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terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Retrospectiva 2016: Os Melhores Pôsteres


Dando a largada aqui no blog com os posts especiais com a retrospectiva de 2016, começo falando sobre os melhores cartazes de filmes que tivemos neste ano que passou. Fiz uma seleção contando apenas com os títulos lançados nos últimos doze meses aqui no Brasil. Entre cores, tipografia, ilustrações e elementos gráficos, o importante é a forma como a imagem dialoga com o conteúdo da obra, sem deixar, claro, de ser visualmente belo. Faço, então, um TOP 30 com os melhores, onde a ordem não é tão significativa assim...espero que gostem!



quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Crítica: Cavaleiro de Copas (Knight of Cups, 2015)

Quando a beleza e superficialidade coexistem.

por Fernando Labanca

Lançado oficialmente no Festival de Berlim no qual ainda concorreu ao prêmio de Melhor Filme, "Cavaleiro de Copas" marca mais um passo atrás na carreira de Terrence Malick, que se distancia cada vez mais do primor de seu próprio modo de fazer cinema. Essa é a prova concreta de que até mesmo para Malick é difícil ser Malick, que tenta ao longo de tortuosos 120 minutos, reprisar seus próprios acertos. Não consegue e acaba oferecendo uma obra oca, que chega com a pretensão de expressar muita coisa, mas nada diz, nada faz, caminhando em um ciclo sem fim de narrações em off e personagens superficiais, que trilham melancólicos proferindo palavras belas rumo a lugar algum.

A proposta de Malick aqui é confusa, ainda que bem intencionada. Sem ter escrito um roteiro, apenas diálogos aleatórios para seus atores, não permitiu que nem mesmo eles soubessem do que se tratava a obra. Christian Bale, que encara o protagonista, não diz nenhuma palavra em cena e já confessou que ao longo das gravações não sabia sua função ali. Logo, "Cavaleiro de Copas" é uma junção de várias sequências que não possuem lógica ou um arco narrativo e são unidas pelas narrações dos indivíduos ali mostrados. Dessa forma, são inúmeros cortes, cenas perdidas e vozes sussurrando frases como "diz para montanhas Perdoe-me" ou "O que nós somos agora?", buscando erroneamente dar alguma profundidade a tudo aquilo. Pura pretensão de Malick, que faz uma bela poesia, mas esquece de todo o resto, inclusive o próprio público.


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