o confuso mundo dos homens, surgem outras histórias. Anna (Scarlett Johansson) conhece por acaso Ben (Bradley Cooper) num mercado, ela é uma cantora iniciante e ele ajuda profissionais no ínico de carreira, uma espécie de caça telentos. Era para ser só uma ajuda profissional, mas acaba virando amizade, e da amizade surge algo a mais, não um romance, mas algo mais "carnal", entretanto, Ben é casado e Anna seria então sua amante, ela topa, aliás ela não queria nada mais sério, inclusive se espanta quando ele revela que está decidido a largar a esposa para ficar com ela. Anna é uma mulher as avessas, é a amante, não quer nada mais que isso, aliás, já estava com um caso com nada mais nada menos com Conor (aquele que conheceu Gigi mas não ligou no dia seguinte, por causa de Anna). Por sua vez, Ben é casado com Janine (Jennifer Connelly), uma neurótica esposa que só pensa na atual construção da casa deles, não liga para o sexo, algo que Ben encontra em Anna.

Em outros momentos, conhecemos a simpática Beth (Jennifer Aniston) que sonha em se casar com Neil (Ben Affleck) com quem namora há 7 anos. Ela vê suas amigas e irmãs se casando e se pergunta por que isso não acontece com ela e chega a triste conclusão de que talvez ele não a amasse tanto a ponto de querer se casar. Também conhecemos, Mary (Drew Barrymore) uma outra mulher a procura do cara perfeito, porém, seus relacionamentos se resumem a internet, e-mails, caixa postal, mensagem de voz, recado no my space, uma mulher ligada na modernidade que interage a todo momento com a globalização, mas nunca tem a chance de conhecer alguém cara a cara.

O filme conta um certo período na vida dessas pessoas e as atitudes que elas decidem tomar em relação a seus relacionamentos, sejam eles frustrantes, ou aqueles que nem chegaram a acontecer. Gigi se torna mais confiante em relação aos homens e decide agir como eles, usando a cabeça e não coração. Beth se separa de Ben e decide viver sua vida sózinha e aos poucos percebe o quanto isso é difícil depois de 7 anos ao lado dele e que talvez não se casar teria que ser seu sacrifício. Anna não quer nada mais profundo de um relacionamento, mesmo tendo dois amantes, entre o sexo e a diversão de Ben e responsabilidade, fidelidade e conforto de Conor. Mary se sente presa na modernidade (e na verdade, não sai disso) e Janine descobre a traição de Ben e decide salvar o casamento, uma atitude desesperada, com medo de ficar sózinha e perder o homem que tanto ama, mesmo quando a verdade estava estampada na cara dela, ele não estava mais afim dela.

Ele Não Está Tão Afim de Você poderia ter se perdido no meio do caminho, mas as situações que ele expõe são tão rotineiras e tão possíveis de acontecer, cada diálogo, cada momento é como se tivessemos visto em algum lugar, em histórias de algum amigo, ou familiar, ou até mesmo na nossa própria vivência. As desculpas dos homens, as neuroses e frustrações das mulheres, as complicações de um casamento ou de um simples relacionamento a dois nunca foram expostos de uma maneira tão direta e coesa, mas acima de tudo, de uma maneira sincera e fiel a realidade.

Provavelmente, alguma pergunta que você já fez sobre homens ou mulhres vai ser respondida em algum momento do filme, ele poderia até ser utilizado como um filme de auto-ajuda. Pode até parecer exagero, mas o longa responde e explica questões muitas vezes profundas demais para algumas pessoas que não compreendem as atitudes do parceiro. Questões que nunca são questionadas em comédias românticas que perdem o tempo mostrando vidas superficiais e situações inusitadas, sejam elas interessantes, engraçadas ou românticas, mas nunca compativeis com a verdade. Ele não está tão afim de você é uma frase difícil e arriscada, mas a verdade é que ela existe e não deve ser omitida e finalmente um filme decidiu expô-la, com bom humor, entre situações engraçadas e momentos marcantes.

O bom elenco não apaga o brilho do roteiro, mas é impossível não deixar de prestar a atenção num cast dificilmente reunido. Scarlett Johansson tem bastante destaque no longa e ela por si só já se destaca, sua persogem é doce e carismática mas ao mesmo tempo possui caráter duvidoso, mas no final, suas atitudes são compreensíveis. Drew Barrymore fez o que já havia feito antes em vários filmes, mas sua presença é sempre indispensável, seu sorriso enche a tela, mas infelizmente o longa não exige muito dela que aparece pouco. Jennifer Aniston anda surpreendendo bastante em seus novos filmes, depois de sua mais que excelente atuação em Marley e Eu, ela volta a se destacar, sua Beth é uma daquelas personagens que torcemos bastante para que seu final seje feliz. O Elenco masculino é normal, nada de surpresas, temos a volta de Ben Affleck na frente das camêras, Kevin Connolly e Bradley Cooper, são simpáticos e bons atores, mas não chamam tanto a atanção. O destaque dentre os homens, fica para Justin Long, com a personagem masculina de maior destaque, ele segura as pontas, tem presença e carisma suficiente para um quase protagonista.

Todos estão ótimos, mas palmas para Jennifer Connelly, que depois de sua personagem no fiaco O Dia em Que a Terra Parou, voltou com grande estilo em uma boa projeção Hollywoodiana. Janine sem dúvidas é a personagem mais interessante, com um lado psicológico mais profundo que as demais. É uma esposa, e tem dificuldades em ser a mulher, não faz sexo com o marido e não sabe o satisfazer como homem. Torcemos tanto para ela, principalmente quando descobrimos que ela está sendo traída, é triste ver ela se matando para ser um boa esposa e se quebrando com as responsabilidades do lar, enquanto seu marido está se divertindo. Mas suas atitudes são surpreendentes, a sua reação diante das situações que a envolvem nesse pequeno período, marca algum dos melhores momentos do longa. Outro destaque fica com Ginnifer Goodwin, uma excelente atriz que já fez parte de alguns filmes como Johnny e June e O Sorriso de Monalisa, mas nunca teve sua atuação valorizada, espero que dessa vez, Hollywood veja a pérola que estava escondida. Ele é divertida, carismática, simpática e meiga, constrói uma personagem que é difícil não se envolver, ela praticamente é a protaginista e mesmo com um nome e um rosto desconhecido no meio de tantas beldades, ela consegue brilhar.

Ele não Está Tão Afim de Você surpreende, pelo seu roteiro, não que seje ousado ou profundo, mas contrói o filme utilizando a melhor ferramenta, a realidade. O diretor Ken Kwapis não inova, mas tem seu mérito por conseguir equilibrar, um filme comercial, com um elenco de peso com uma história inteligente, sem ofuscar o brilho de nenhum deles.

A trilha sonora é bacana e ajuda em alguns momentos do filme, do rock de R.E.M ao romantismo de James Morrison. E uma ponta de Somewhere only we know do Keane, que aparece mais uma vez na trilha sonora de um filme, mas até isso o filme trabalha bem, a música parece ser diferente e é fundamental, pois aparece numa das melhores cenas do filme.

Não é um filme revolucionário que vai mudar a história do cinema, mas merece ser visto e ser reconhecido pelos tantos pontos positivos que o filme carrega. Assista, nem que seje pelo elenco, mas assista. Não é uma comédia romântica fútil ou banal, é inteligente e tem seu propósito. Além do fato, do filme não ser totalmente previsível, nunca sabemos ao certo o que irá acontecer com cada pessoa, nem sempre acontece aquilo que imaginamos. Resumindo, vale a pena. E não esqueça...Ele pode não estar tão afim de você. A verdade muitas vezes dói, mas ela deve ser encarada uma hora ou outra.

NOTA: 9