domingo, 7 de novembro de 2010

4 em 1: Suspense/ Terror

Pegando carona nos especiais de "terror" feitos aqui no blog, resolvi comentar um pouco dos que vi recentemente ( e dos que valem a pena comentar)! Atualmente, não é sempre que surge filmes decentes do gênero, como a Babi disse, os melhores ficaram nos anos 80, mas ainda há algumas raras excessões, e quando elas aparecem, merecem destaque. Citarei então quatro, e mesmo com seus defeitos, valem a pena serem assistidos!

por Fernando Labanca



Contatos de 4º Grau (The Fourth Kind, 2009)

Suspense misturado com ficção ciêntífica, o longa, lançado este ano no Brasil, causou polêmica ao falar de casos de abdução alienígena e dizer que todos os fatos contados eram reais. Logo no início do filme, a atriz Milla Jovovich aparece como ela mesma dizendo que o estamos prestes a ver é algo perturbador, baseado em entrevistas reais arquivadas e o que tentarão fazer é uma reconstituição fiel a elas.

Milla interpreta a psicóloga Abigail Tyler que após ver seu marido misteriosamente morto em sua cama, resolve pesquisar a fundo acontecimentos instigantes no Alaska, onde começa a relacionar e tentar compreender o que houve com ele. Ela, como psicóloga, tem três pacientes com sisntomas semelhantes, de insônia, acordam sempre as 3 da manhã e se deparam com uma coruja em suas janelas.

A partir de então, o longa mostra a trajetória dessa mulher para descobrir a verdade e todos os obstáculos que ela passa a enfrentar devido a isso, principalmente quando começa a ter um grande avanço em suas consultas e presencia imagens surreias, todas gravadas (que supostamente, posteriormente serviu como fonte para a realização do filme).

Um filme bastante realista e devido a isso assustou muitas pessoas, as imagens não são tão fortes, mas a maneira como é mostrada, sempre mesclando entre realidade e ficção acaba chocando. Por outro lado, ao meu ver, é tudo muito nítido de que tudo se trata de uma grande mentira, histórias e personagens que eles dizem e mostram e ainda tentam provar que são reais, são todos, na verdade, grandes invenções. Seria muito mais interessante, e porque não, mais justo e mais ético da parte dos realizadores, inventar e criar uma ficção, qual seria o problema? Mas não, eles preferem mentir na cara dura, até porque a farsa foi provada, acreditando que o público é realmente sem noção e que vai acreditar, ou seja, nos subestimam e você termina se sentindo um grande idiota.

Posso parecer contraditório, mas vale a pena assistir. Milla Jovovich convense na pele da doutora, e além disso, tudo é muito bem feito, e apesar das mentiras contadas, é interessante a tentativa e o resultado acaba que sendo satisfatório, simplesmente pela seriedade com o qual é tratado o tema. Vai de cada um, tem gente que acredita e o filme tem capacidade de influenciar muitas pessoas. Apesar de alguns aspectos positivos do longa, é impossível não levar em consideração a grande farsa e por isso...

NOTA: 5






Garota Infernal (Jennifer's Body, 2009)

Da aclamada roteirista Diablo Cody, premiada por "Juno", ela chutou o balde e resolveu adaptar um de seus livros, com produção executiva de Jason Reitman, diretor do filme que a consagrou e direção de Karyn Kusama.

No longa, Megan Fox é Jennifer, uma sexy líder de torcida, popular e desejada por todos os garotos da escola, por onde anda chama a atenção e ofusca todos ao seu redor, principalmente de sua melhor amiga, a nerd Needy (Amanda Seyfried). As duas são amigas de infância e apesar de terem personalidades completamente opostas não se largam.

Até que, certa noite, num show de rock, enquanto as duas se divertiam, ocorre um incêncio, e na fuga, Jennifer aceita o convite dos estranhos caras da banda para entrar na van deles. Depois disto, Jennifer nunca mais foi mesma. Ela retorna para a casa de Needy sangrando e vomitando coisas estranhas e no dia seguinte não se recordava de nada. Asssutada, Needy começa a tantar desvendar os mistérios que cercam a amiga que a cada dia se torna mais medonha. Enquanto isso, Jennifer se torna uma mulher fatal, seduzindo os pobres rapazes do colégio e se alimentando deles.

A intensão era fazer uma comédia de terror, mas o terror aqui não funciona, são poucas as cenas aterrorizantes e nem assustam tanto assim. Portanto, a comédia acaba prevalecendo e funciona, o longa se torna algo divertido pelas situações bizarras e acaba surpreendendo fácil, pelo trailer, pela história, tudo parece ser muito idiota, mas logo percebemos que o filme, apesar de grotesco, é agradável e descomprometido.

Megan Fox só sabe ser bonita e sexy mesmo, o que não atrapalha em "Garota Infernal", aliás, essa era a intenção para Jennifer, o único requisito para interpretá-la, ser sexy, nada mais. A função de atriz mesmo fica para Amanda Seyfried que toma o posto de protagonista e faz sua parte muito bem, ainda temos Adam Brody quase irreconhecível como vocalista da banda. Enfim, vale a pena ver, não tanto pelo terror, mas pela comédia, pela tosquice, que durante alguns minutos você entra naquele universo completamente nonsense e bizarro e mesmo quando termina percebe que seu tempo não foi disperdiçado.

NOTA: 7,5






2019 - O Ano da Extinção (Daybreakers, 2009)

Lançado diretamente nas locadoras aqui no Brasil, "Daybreakers" que chegou recentemente no país trás uma inovação no quesito "vampiros", enterrando de vez a família Cullen e provando que ainda se pode fazer coisas decentes neste universo dos mortos-vivos. Aliás, a intenção do longa era justamente essa, ser uma alternativa para aqueles que não aguentavam mais as delicadesas e frescuras de Edward e sua família da saga de Stephanie Meyer. Aqui, os vampiros retornam de forma muito mais digna e original.

Um vírus foi espalhado, e no ano de 2019, a maior parte da população se transformou em vampiros e eles é quem comandam na Terra, tudo para a imortalidade do ser. Sob o sol, o silêncio, quando ele se põe, as ruas ganham vida, eles se libertam e andam normalmente, estão nas cidades, trabalham, são donos dos estabelecimentos, são médicos, advogados, enfim, os vampiros dominaram o mundo. Enquanto isso, os poucos humanos que restam são caçados, capturados e armazenados numa fonte de alimentação, aliás os vampiros ainda se alimentam de sangue.

Devido a essa extinção da raça humana, aqueles que sobreviveram se uniram e vivem escondidos. No mundo das trevas, vive o vampiro Edward Dalton (Ethan Hawke), um cientista que sob o comando de seu chefe (Sam Neil) tenta encontrar uma nova fonte de alimentação, logo que os humanos estão se esgotando e no futuro estarão sem comida e esta busca acaba ganhando maior importância quando descobrem que a falta de sangue nos vampiros acaba os tranformando em seres semelhantes a zumbis, rececados, doentes, em verdadeiros monstros.

Entretanto, a busca para achar uma nova alimentação tem outro motivo para Edward, um motivo particular, parar com a extinção dos humanos, logo que dentro de si, se nega a ser como os outros vampiros, ainda existe um lado humano dentro dele e pretende mantê-lo. Eis que ele é capturado pelo grupo de sobreviventes, é onde conhece Audrey (Claudia Karvan) e Elvis (Willen Dafoe) um ex-vampiro que descobriu a cura e juntos poderão salvar a humanidade com essa nova descoberta.

Original, a palavra que define este filme. Escrito e dirigido por Peter e Michael Spierig, "Daybreakers" é definitivamente algo muito inteligente que veio na hora certa para acabar com a safra de filme ruins sobre vampiros. E vai muito além, o longa é o melhor que vi sobre este universo desde "Entrevista com o Vampiro", que não o supera, mas depois de muitos anos, finalmente um filme conseguiu, pelo menos, competir com a obra-prima de Neil Jordan.

Recomendo, para aqueles que curtem vampiros e para aqueles que não curtem também, assim como eu, não se decepcionarão. A história é ótima, o elenco é bom também, os efeitos especiais são simples, mas não chegam a atrapalhar. O longa perde um pouco o pique da metade para o final, na batalha do bem contra o mal, acaba que se tornando um filme de ação não muito diferente do que já se viu, seguindo para um final até que previsível, mas vale pela idéia inicial e pela criatividade dos realizadores.

NOTA: 8





A Órfã (Orphan, 2009)

Como de costume, sempre gosto de deixar o melhor para o final. "A Órfã", um dos melhores filme de suspense que vi recentemente. Me pegou de surpresa, algumas pessoas haviam me indicado este filme, mas como não curto muito o estilo, minhas expectativas eram baixas, mas veio a surpresa. Um filme interessante, extremamente bem feito pelo diretor Jaume Collet-Serra, com atuações marcantes e um final surpreendente e bastante original.

No longa, a história básica de uma família que perdeu um filho e decidem adotar uma criança, mas essa criança não é o que pensavam e bla bla blá. Mas o longa tem o diferencial, essa família é interpretada por Vera Farmiga e Peter Sarsgaard, que já valem o filme, com interpretações convincentes deste casal que perdeu algo. A jovem escolhida é Esther (Isabelle Fuhrman), uma adorável garota de 9 anos, que gosta de artes e música clássica, enfim, era perfeita.

O casal já tinha dois filhos, um garoto mais velho e uma pequena, surda e muda. A chegada de Esther começa aos poucos abalar a relação da família, principalmente por parte do garoto que não aceita ser "trocado". E conforme os dias vão passando, Kate (Farmiga), a mãe começa a presenciar atos estranhos vindo de uma criança, como trancar a porta ao entrar no banheiro, vigiar o casal a noite e falar palavrões.

Assustada com algumas atitudes de Esther, Kate vai contra o próprio marido e começa a pesquisar sobre o passado da menina, e começa a desvendar grandes mistérios sobre seu passado, e quanto mais pesquisa mais tem a certeza que ela não foi a melhor escolha para ser sua "filha".

Vou parar por aqui na sinopse para não estragar as surpresas, que aliás, surpresas não faltam neste suspense muito bem armado, onde desde o início somos fisgados e só nos desgrudamos no final e ainda sim, precisamos de um bom tempo para voltar a realidade. A cada cena, uma nova surpresa e no final vem a verdade, um final surpreendente, nada previsível, e muito, muito original. E este é o maior triunfo do longa, onde desde o começo temos a certeza absoluta que o filme vai ter o mesmo final dessas histórinhas, vai cair na mesmice de sempre, mas não, muito pelo contrário.

Assista, para quem gosta de suspense e terror é um prato cheio, um filme eletrizante, hipnotizador, daqueles que ficamos falando com nós mesmos baixinho, coisas do tipo "não!, Corre, atrás de você, mais depressa!!". Ainda temos o privilégio de ter Vera Farmiga como protagonista, que simplesmente dá um show de atuação, como poucas neste gênero, ainda Peter Sarsgaard muito bem em cena e a novata Isabelle Fuhrman, outra grande surpresa do longa. Enfim, imperdível!

NOTA: 9

Um comentário:

  1. Uia, o Fernando escrevendo sobre terror...que legal!!!Fiquei interessada nesse 2019 (que parece ser um filme de VAMPIROS não de FADAS PURPURINADAS) e A Órfã..essa menininha é bem macabrinha mesmo..tava pensando em conferir...mas hoje eu estou mergulhada nos filmes de terror setentistas e oitentistas...então nem vi ainda, pra falar a verdade, faz tempo que eu não vejo um filme de terror atual.

    Garota Infernal???Isso é terrir, rapaz..falar que isso é terror é pura picaretagem!!!hehehe...

    Gostei do post...continue falando de terror..é o gênero mais legal que temm...\o/

    bjo

    ResponderExcluir

Deixe um comentário #NuncaTePediNada