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sexta-feira, 4 de abril de 2014

Crítica: Inside Llewyn Davis - Balada de Um Homem Comum (Inside Llewyn Davis, 2013)

Havia um tempo em que uma obra dos irmãos Coen passasse tão despercebida quanto "Inside Llewyn Davis", logo que são sempre lembrados pelas importantes premiações. De fato, não entendi, este filme em nada perde para outros títulos dos diretores. História simples, porém arrebatadora, que fala sobre a música folk enquanto nos revela a fracassada trajetória deste homem tão ordinário, digno de ser esquecido pelos outros mas que se torna memorável aos olhos dos Coen.

por Fernando Labanca

Antes de qualquer coisa, preciso admitir, nunca gostei dos filmes de Ethan e Joel Coen, não tenho um argumento forte para isso, mas acontece que suas obras de alguma forma não me tocam, algumas chego ao ponto de detestar como "Matadores de Velhinhas" e "Queime Depois de Ler", ou até obras aclamadas como "Bravura Indomita" não me agradam. Ainda assim, porém, toda vez que eles lançam algo me bate uma estranha curiosidade, mas no fim, sempre me decepciono. Acontece que nunca fui tão empolgado ver um longa da dupla quanto "Inside Llewyn Davis", talvez pela vibe folk e principalmente pelo elenco. Pois bem, pela primeira vez sai da sala do cinema com um sorriso do rosto após ver um filme deles. É, definitivamente, um filme fantástico, que merece uma chance, merece atenção, é algo a ser admirado.

Numa Nova York dos anos 60, caminha solitário este cantor fracassado de folk chamado Llewyn Davis, que vive da música, ainda que não tenha planos futuros e não tem a menor ideia aonde pretende chegar. Vive se deslocando entre apartamentos de amigos ou apenas conhecidos, sempre em busca de um teto para passar suas noites, sem nunca saber o que faria no dia seguinte, é então que sempre vai atrás de sua ex, Jean (Carey Mulligan), que está grávida e não sabe de quem é o filho, se de Llewyn ou de seu atual namorado Jim (Justin Timberlake), que também é cantor, porém muito mais promissor e mais bem sucedido. E indo atrás de gravadoras para conseguir uma carreira solo, já que seu ex parceiro se suicidou, Llewyn Davis acaba embarcando numa viagem com pessoas estranhas, ainda perdido, ainda sem saber aonde ir ou que realmente quer fazer de sua vida.


terça-feira, 9 de julho de 2013

Crítica: O Grande Gatsby (The Great Gatsby, 2013)

Baseado na obra de F.Scott Fitzgerald, "O Grande Gatsby" é a quarta versão para os cinemas, dessa vez, dirigida pelo australiano Baz Luhrmann, de "Romeu + Julieta" e "Moulin Rouge", conhecido por seus exageros e suas formas caricatas. Aqui, ele insere todas essas suas peculiares características e nos entrega muito mais do que um remake ou uma adaptação, nos entrega um filme único, cheio de personalidade e com seu visual deslumbrante, marca, um dos filmes mais belos que passou pelo cinema este ano.

por Fernando Labanca

Nick Carraway (Tobey Maguire) é um aspirante escritor que vai parar em Nova York em busca de seu próprio sonho americano. É um período de grande prosperidade no país, onde as festas eram maiores e a moralidade já não era mais tão questionada, é assim que ele conhece Jay Gatsby (Leonardo DiCaprio), seu vizinho que mora em uma belíssima mansão, palco das melhores festas, onde a cidade se encontra sem nem ao menos saber quem é o dono de tudo aquilo. Certo dia, Nick recebe um convite de Gatsby, e como já sentia um certo fascínio por ele, nasce assim uma grande amizade, é neste momento em que ele enfim compreende seus motivos, onde na verdade, o que este misterioso homem desejava era se encontrar com uma mulher, sua verdadeira paixão, Daisy Buchanan (Carey Mulligan), que por sua vez, era prima de Nick e casada com o milionário Tom (Joel Edgerton). E vivendo a margem destes acontecimentos, Nick Carraway vai tentar unir este casal, mesmo sabendo das consequências que aquilo traria para a vida de todos os envolvidos.


Quando Fitzgerald escreveu "O Grande Gatsby" não recebeu seu devido valor na época, foi depois de muitos anos que os norte-americanos começaram a vê-lo com um marco em sua literatura, e este reconhecimento o levou aos cinemas, sendo que até então a obra mais marcante havia sido o de 1964, dirigido por Jack Clayton e protagonizado por Robert Redford. É até compreensível o fascínio da sétima arte por esta obra, o mistério sobre quem é exatamente Jay Gatsby, o retrato amargo do sonho americano e um romance quase que shakespeariano, com direito a um final trágico e marcante. E longe daquele tradicional comportamento em transpor histórias de época para as telas, surge um renovado Baz Luhrmann, totalmente dedicado em fazer o que poucos filmes conseguiram este ano, ou o que quase nenhum de época teve a ousadia em fazer. Por isso, é difícil vê-lo como mais um sobre Gatsby ou como um remake, é um trabalho totalmente original, que foge e muito do que já conhecemos, Luhrmann inova, trás um visual deslumbrante em prol de um filme difícil de ser esquecido. Há, porém, muito de "Moulin Rouge" aqui, seja do protagonista derrotado ao inicio prestes a contar uma história trágica, seja dos movimentos das câmeras ou das referências estéticas das festas mostradas. Existe um exagero constante, quase que caricato, muitos apontarão como algo negativo, mas vejo de outra forma, vejo como uma obra de um diretor que foge a todo instante em nos trazer algo ordinário, "O Grande Gatsby" poderia, com sua história, ser só mais um filme de época, no entanto, ele é grandioso, ousado, diferente de tudo o que vi nos cinemas este ano.

"Você vai ficar aí só olhando, ou vai participar?", pergunta Tom Buchanan a Nick Carraway na primeira metade do filme. É assim que vive este personagem, o coadjuvante de sua própria jornada, que se vê em um constante dilema, sempre se sentindo dentro e fora dos acontecimentos de sua vida. É Nick, o único que sabe de toda a verdade por trás de todas as especulações, por trás de quem é Gatsby e de seu amor por Daisy, por trás das traições de Tom. É interessante a relação que ele tem com os demais personagens, sempre a margem de tudo ainda que seja o elo entre todos, a história precisava dele para prosseguir, mesmo ele estando por fora. 

E assim como Nick, nós, como público, vivenciamos tudo aquilo, sabemos o que há por trás de cada sentimento não revelado e sofremos por isso, entretanto, também desfrutamos de cada cena e graças a Baz Luhrmann que fez cada sequência parecer um sonho, as festas que são um deleite para os olhos e ouvidos e cada momento do filme que é tão belo que foi difícil se desapegar, acreditar que uma hora iria terminar, é tudo bom demais só para ver, dá mesmo é vontade de querer participar, vivenciar toda aquela beleza, beleza que só o cinema pode nos presentear, e que bom que Luhrmann compreendeu isso e explorou o máximo essa função da sétima arte. Os figurinos foram os grandes destaques, belíssimos e que dão a sensação de que foram projetados para cada ator, pois ficam perfeitos em cada um deles, os cenários, as locações, tudo bem pensado, bem colocado em cada cena, construindo um visual tão rico em detalhes, demonstrando um cuidado quase que perfeccionista do diretor e de toda a equipe. A trilha sonora também chama a atenção, por ser moderna, que espanta de início, mas logo demonstra ser mais uma ousadia do filme, composta por Jay.Z, a trilha ainda trás nomes como Florence + The Machine, Lana Del Rey, Jack White e Beyoncé.  

Por trás deste visual, há um elenco interessante, que fazem desta impressionante experiência valer muito mais a pena. Leonardo DiCaprio, por mais difícil que seja acreditar, surpreende, há muito tempo não o via interpretando este tipo de personagem, romântico, que faz de tudo por aquela que ama, é muito interessante o que ele faz de Gatsby, suas expressões, seus olhares, um jeito único, de maneira muito distinta de todas as suas outras atuações. Assim também é com a belíssima Carey Mulligan, que encanta cada cena, com sua voz firme e doce, que vai muito além de "só um rostinho bonito", ela está simplesmente impecável com Daisy Buchanan. Tobey Maguire não tem muito espaço para brilhar como o restante do elenco, mas não faz feio em cena, faz o que precisava ser feito e faz bem. Joel Edgerton tem a missão de trazer a tensão para a trama, e consegue e com muito êxito e chama a atenção com sua forte interpretação. Outra que se destaca é Isla Fisher, que surge em cena irreconhecível como Myrtle, e mesmo com uma participação menor, é simplesmente inacreditável seu talento e sua capacidade em se transformar em cada filme que faz.

"O Grande Gatsby" é um filme de época como nunca se viu igual, pretensioso, grandioso, inovador. E para minha felicidade, toda a qualidade técnica da obra não ofusca a beleza de sua história, um tipo de romance quase que esquecido, aquele puro, ingênuo, com diálogos bem pensados, que emocionam, que encantam pela simplicidade. E ao seu término, todo aquele furacão de sentimentos que a obra expõe se transforma em silêncio, pois apesar de toda sua energia e agilidade, trata-se uma trama trágica, triste, melancólica, o amargo sonho americano, onde toda aquelas cores e festividade nada mais eram que uma ironia a decadência, sobre o quão vazias eram aquelas pessoas, em busca de um sonho tão frágil que o dinheiro não conseguiu construir. Enfim, belo em todos os sentidos, em seu visual e em suas ideias, "O Grande Gatsby" é mais um marco na carreira de Luhrmann. Inovador, fascinante, encantador e emocionante. Recomendo. 

NOTA: 9






sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Crítica: Drive (Drive, 2011)

Vencedor do prêmio de Melhor Diretor no Festival de Cannes em 2011, Drive fora baseado no livro de James Sallis, sendo que sua versão nos cinemas parece funcionar ainda melhor devido a grande direção do dinamarquês Nicolas Winding Refn, que conseguiu transformar uma história tão simples em um filme extremamente interessante e estiloso.

por Fernando Labanca

Ryan Gosling interpreta um misterioso homem, trabalha como dublê em filmes de ação e para isso conta sempre com a ajuda de seu fiel agente Shannon (Bryan Cranston), onde juntos trabalham em uma oficina mecânica. Entretanto, o piloto age fora da legalidade nas horas vagas, dirigindo seu carro pelas perigosas ruas de uma cidade, buscando bandidos, os ajudando a fugir da policia, sem nunca se envolver com os roubos, respeitando sempre seu código de ética. Eis que ele acaba conhecendo sua vizinha, Irene (Carey Mulligan), e ao lado dela e deu pequeno filho, acaba construindo um elo no qual não estava em seus planos, no entanto, tudo foge realmente do controle, quando o ex-marido dela (Oscar Isaac) retorna da prisão precisando de ajuda para resolver os assuntos do passado. O piloto passa a ajudá-lo, mas aos poucos vai percebendo que o plano é muito mais complicado do que parecia, mas ele se mostra disposto a sujar suas mãos de sangue para salvar a família, para salvar a mulher que passou a amar.


"Diga-me onde começamos e onde vamos depois. Eu te dou cinco minutos depois que chegarmos lá. Estou a sua disposição nesses cinco minutos, haja o que houver. Após os cinco minutos, está por sua conta. Eu não participo do roubo e não porto armas. Eu dirijo!". É assim, que nosso protagonista sempre se apresenta, esta é sua função e é apenas isso o que ele faz. É interessante este "código" no qual ele mesmo inventou e ele o respeita com seriedade, sem nenhuma relação com os bandidos, sem nunca falhar. A trama ganha fôlego, porém, quando este seu código é alterado, quando ele passa a se envolver com as vítimas e quando já não é mais dono do plano. "Drive" nos mostra com maestria todo o processo deste misterioso homem, quando tudo vai fugindo do controle é quando então vamos conhecendo o que havia por trás do dublê ou do piloto, a verdadeira saga do herói, ou do vilão, tudo depende do ponto de vista. É interessante visualizar toda sua jornada, onde em poucos minutos de duração, o roteiro nos revela sua transformação, onde enfim o protagonista ganha uma vida de ação real, não aquelas que força diante da câmera, onde enfim ele descobre o que é uma relação, o que é amar, quando seus planos deixam de ser apenas por cinco meros minutos, passam a ser uma questão de honra, questão de querer proteger a quem ama.

A história do livro "Drive" é extremamente simples, mas se diferencia dos demais pela escrita de James Sallis onde conta a história em ordem não cronológica. O roteiro do filme ficou por conta do iraniano Hossein Amini, que realiza uma grande adaptação, alterando inúmeros elementos, optando por uma trama cronologicamente correta, não contando, porém, a infância do protagonista e dando mais espaço para os coadjuvantes, item, aliás, que fez bem para obra, caso contrário, personagens como Irene seria inútil e Carey Muligan não daria o ar de sua graça. Mas o que faz do filme ser ainda melhor que o livro é sem sombra de dúvida a direção de Nicolas Winding Refn. Parece até uma comparação injusta, mas a obra original não inova em muitas coisas, a história é simples e facilmente esquecida, bem diferente de sua versão no cinema, onde o diretor conseguiu contruir mais do que um longa visualmente belo, deu alma para a história, lhe deu personalidade, "Drive" é muito mais que um filme de ação e romance, é uma obra memorável, repleto de incríveis momentos, cenas tão bem realizadas, tão bem arquitetadas, detalhes que fazem deste filme um marco. O que dizer da já antológica cena no elevador? Ou das belíssimas cenas de perseguição? Com bom uso da câmera lenta, violência à la Cronemberg, que acaba nos pegando de surpresa, fotografia impecável, cenas milimetricamente bem pensadas, um conjunto de elementos que só enaltecem o que poderia ser um filme qualquer com uma história qualquer, Refn prova que uma pequena ideia pode virar um grandioso filme. A trilha sonora também faz sua parte, assinada por Cliff Martinez, com canções pop e uma pegada dos anos 80.

Falar bem de Ryan Gosling é chover no molhado, é um cara talentoso, realiza grandes cenas, e mesmo com um personagem que pouco fala, consegue dizer muitas coisas com seu forte e intenso olhar. Carey Mulligan mostrando mais uma vez seu carisma, leva brilho e beleza ao longa, trás uma deliciosa naturalidade que poucas atrizes conseguem, enfim, é de fato uma das melhores de sua geração. Drive ainda nos presenteia com grandes coadjuvantes como Bryan Cranston, sempre magnífico, Albert Brooks, Ron Perlman, Christina Hendricks e Oscar Issac. Um elenco fantástico que surge através de um incrível roteiro, com uma trama que nos deixa vidrado, hipnotizados durante todos seus 100 minutos, com pouquíssimos diálogos mas que ainda transmite muitos sentimentos, ainda consegue ser impactante. Do figurino à trilha sonora, do roteiro à direção, do visual ao bom conteúdo, raríssimos filmes conseguem o equilíbrio perfeito de tudo isso, "Drive" é um cinema raro, muito mais do que isso, é um filme que tem personalidade, tem estilo, estilo que poderá servir de referência aos próximos que virão.

NOTA: 9,5



sexta-feira, 27 de abril de 2012

Crítica: Shame (Shame, 2011)

"Shame" entrou para a lista dos ignorados no Oscar 2012. Trás para as telas, pela direção de Steve McQueen, a conturbada rotina de um homem viciado em sexo. Acredito que a temática o tenha afastado das grandes premiações, logo que vemos um grande filme, ousado em sua proposta e se mostra para o público sem medo de assustar ou criar polêmicas, além de ter em cena dois grandes atores em belíssimas performances, Michael Fassbender e Carey Mulligan.

por Fernando Labanca

Conhecemos Brandon (Fassbender), aparentemente um homem comum, trabalhador que vive em Nova York e mora sozinho em seu apartamento. Entretanto, por de trás desta fachada, existe seu segredo. O seu vício. O sexo. A louca obsessão que ele tem por sexo. Faz por prazer e nunca por amor, tem uma eterna sede de se relacionar com alguém, não importa quem e nem quando. Tem problemas em seu computador pelos virus recebido ao entrar em sites pornográficos, não perde tempo em se masturbar nas horas vagas e em sua vida noturna, vai atrás de sua caça.

Tudo muda com a chegada de sua irmã, Sissy (Carey Mulligan). Ela é suicida, sente um eterno vazio em sua vida e nunca encontra algo para preencher. Passa a conviver diariamente no mesmo apartamento que Brandon, sem planos para ir embora e assim, ele se depara com a invasão de sua suja privacidade, Sissy passa a interferir em sua rotina e abala completamente seu mundo de sexo, pornografia e estranhas obsessões, o fazendo ir ainda mais fundo em sua loucura, se tornando vítima de seu próprio vício.

"Shame" é provocador. É agressivo. É ousado. É o típico filme para se ver sozinho, admirar em sua privacidade. É quase que constrangedor dividí-lo com alguém. Há inúmeras cenas de nudez e sexo e isso pode incomodar os mais conservadores. Por outro lado, elas aparecem com intuito, com propósito, não é obsceno e muito menos apelativo, faz parte da proposta, que aliás, o roteiro, também assinado por McQueen, consegue com competência nos mostrar este universo de Brandon, entramos neste mundo sujo, vivenciamos naqueles minutos a intensidade daquela rotina. A nudez, por sua vez, surge naturalmente, sem querer ser sensual, apenas abre a porta daquele simples apartamento e vemos aquelas personagens em seus cotidianos. E assim, "Shame", foge completamente do convencional, além da trama um tanto quanto inovadora, a maneira como McQueen guia este roteiro é tão fascinante, prende a atenção mesmo quando nada acontece. E apesar da tal agressividade, o longa também consegue ser sensível, de forma sempre madura, há cenas deliciosas de puro diálogo, por vezes cômicas, outras, dramáticas. Como por exemplo, o divertido relacionamento entre os irmãos, que ocorre de forma simples e extremamente espontânea. 

Por outro lado, este roteiro apresenta suas falhas. O filme despe suas personagens, mas isso, infelizmente, não ocorre de forma literal. Apesar de conhecermos a privacidade de Sissy e Brandon, nunca sabemos ao certo quem eles são. O que a irmã faz no apartamento dele, qual a causa de sua depressão e talvez o mais intrigante, o que realmente existia entre os dois. A relação dos irmãos causa um certo estranhamento, a liberdade que um tem com o outro, a raiva que sentem entre eles, e por vezes há algo que remete a uma relação incestuosa, desde a aproximação quase que carnal e o ciúmes que surge em uma das cenas, além do repentino momento de choro de Brandon ao ver Sissy cantar, mesmo ele sendo tão insensível. Enfim, acontece que a história ocorre e ficamos que a parte de tudo, nunca sabemos o que de fato está acontecendo, justamente por não termos a chance de conhecermos as personagens ali retratadas. O filme nos faz acreditar que entramos na mais intima privacidade de Brandon, que conhecemos seus mais profundos segredos, mas não, em nenhum momento isso ocorre e quando acaba fica um certo sentimento de vazio. 

O grande destaque de "Shame", sem sombra de dúvida, é sua dupla de atores. Michael Fassbender é novo queridinho de Hollywood e a cada filme que faz prova o porquê. É um ótimo ator, dá um show na tela, se mostra confortável num papel difícil que exige muito mais que uma grande atuação. Seu momento mais marcante é exatamente no clímax do filme, ao transar com mais de uma mulher, numa cena cheia de cortes e desfoques, e é no olhar de Fassbender que nos prendemos, há um certo pedido de desculpas pela vergonha de sua vida, há um olhar desesperado que pede por ajuda, é simplesmente impactante. Carey Mulligan é uma coadjuvante de ouro, brilha de forma intensa, tem carisma e consegue criar uma personagem bem diferente do que a atriz já fez no cinema, desde suas expressões, seu jeito de agir e de falar, é uma outra mulher. Acredito que Muligan tenha conseguido com Sissy chegar a um outro patamar, é, definitivamente, uma atriz completa, que se entrega de forma ousada e espanta por sua incrível performance. E acredito que Steve McQueen tenha exposto no filme o melhor dos dois.

"Shame" apesar de ser um belo e ousado projeto, não chega a ser uma obra tão inesquecível e importante no cinema. Ser ignorado no Oscar, pode ter sido por esta tal ousadia, por não ser convencional, por ser completamente diferente do que a Academia está acostumada a premiar, entretanto, houve filmes muito mais completos entre os indicados. Porque "Shame" não é um filme completo, tem inúmeras qualidades, mas faltou alguns elementos para ter se tornado excelente. Acredito também que o roteiro tenha se esquivado de conflitos mais intensos, como seu final que acreditamos que enfim algo extremamente chocante aconteceria e não acontece, continua na mesma. Acaba que o filme dá uma volta, cheia de idéias, de cenas ousadas, de pura originalidade, mas volta ao ponto zero e termina da mesma forma que começou. Pois nada é revelado, nada é alterado, nada é concluído. Destaque para os grande atores, pela direção de McQueen e pela belíssima trilha sonora que eleva a qualidade da obra. No geral, um filme interessante e atraente, que possui seus erros, mas ainda assim prende a atenção, hipnotiza, que consegue provocar em seu público, sentimentos fortes que muitas vezes geram a emoção. Vale a pena conferir.

NOTA: 7,5


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Final de Ano - Uma geral nas locadoras

Para finalizar minhas postagens de 2010, a próxima só para mostrar o que houve de melhor do ano, fazendo a listinha que é tradição aqui no Cinamateca!!! Resolvi então, fazer um geral dos últimos filmes que vi e que já estão nas locadoras, mais do que isso, aquelas resenhas que iria ficar devendo, mas resolvi uma postagem mais decente, como despedida mesmo de final de ano!!! E que servem como dica para aqules que passarão os dias de folga em casa e curtem uma sessão pipoca!!

por Fernando Labanca



Coincidências do Amor (The Switch, 2010)

Jennifer Aniston é Kassie, uma mulher madura que já atingiu a idade de sucesso e a idade em que as mulheres já constituiram suas famílias, e neste quesito, ela estava para trás. Até que decide, sem querer depender de homem para realizar seu desejo de ser mãe, ir atrás de um doador de espermas, o que é completamente contra ao que seu melhor amigo, Wally (Jason Bateman) acha. Wally é um solitário, também não obteve muito sucesso em sua vida e tem uma queda pela bela moça que só o enxerga como amigo. Eis que seu desejo se realiza, surge um homem (Patrick Wilson) que aceitou o desafio, e para isso, ela e suas amigas realizam uma grande festa, e neste mesmo dia, em que Wally, embriagado, joga fora os espermas do desconhecido e coloca os seus.

Kassie se muda para outra cidade, e depois de muitos anos retorna, com seu filho já crescido. É quando Wally percebe as semelhanças que tem com o garoto e passa a se lembrar do erro que cometeu, a verdade é uma só, ele é o pai do filho da mulher que ama. E sem que ela perceba, Wally vai se ligando a ele, surgindo uma bela e verdadeira amizade, e recuperando aquilo que deixou de ter há um bom tempo, uma família.

Não, não é uma comédia romântica, assim como o filme é vendido. Uma comédia com humor bem sutil com umas pitadas de drama, que funcionam. O longa é uma ótima pedida para um final de semana, sem dúvidas, um filme delicioso, com uma história não muito inovadora, mas que passa sua mensagem e conclui com competência seus objetivos. O romance fica um pouco para o segundo plano, o foco aqui é a relação de Wally e seu novo e desconhecido filho, é simplesmente belo a maneira como esta relação é explorada, os diálogos e principalmente as atuações convincentes de Jason Bateman e do novato Thomas Robinson. Recomendo!

NOTA: 8


Em Busca de Uma Nova Chance (The Greatest, 2010)

Rose (Carey Mulligan) durante um ano inteiro trocava olhares com Bennett (Aaron Johnson) nos corredores do colégio, eis que no último dia, eles se conhecem, e vivem uma paixão profunda, e depois da primeira noite de amor, eles sofrem um acidente de carro, e Bennett morre.

A família do jovem passa por momentos difíceis, até que Rose aparece na casa deles, dizendo que está grávida e não tem mais para onde ir. Ela passa a morar na casa da família, e vai enfrentando juntamente com eles, a superação diária da ausência de Bennett. Desde o sofrimento da mãe, Grace (Susan Sarandon), do irmão (Johnny Simmons) que se perde nas drogas e do pai (Pierce Brosnan) que mesmo com tanta dor tenta se mostrar forte para apoiar a família.

Aparente, belo. Pelo trailer principalmente que vendeu o filme muito bem, mas a sensação que sentimos após vê-lo é pura decepção, algo muito diferente do que foi vendido, cheio de clichês, frases feitas, melodrama forçado que não convense mesmo nas boas atuações de Susan Sarandon e Carey Mulligan. O filme tenta o tempo todo nos converser de aquilo é triste e naquela cena devemos chorar, mas os diálogos forçam tanto a barra que a vontade é de desistir de chegar até o final. Pierce Brosnan se esforça, mas exagera e muito nas cenas dramáticas. Johnny Simmons também se esforça, mas seu personagem é ctrl C+ ctrl V puro de muitos outros filmes. Passe longe.

NOTA: 4


Entre Irmãos
(Brothers, 2009)

Refilmagem de um filme dinarmaquês de 2004 e dirigido por Jim Sheridan. Nele, conhecemos dois irmãos, Tommy (Jake Gyllenhaal), um tanto quanto fracassado na vida e que está prestes a sair da prisão, por outro lado, há Sam (Tobey Maguire), o filho exemplo, fez uma família adorável ao lado de sua amada esposa Grace (Natalie Portman), com quem tem duas filhas pequenas. Sam é do exército e está prestes a ir para o Afeganistão em missão de paz. Enquanto, Tommy tenta retomar sua vida fora das grades, Sam vai para enfrentar os perigos da guerra, até que é feito refém por alguns nativos e é dado como morto.

A notícia chega para Grace e sua família e é o fim para todos. Todos sofrem a perda de Sam e aos poucos vão tentando viver com a ausência dele, e Tommy passa a frequentar a casa de Grace e apoiá-la neste tempo de dor, e passa a ter uma relação muito forte com ela. Eis que Sam retorna, e percebe que voltar vivo de uma guerra não significa que continua vivendo e passa a tentar viver naquela vida que perdeu todo o significado ao mesmo tempo que tenta conviver com a dúvida de ter perdido sua esposa para seu irmão.

Uma história não muito inovadora, mas que surpreendentemente funciona muito bem nas mãos do diretor que realiza um trabalho incrível, assim como o roteiro que explora o máximo e o melhor de cada personagem, sem cair no clichê o que é muito difícil neste tipo de trama e este é seu maior triunfo, além de conseguir não cair no melodrama, construindo um drama convincente e muito sincero. Palmas para a grandiosa atuação de Tobey Maguire, sua melhor performance no cinema e uma das melhores atuações masculinas do ano, simplesmente incrível. Jake Gyllenhaal também surpreende e sai bem e Natalie Portman é Natalie Portaman, não tem como errar, linda e ótima como sempre.

NOTA: 8,5


Karatê Kid (The Karate Kid, 2010)

Refilmagem do clássico Karate Kid de 1984. Nos mostra a transformação na vida do jovem Dre (Jaden Smith) que se muda junto com sua mãe (Taraji P.Henson) para Pequim, devido o trabalho dela. Lá, ele tem que se acostumar com as novas tradições e descobrir uma nova cultura, enquanto isso ele passa a ser perseguido por alguns jovens do local, é quando percebe que eles fazem parte de um treinamento rígido de kung fu. Percebendo a vulnerabilidade do novato, surge o Senhor Han (Jackie Chan), o zelador do apartamento onde Dre mora, e passa a lhe passar alguns conhecimentos úteis não só para se livrar dos garotos, mas para a vida também, como equilíbrio e disciplina.

Até que Dre é convocado para participar de um torneio de kung fu e só se veria livre das perseguições se participasse, a partir de então, Han passa a ser seu "mestre" e lhe ensina o verdadeiro kung fu. Enquanto isso, Dre se envolve com uma bela jovem do local, e junto com ela, vai descobrir as maravilhas da cidade.

Roteiro fiel ao original, mas ainda sim consegue ser melhor. É claro que foram feitas algumas adaptações, e a principal delas é a entrada do kung fu, o título serve como marca mesmo para remeter ao clássimo, mas a idéia agora é outra, e funciona. Elenco correto, numa história ainda interessante nos tempos de hoje, devido também a direção competante de Harald Zwart. Bela fotografia, trilha sonora e cenas muito bem realizadas, tudo em perfeito estado. O final é previsível e não foge da linha de conforto, mas ainda assim é bom! Não esperava nada desta refilmagem, mas superou todas as minhas expectativas, melhor que o original, uma ótima pedida.

NOTA: 8,5


Lunar (Moon, 2009)

Filme aclamado em alguns festivais e vencedor do prêmio Revelação no Bafta, para o estreiante em longas metragens, Duncan Jones, filho de David Bowie. Uma ficção ciêntífica inovadora, que conta a árdua trajetória de Sam Bell (Sam Rockwell) numa missão na Lua num período de três anos, através da empresa Lunar que o enviou para explorar um material do solo que salvaria a crise energética do Planeta Terra.

Tem a única companhia do robô GERTY e está prestes a voltar para casa, mais ainda enfrenta uma difícil e solitária missão. Eis que ele sofre um acidente, curioso para voltar no local onde aconteceu o ocorrido, encontra um outro astronauta, tirando seu capacete o que ele enxerga é um clone seu. E na nave passa a conviver dois Sam, e nenhum sabe o que realmente está acontecendo e quem é o verdadeiro, e o que era solidão se transforma em paranóia. E curiso para tentar entender o estranho acontecimento, começa a descobrir que esta missão tem muitas verdades a serem discutidas e muitos mistérios a serem revelados.

Finalmente uma ficção ciêntífica decente, a melhor, digamos, desde a animação Wall-e. Um filme inteligente, interessante, com um roteiro muito original que nos mostra o que houve de melhor no gênero, com referências do clássico de Stanley Kubrick, "2001", e nos lembrando o porquê deste estilo ser ainda interessante, e nas mãos de Duncan Jones, "Lunar" se torna um grande exemplo de ficção ciêntífica, sem explosões e grandes efeitos especiais, os conflitos são internos, acontece com a personagem principal, no seu psicológico, e tem uma trama interessante capaz de prender a atenção do público sem precisar apelar para "muito barulho e pouco conteúdo". Além da incrível atuação de Sam Rockwell que leva o filme inteiro nas costas, sem ele, nada disso seria possível. Recomendo.

NOTA: 9

domingo, 14 de novembro de 2010

3 em 1: Inglaterra

Filmes ingleses sempre me chamaram a atenção, sempre conservadores e muito elegantes, o cinema da Inglaterra tem muito a mostrar e vale a pena conferir. Selecionei três que vi recentemente, todos com temáticas leves e muito bem produzidos: Brilho de Uma Paixão, Educação e Tinha Que Ser Você.

por Fernando Labanca


Brilho de Uma Paixão (Bright Star, 2009)

Com uma produção que conta também com paises como França e Austrália, o filme é dirigido por Jane Campion (O Piano) e explora os sentimentos por trás dos poemas de John Keats.

Londres, 1818. John Keats (Ben Whishaw) é um poeta muito criticado na época e ao lado de seu melhor amigo, Sr. Brown (Paul Schneider), ele escreve sobre seus sentimentos e tenta não ligar para como suas palavras são recebidas pelos outros. Seu irmão está muito doente e devido a isso, sua vizinha, Fanny Brawne (Abbie Cornish) decide oferecer seus cuidados. Ela, estudante de moda e com opinião formada sobre tudo, começa a se interessar por poesia ao passar tempo ao lado de John e para isso, pede para lhe ensinar, até porque ela não consegue entender suas palavras e o porquê dele ser tão criticado.


Desse "estudo", nasce uma bela amizade, que logo se torna amor. Um amor frágil, sentimental e inocente e sob as belas palavras de Keats, ambos entram de cabeça nesse relacionamento, so tornando quase obsessão. Até que as pessoas ao redor do casal começam a provar para eles que esta união não deve acontecer, ele se desviará da profissão, ela, manterá um relacionamento com alguém que não poderá sustentá-la, logo que John não tem renda fixa e por isso jamais consiguirá lhe dar uma vida digna. E juntos tentam evitar a realidade, pois ela os afasta, e embarcam num romance lúdico, cheio de fantasias e ilusões.


Um filme simples, belo, extremamente belo, mas simples. Um roteiro frágil que se perde facilmente, um filme quase que sem assunto, sobre um casal que se ama mas não pode ficar junto, isso não é novidade. O problema maior é que os obstáculos que surgem são pouco explorados pelo roteiro e quando tudo parece estar perdido para os dois, e acreditamos que algo vai acontecer, já na cena seguinte, eles aparecem felizes e juntos e o roteiro parece se esquecer dos conflitos, optando sempre pelo caminho mais fácil.

Por outro lado, temos dois promissores atores como protagonistas, Abbie Cornish que há um bom tempo vem provando ser uma grande atriz e aqui ela demonstra seu talento perante as câmeras e surpreende, assim como Ben Whinshaw, outro excelente ator. "Brilho de Uma Paixão" ainda tem uma fotografia e cenários incríveis, e um figurino deslumbrante, indicado ao Oscar esse ano por eles. Enfim, um filme bonito embalado pelos poemas de John Keats, um romance verdadeiro e convincente na pele de dois grandes atores, porém, faltou história para contar, o filme para na metade e o resto e só visual.

NOTA: 6






Educação (An Education, 2009)

Indicado ao Oscar de Melhor Filme este ano e vencedor do Bafta de Melhor Atriz (Carey Mulligan), vencedor de Independent Spirit Award de Melhor Filme Estrangeiro e vencedor do Festival de Sundance como Melhor Filme-Voto Popular, Educação é um simpático filme dirigido por Lone Scherfig e conta com a surpreendente atuação de Carey Mullingan.

Londres, 1961. Jenny (Mulligan) é uma jovem de 16 anos e ambiciosa, estuda latim e toca instrumentos musicais. Seu sonho é ir rapidamente para a fase adulta e seus pais acreditam que ela será a nova aluna em Oxford. Porém seus planos mudam quando conhece um homem mais velho, David (Peter Sarsgaard), elegante e rico, ele a convida para entrar em sua vida, lhe mostra uma Londres que desconhecia, o glamour noturno, festas elegantes, leilões de arte e concertos de músicas clássicas, o brilho de uma vida cheia de liberdade, conhece o mundo fora dos muros da escola.

E deste relacionamento, que logo é aceito pelos pais da moça, devido o respeito e educação de David, Jenny começa a viajar, conhecer novos lugares, inclusive Paris, seu grande sonho. E esta união vai muito além, e a jovem começa a questionar as doutrinas da escola, a questionar o que é a verdadeira educação, se é aquela que os professores nos passam ou se é aquilo que aprendemos na vida. Entretanto, deste sonho, começam a surgir novas dúvidas, principalmente quando David começa a lhe mostrar suas verdadeiras intenções, que não são belas nem inocentes assim como ela imaginava.


"Educação" é Carey Mulligan. O filme é ela, uma atriz competente, cheia de brilho e carisma, nas primeiras cenas já nos chama a atenção e quando o filme termina chegamos a conclusão de que não só foi a melhor atuação feminina do ano, mas também, uma das melhores atrizes de sua geração. Sua personagem ajuda, delicada e independete, menina e mulher, e sua atuação convense em todos os casos. Os coadjuvantes também são ótimos, Peter Sarsgaard num bom momento de sua carreira, Olivia Williams como uma professora, quase irreconhecível e Alfred Molina, incrível como pai de Jenny.

A história é interessante, e apesar de ter seus clichês, o filme consegue nos prender, seja pela trilha sonora envolvente, as atuações ou até mesmo as belas locações, não há como não se envolver com a trajetória de Jenny. Um filme simpático, assim como disse anteriormente, que de início nos convida para entrar e a verdade é que, não queremos sair mais.

NOTA: 9






Tinha Que Ser Você (Last Chance Harvey, 2008)

Indicado ao Globo de Ouro 2009 como Melhor Ator e Atriz Comédia ou Musical para Dustin Hoffman e Emma Thompson, o longa dirigido por Joel Hopkins, nos aprensenta uma outra dimensão das comédias românticas atuais, com humor sutil, numa história madura, inteligente e até mesmo comovente.

Londres, dias atuais. A cidade será palco de uma grande cerimônia, e Harvey (Hoffman), de Nova York vai até Londres para celebrar o casamento de sua filha. Porém, para este ato, ele corre o risco de perder o emprego, trabalha numa gravadora e sua idade está pesando e seu chefe está em sua cola e uma derrapada ele estará fora e devido a isso, seu plano é assistir o casamento, não participar da festa e ir embora salvar sua profissão. Até que quando ele chega, descobre que o padrasto de sua filha é quem a levará no altar e seu desampontamento tem que ser escondido para manter as aparências. Para piorar sua situação, na volta para Nova York, ele enfim recebe a notícia que foi demitido.

Para se lamentar, Harvey para num bar, é onde conhece Kate (Thompson). Kate é uma mulher madura e ainda mora com a mãe, não consegue se firmar num relacionamento e não tem uma carreira profissional muito relevante, até que certo dia, num bar, quando era para ser só mais um dia, ela conhece Harvey. Ambos numa idade elevada, na idade que seria do sucesso, sucesso que nenhum dos dois alcançou, tanto no profissional quanto no pessoal e quando os dois conhecem as fraquezas de cada um é quando percebem o quanto são parecidos. E dessa inusitada amizade, Kate faz com que Harvey tenha força e prova que essa pode ser a última chance dele provar que pode ser um pai de verdade e mais do que isso, juntos percebem que essa pode ser a última chance deles se salvaram da triste solidão.





Confesso que não esperava nada deste filme, até ver, e descobrir de que se trata de algo, simples, mas que se refletido se torna algo grandioso. Belo, sensível, divertido e emocionante, "Tinha que Ser Você" é um filme que merece ser visto, um prato cheio para aqueles, assim como eu, admira esses dois grandes nomes do cinema, Dustin Hoffman e Emma Thompson, ambos ótimos em cena, numa química inquestionável, que só por eles já vale parar para ver, mas o filme ainda sim nos proporciona outras coisas para admirar, como as belas locações de Londres, o humor leve mas eficiente e um roteiro simples mas delicioso.

NOTA: 9,5

sábado, 19 de junho de 2010

TOP 20: As Novas Faces de Hollywood

O ano começa, o ano termina. E assim, vimos astros e estrelas aparecerem nas telonas, mas quando acabam um projeto, desaparecem...ou se tornam cada vez mais famosos. Atores e atrizes novos chegam a cada estação, ou ainda há aqueles que há anos atuam mas só são reconhecidos em determinados momentos. Estou aqui para citar alguns desses nomes, astros que surgiram na mídia há pouco tempo, astros que surgiram há um bom tempo mas só agora atingiram o estrelato ou aqueles que prometem um bom futuro pelos bons novos projetos que fizeram recentemente.

por Fernando Labanca

20. Jeremy Renner


Começou a carreira fazendo comerciais de TV. Em 2003 fez seu primeiro grande projeto em S.W.A.T ao lado de Colin Farrel. Em 2008 participou de "O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford" e o elogiado terror "O Extermínio 2".

Mas foi em 2009 que Jeremy Renner saiu do anonimato, protagonizou o filme ganhador do Oscar desse ano, Guerra ao Terror, foi indicado a vários prêmios como Melhor Ator, mas saiu de mãos vazias, por outro lado, ficou conhecido e hoje se vê cercado de possíveis projetos futuros, como o Gavião Arqueiro no filme dos "Vingadores" que começa a ser filmado no ínicio do ano que vem.





19.Emma Stone



Começou a carreira aos 18 anos, no filme Superbad - É Hoje, como Jules, o motivo pelo qual toda a história acontece, ganhou notoriedade fácil, o filme conseguiu várias críticas positivas, além do fato, de ter tido uma atuação notável. Em 2008 conseguiu destaque mais uma vez na comédia "Casa das Coelhinhas" ao lado de Anna Faris. Em 2009 estreiou ao lado do galã Matthew McConaughey na comédia romântica "Minhas Adoráveis Ex-Namoradas". No mesmo ano, fora do grande circuito fez o filme independente "Paper Man" com Ryan Reynolds e Jeff Bridges.

Em 2009, conquistou o público e a crítica na comédia Zumbilândia, seu mais grandioso projeto, até então. A atriz promete, com toda a certeza, apesar do currículo pequeno já provou seu talento. Em 2010 protagonizará uma comédia, ainda sem nome para português "Easy A", além de um projeto ao lado de Steve Carrel "Crazy, Stupid Love", entre outros. Vamos esperar para ver...


18. Gemma Arterton


Começou a trabalhar fora das telas, foi vendedora de maquiagem!! Decidiu entrar numa escola de artes, fez teatro e participou de grandes projetos, inclusive uma peça de Shakspeare. Começou a carreira no cinema em 2007, mas ninguém percebeu! Até que em 2008 fez uma participação no filme de Guy Ritchie, Rocknrolla, mas só alcançou notoriedade como Bond Girl, em 2008 ao lado de Daniel Craig em Quantum of Solace, onde desbancou 500 candidatas...pois é, Gemma Arterton não é fraca não!

Mas a atriz foi além, se manteve afastada em 2009 participando de grandiosos projetos e que estourou em 2010, estou falando dos dois bluckbusters Fúria de Titãs e Príncipe da Pérsia, onde faz papel de destaque em ambos os filmes. Ou seja, se você for no cinema agora, você a verá em dois projetos e terá a chance de conhecê-la. Mas não espere muita coisa, a atriz está começando...ainda não chegou lá, mas com toda a certeza, está indo no caminho certo!


17. Chloe Moretz


A jovem Chloe começou a carreira bem cedo, por volta dos 8 anos de idade, em 2005, ganhou destaque em um de seus primeiros filmes, em "Horror em Amityville" fazendo a filha de Ryan Reynolds. Em 2006 participou na comédia "Vovó Zona 2" e devido ao talento indiscutível da jovem atriz, no mesmo ano teve uma participação na série "Desperate Housewives", sendo que um ano antes havia participado de outra série, "My Name is Earl". Em 2008 fez o suspense "O Olho do Mal" ao lado de Jessica Alba.

Mas só em 2008 que Chloe Moretz ganhou notoriedade, ao lado de Joseph Gordon -Levitt na comédia muito bem elogiada "(500) Dias Com Ela" no qual interpreta a irmã mais nova do personagem principal. Mas o estrelato oficial veio muito antes de seu mais novo projeto chegar: "Kick Ass: Quebrando Tudo", o sucesso do filme veio na internet e antes de estrear no cinema virou comentário em muitos sites e sua foto ficou conhecida, quem nunca viu a jovem "bem comportada" segurando uma grande arma pronta para cometer um assassinato? Sim, Chloe Moretz é a Hit Girl no filme baseado nos quadrinhos de Marc Miller, o mesmo de "O Procurado". Esperar para ver...


16. Anna Kendrick


Surgiu recentemente como coadjuvante na saga Crepúsculo, os olhos da mídia estavam voltados a todo o tempo para Kristen Stewart e Robert Pattinson, eis que surge num papel pequeno, Anna Kendrick. Até que a jovem resolveu arriscar em um outro projeto paralelo a saga...e deu muito certo.

No começo deste ano, estreiou o simpático filme de Jason Reitman, "Amor Sem Escalas", no qual Anna intrepreta Natalie ao lado de George Clooney e Vera Farmiga. Com sua personagem, a atriz conseguiu notoriedade do público e da crítica, conseguiu uma indicação como Atriz Coadjuvante no Oscar, Globo de Ouro e Bafta, saiu de mãos vazias, mas ganhou, sem dúvida, reconhecimento. Recentemente venceu o MTV Movie Awards na mesma categoria. Além de estar em Eclipse que estréia no final do mês, ainda tem mais 2 projetos até o final do ano, inclusive o "I'm With Cancer", filme com data prevista para 2011, com Angelica Huston, Seth Rogen, Bryce Dallas Howard e James McAvoy.


15. Malin Akerman


Modelo, "cantora" e também atriz, a bela de 32 anos (nem parece!!) traz um tipinho que já estamos cansados de ver na mídia, loira e bonita e que atira para todos os lados para alcançar a fama. Ok, vamos com calma, ela se firmou como atriz recentemente e foi mais longe do que muitos pensavam (inclusive eu), estreiou em 2000 em projetos pequenos, porém só saiu do anonimato em 2007 na comédia "Antes Só do que Mal Casado" ao lado de Ben Stiler em um papel de destaque, entretanto, a atriz acabou adquirindo muito mais destaque do que se planejava, simplesmente roubou todas as cenas do filme, o projeto se resume a ela, toda a graça e simpatia do longa é prenchida por Malin Akerman e quando sua personagem perde espaço, o filme perde toda a graça e termina muito mal.

Em 2008 fez, mais uma vez, com bastante competência a comédia romântica "Vestida Para Casar", mas seu maior projeto foi em 2009, sob a direção de Zack Snyder, Watchman, sua atuação é duvidosa, mas não chega a desapontar. Malin Akerman trabalhou ao lado de Ryan Reynolds no recente "A Proposta". Até onde vai tudo isso, não se sabe, mas a bela atriz já tem 4, sim, quatro, projetos para 2010!!





14. Aaron Johnson


Jovem ator, hoje com 20 anos, teve sua primeira aparição nas telonas em 2002 no filme "Bater ou Correr em Londres", interpretando Charlie Chaplin quando criança (??!!). Foi uma pequena participação e somente em 2006 conseguiu um papel de destaque no infantil "O Senhor dos Ladrões". No mesmo ano participou de "O Ilusionista".

Teve destaque no drama britânico "Nowhere Boy" filme de 2009 que retrata a infância e a juventude de John Lenon, onde Aaron o interpreta, o filme só chega no Brasil no final deste ano. Em 2010 fez ponta em "Educação" onde contracena com Carey Muligan, mas seu grande destaque fica para "Kick-Ass" onde protagoniza a história do garoto que decide ser herói mesmo não tendo super poderes. Atualmente, além de "Kick-Ass" também está em cartaz com o drama "Em Busca de Uma Nova Chance". O jovem está conquistando as telonas e está sendo cotado para alguns novos projetos, mas provavelmente estourará em outubro quando o já bastante comentado "Nowhere Boy" chegar...


13. Jonah Hill


Faz parte do "círculo de amigos" junto com Seth Rogen e o diretor, roteirista e produtos Judd Apatow, portanto sempre está ligado aos projetos dois dois, mesmo que por trás das telas. Fez participações em "O Virgem de 40 anos"(2005) , "Click"(2006) e "A Volta do Todo Poderoso" (2007). Fez uma participação um pouco maior em "Ligeiramente Grávidos (2007).
Ganhou notoriedade em 2007, no filme "SuperBad-É Hoje", protagonizando o filme e provando que é um grande ator cômico.

Este ano, diretamente para locadora, como coadjuvante, aparareceu em "Tá Rindo do Quê?" de Judd Apatow. Além desses projetos, Jonah Hill empresta sua voz para várias animações como "Horton" e "Como Treinar o Seu Dragão". Portanto, fiquem de olho, este ator ainda estará em muitos outros projetos...estará presente na continuação de "Zoolander" filme de 2001 que contará mais uma vez com Ben Stiller, também estará presente na continuação de "Caça Fantasmas". Além do esperado "Get Him to the Greek" que chega em setembro no Brasil, onde fará um estagiário que acompanha a turnê de um astro do rock!



12. Sam Worthington


O ator australiano fez vários papeis em seu país, mas só ficou conhecido ao estreiar o quarto filme da franquia "O Exterminador do Futuro" em 2009, o filme que foi mal criticado porém sua atuação, elogiada. No mesmo ano, Sam ganhou as telonas e reconhecimento mundial como protagonista do mais grandioso filme do ano passado e de maior bilheteria de todos os tempos, "Avatar" de James Cameron.

Sua carreira se dividiu entre antes e pós Avatar, depois do grande sucesso como Jake Sully, o ator foi convidado para vários projetos, inclusive no projeto que estreiou há pouco tempo, "Fúria de Titãs", entretanto sua atuação no filme foi fraca e o filme, de mau gosto. Com "O Exterminador...", "Avatar" e "Furia de Titãs", Worthington se consagra como um dos atores que mais lucraram nos últimos meses, agora é esperar para ver se esse estrelato dura muito tempo...


11. Emily Blunt


Começou sua carreira no teatro no qual ganhou alguns prêmios como Melhor Atriz. Fez projetos independentes e filmes para TV e não obteve muito sucesso. Eis que um papel cai como luva em suas mãos, a primeira assistente de Maryl Streep no popular "O Diabo Veste Prada", no filme, a atriz se revela e prova seu grande talento, ganha o público fácil com sua divertida Emily. Em 2007 participou de "O Clube de Leitura de Jane Austen" e "Eu, Meu Irmão e Nossa Namorada" ao lado de Steve Carell e Dane Cook. Em 2009 estreiou "A Mente que Mente" ao lado de John Malkovich, além de outros projetos pouco conhecidos.

Este ano, Emily interpretou a mocinha de "Lobisomen" e está em cartaz com "A Jovem Rainha Vitória" que ganhou o Oscar de Melhor Figurino. Até 2011, a atriz já tem cerca de cinco projetos confirmados, como o suspense "The Adjustment Bureau" ao lado de Matt Damon e o novo projeto de Lasse Hallstrom "Salmon fishing in Yemen" onde contracenará com Ewan McGregor. Se depender de seu talento, a atriz vai muito longe...


10. Katherine Heigl


Mais conhecida por sua personagem em Grey's Anatomy, Katherine também construiu sua carreira fora da série. Em 1994, início da carreira, conseguiu papel de destaque na comédia "Meu Pai é um Herói", onde intrepreta a filha de Gerard Depardieu. Em 1998 fez uma participação em "Noiva do Chuck".

Mas seu reconhecimento veio em 2007 na comédia "Ligeiramente Grávidos" ao lado de Seth Rogen, o filme deu certo e o público e a crítica apostaram sua fichas de que a atriz sobreviveria bem fora de Grey's Anatomy. Com uma atuação convincente e bem sucedida, após o filme não lhe faltaram propostas e desde então sempre vemos seu rosto estampado nos cartazes de filmes, sempre comédia românticas, entre eles, em 2008 protagonizou "Vestida Para Casar" e em 2009 o popular "A Verdade Nua e Crua" ao lado de Gerard Butler. Esse ano veremos a atriz com "Killers", filme de Robert Luketic aonde atuará ao lado de Ashton Kutcher.

9. Saoirse Ronan


Começou sua carreira bem cedo, por volta dos 13 anos apareceu ao lado de Catherine Zeta-Jones em 2007, em "Atos que Desafiam a Morte" numa atuação notável, apesar do filme ser fraco. Em outro projeto fraco como "Nunca é Tarde para Amar" no qual interpreta a filha de Michelle Pfeiffer prova seu talento e chama bastante atenção com seu carisma e talento. Entretanto no mesmo ano, Saoirse surge nas telonas no perfeito "Desejo e Reparação" no qual interpreta Briony Tallis, rouba as cenas em que aparece e sobe ao topo das listas dos atores/atrizes mais promissores da época. Com sua atuação memorável é indicada ao Oscar e ao Globo de Ouro, sendo uma das atrizes mais jovens a alcançar tal privilégio.

Sua carreira alavancou, deixou de ser coadjuvante e virou protagonista. Em 2008 estreiou "Cidade das Sombras", mas em 2010, ela surge novamente para receber mais elogios para sua mais que excelente atuação em "Um Olhar do Paraíso", filme de Peter Jackson. O filme se resume a ela, a jovem atriz praticamente leva o filme nas costas. Uma atriz promissora com um futuro brilhante...



8. Robert Pattinson


Existem aqueles que o odeiam ou adoram. Mas é inegável, tive de admitir que o jovem ator está em seu melhor momento. Ator britânico que também arrisca como músico, fez algumas pontas em filmes para TV ou projetos desconhecidos. Ficou conhecido como Cedric no quarto filme de "Harry Potter", em 2005, desde então sua agenda nunca mais ficou vazia.

Ganhou maior destaque em 2008, em "Crepúsculo", repetindo sua personagem ano passado em "Lua Nova" e esse ano estará ele lá de novo com "Eclipse". Filme baseado nos best-sellers de Stephenie Meyer, onde ele interpreta o jovem vampiro Edward Cullen. Em 2008 fez "Uma Vida Sem Regras" e no mais famosinho, "Lembranças", deste ano. Tem alguns outros projetos paralelos a Saga Crepúsculo como o ainda inédito "Bel Ami" onde contracenará com Uma Thurman, entre outros...




7. Carey Mulligan


A jovem atriz promissora começou a carreira com o pé direito, num projeto de ninguém mais ninguém menos que Joe Wright, em "Orgulho e Preconceito", em 2005, um dos melhores filmes de romance dos últimos tempos. Seu papel foi pequeno, irmã da personagem de Keira Knightley, mas seu carisma encheu a tela e após sua aparição, convites não faltaram.

Participou de algumas séries, porém seu estrelato veio esse ano com a chegada de "Educação", indicado ao Oscar de Melhor Filme, e ela, Melhor Atriz, foi também indicada ao Globo de Ouro e ganhou o Bafta, merecidamente. Sua atuação é maravilhosa, seu carisma, inquestionável, tem algo que poucas atrizes de sua idade tem, é difícil definir bem o que é, mas entra em cena como uma atriz madura e cheia de experiência. Também participou de "Inimigos Públicos" em 2009. Hoje, Carey, aos 25 anos (com cara de 17) está com a agenda lotada, a atriz britânica tem cerca de 2 projetos até o final do ano. Está em cartaz atualmente com "Em Busca de Uma Segunda Chance", drama com Susan Sarandon e Pierce Brosnan. Está sendo citada como a nova Audrey Hepburn, que aliás está sendo cotada para a refilmagem de "My Fair Lady", filme de 1964, com Hepburn no papel principal.


6. Seth Rogen


Ator, comediante, produtor e escritor. Começou na adolescência fazendo stand-up comedy. Fez uma ponta em Donnie Darko, o visionário filme de 2001. Teve maior destaque em 2005, ao lado de Steve Carell em "O Virgem de 40 Anos".

O reconhecimento mesmo veio em 2007 na comédia "Ligeiramente Grávidos", onde provou de vez seu talento. No mesmo ano participou do também ótimo "Superbad". Em 2008, mais uma vez surpreendeu no interessante filme de Kevin Smith "Pagando Bem, Que Mal Tem?". Seu último papel de destaque foi ao lado de Adam Sandler, em "Tá Rindo do Quê?", onde o ator rouba as cenas de Sandler, uma de suas melhores performances. Ano que vem ele foge um pouco da comédia no drama "I'm With Cancer", além de interpretar o herói "Besouro Verde" ao lado da bela Cameron Diaz , Christoph Waltz e Tom Wilkinson, e dirigido por Michel Gondry, o filme está programado para estreiar no ínicio de 2011.


5. Zooey Deschanel


Atriz, cantora e compositora começou sua carreira com o pé direito, como coadjuvante num dos melhores filmes de Cameron Crowe, que marcou toda uma geração, "Quase Famosos" de 2000. A partir de então sua filmografia não parou mais, participando em filmes independentes ou com pequenas participações. Em 2003 ela fez "Prova de Amor" no qual foi muito elogiada e indicada ao Independent Spirit Award como Melhor Atriz.

Participou de "O Guia do Mochileiro das Galáxias" em 2005, "Ponte para Terabítia" (2007), e no filme de M.Nighty Shyamalan "Fim dos Tempos" em 2008. Ficou mais conhecida ao lado de Jim Carrey no ótimo "Sim Senhor" e no recente "500 Dias Com Ela" no qual tem uma atuação brilhante. Seu novo projeto é no filme "Idiot Brother" no qual interpretará a irmã de Elizabeth Banks e Emily Mortimer, o filme não tem data de estréia. Deschanel consegue, diferente de muitos, consagrar sua carreira de cantora e atriz, não que seja extremamente famosa, mas sabe lidar com muito profissionalismo as duas vertentes, sendo elogiada por ambas.


4. Bradley Cooper

Participou da série de TV "Alias" onde atuava ao lado da bela Jennifer Garner. Depois da série alcançou o estrelato aos poucos. Fez uma participação em 2006 em "Penetras Bons de Bico" e em outros filmes, mas somente ganhou destaque no começo do ano passado na comédia "Sim Senhor" onde fazia o melhor amigo de Jim Carrey. Não muito tempo depois surgiu na comédia romântica "Ele Não Está Tão Afim de Você".

Mas somente em "Se Beber Não Case" que ficou realmente conhecido, a comédia que faturou o Globo de Ouro de Melhor Filme este ano e trouxe o ator ao estrelato, e recentemente ganhou o MTV Movie Award de Melhor Ator Cômico. Recentemente estreiou a comédia romântica de Garry Marshall (Idas e Vindas do Amor) que reuniu um time de astros de Hollywood como Julia Roberts e Anne Hathaway. Está em cartaz com o filme "Esquadrão Classe A". O Carisma do ator é inegável e com seu bom currículo é capaz que sua fama chegue num lugar mais alto, uma das grandes apostas do futuro...


3. Zoe Saldana


Começou sua carreira como atriz após participar de um episódio de "Law & Order" em 1999. Em 2002 teve papel de destaque no filme de Britney Spears, "Crosswords", projeto arriscado mas que não atrapalhou o grande futuro que lhe aguardava. Fez ponta em "Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra" como a única pirata da atrapalhada tripulação de Jack Sparrow.

Em 2004, mostrou todo o seu carisma e beleza no filme de Steven Spielberg, "O Terminal". E em 2005 provou seu talento na comédia romântica "A Família da Noiva" que contracenava com Ashton Kutcher. Em 2008 fez participação no suspense policial "Ponto de Vista". Zoe Saldana ganhou notoriedade no ano passado em "Avatar" chegando no auge de sua carreira, a atriz mesmo sob os efeitos, convense bonito com sua personagem, e sua bela atuação é perceptível. Para completar ainda participou de outro grande sucesso, "Star Trek". Ainda está no elenco no inédito "Morte no Funeral" refilmagem do filme britânico e no esperado "Os Perdedores", está sendo cotada para viver a protagonista de "Columbiana" filme produzido por Luc Besson, além, é claro, de Avatar 2. Após o sucesso de Avatar, a atriz foi condecorada pela República Dominicana, país em que viveu grande parte de sua vida.


2. Amanda Seyfried


Começou como modelo, partiu para peças de ópera e hoje é estrela do momento. Seu primeiro papel de destaque nos cinemas foi em "Meninas Malvadas" em 2004 ao lado de Lindsey Lohan, onde interpreta uma loira ignorante, engraçadinha e muito simpática, muitos achavam que ela não saíria dali (Inclusive eu). Em 2006 ela entra para o seriado bastante elogiado, "Big Love", onde permanece até hoje. Também fez o ótimo "Alpha Dog" em 2007

Mas só ganhou sucesso no musical "Mamma Mia" em 2008, onde as pessoas olharam para ela e viram que a coadjuvante de "Meninas Malvadas" retornara e muito melhor, a jovem canta e atua como se estivesse brincando, praticamente protagoniza o simpático filme que conquistou o público. Em 2009, surge a comédia-terror, "Garota Infernal" num papel de bastante destaque novamente. Até que em 2010 a jovem atriz veio com tudo, começou o ano no filme de Lasse Hallstrom, "Querido John" e "O Preço da Traição" com Julianne Moore e Liam Neeson. E atualmente está em cartaz com a comédia romântica "Cartas Para Julieta", protagonizando mais uma vez. Para quem achou que Amanda Seyfried era só mais um rostinho bonitinho e com um corpo escultural que chegou do nada e sumiria do nada, se enganou completamente. A jovem atriz conquistou espaço nos cinemas e hoje sempre é cotada para novos projetos, logo que seus filmes deram certo em bilheteria e reconhecimento do público. Sua face marca a nova era de Hollywood e os novos astros que estampam cartazes com bastante frequência nos cinemas atualmente.


1. Kristen Stewart


Ganhou destaque muito cedo nos cinemas, ao lado Jodie Foster, no filme de David Fincher "O Quarto do Paânico" em 2002. Após o filme, a atriz não parou mais, sempre ligada a projetos mais infantis como "Segurem essas crianças" (2004) e "Zathura"(2005). Em 2007 voltou a chamar atenção em filmes como "Eu e as Mulheres" onde faz a filha de Meg Ryan e no excelente "Na Natureza Selvagem".

Em 2008 ganhou notoriedade no início da Saga Crepúsculo, como Bella Swan. E Em 2009 repetiu o papel em "Lua Nova" que fez mais sucesso ainda e por ele levou recentemente o "MTV Movie Award" de Melhor Atriz. No mesmo ano, Kristen participou de Férias Frustradas de Verão. Este ano, a jovem vem com mais força com Eclipse e o esperado "The Runaways" onde contracena com Dakota Fanning. Foi escalada ao novo filme do brasileiro Walter Salles, "Pé na Estrada", além do fato de estar sendo cotada para substituir Angelina Jolie na sequência de "O Procurado". Este ano, Kristen Stewart ganhou o Bafta na categoria "Atriz mais Promissora". Sua fama é inegável, a jovem conquistou o mundo nos últimos anos, está estampada em quase todas as revistas e suas notícias circulam fácil pela internet. É a estrela número 1, gostando ou não, isto é fato!

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