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segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Crítica: O Diário de uma Adolescente (The Diary of a Teenage Girl, 2015)

Baseado no livro de Phoebe Gloeckner, "O Diário de uma Adolescente" narra a descoberta de novos desejos de uma jovem enquanto se envolve com o namorado da própria mãe.

por Fernando Labanca

Apesar da vibe indie e descolada, "The Diary of a Teenage Girl" não é de fácil digestão e muito menos de fáceis conclusões. O longa nos coloca na década de 70 e revela uma fase de descobertas para a jovem Minnie Goetze (Bel Powley), narrando sua primeira relação sexual e como aquilo definiu seus próximos passos, como aquilo a transformou em outra pessoa. Poderia até ser um evento comum, como na vida de qualquer garota se não fosse seus complicados laços familiares. Uma mãe distante (Kristen Wiig) que vive em um universo próprio e que abriga em sua casa Monroe (Alexander Skarsgard), um namorado abusivo, com quem Minnie se envolve sexualmente. É naquele homem mais velho que ela acaba encontrando paixão e um corpo que negue suas tantas neuras e inseguranças.


quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Crítica: Quando Te Conheci (Equals, 2016)

Distopia criada e dirigida por Drake Doremus e produzida por Ridley Scott, "Equals" traz a história de um casal que tenta encontrar amor em uma sociedade que oprime sentimentos. Qualquer semelhança com a realidade não é pura coincidência.

por Fernando Labanca

O aguardei por muito tempo pelo simples motivo de ter Doremus por trás do projeto. Diretor de "Like Crazy" (2011) e "Paixão Inocente" (2013), ele ainda foi responsável por realizar uma das coisas mais belas e românticas que vi nos últimos anos, a mini série "The Beauty Inside". Desde então, Drake se tornou um nome notável, há algo muito singelo e doce na forma como o diretor constrói suas ideias e fiquei curioso por vê-lo nesta ficção científica. É uma pena, porém, que seus trabalhos nunca tenham chance nos cinemas aqui no Brasil e "Equals" é outro lançado apenas em home vídeo.

Após um longo bombardeio que dizimou grande parte da população na Terra, nasce dos remanescentes um novo grupo de seres-humanos, os Equals, que vivem em harmonia dentro de um complexo que possui alta tecnologia. O que os difere é o fato de não terem mais nenhum tipo de emoção, os tornando seres pacíficos, justos e compenetrados em suas funções dentro daquele novo ecossistema. Eis que uma doença é detectada e qualquer pessoa que demonstre qualquer tipo de sentimento é diagnosticada com SOS (Switched-On-Syndrome), que por não haver cura, será banida da sociedade. É neste universo controlador que Silas (Nicholas Hoult) descobre ser portador da doença, mas acaba encontrando esperança quando percebe que Nia (Kristen Stewart), uma colega de trabalho, também possui sentimentos. Os dois se apaixonam e precisam encontrar maneiras de se envolver sem serem descobertos, logo que qualquer tipo de relação afetiva é proibida.


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