Mostrando postagens com marcador Christian Bale. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Christian Bale. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Crítica: Cavaleiro de Copas (Knight of Cups, 2015)

Quando a beleza e superficialidade coexistem.

por Fernando Labanca

Lançado oficialmente no Festival de Berlim no qual ainda concorreu ao prêmio de Melhor Filme, "Cavaleiro de Copas" marca mais um passo atrás na carreira de Terrence Malick, que se distancia cada vez mais do primor de seu próprio modo de fazer cinema. Essa é a prova concreta de que até mesmo para Malick é difícil ser Malick, que tenta ao longo de tortuosos 120 minutos, reprisar seus próprios acertos. Não consegue e acaba oferecendo uma obra oca, que chega com a pretensão de expressar muita coisa, mas nada diz, nada faz, caminhando em um ciclo sem fim de narrações em off e personagens superficiais, que trilham melancólicos proferindo palavras belas rumo a lugar algum.

A proposta de Malick aqui é confusa, ainda que bem intencionada. Sem ter escrito um roteiro, apenas diálogos aleatórios para seus atores, não permitiu que nem mesmo eles soubessem do que se tratava a obra. Christian Bale, que encara o protagonista, não diz nenhuma palavra em cena e já confessou que ao longo das gravações não sabia sua função ali. Logo, "Cavaleiro de Copas" é uma junção de várias sequências que não possuem lógica ou um arco narrativo e são unidas pelas narrações dos indivíduos ali mostrados. Dessa forma, são inúmeros cortes, cenas perdidas e vozes sussurrando frases como "diz para montanhas Perdoe-me" ou "O que nós somos agora?", buscando erroneamente dar alguma profundidade a tudo aquilo. Pura pretensão de Malick, que faz uma bela poesia, mas esquece de todo o resto, inclusive o próprio público.


terça-feira, 11 de março de 2014

Crítica: Trapaça (American Hustle, 2013)

David O. Russell é um diretor que tem ganhado fama nos últimos anos devido às importantes premiações do cinema. Com "O Vencedor", "O Lado Bom da Vida" e agora com "Trapaça", ele coleciona indicações, o que de certa forma, acaba afetando negativamente suas obras, pois ao vê-las é nítido o quão longe elas estão de serem dignas de tais prêmios, ainda que eu admire e muito os dois primeiros filmes. Logo, O. Russell é um cineasta superestimado e este repentino (e injusto) sucesso lhe fez aos poucos perder sua identidade, aqui forjando ser um Martin Scorsese ou um Paul Thomas Anderson, entretanto, sem jamais ter a coragem e competência desses grandes diretores. "Trapaça" é a prova deste seu desequilíbrio, de sua falta de consistência e coerência, de que ele se perdeu em algum lugar para provar não sei o quê. 

por Fernando Labanca

Nos anos 70, o malandro Irving (Christian Bale), juntamente com sua amante e parceira de suas trapaças, Sydney (Amy Adams), é obrigado a trabalhar para o FBI em uma inusitada missão que tem como intuito flagrar ações ilegais de congressistas norte-americanos. Quem lidera essa missão é o agente Richie DiMaso (Bradley Cooper), que logo se apaixona por Sydney, sem jamais desconfiar dos segredos que ela esconde. E neste jogo de mentiras e enganações, Irving ainda precisa lidar com sua esposa, Rosalyn (Jennifer Lawrence), que mesmo distante dos planos poderá pôr tudo a perder.


sábado, 11 de agosto de 2012

Crítica: Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge (The Dark Knight Rises, 2012)

Em 2005 estreava nos cinemas "Batman Begins", do até então pouco conhecido Christopher Nolan. Na época, era somente mais um começo para o herói, dentre tantas histórias que o cinema já havia visto. Não sabíamos, porém, a grandiosidade de tudo aquilo, o que de fato aquele Nolan estava prestes a realizar. Hoje, "O Cavaleiro das Trevas Ressurge" chega com um final épico, algo que nos últimos anos não tivemos a chance de ver, a saga de um herói, incrivelmente construída, do início ao fim, eleva o nível do gênero para um outro patamar, faz qualquer outro já lançado parecer pequeno, sem graça. O público agradece, Nolan fez um bem para o cinema este ano.

por Fernando Labanca

A história ocorre oito anos após os ocorridos do último filme, onde a morte de Harvey Dent definiu os rumos de Gotham City. Ele passa a ser visto como herói, seu nome foi dado a uma lei onde devido a ela, os crimes desapareceram da cidade e o povo vive um tempo de paz, já Batman, é visto como aquele que causou a morte de Dent. Enquanto isso, Bruce Wayne (Christian Bale) se esconde na solidão de sua mansão, mas se vê obrigado a retornar quando Selina Kyle (Anne Hathaway), uma habilidosa e sedutora mulher cruza seu caminho e estraga seus planos. Ele, retorna como Batman também, ao compreender que a cidade ainda precisava de um herói, capaz de deter os terríveis planos de Bane (Tom Hardy), um homem que diferente de Bruce, nasceu na escuridão mas que também fora treinado por Ra's al Ghul (Liam Neeson), e passa a controlar Gotham levando a diante os ideais da Liga das Sombras.

"O Cavaleiro das Trevas Ressurge" é muito mais uma sequência de Batman Begins do que do segundo filme. Muitos elementos do primeiro filme retornam aqui, acredito eu, aconteceu devido a ausência do vilão Coringa, era a única ponta solta deixada do longa anterior e que não teve a chance de ser continuada. Coringa foi um personagem épico, genial, obviamente fez falta nesta história, mas o roteiro brilhante conseguiu construir inúmeros outros elementos que esta falta acabou sendo pequena, há muita coisa nova, personagens novos, e definitivamente, tudo é muito bom, cada detalhe, cada cena, cada novo ser que surge na tela, tudo com uma extrema qualidade, qualidade que há muito não se via no gênero. É interessante essa conexão que ele faz com o "Begins", é como se conseguisse de forma magistral fechar todas as pontas, fecha um ciclo, busca situações do passado e retorna de forma conveniente, onde tudo passa a fazer sentido, tudo tem um porquê, o que percebemos disso tudo, é que Christopher Nolan é um gênio, parece que tudo fora pensado desde o primeiro filme, pois cada pequeno detalhe faz a diferença, tudo se encaixa, uma trilogia muito bem planejada. 


O que mais surpreende no filme, porém, é a belíssima composição dos personagens. Em certo momento Batman diz aquilo que todos sabemos, Batman pode ser qualquer um de nós e essa é a grande sacada do herói e esta qualidade se torna mais nítida neste filme. Sem poderes especiais, sem apelações visuais, Batman é o que é e a seriedade com que o roteiro nos apresenta o herói, faz dele o melhor que já existiu no cinema, e a ligação que ele tem com a cidade de Gotham, a necessidade que ele tem em salvá-la, diferente dos outros heróis que possuem como única preocupação, se livrar do vilão. Bane como vilão, é definitivamente, menor que o Coringa e o Duas Caras, mas ainda assim se mostra um personagem interessante e bem construído, é assustador até, sua voz modificada e o modo como ele age, sem temer, decidido a implantar o terror e o caos, como mesmo diz, é um torturador, não do corpo, mas da alma, e é exatamente o que o vilão consegue, o medo que causa não é por sua força, mas o quão ele afeta o psicológico das pessoas, até mesmo do público. A outra grande sacada do roteiro é colocar Batman como coadjuvante, não porque o herói não tem força para levar o filme como protagonista, mas sim porque a história de como Gotham precisa ser salva não depende somente dele, porque os heróis são todos, o herói é aquele homem que coloca a mão no ombro de uma criança e lhe dá esperança, este é o Comissário Gordon que é um outro grande herói da trama, desde o primeiro filme, é aquele homem que não é enaltecido pela mídia, mas sempre esteve lá. A composição de Selina Kyle é genial, sua ambiguidade, nunca sabemos ao certo qual o caminho que ela irá seguir, mais interessante ainda é como em nenhum momento ela é chamada de "Mulher Gato". Ainda temos outros personagens fortes que surgem de repente, com destaque, e somente no final compreendemos o quão eles eram importantes na história, como o detetive John Blake (Joseph Gordon-Levitt) e Miranda Tate (Marion Cotillard). Além dos clássicos Alfred (Michael Caine) e Fox (Morgan Freeman). O roteiro incrivelmente consegue, durante as quase três horas de filme, dar destaque para cada um desses personagens, provando a força e a qualidade da obra. 

Assim como o segundo filme da trilogia e diferente de qualquer outro filme de herói já feito, "O Cavaleiro das Trevas Ressurge" trás e muito conteúdo. Não é uma história furada, não necessita de piadas e efeitos visuais exagerados para conquistar o público. Um filme que aposta na inteligência daquele que assiste, constrói uma trama rica em detalhes, com personagens perfeitamente inseridos e cheio de oscilações, complexos, até, eu diria. Um filme maduro, adulto, que leva sua ideia de forma séria e por isso consegue um respeito que nenhum outro filme do gênero conquistou. O longa trata como seu tema principal, o medo e é interessante como essa mesma palavra definiu toda a trilogia, como seus personagens tinham uma ligação com este sentimento. Batman que surge como aquilo que ele mais temia, os morcegos, surge para dividir com os bandidos o que ele tinha medo de encarar, assim como o Espantalho que usava como o medo alheio sua principal arma. E como um ciclo, a palavra retorna aqui e o que é debatido é justamente o medo da morte e como Bruce ausente deste medo era incapaz de compreender as ações de seu inimigo, como temer a morte não nos faz mais fracos, pelo contrário, nos faz mais fortes, pois sem a dúvida do que acontecerá no futuro, sem o receio de falhar, jamais crescemos, jamais encontramos a força suficiente para vencer, o medo trás consigo, a esperança. É belo, então o momento em que Bruce compreende isso, retornando em sua mente a imagem de seu pai e sua antológica pergunta..."porque caímos?", deixando um vazio para sua resposta e este mesmo vazio é preenchido por aquele sentimento em que todos os heróis do filme buscam em si mesmos, pois todos estão em busca de ressurgir, de se reerguer, acreditar no melhor, voltar a ter esperança. Caímos justamente para aprendermos a levantar.


Chega a ser brilhante o ritmo que este filme possui. Este é Christopher Nolan. Daqueles filmes que acabam e realmente bate aquela estranha vontade de levantar e bater palmas, pois é tudo magnífico. Cada cena parece algo memorável, desde a primeira sequência no avião que é simplesmente de tirar o fôlego, passando pela luta entre Batman e Bane, ausente de trilha sonora, sentimos a dor e cada pancada que os personagens levam, as perseguições, a presença de Selina Kyle, que por si só já é um espetáculo, o emocionante diálogo entre Bruce e Alfred, a antológica luta entre policiais e cidadãos no meio da rua, a explosão do campo de futebol, simplesmente genial. E cada um desses elementos fortalecidos pelo som, que assim como todos os filmes de Nolan, parecem diferenciados, fazem o coração parar de bater. A trilha sonora de Hans Zimmer é um show a parte, faltam palavras para descrever a grandiosidade de seu trabalho. Mas é claro que o filme também não escapa de alguns erros, chega a ser estranho como os personagens conseguem se encontrar tão facilmente numa cidade tão grande, sem contar que os heróis chegam sempre no momento e na hora certa, e são nesses momentos que o roteiro deixa a coerência de lado, ou a sequência em que Wayne fica preso, enrola no desnecessário, constrói acontecimentos um tanto quanto inverossímeis e a finaliza de forma bastante clichê e forçada. Entretanto, os erros se tornan pequenos quando há tanto acerto. Um conjunto perfeito de uma direção impecável de Christopher Nolan, com um roteiro genial, inteligente e muito bem detalhado, inserção de personagens ricos interpretados por um grupo de atores talentosos e dispostos a fazerem algo de qualidade, com cenas que ficarão na memória depois de muito tempo. Mais do que um filme memorável, é aquela obra que a gente faz questão de não mais esquecer, pois é algo único e raro.

O longa conta com um grupo de atores admiráveis. Christian Bale é o Batman, ponto. A verdade é que ele acaba sendo o ator que menos tem chance de mostrar talento na trama, mas nenhum outro ator na pele do herói conseguiu convencer tanto quanto ele. Mas o destaque mesmo são os coadjuvantes. Anne Hathaway rouba a cena, a maneira como a atriz se comporta frente as câmeras, capaz de transmitir toda a ambiguidade de sua personagem, auxiliada por sua beleza e carisma, faz muito mais do que ser a heroína sexy, é uma atriz talentosa que deu o seu melhor e entra para a lista do que houve de melhor na trilogia. Tom Hardy, infelizmente tem sua voz alterada, seu rosto escondido, é um grande ator, mas some. Joseph Gordon-Levitt é outro grande destaque na história, tem cenas ótimas, emociona em alguns de seus diálogos e se mostra um dos melhores atores de sua geração. Marion Cotillard, surge menor para uma atriz vencedora do Oscar, e temos sempre a sensação de que ela merecia mais e poderia ter feito algo melhor. Já o veterano Gary Oldman se mostra ainda mais a vontade como Gordon e se destaca por sua grande atuação, assim como Michael Caine que emociona e tem uma performance admirável.

"O Cavaleiro das Trevas" de 2008 foi um filme incrível, de fato, um dos melhores do gênero, conseguiu então, em 2012, um grande concorrente, e o que parecia impossível, Christopher Nolan faz uma sequência a altura de seu antecessor, não o superou, o segundo longa é ainda o ponto alto dos três filmes, no entanto, como conjunto, vemos aqui uma das trilogias mais fantásticas dos últimos anos. Recomendo. Como escrevi anteriormente, Nolan fez um favor para o cinema este ano, mostrou como se faz uma história de um herói, como criar algo grandioso, como se faz um blockbuster sem subestimar a inteligência de seu público, mostrou o que é um final épico, para uma trilogia épica.

NOTA: 9,5





segunda-feira, 20 de julho de 2009

Cinemateca - 100ª postagem: Especial Batman : Begins & The Dark Knight

No dia 18/07/2009, fez 1 ano que Batman - O Cavaleiro das Trevas estreou nos cinemas de todo o mundo, o maior fenômeno de bilheteria de 2008 e até agora a melhor adaptação de HQ que o cinema pôde oferecer.
Sequência de Batman Begins ( 2005 ) , O Cavaleiro das Trevas não é somente uma adaptação, é uma mistura bem balanceada de filme policial, ação e suspense de melhor qualidade.
Além disso, ainda conta com um dos melhores vilões da história recente do cinema, o insano Coringa, interpretado por Heath Ledger, que foi premiado com o Oscar póstumo de Melhor Ator Coadjuvante em 2009.
Em comemoração ao 1º ano de vida da maravilhosa empreitada de Christopher e Jonathan Nolan e também à 100ª postagem do blog, o Cinemateca apresenta:



Especial Batman : Begins & The Dark Knight

Por Bárbara





Batman Begins ( Batman Begins, 2005 ) :



Gênero: Ação

Duração: 140 min

Origem: EUA

Estúdio: Warner Bros

Direção: Christopher Nolan

Roteiro: David S. Goyer

Produção: Larry J. Franco, Benjamin Melniker, Charles Roven, Emma Thomas, Cheryl A. Tkach




Um novo começo para a franquia que acabou ridicularizada por Joel Schumacher com "Batman - Eternamente " e com o horroroso "Batman & Robin".O único filme até hoje que contou decentemente a origem do herói, desde o assassinato dos pais quando tinha 10 anos até sua viagem ao redor do mundo para entender a mente dos criminosos e o seu retorno à Gotham City,onde vestido de morcego e com um arsenal bélico e tecnológico, combate o crime.

Dirigido por Christopher Nolan ( Amnésia ) e com o roteiro escrito por David S. Goyer,Batman Begins é um filme digno de aplausos,pois conta a história nos mínimos detalhes,preferindo dar ênfase à origem do herói, ao contrário dos outros 4 filmes da franquia Batman, que preferiram a ação e os vilões que sempre ofuscavam o protagonista.

Desde o trauma e o sentimento de culpa causados pelo assassinato dos pais quando criança,as armas e aparatos tecnológicos que nos filmes de Tim Burton e Joel Schumacher apareciam num passe de mágica, o treinamento e técnicas de lutas, que também apareciam num passe de mágica nos filmes anteriores e até o porquê da fantasia de morcego,tudo tem sua devida explicação e se tornam totalmente críveis.

O longa perde o tom infantil que havia se tornado tão característico às adaptações de quadrinhos e se torna sombrio e melancólico, finalmente com um protagonista à altura.

Quanto ao elenco, nomes consagrados dão espaço aos novos talentos em ascenção e nenhum se sobrepoe ao outro,causando um equilíbrio necessário a franquia,já que nomes como Jack Nicholson e Arnold Schwarzenegger e seus respecetivos vilões roubavam a cena e tinham mais destaque do que o próprio Batman.Os intérpretes de Bruce Wayne nos filmes anteriores não fazem falta alguma, sendo que Christian Bale é o melhor intérprete até agora,transmitindo a raiva,indignação,solidão, melancolia e sede de justiça que tornaram a personagem tão marcante para os fãs de quadrinhos e , posteriormente, para os de cinema também, de forma natural.

Michael Caine passa toda a sua maturidade e sabedoria como o fiel mordomo Alfred, sendo mais do que um tutor, chegando a ser uma figura paterna de Bruce.O humor também fica por conta Alfred com alguns diálogos engraçados entre ele e Bruce,mostrando a dedicação e o afeto dele para com o patrão. Morgan Freeman é Lucius Fox, homem de confiança de Bruce nas Indústrias Wayne e quem fornece todo o material a ele para o combate ao crime, sendo todos eles protótipos de projetos militares.Morgan é sempre Morgan,mesmo como um coadjuvante de luxo,ele consegue ser marcante e sua atuação foi impecável.

Gary Oldman é o único policial que presta em Gotham, o incorruptível James Gordon, o futuro aliado de Batman no combate ao crime.Muito melhor em Begins do que na série Harry Potter, Gary passa toda a fibra moral e honestidade do policial e também sua solidão por ser o único policial honesto da cidade, com extrema competência.
Liam Neeson é o misterioso Henry Ducard ,o mentor de Bruce durante o seu treinamento junto à Liga das Sombras, é outro que dispensa comentários.Extremamente competente, ele oscila entre o bem e o mal,fazendo o espectador ficar em dúvida, se gosta dele ou se o odeia.

Katie Holmes faz o básico como a amiga de infância de Bruce e assistente da Promotoria de Gotham,Rachel Dawes.Também luta pela justiça,mas prefere usar o sistema para conseguir seus objetivos,sendo mais do que a "namoradinha do herói" que corre perigo.Cilliam Murphy é o lunático psiquiatra Jonathan Crane,que usa uma máscara e se autodenomina como Espantalho.Ele se sai bem e equilibria ganância e loucura em uma personagem interessante.
Tom Wilkinson, como o mafioso Carmine Falcone, caiu como uma luva para essa personagem,esbanjando cinismo mas ao mesmo tempo carisma.
Ken Watanabe e Hutger Hauer fazem pequenas participações como Ra's Al Ghul e Richard Earle, respectivamente.

Portanto, Batman Begins foi um ótimo recomeço para a personagem,porém derrapa em alguns momentos tais como o plano arquitetado pelo vilão, de intoxicar Gotham com uma toxina que provoca pânico e deixa a cidade descontrolada,apenas despejando a toxina no sistema de distribuição de água da cidade e usando um emissor de microondas que evapora água.

Eles despejaram a toxina na água, ligaram o emissor e ninguém teve a água evaporada de seus corpos,somente a água dos canos que foi evaporada, dispersando a droga no ar.Mas o ser humano não é feito de cerca de 70% de água?E como ninguém teve o seu corpo evaporado durante o tempo que o emissor ficou ligado?Pois é...
Entretanto, isso não diminui em nada a qualidade do longa,que finalmente retratou com fidelidade e respeito a história do herói mais sombrio dos quadrinhos.Recomendado!!!

Nota : 9



______________________________________________


Batman - O Cavaleiro das Trevas ( The Dark Knight, 2008 ) :


Gênero: Ação


Duração: 152 min


Origem: EUA


Estúdio: Warner Bros.


Direção: Christopher Nolan


Roteiro: Jonathan Nolan


Produção: Charles Roven, Emma Thomas, Christopher Nolan

Depois de um reinício digno para o herói,agora o vemos em ação.
Dois anos depois do surgimento de Batman, os criminosos têm muito o que temer.Batman ( Christian Bale ) plantou esperança na cidade e mais ainda quando ganha um outro aliado no combate ao crime.
Na incessante luta para vencer o crime organizado e devolver paz e tranquilidade à Gotham City,entra no jogo o promotor público Harvey Dent ( Aaron Eckhart ), denominado o Cavaleiro Branco de Gotham.

Assim ele, Batman e Tenente Gordon ( Gary Oldman ) fazem uma verdadeira limpeza na ciadade o que faz com que os mafiosos tomem um aatitude drástica: pagar uma fortuna ao lunático e desconhecido Coringa ( Heath Ledger ) para ele matar o Batman e, dessa forma, tudo voltar ao normal.

Tão louco que mal sabe sua própria história,ele causa terror e caos, para saber a verdadeira identidade do Cavaleiro das Trevas e fazer com que cidadãos de bem passem pela fronteira que separa loucura de sanidade,certo de errado e claro, pôr a cidade contra o Batman,através de violentos atentados e assassinatos do Comissário da Polícia de Gotham, da Juíza que presidiu o julgamento contra os mafiosos e posteriormente o Prefeito de Gotham, mas que não deu certo,devido a dedicação do Tenente Gordon e tinha outros nomes na lista, tais como Harvey Dent e Rachel Dawes,fazendo com que Harvey quase perca o controle.Tudo isso para que Batman se entregue.

Depois de Ra's Al Ghul ter incendiado sua mansão, Bruce Wayne se muda para uma cobertura de luxo no centro de Gotham com direito a heliporto e tudo.Mas o seu centro de operações fica em um armazém que pertence as Indústrias Wayne, onde ele guarda sua armadura e seu carro ( Tumbler ) e onde vigia todos os passos de Harvey Dent,para saber se ele realmente é confiável e também por que ele tem um envolvimento amoroso com Rachel Dawes ( Maggie Gyllenhaal ).

Se dedicando para que Gotham tenha um herói digno e que não se esconda por trás de uma máscara,Bruce acredita que Harvey é o herói que Gotham precisa, por isso o apóia e até faz uma festa para arrecadar fundos,pensando na sua aposentadoria e no dia em que Rachel ficaria com ele.

O longa tem ação de tirar o fôlego em ótimas cenas de perseguição com carrros, com a moto do Batman, que sai de dentro do Tumbler ( Bat Pod ), caminhão e com os carros-forte da Polícia de Gotham, quando Harvey Dent diz que é o Batman, numa cena de ação mais perfeita que eu já vi na minha vida.Com poucos efeitos especiais, para quem possui a Edição Especial de DVD Duplo, é possível ver cada cena de ação em construção passo-a-passo, em extras muito interessantes.


Christopher Nolan e sua equipe fazem quase tudo à mão, com dublês de corpo, pilotos e até conseguem tombar um caminhão e explodir um hospital.
Falando em hospital, outra cena memorável foi o atentado do Coringa contra o Hospital Geral de Gotham.Ele ameaçou explodir esse hospital alegando não querer mais saber a identidade do Batman, já que um funcionário da contabilidade das Indústrias Wayne descobriui que Bruce Wayne é o Batman.Em um primeiro momento,ele tenta chantageá-lo através de Lucius Fox ( Morgan Freeman ),mas ele contorna a situação.Quando o Coringa começa a matar pessoas para descobrir a identidade de Batman, ele decide fazer acabar com tudo isso, então vai à um programa de televisão dizendo que revelaria a verdadeira identidade de Batman.O retardado do Coringa liga para o programa e diz que se ele não morresse em 60 minutos, explodiria um hospital.Como ninguém matou o imbecil, o hospital foi pro saco.

Outro ponto fantástico foi a prisão do Coringa e o plano de Harvey com o Tenente Gordon ( que depois disso virou Comissário ).Fingindo ser Batman para atraí-lo e com o Comissário fingindo estar morto desde o atentado contra o prefeito de Gotham, o palhaço do crime se deixar capturar,para depois executar um plano de fuga fantástico, mas que não contarei aqui para não estragar a surpresa de quem ainda não viu o filme ( coisa bem difícil ).


Para dar um descanso ao espectador, depois de toda essa correria, perseguições e explosões, chega o momento de uma conversinha à sós entre Batman e Coringa,Harvey e Rachel tinham desaparecido depois da prisão dele.Justamente nessa parte, vemos que Heath criou um vilão único em seu sarcasmo e loucura, que rcai na gargalhada de tanto apanhar,fazendo com que Batman e o público percam a paciência.Porém, não deixamos de simpatizar com ele e até sendo engraçado,ele é amedrontador.

A transformação de Harvey Dent em Duas Caras é digna de nota.Definitivamente não foi de uma hora para outra e por um motivo banal, como " Batman Eternamente ", no qual Tommy Lee Jones paga um King Kong com aquelas roupas e maquiagem ridículas em uma personagem extravagante e que não condiz com o Harvey dos quadrinhos.O Duas Caras de The Dark Knight é uma personagem trágica, que teve sua vida mudada pela falta de caráter de várias pessoas que na verdade,deveriam estar do seu lado e pela omissão de uma pessoa em especial.Além de ter parte do rosto desfigurado, sofre uma perda irreparável,que faz com que ele perca o controle permanentemente,jogando tudo pro alto em prol de sua vingança.

A perda de Harvey também foi significativa para Bruce,que fica atordoado e em dúvida se deve seguir como Batman em uma crise existencial de dar dó.Christian passa essa melancolia muito bem,diga -se de passagem,assim como Harvey "passa para o lado" de Coringa.Toda aquela raiva,indignação e dor é transmitida com maestria por Aaron Eckhart,que faz um belo trabalho neste filme, sendo um dos destaques.O jeito que Harvey fica,totalmente transtornado,pelo menos em mim, me deu vontade de ir lá e ajudá-lo na sua vingança.
Um dos melhores momentos foi quando Coringa provocou uma fuga em massa e todos os cidadãos de Gotham tentam fugir,porém ele proíbe as pessoas de fugirem pelas estradas,fazendo com elas se agrupem em duas barcas,uma com civis "meigos" - segundo ele- e outra com os piores criminosos da cidade,cada barca com um detonador do explosivo que está na outra,à meia-noite,uma delas deveria explodir ou então,ele explodiria as duas.Simplesmente fantástico!

Mas,chega de falar do filme, senão eu ficaria aqui pelo resto dos meus dias, tamanha qualidade do filme e de cenas memoráveis e diálogos inteligentes.Começando a falar sobre o elenco,serei redundante ao elogiar Heath Ledger e seu Coringa totalmente louco.Cada gesto, o modo de falar, de andar, o olhar ameaçador e o humor negro da personagem envolve o espectador e impressiona,tamanha a naturalidade.Coringa é doido sim,mas jamais caricatural, como Jack Nicholson em Batman ( 1989 ).Adoro o Nicholson, mas convenhamos, o Coringa é o Heath Ledger e não há outro que o faça como ele fez.



Aaron Eckhart também é digno de muitos elogios.Toda revolta e amargura pelo o que foi feito a Harvey foi passado com uma intensidade incrível e se no lugar dele tivesse sido um ator não muito competente,comprometeria um pouco o resultado final.Michael Caine volta como o mordomo Alfred,com mais tempo em cena e também mais importante,se transformando no pai que Bruce Wayne precisa, ajudando, consolando, dando força e principalmente dando várias broncas, tal como um pai de verdade deve ser.Morgan Freeman também retorna como Lucius Fox, a voz da razão e da ética de Bruce Wayne,esbanjando humor e carisma cada vez que aparece.Cilliam Murphy volta em uma pequena participação,apenas para fechar o arco narrativo de sua personagem aberto em Batman Begins.Eric Roberts,como o mafioso Salvatore Maroni,participa de cenas impagáveis com todo o seu cinismo ( prefiro ele à Julia Roberts, sua irmã ).Gary Oldman volta como Tenente e depois Comissário James Gordon,melhor do que em Batman Begins,mostrando todo o arrependimento e sentimento de culpa por não ter agido contra a corrupção que o cercava,que trouxe consequências terríveis,além da solidão por ser o único policial decente em Gotham.

Substituindo Katie Holmes, Maggie Gyllenhaal interpreta Rachel Dawes.Apesar de ser mais talentosa do que a atriz anterior,eu não gostei da mudança.Katie fazia de Rachel uma personagem feminina forte e decidida, porém muito humilde e simpática, e principalmente altruísta e apaixonada por Bruce.
Maggie,como disse, apesar do seu talento,na minha opinião transformou Rachel numa mulher fria,chata,desprovida de carisma ( e de beleza também ) e com um ego do tamanho de um bonde.
Christian Bale, como o protagonista , tem uma melhora significativa de um filme para o outro.Mais maduro,balanceando melhor sua transição de Batman para Bruce e vice-versa ( inclusive na voz - grave em excesso em Begins,perfeita neste ) e ótimo interpretando um playboy cafajeste que chega de helicóptero na sua cobertura e rodeado de mulheres sempre,esbajando charme e tem uma química muito contagiante com Michael e Morgan,rendendo alguns momentos de humor e descontração.
Encantador,tanto como playboy falso quanto um herói amargurado e cansado de ter sangue nas mãos, como ele mesmo diz.Ele constrói um herói humano,passível de erros e que não respeita seus próprios limites em prol do bem maior,carregando toda a culpa pelo que o Coringa faz à cidade.
Christopher Nolan e toda a equipe fazem um trabalho simplesmente impecável e melhor,sem abusar de efeitos visuais.Indicado a 8 Oscar, 7 deles em categorias técnicas,sendo elas: Melhor Edição de Som, Melhor Mixagem de Som, Melhores Efeitos Visuais, Melhor Maquiagem,Melhor Montagem, Melhor Direção de Arte e Melhor Fotografia e a indicação póstuma para Heath Ledger como Melhor Ator Coadjuvante.Venceu somente duas: Melhor Edição de Som e Melhor Ator Coadjuvante.Uma pena que não foi indicado por Melhor Diretor e Melhor Trilha Sonora,pois ambos os trabalhos são fantásticos!!!!Tanto Christopher melhorou na direção como Hans Zimmer e James Newton Howard,que modificaram o tema presente em Batman Begins e o transformaram em uma das mais belas trilhas sonoras que eu já ouvi.A Academia fez média de novo!Um dos melhores filmes da história do cinema.Recomendadíssimo !!!
Nota : 10

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Christian Bale




Por Bárbara Sousa


Por conta da estréia de Exterminador do Futuro : A Salvação nos cinemas dia 05/06/2009 ( nesta sexta-feira ), o blog Cinemateca apresenta o Especial Christian Bale.
Christian Charles Philip Bale ( ou Christian Morgan Bale ??? ) nasceu em 30 de janeiro de 1974, em Haverfordwest, Pembrokeshire, no Reino Unido, e cresceu vivendo na Inglaterra, Portugal e Califórnia.


É o mais novo de uma família com três irmãs: Erin, Sharon e Louise. Sua mãe era uma dançarina de circo. Seu pai, o piloto de aviões David Bale, casou pela segunda vez com Gloria Steinem, ícone do movimento feminista, em 3 de setembro de 2000, e faleceu em 30 de dezembro de 2003, aos 62 anos.




Um dos hobbies de Bale é ler. O ator é conhecido por ser um verdadeiro rato de bibliotecas. Também gosta de andar a cavalo, sendo considerado um excelente cavaleiro.
A primeira vez que Bale esteve em uma tela foi aos nove anos, quando estrelou um comercial de cereais. O ano era 1983 e o trabalho só foi visto pelos britânicos, já que a propaganda só passou por lá.


Em 1987, despontou nas telas ainda menino ao estrelar O Império do Sol, de Steven Spielberg. No filme, Bale é um garoto de 11 anos que está na China com a família em plena 2ª Guerra Mundial.
Quando protagonizou O Império do Sol, em 1987 (com apenas 13 anos), Bale descobriu o peso da fama. E não gostou nem um pouco: "Era um horror! Eu estava prestes a chorar nas entrevistas e fugir durante as coletivas de imprensa."




Uma das habilidades de Bale como ator é a facilidade de imitar sotaques. Tanto que, em cada trabalho, ele utiliza um sotaque diferente. Quando interpreta algum americano nas telonas, ele procura manter o mesmo sotaque nas entrevistas sobre o filme, isso para não confundir o público.

Bale foi escolhido a dedo por Winona Ryder para fazer o papel de Laurie em Adoráveis Mulheres, de 1994, que tinha a atriz como protagonista.

Foi por meio de Winona Ryder que conheceu sua assistente pessoal Sibi Blazic, com quem casou em 29 de janeiro de 2000. Eles têm uma filha, nascida em 27 de março de 2005, chamada Emmaline.


Em 1998, Bale estrelou Velvet Goldmine. Ele era o jornalista Arthur que, na década de 80, precisa relembrar seu passado para escrever uma matéria. Ele revive as histórias que viveu entre roqueiros glam, inspirados em David Bowie e Iggy Pop


Sua performance em Psicopata Americano (2000) não rendeu somente elogios do público e da crítica. A revista Entertainment Weekly colocou Bale na lista de "Pessoas Mais Criativas do Entretenimento". Já a Première, na mesma época do filme, colocou o ator entre os "Protagonistas Com Menos de 30 Anos Mais Quentes".

Leonardo DiCaprio havia sido escolhido pelo estúdio para viver Patrick Bateman em Psicopata Americano. Mas como o ator estava no auge de sua popularidade - inclusive entre as fãs mais novinhas -, achou melhor não encarnar um psicopata. Eis que o papel acabou voltando às mãos de Christian Bale, já que ele havia sido escolhido pelo autor do livro

Em 2005, Bale chegou às telonas na quinta aventura do Homem-Morcego como o próprio herói. Para o papel, teve de recuperar os 28 quilos que perdeu para o filme anterior O Operário (2004) e ganhar mais nove quilos de músculo

E isso é só uma pequena parte da carreira de Bale, que consta em sua filmografia oficial, se contar os filmes feitos para a TV Britânica, o seu trabalho de dublagem feito em Pocahontas ( 1995 ) e os projetos em andamento. Como já dei um baita resumão na carreira do ator, agora vamos aos filmes de Christian Bale que são obrigatórios para qualquer fã de cinema ( não necessariamente do ator ), os que são bons e a bomba.Claro, mesmo os bons atores se comprometem a fazer coisas que só Deus duvida, tamanha a má qualidade do projeto.

E não esqueçam, Christian Bale em dose dupla, em junho com Exterminador do Futuro : A Salvação (05/06/2009 ) e em julho, Inimigos Públicos (24/07/2009 ).



Os Obrigatórios: filmes que qualquer cinéfilo deveria ver

Batman - O Cavaleiro das Trevas ( The Dark Knight, 2008 ) :

Simplesmente a melhor adaptação de histórias em quadrinhos da atualidade e filme que consagrou a carreira de Christian.Porém, os holofotes se voltaram ao seu colega de set, Heath Ledger que entregou a melhor performance de sua carreira, mas que infelizmente morreu antes do filme estrear.
Recheado de cenas antológicas como: a explosão do hospital geral de Gotham, a caça ao Harvey Dent e a cena das barcas, que uma deveira explodir a outra à meia-noite, senão as duas explodiriam, uma com os bandidos e outra com os cidadãos comuns de Gotham.Apesar de toda a mídia ter se focado na morte de Heath, na sua interpretação e posteriormente na sua premiação póstuma como Melhor Ator Coadjuvante no Oscar 2009, The Dark Knight não seria tão bom quanto é pelo seu conjunto, unindo um ótimo elenco com um ótimo diretor ( que deveria ter sido indicado ao Oscar esse ano !!! ) e convenhamos, o longa não seria o mesmo se Christian não fosse o Batman.Imagine se colocam Michael Keaton ou Val Kilmer de novo???Meu Deus, ainda bem que isso não aconteceu.
Nota:10

Os Indomáveis ( 3 : 10 to Yuma, 2007 ) :

Refilmagem do faroeste Galante e Sanguinário, Os Indomáveis é uma ótima opção pra quem ainda não tomou contato com esse tipo de gênero.Russell Crowe faz Ben Wade, um bandido barra pesada que foi preso e estava indo até o trem , onde seria levado para a prisão de Yuma e seria condenado.Christian Bale faz Dan Evans, um rancheiro honesto e trabalhador, mas falido que se oferece para levar Ben Wade até Yuma, em troca da recompensa que salvaria sua família da miséria.
Mesmo atuando com um ator como Russell Crowe, que faz um ladrão assassino ser extraordinariamente encantador por conta de seu talento e carisma,Christian não faz feio e assim, Dan Evans bate de frente com Ben Wade, se nenhum se sobressair em relação ao outro.A diferença entre eles é que um é o típico mocinho herói e honesto e outro é o bandido que na teoria deveríamos odiar, mas é difícil detestar Ben Wade.
Nota:10
Leia a crítica completa:




O Grande Truque ( The Prestige, 2006 ) :

Outra contribuição de Christian com o diretor Christopher Nolan.Nesse filme, ele faz o mágico Alfred Bordem, obcecado em ser o melhor mágico de Londres, depois do acidente que levou a esposa de Robert Angier ( Hugh Jackman ) morrer em pleno palco, onde a amizade entre os dois fez crescer ódio e uma rivalidade levada até as últimas consequências.No Especial Hugh Jackman, citei que esse é o filme em que ele realmente mostra o seu talento e isso não é diferente a Christian,porém ainda acho que a grande interpretação de sua carreira é em O Operário.Com um ótimo suspense, que te deixa grudado na poltrona sem perder nenhum detalhe da trama e com um final que deixa qualquer um de boca aberta, O Grande Truque é um dos ótimos filmes que infelizmente não tiveram uma boa passagem nos cinemas devido a sua má divulgação no Brasil, deixando espaço para as obras medianas que foram lançadas no mesmo ano.Fora que ainda há aquela frase super massa que aparece no começo e no fim do filme: "Está olhando atentamente???"
Nota:10

Batman Begins ( Batman Begins, 2005 ) :

O recomeço da saga Batman no cinemas e com o pé direito, diga - se de passagem.É um filme simples, mas muito bem conduzido e que conta com fidelidade a história do herdeiro Bruce Wayne, que perdeu os pais em um assalto e desde então vivia amargurado em busca de justiça.
Depois de correr o mundo inteiro treinando artes marciais e convivendo com os piores criminosos, ele retorna à sua cidade natal para fazer justiça com as próprias mãos, como o mascarado Batman.Finalmente um diretor resolveu contar direito o surgimento do Batman, inclusive da onde ele arrumava todo aquele aparato tecnológico que aparecia do nada em todos os outros longas anteriores.
Entretanto, mesmo sendo um ótimo filme, derrapa em alguns pormenores da história, como o ataque de Ra´s Al Ghul à Gotham City e a própria filosofia oriental que na minha opinião não se encaixou muito bem.O longa tem um ótimo elenco, contando com Gary Oldman, Liam Neeson, Morgan Freeman, Ken Watanabe e até a participação de Katie Holmes, como Rachel Dawes, que possui uma boa química com Christian.Ah, fora a presença de Cilliam Murphy, como o Espantalho, que foi uma boa surpresa, e voltou em The Dark Knight para fechar a participação de sua personagem.E Christian, de longe é o melhor intérprete do homem- morcego até agora.
Nota:9





O Operário ( The Machinist/ El Maquinista, 2004 ) :

Esse sim , apesar dos blockbusters, é o melhor filme de Christian e em que ele mais demostra o seu talento, além de ter emagrecido 28 kg e estar irreconhecível sob a aparência esquelética.Adoro esse filme e recomendo.O Operário conta a história de Trevor Reznik, um homem que trabalha numa fábrica e que não dorme há um ano.Sempre da casa para o trabalho e vice-versa, os únicos lugares diferentes que ele vai de vez em quando é a lanchonete de um aeroporto e fica conversando com uma garçonete chamada Maria ( Aitana Sánchez-Gijón ) e ao apartamento da prostituta Stevie ( Jenni fer Jason Leigh ).
Quando Trevor conhece Ivan ( John Sharian ), um operário da fábrica que ele nunca tinha visto antes e que , por causa dele Trevor se distrai e faz com que um dos seus colegas de trabalho perda o braço, a vida dele vira de pernas para o ar.Alegando que Ivan o distraiu, Trevor é considerado louco pelos seus colegas e superiores, pois não há nenhum Ivan no quadro de funcionários da empresa.Então Trevor começa uma investigação para saber se realmente ele perdeu a sanidade ou se há algum tipo de conspiração contra ele.A melhor cena é quando Trevor briga com Stevie, pensando que ela estava junto com o tal Ivan e há uma importante revelação, já nos minutos finais do longa.Outra coisa bacana é o joguinho da forca que alguém deixa pra ele colada na geladeira revelando detalhes importantes do final.
Nota:10



Adoráveis Mulheres ( Little Women, 1994 ) :
O típico romance água com açúcar, mas que não enjoa em nenhum momento.Winona Ryder, Claire Danes,Kirsten Dunst e Trini Alvarado são quatro irmãs muito unidas apesar de serem muito diferentes umas as outras.Josephine ( Winona Ryder ) é a mais velha e a mais intectualizada das irmãs, e que sonha em ser escritora.Depois que conhece Laurie ( Christian Bale ) a sua vida e a dele muda, pois ela o considera apenas um amigo , mas ele se apaixona por ela.Quando Laurie pede Josephine em casamento, ela o rejeita e vai morar em Nova York, onde se envolve com um professor universitário ( Gabriel Byrne ), porém quando sabe que uma de suas irmãs está muito doente, ela retorna à casa de sua mãe Marmee ( Susan Sarandon ).
É um filme lindo, tocante e até as pessoas mais insensíveis vão se render a ele.Sem exageros ou caras e bocas, o espectador torce para todas as personagens terem um final feliz, sem exceção.
Sinceramente, Christian está perfeito nesse filme.
Nota:9

Os bons: os filmes que não são obras-primas, mas que também não são bombas


Império do Sol ( Empire of the Sun, 1987 ) :

Filme de estréia de Christian Bale e num projeto de Steven Spielberg, com John Malkovich, Ben Stiller e Miranda Richardson no elenco.Christian, na época com 13 anos, interpretou Jim Graham, um garoto de 11 anos, rico que mora com os pais na China em plena Segunda Guerra Mundial.Quando o Japão invade a China, Jim se perde dos seus pais e perde a boa vida que tinha.Assim ele vai parar num campo de concentração.Logo que a comida acaba,ele e os outros sobreviventes migram de campo em campo para conseguirem sobreviver até que a guerra acabe.
Um filme bonito, mas que é marcado pelo sentimentalismo em excesso.Como se já não bastasse o fato de uma criança estar perdida dos pais, sozinha e ainda na Segunda Guerra Mundial, Spielberg faz questão de enfatizar essa situação, com cenas feitas somente para arrancar lágrimas do público.Para o filme de estréia e com a pouca idade, Christian está muito seguro em seu papel e a mudança pela qual sua personagem passa ao decorrer do filme não é forçada.
Nota:7
Leia a crítica completa:
http://cinemaateca.blogspot.com/2009/02/criticaimperio-do-sol-empire-of-sun.html


Velvet Goldmine ( Velvet Goldmine, 1998 ) :

Um filme que homenageia o Glam Rock que surgiu em meados dos anos 70, que tem como representantes máximos Iggy Pop e David Bowie e que claramente inspiraram Brian Slade ( Jonathan Rhys - Meyers ) e Kurt Wilde ( Ewan McGregor ), os protagonistas do longa.
Quando a morte repentina do ícone pop Brian Slade é desmascarada anos após, o jornalista Arthur Stuart ( Christian Bale ) é incumbido de investigar o paradeiro de Brian.Entrevistando pessoas ligadas a ele, inclusive sua ex- mulher Mandy ( Toni Colette ), Arthur vai entrando em contato com um mundo que seduziu o músico e que o fez simular a própria morte, além de lembrar de acontecimentos importantes da sua vida.
O filme é bem feito, os atores estão muito bem nos seus respectivos papéis, mas Christian possui pouco tempo em cena, sempre que começa a entrevistar alguém, corta para um flashback, que por sinal tem aos montes nesse filme, fazendo com que ele fique cansativo em determinado ponto.
Nota:7
Leia a crítica completa:
http://cinemaateca.blogspot.com/2009/02/critica-velvet-goldmine.html


Psicopata Americano ( American Psycho, 2000 ) :

Apesar de não ser o melhor filme de Christian Bale na minha opinião, ele definitivamente é um marco na sua carreira, pois deu mais notoriedade ao trabalho dele.Patrick Bateman ( Christian Bale ) tem tudo: é bonito, rico e trabalha em Wall Street.Porém só um detalhe faz com que ele seja diferente de seus colegas, o fato dele ser um psicopata andando livre para matar.
Depois de ver que um dos seus colegas de profissão, Paul Allen ( Jared Leto ) tem um cartão de visitas melhor e mais bonito que o seu, a inveja mortal de Patrick faz com que ele sinta o desejo de matar qualquer um que tenha alguma coisa melhor do que ele.
Psicopata Americano é um filme bacana, que todo cinéfilo que se preze já deve ter assistido ou ao menos ouvido falar, mas ele falha em construir uma atmosfera de suspense em torno do protagonista.Porém ele mostra a juventude consumista e materialista dos anos 80, os yuppies, com direito a Phil Collins figurando na trilha sonora do filme.
Nota:7


Equilibrium ( Equilibrium, 2002 ) :
Bebeu discaradamente da fonte de Matrix, entretanto o filme tem idéia própria e interessante.Num futuro próximo, a humanidade está fragilizada depois da Terceira Guerra Mundial, que quase destruiu o planeta.Dando - se conta de que a natureza humana que provoca as guerras,na Terra há somente um Estado totalitário chamada Libria e foi estipulado que todos os seus habitantes deveriam tomar uma droga experimental chamada Prozium, para controlar as emoções.Quem sente emoções, as manifesta em forma de artes plásticas, músicas ou simplesmente se recusa a tomar a droga é considerado um "ofensor", é preso e condenado à pena de morte, indo parar na câmara de incineração.Christian Bale é John Preston, um sacerdote que depois de acidentalmente ter deixado de tomar o Prozium, começa a sentir emoções e tenta se rebelar contra o sistema que o criou.
Seria um bom filme de ficção de não tivesse os inevitáveis furos no roteiro, mas que nesse caso se tornam muito incômodos.Por exemplo, no longa, quem toma o Prozium tem todas as suas emoções inibidas, ou seja, não ri, não chora e não sente dor.Em um determinado momento, a personagem Seamus ( Dominic Purcell ), o colega de John que também é um sacerdote, aparece rindo quase o tempo inteiro que aparece em cena, chegando a ser sarcástico e irônico em alguns momentos.Ora, se o cara não tem emoções, como é que ele consegue rir e ainda fazer piadinhas???Queria que o escritor/diretor do filme Kurt Wimmer me explicasse essa gafe.
Nota:7,5

O Sobrevivente ( Rescue Dawn, 2006 ):

Bom, logo de cara o titulo em português já entrega o final do filme.Baseado em fatos reais sobre a vida do tenente-aviador americano Dieter Dengler, quando o avião que ele pilotava enquanto estava fazendo uma missão de reconhecimento no Laos ,caiu no meio da mata e ele foi capturado e feito refém dos traficantes de droga laonenses, sendo torturado e preso.
Vou direto ao ponto, o filme é bom até certo ponto.Depois descamaba para a pieguice, principalmente no desfecho.Mesmo tendo emagrecido para fazer o papel, Christian não nos entrega a sua melhor atuação e eu torci mais para o amigo de Dieter, Duane ( Steve Zahn ), se salvar do que para ele.Mesmo assim, ainda é uma boa opção.
Nota:7,5
Leia a crítica completa:
http://cinemaateca.blogspot.com/2008/12/crtica-o-sobrevivente-rescue-dawn.html


A bomba: passe longe, mesmo sendo um filme só, mais é tão ruim que vale por 10 bombas juntas


Tempos de Violência ( Harsh Times/Bad Times,2005 ) :

Sem mais comentários, esse filme é um lixo.Sem história,sem pé nem cabeça e com péssimas atuações, Tempos de Violência deve cair no esquecimento.Jim Davis ( Christian Bale ) é um ex-fuzileiro naval que tenta entrar na Polícia de Los Angeles.Enquanto isso, faz o melhor amigo Mike ( Freddy Rodriguez ) mentir para a mulher dele, Silvia ( Eva Longoria ) de que está arrumando emprego, mas na verdade os dois saem todos os dias juntos para beberem e usarem drogas.Com muitas personagens , o filme não se aprofunda nem nos protagonistas e muito menos explica as relações deles com as personagens secundárias.O longa só se arrasta e nunca sabemos o porquê de tudo aquilo estar acontecendo, fora que Jim, a personagem de Christian, enlouquece de uma hora para outra e tentaram fazer do cara um "Jack Torrance" da vida, mas o diretor esqueceu de dois detalhes, o filme em questão não é O Iluminado e por mais que eu adore Christian Bale, ele não é um Jack Nicholson.Falta muito arroz e feijão pra ele atingir esse patamar.
Nota:0

IMDB ( Internet Movie DataBase ) Christian Bale :

Outras notícias