O show promissor de um filme inacabado.
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quarta-feira, 3 de julho de 2019
Crítica: Vox Lux - O Preço da Fama
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sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Crítica: 360 (2012)
Baseado na peça de Arthur Schnitzler, novo filme dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles, é uma produção requintada filmada em seis países diferentes. Com roteiro de Peter Morgan, o mesmo de "Frost/Nixon" e "A Rainha", conhecemos nove histórias envolvendo casais de diversas partes do planeta e como suas ações e escolhas interferem na vida de outros, mesmo que estes estejam à quilômetros de distância.
por Fernando Labanca
A vida de um indivíduo é como um ciclo, mas que depende, indiretamente, das ação de outros para seu movimento. A premissa de "360" é justamente essa, vidas que são alteradas pela escolha de terceiros. Mirka (Lucia Siposová) é uma jovem tcheca que passa a se prostituir por dinheiro numa agência de "luxo" e um de seus primeiros clientes é o empresário Michael (Jude Law), que por sua vez é casado com Rose (Rachel Weisz), que o aguarda em casa, em Londres, enquanto isso mantém uma relação com o jovem fotógrafo Rui (Juliano Cazarré) lhe prometendo uma carreira de sucesso, este que saiu do Brasil ao lado de sua namorada Laura (Maria Flor). Laura, que ao descobrir a traição de Rui, decide voltar para casa, mas no caminho se depara com um senhor (Anthony Hopkins) que ainda sofre pela perda da filha e um misterioso rapaz (Ben Foster), recém liberado da prisão. Um dentista muçulmano (Jamel Debbouze) perdidamente apaixonado por sua assistente (Dinara Drukarova), mas que é casada com o motorista Sergei (Vladimir Vdovichenkov), mas são infelizes juntos e ele toma uma grande decisão em sua última viagem, quando sua vida se cruza com a de Mirka, a prostituta.
"360" é uma interessante mistura de Alejandro González Iñárritu/ Guillermo Arriaga e suas histórias entrelaçadas como em "Babel" com o romance "Closer- Perto Demais" de Mike Nichols. Se para Arriaga, que apostava nas coincidências do destino e construía suas tramas com um fundo político, Fernando Meirelles foca em outro aspecto, o dos relacionamentos amorosos, ainda nos fazendo refletir sobre o quão a nossa trajetória pode ser irônica. O filme vai costurando tramas que envolvem traição, novas descobertas, desilusões amorosas, pessoas que amam quem não podem, pessoas que abandonam quem amam, que retornam a quem um dia amou mas acabou esquecendo. Muitos acusaram o roteiro de não se aprofundar nas histórias contadas, essa sensação não me ocorreu, achei extremamente competente a maneira com que Peter Morgan guiou as tramas, todas possuem seus espaços, não havendo protagonistas, cada um se destaca a sua maneira, o bom roteiro consegue ainda colocar profundidade a cada personagem, onde cada indivíduo mostrado, tem sua importância, nenhuma história está ali a toa, tem sua função no conjunto e contribui para o resultado final.
O filme se inicia com uma narração em off, uma voz nos dizendo sobre bifurcações. A vida é como uma estrada de duas vias, onde a cada instante precisamos decidir sobre qual caminho queremos seguir, o problema que cada escolha implica numa consequência e não temos controle sobre ela, podendo afetar alguém que não conhecemos, construindo nossa vida, estamos, indiretamente, alterando a de outra pessoa. É interessante como o roteiro consegue traduzir esta idéia simples de forma tão agradável e inteligente, como aquela brasileira, interpretada por Maria Flor altera a vida de tanta gente sem ter a intenção e como para chegar aonde chegou precisou ser traída, precisou daquela esposa abandonada e infeliz em Londres. A vida é realmente muito irônica, complexa, onde cada vírgula tem sua razão de existir, nada é por acaso, tudo nos leva para um plano maior. O interessante também é que o roteiro desenvolve histórias simples, sem grandes revelações, sem muitos obstáculos, um momento do cotidiano de cada ser, exemplificando o fato de como as mais simples escolhas de nossa rotina podem alterar tanta coisa. A trajetória de várias pessoas, em diversos cantos do planeta, no momento da vida em que decidem fazer algo a mais por elas mesmas, é quando o filme questiona, temos escolhas a cada instante, mas vivemos apenas uma vez, quando é que teremos a oportunidade de escolher aquele caminho novamente?
Os personagens são realmente interessantes, mérito do grandioso roteiro e do elenco, estrelado por nomes conhecidos do público e por atores de outros países, que parecem enriquecer ainda mais o projeto. Jude Law e Rachel Weisz estão lá entre os conhecidos, corretos, mas não surpreendem, mas são personagens interessantes. Entre as histórias mais bem desenvolvidas está a do ator russo Vladimir Vdovichenkov, que se destaca, assim como o francês Jamel Debbouze, numa trama que emociona pela simplicidade. O brasileiro Juliano Cazarré aparece bem pouco, mas não decepciona. Mas quem rouba a cena mesmo é o trio Maria Flor, Ben Foster e o veterano Anthony Hopkins. O personagem de Foster é com certeza, o mais intrigante de todo o filme, se entrega e realiza alguns dos melhores momentos, assim como a bela e brasileira Maria Flor, que de todas as histórias contadas, é a dela a mais marcante. E Hopkins que surge renovado, parecia que ao longo dos anos ele havia elaborado uma fórmula para atuar, seu "método Hannibal", é então, que em pouco mais de três cenas na tela, ele fez muito mais que atores fazem num longa inteiro, é belo, humano, muito convincente seu olhar triste e vazio, ao mesmo tempo esperançoso. É realmente complicado desenvolver uma história com tantas tramas, tantos personagens, ainda mais envolvendo países diferentes, idiomas diferentes, culturas diferentes, é admirável o que Meirelles e Morgan realizam aqui, o resultado é bastante positivo, pois tudo de fato, agrada e consegue se manter no bom nível suas duas horas de duração, são história simples, fáceis até de compreender, no entanto, é tudo tão bem feito, tão bem construído, que tudo passa a ser mais grandioso do que realmente é, histórias que cativam e nos prendem até seu final.
Trilha sonora conveniente, buscando em diversos idiomas ilustrar os diversos cenários e situações. Destaque também para a fotografia de Adriano Goldman e a excelente edição realizada por Daniel Rezende. Fernando Meirelles é um excelente diretor, podem dizer que se vendeu para Hollywood, o que for, mas é inegável seu talento, depois de grandes obras que realizou lá fora como "O Jardineiro Fiel" e "Ensaio Sobre a Cegueira", "360" entra para a lista, um filme incrível, grandioso, repleto de bons momentos, bons diálogos e atuações marcantes de um elenco competente. Um roteiro bem pensado, inteligente, que por mais simples que seja, não deixa de ser envolvente, emocionante e não deixa de trazer boas reflexões ao seu final. Recomendo. NOTA: 9,5
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sábado, 25 de fevereiro de 2012
Crítica: A Invenção de Hugo Cabret (Hugo, 2012)
Um dos favoritos ao Oscar 2012, sendo o filme mais indicado do ano, com 11 nomeações ao todo. "A Invenção de Hugo Cabret" é baseado no livro de Brian Selznick e marca o retorno do veterano Martin Scorsese atrás das câmeras, que já guarda em sua prateleira o Globo de Ouro 2012 de Melhor Diretor. O longa registra um grande momento na carreira do diretor, que depois de tantos anos marcado com seus filmes violentos sobre máfia e gangsters, ele, na tentativa de provar a seu público que é capaz de fazer outras coisas e também como forma de realizar uma obra que sua pequena filha pudesse assistir, Scorsese se jogou na fantasia e se permitiu renovar, num filme que nada mais é que uma grande homenagem ao cinema.
por Fernando Labanca
Somos levados ao século XX, numa estação ferroviária em Paris, década de 30. É lá onde mora Hugo Cabret (Asa Butterfield). Hugo perdeu seu pai (Jude Law) e passou a morar e a trabalhar com seu tio (Ray Winstone) como funcionário da estação, na manutenção dos relógios, mas logo fora abandonado por ele. A única lembrança que guardava de seu pai era um "autômato" velho, que durante um tempo tentaram, juntos, consertá-lo. Agora, sozinho, Hugo acredita que o robô pode trazer uma mensagem de seu falecido pai, é então que o caderno de anotações para o conserto vai parar nas mãos de George (Ben Kingsley), um triste senhor que trabalha numa loja de brinquedos, nisso, o jovem garoto acaba conhecendo sua sobrinha, Isabelle (Chloe Moretz), uma jovem que adora aventuras e passa a ajudar Hugo em sua missão. Até que Hugo Cabret vê no pescoço de sua amiga um colar com uma chave em formato de coração, exatamente aquela que faria seu autômato funcionar. E para a surpresa dos dois, a mensagem deixada pelo robô é uma misteriosa relação entre o pai do garoto, George e a história do cinema.
O George em questão é George Méliès. Considerado um dos precursores do cinema. De mágico e ilusionista, ele utilizou da fotografia e de seus experimentos para realizar sequências de imagens, o primeiro a ter um estúdio, o primeiro a utilizar "efeitos especiais", o primeiro que viu e compreendeu a magia do cinema. Ele morreu pobre e não reconhecido por seu trabalho. A premissa de "Hugo Cabret" é criar este mundo paralelo, onde Méliès, dado como morto na Primeira Guerra Mundial, na verdade trabalha como dono de uma loja na estação de Paris. Essa mesma premissa permite que nós, como público, vejamos uma das mais belas e sinceras homenagens ao cinema, na verdade, nunca havia visto nada como esta homenagem. Com direito a cenas originais de filmes antigos, como o clássico de Méliès, "Viagem à Lua" de 1902, entre outras. Scorsese vai fundo e ainda recria o estúdio do ilusionista, nos mostrando alguns truques de filmagens da época, tudo de forma mágica, sensível, que a todo tempo parece querer provar o porquê de ser conhecida como sétima arte. Martin Scorsese realiza uma grande homenagem, merece reconhecimento por isso e ainda por cima faz o que talvez poucos norte-americanos consigam, reconhecer que algo grandioso tenha sido criado em outro país, no caso, na França.
Por trás da bela homenagem, porém, o roteiro, assinado por John Logan, trás algumas falhas. As inúmeras tramas do filme parecem perdidas na história, sejam as dos coadjuvantes, como as tramas do guarda (Sacha Baron Cohen) e a florista (Emily Mortimer) ou os senhores dos cachorros, onde em nenhum momento o roteiro se esforça para criar um link com o restante do filme ou um verdadeiro motivo para estarem ali, além de preencherem tempo. Até mesmo a trama principal por vezes parece não muito sólida, parece forçado a história do pai morto, que relaciona com um autômato, e depois já estamos falando da história do cinema, como se não houvesse muita ligação entre uma coisa e outra e no final do filme já esquecemos como tudo começou pois nada pereceu ser muito coerente. Pecou também em seu desenvolvimento, onde mesmo com falta de ritmo em muitas passagens, tudo ocorre de forma muito rápida, em um só dia, Isabelle e Hugo se conhecem, se tornam amigos, ele encontra o colar, descobrem o segredo, enfim, quando o dia acaba e as personagens nos revelam que tudo fora um dia, ficamos surpresos. Mas acredito que a grande falha do filme tenha sido o fato de nunca alcançar seu ápice, a fantasia nunca parece tão mágica e tão encantadora, a aventura nunca empolga de verdade, nada que acontece consegue surpreender muito, faltou intensidade nas emoções, faltou atitude, não causa empatia, não sofremos pelas personagens, não nos emocionamos, e tudo no fim parece tão pequeno, os mistérios, os segredos. Dá uma triste sensação de "foi só isso?"
"A Invenção de Hugo Cabret" tem a incrível trilha sonora de Howard Shore, também indicada ao Oscar, merecidamente, as composições são de fato fantásticas. O filme ainda conta com a bela fotografia e um belíssimo figurino de Sandy Powell. Os efeitos especiais são de extrema qualidade, assim como o uso da tecnologia 3D, talvez o melhor desde "Avatar", a profundidade das cenas é nítida e faz diferença, Scorsese usando e ousando nos efeitos para o bem de sua obra.
Dentre os atores, todos ótimos. Desde os protagonistas mirins Asa Butterfield e Chloe Moretz aos veteranos Ben Kingsley, impecável e Helen McCrory. Sacha Baron Cohen trazendo humor, mas de forma mais limitada, ainda temos a sempre doce Emily Mortimer, que apesar de inútil na trama é sempre bom vê-la. Christopher Lee também está lá, numa personagem incógnita, mas correto. Além de participações de Jude Law e de Ray Winstone.
Um filme belo, que funciona perfeitamente como homenagem à história do cinema, que nos faz voltar ao tempo e nos relembra o porquê desta arte ser tão mágica e assim como Hugo fora ensinado por seu pai, o cinema é aquele lugar onde os homens podem sonhar ao meio do dia. Entretanto, por trás da homenagem existem as falhas de um roteiro bem intencionado, mas de idéias pequenas, limitado, onde há vários elementos em cena e em nenhum momento se esforça para uní-los, com direito a subtramas desnecessárias e personagens descartáveis. Foi vendido como filme de aventura, não é. Foi vendido como filme para a família, não é. As crianças provavelmente detestarão, pelo menos foi o que ocorreu enquanto estava na sala do cinema e dei razão a elas. Não teria gostado se fosse criança. O que então, não justifica os momentos infantilizados. É um filme para adultos, mais especificamente aqueles que admiram o cinema. É para poucos. Quem não se interessa pela história da sétima arte dificilmente encontrará outro motivo para querer chegar a seu fim. É inteligente, bem realizado, mas acredito que não tenha alcançado muito bem sua proposta. NOTA: 7,5
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domingo, 19 de dezembro de 2010
Crítica: O Mundo Imaginário do Dr.Parnassus (The Imaginarium of Doctor Parnassus, 2009)
O mais recente filme do visionário diretor Terry Gilliam, e também o último filme de Heath Ledger. Um belo filme que marca o adeus a este grande ator, que mais um vez, se envolveu no projeto certo, com cenas encantadoras e um roteiro bem original, muito raro nos dias de hoje.por Fernando Labanca
O filme teve várias complicações para ser finalizado, a principal delas foi a morte de Ledger, que tinha um personagem de bastante destaque na trama, para finalizá-lo, a história foi modifcada e outros atores entraram para suprir sua falta, Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrell. O roteiro deu uma grande manobra e acaba que sendo convincente a entrada de outros atores, devido também ao fato da trama ter a imaginação como centro de tudo.
Na história, conhecemos o Dr.Parnassus (Christopher Plummer), um homem que tem o dom de dominar a imaginação das pessoas, e com sua trupe de teatro itinerante, ele viaja para alguns locais e atravéz de um espelho, o público entra e se depara com um novo mundo, um mundo guiado por suas próprias ilusões. Nesta sua equipe está seu fiel amigo e anão Percy (Verne Troyer), o mágico Anton (Andrew Garfield) e sua filha Valentina (Lily Cole).
Porém, por trás dessa magia há uma trágica história. Há muitos anos atrás, Parnassus fez um pacto com o Diabo para ter a vida eterna, depois de muitos anos, ele percebe que ser imortal pode lhe impedir de ter uma vida normal, principalmente quando se apaixona, e decide novamente fazer um pacto com ele, ter uma vida normal e envelhecer como todos os outros, mas isso teria um custo, em troca, Parnassus teria que dar a alma de sua filha quando completasse dezesseis anos. Até que, quando, Valentina estava prestes a completar a idade, o Diabo (Tom Waits) retorna com uma nova aposta, o valor seria cinco almas, se Parnassus conseguisse essas cinco almas, teria sua filha de volta, caso contrário, teria que entregar a alma dela. Eis que certa noite, a trupe se depara com um homem, Tony (Heath Ledger), um ser misterioso que não lembrava mais de sua vida e passa a ajudá-los nas apresentações, porém, aos poucos seu passado vai aparecendo, é quando Parnassus percebe que sua presença pode ter um motivo muito mais significativo.
Um filme surpreendente, visualmente falando. Recheado de belas sequências, onde a imaginação das personagens toma conta da tela, e temos o privilégio de presenciar imagens deslumbrantes, cheias de cores e detalhes, com uma fotografia belíssima e efeitos especiais interessantes. Tudo é possível em "O Mundo Imaginário", a realidade é esquecida e facilmente entramos neste universo e fazemos questão de nos deixar levar, a história não é nada convencional e naquele instante acreditamos nas estranhezas do roteiro brilhante, também de Terry Gilliam.Quando a personagem de Heath Ledger entra no espelho e se depara com sua imaginação, é quando os outros atores entram em cena, não faz tanto sentido assim, mas como havia dito anteriormente, o roteiro permite que tais inovações sejam feitas. Até ai tudo bem, o problema mesmo fica no final, onde seu personagem tão interessante se perde completamente na trama. Sim, o final do filme é bom e vale a pena, mas para despistar a ausência do ator, o final do personagem não foi dos melhores.
O elenco está impecável. Christopher Plummer, ótimo na pele de Dr.Parnassus, toda a tristeza e melancolia diante dos fatos de sua vida são muito bem expressadas pelo ator. Heath Ledger é quem se sai melhor na pele de Tony, mais uma vez com uma atuação surpreendente, enche a tela com seu carisma e versatilidade. As escolhas de Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrell foi bem feita, Farrell é quem permanece mais no filme e acaba tendo mais destaque, mas a melhor atuação é de Depp, mas não dura muito e assim como Law tem a duração de uma cena. O longa ainda trás duas grandes revelações, Andrew Garfild, que atualmente está em cartaz com "A Rede Social" e está sendo indicado a alguns prêmios, se sai muito bem e definitivamente tem a melhor atuação do filme e seu personagem, o mais agradável. Lily Cole surpreende, a novata com personagem de destaque, é quase uma protagonista e consegue dar o recado e prova seu talento.
"O Mundo Imaginário de Dr.Parnassus" é mágico, nos leva a um novo mundo. Por algumas vezes este mundo não é tão agradável assim, em algumas passagens o longa dá umas escorregadas e se torna um pouco cansativo e o excesso de detalhes nas cenas acaba incomodando, não sabemos exatamente para onde olhar, uma espécie de poluição visual, por mais que sejam belas, algumas vezes são exageradas. Mais ainda sim, vale muito a pena, não é só o último filme de Heath Ledger, nem só mais um filme de fantasia, é um filme diferente de tudo, inova na trama, na construção das personagens, nos figurinos e cenários inusitados. Cheio de belas e adoráveis sequências, diálogos rápidos e inteligentes, tudo bastante teatral, mas tudo com muita qualidade. Vale a pena conferir este mundo imaginário.NOTA: 8
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